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CPAD Adultos – 1º Trim. 2025 – 02-03-2025 – L9 – Quem é o Espírito Santo

28/02/2025

Evangelista Cláudio Roberto de Souza

TEXTO ÁUREO

“Ora, este Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” (2 Co 3.17-NAA)

VERDADE PRÁTICA

É necessário primeiro conhecer a verdadeira identidade do Espírito Santo, à luz da Bíblia, para então poder defendê-la.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 14.16, 17, 26; 16.7-14 

João 14 

16 – E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre,

17 – o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós.

26 – Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. 

João 16 

7 – Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei.

8 – E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo:

9 – do pecado, porque não crêem em mim;

10 – da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais;

11 – e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado.

12 – Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.

13 – Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.

14 – Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.

INTRODUÇÃO

Paz do Senhor!

Excepcionalmente, apresento o esboço da lição 9. Estudaremos sobre o Quem é o Espírito Santo.

Desde os primórdios das Escrituras, notamos que o papel do Espírito Santo se revela de forma contínua e ativa, transpassando desde as narrativas da criação em Gênesis até as visões simbólicas do Apocalipse, demonstrando uma presença que ultrapassa meros atributos humanos para apontar uma divindade plena; os primeiros seguidores de Cristo já compreendiam essa realidade, reconhecendo-o como Deus em igualdade com o Pai e o Filho, o que se evidencia nas obras únicas e na autoridade exclusiva que somente o ser divino pode exercer – como ensina o Comentário Bíblico de Matthew Henry (Matthew Henry’s Commentary on the Whole Bible, Thomas Nelson, 1991) –, e, ainda, a importância desse reconhecimento se mostra vital diante das interpretações distorcidas e heresias que, ao longo da história, tentaram minimizar a essência da Terceira Pessoa da Trindade; ao mesmo tempo, essa contínua revelação convida-nos a mergulhar não só nos textos sagrados, mas também na compreensão de como as culturas da época experienciavam o divino, onde manifestações espirituais eram entendidas como sinais concretos da proximidade e do cuidado de Deus, como enfatiza também o pensamento de João Calvino em Institutes of the Christian Religion (Editora Fiel, 2001), o que reforça a necessidade de que educadores se aprofundem nesse tema para oferecer aos seus alunos um entendimento enriquecido e contextualizado que una tradição, teologia e prática cotidiana.

I – O CONSOLADOR

1 – O outro Consolador (14.16)

A Continuidade do Cuidado Divino 

Jesus, ao se despedir, deixou claro que sua partida física para junto do Pai não significava o fim da presença divina entre os seus. Ele assegurou que continuaria a zelar pela comunidade dos crentes por meio de um Consolador, uma presença viva que refletisse exatamente as qualidades e o poder que Ele próprio exercera. Essa garantia enfatiza que o Espírito não é uma mera força anônima ou um princípio impessoal, mas um agente ativo e pessoal de Deus, mantendo o mesmo caráter divino, como sublinha o “Matthew Henry’s Commentary on the Whole Bible” (Thomas Nelson, 1991). Tal entendimento fortalece a fé da Igreja ao demonstrar que a assistência e a orientação divinas persistem mesmo após a partida física de Jesus.

A Importância da Terminologia na Revelação do Espírito 

A escolha do termo grego empregado para designar o Consolador revela uma nuance teológica essencial: a palavra “allos” destaca que o Espírito enviado é da mesma natureza e qualidade de Jesus, não representando algo distinto ou meramente diferente. Essa distinção linguística é crucial, pois contrasta com a ideia de uma influência impessoal, que seria indicada por “heteros”. Essa nuance linguística foi crucial para que os discípulos compreendessem que o Espírito Santo atua como uma presença viva, compartilhando a mesma qualidade e poder do Salvador, como reforçado pelo Dicionário Vine e também por João Calvino em “Institutes of the Christian Religion” (Christian Classics, 2001). Além disso, na cultura do primeiro século, onde as sutilezas da língua grega eram fundamentais para transmitir conceitos teológicos, essa distinção reforça a compreensão de que o Consolador é um agente ativo, pessoal e indispensável para a preservação da fé, afastando interpretações equivocadas e enriquecendo o entendimento da natureza trinitária. Essa abordagem não só enriquece a compreensão da doutrina trinitária, mas também ilumina como, no contexto cultural do primeiro século, os detalhes da linguagem grega ajudavam a transmitir verdades profundas sobre a natureza e o ministério de Deus.

2 – O Paracleto (16.7)

A Essência do Paracleto  

A designação “Paracleto” remete a uma figura que atua como um companheiro sempre presente, cuja função é apoiar e proteger. A origem grega da palavra evidencia essa proximidade e o ato de chamar à assistência, remetendo à ideia de um aliado constante, que oferece amparo em momentos de necessidade, similar à figura de um advogado que defende seus clientes. Essa compreensão não era estranha à cultura do primeiro século, onde termos que remetiam à proteção e ao auxílio tinham forte ressonância no contexto jurídico e social, como destacado em “Matthew Henry’s Commentary on the Whole Bible” (Thomas Nelson, 1991).

O Envio Divino do Consolador

Além de ser um protetor, o Consolador é enviado com o propósito de preservar e transmitir os ensinamentos de Jesus, garantindo que a mensagem do Salvador perdure entre os discípulos. Conforme revelado em João 15:26, essa presença divina atua como mestre e testemunha, reafirmando e explicando os ensinamentos do Filho, o que assegura a continuidade da revelação de Deus. Essa abordagem, analisada por teólogos como João Calvino em “Institutes of the Christian Religion” (Christian Classics, 2001), reforça a ideia de que o apoio divino não só orienta a fé dos crentes, mas também serve de alicerce para a prática e a educação espiritual contínua, incentivando uma vivência prática dos princípios ensinados.

3 – Seu uso no Novo Testamento

A Presença Específica do Termo

No Novo Testamento, a palavra de origem grega que designa o Consolador aparece de maneira seletiva, ocorrendo apenas cinco vezes nos escritos atribuídos a João – quatro delas concentradas no Evangelho – para indicar o Espírito Santo como aquele que conforta e guia os discípulos. Essa utilização limitada destaca a intenção deliberada dos autores em enfatizar a importância de uma presença divina pessoal e ativa, que continua a operar na vida dos crentes após a partida física de Jesus. Teólogos como João Calvino, em “Institutes of the Christian Religion” (Christian Classics, 2001), apontam que esse uso rigoroso reforça a compreensão da continuidade da obra de Deus, onde o Espírito atua para preservar e transmitir os ensinamentos de Cristo de forma íntima e eficaz.

A Ampliação do Conceito para a Intercessão

Além de designar o Espírito Santo, o mesmo termo é aplicado à figura de Jesus na Epístola de 1 João, onde é traduzido como “advogado”, ressaltando seu papel de intercessor e defensor dos fiéis. Essa designação amplia o significado do termo, indicando que tanto o Espírito quanto Jesus exercem funções de apoio e proteção, atuando como mediadores que garantem a justiça e a integridade da comunidade cristã. Essa perspectiva é enriquecida pelo comentário de teólogos como Matthew Henry em “Matthew Henry’s Commentary on the Whole Bible” (Thomas Nelson, 1991), que explicam que a ideia de um defensor divino estava em perfeita harmonia com as práticas culturais e jurídicas do primeiro século, onde a presença de um advogado era sinônimo de segurança e orientação, atributos essenciais para a vivência da fé cristã.

II – SUA DEIDADE, ATRIBUTOS E OBRAS

Evangelista Cláudio Roberto de Souza

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Postado por ebd-comentada


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