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08/03/2025
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus“– Romanos 3.23
O pecado é um elemento real na vida de todas as pessoas desde o ventre materno.
Gênesis 3.1,6,7; Romanos 5.12-14
Gênesis 3
1 – Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
6 – E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, ele comeu com ela.
7 – Então, foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.
Romanos 5
12 – Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.
13 – Porque até a lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado não havendo lei.
14 – No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.
A paz do Senhor!
Todos os versículos citados são da Almeida Revista e Corrigida. Quando de outra versão, a mesma será mencionada.
Em continuação ao estudo da Apologética Cristã, hoje estudaremos a hamartiologia, a doutrina do pecado. A esperança de salvação está em Cristo Jesus. Ao reconhecermos que somos pecadores e crermos no Salvador e Senhor Jesus, encontramos a plena salvação e a vida eterna.
No capítulo 3 de Gênesis, lemos da introdução da serpente, sendo esta, o próprio diabo e Satanás. Gênesis 3.1a: “Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito…”. O texto implica que a astúcia da serpente supera a de outros animais, indicando um papel único na narrativa.
A presença da serpente no jardim, um lugar de ordem divina, introduz um potencial para interrupção. A teologia cristã posterior identifica com Satanás – Apocalipse 12.9: “E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás”. Essa conexão enfatiza um conflito espiritual mais profundo além da narrativa imediata. Satanás é o autor do pecado.
A presença da serpente no jardim representa a introdução da tentação e do engano do pecado. Observem que o comando de Deus em Gênesis 2.16: “E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Esta declaração reflete a liberdade e a abundância que Deus forneceu, contrastando com a restrição que se segue. Teologicamente, ela ressalta o conceito de livre arbítrio e a responsabilidade humana de escolher a obediência a Deus.
Esta frase inicial do versículo de Gênesis 3.7, do subtópico, significa uma repentina consciência e compreensão que Adão e Eva ganharam após comerem o fruto proibido. No contexto bíblico, “olhos sendo abertos” frequentemente simboliza ganhar conhecimento ou percepção. Este momento marca a transição da inocência para a consciência do pecado. Ele é paralelo a outras instâncias bíblicas onde a iluminação leva a uma compreensão mais profunda do estado espiritual de alguém, como em Lucas 24.31, onde os olhos dos discípulos foram abertos para reconhecer Jesus.: “Abriram-se-lhes, então, os olhos, e o conheceram…”.
Portanto, a percepção de sua nudez representa uma consciência recém-descoberta de vulnerabilidade e vergonha. Antes disso, Adão e Eva estavam nus e não se sentiam envergonhados – Gênesis 2.25: “E ambos estavam nus, o homem e sua mulher; e não se envergonhavam”, indicando um estado de pureza e inocência. A consciência de sua nudez simboliza a perda da inocência e a entrada do pecado na experiência humana. É a chamada Queda da humanidade.
Romanos 5.12: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram”.
Este versículo se refere ao relato de Adão em Gênesis 3, como visto nos subtópicos anteriores, onde o pecado entrou no mundo pela primeira vez por meio de sua desobediência. O ato de Adão de comer o fruto proibido é visto como o pecado original, que trouxe uma mudança fundamental à condição humana. Este conceito é fundamental para entender a doutrina do pecado original, que postula que toda a humanidade herda uma natureza pecaminosa devido à transgressão de Adão. Teologicamente, Adão é frequentemente visto como um “tipo” de Cristo, com Cristo sendo o “segundo Adão” que traz redenção – I Coríntios 15.22 e 45: “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão, em espírito vivificante”.
A extensão do pecado é que todo homem é pecador. Leia Romanos 5.12 a 19. Nesta passagem bíblica, Paulo não se refere aos pecados individuais de todos os homens, mas ao fato que todos pecaram em Adão.
Isto é o que os teólogos chamam de imputação do pecado. O termo é usado em referência tanto ao pecado de Adão como à justiça de Cristo. Da mesma maneira que o pecado de Adão foi imputado ao homem, também o foi a justiça de Cristo.
O pecado de Adão é imputado a todo gênero humano que dele procede por geração comum. A exceção única é Cristo, cuja geração não foi ordinária. Por outro lado, a justiça de Cristo é imputada a todos os que Nele creem – Romanos 3.22 a 28. Portanto, por imputação, somos culpados do pecado de Adão. Esta é a universalidade do pecado.
Pecado, pecados e pecadores. Por causa do pecado (singular) – original, da natureza caída pecadora em Adão – cometemos pecados, e por causa dos pecados (plural) somos pecadores. Além da universalidade da extensão do pecado, o homem todo é pecador. Significa que se estende a cada parte de nossa natureza – Jeremias 17.9: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? “. Romanos 7.18: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem”.
II – A HERESIA QUE NEGA O ADVENTO DO PECADO
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Equipe EBD Comentada
Postado por ebd-comentada
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