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Betel Adultos – 1º Trimestre de 2020 – 09-02-2020 – Lição 6: A necessidade de um planejamento financeiro

06/02/2020

Este post é assinado por Leonardo Novais de Oliveira

TEXTO ÁUREO

“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?” (Lc 14.28)

TEXTOS DE REFERÊNCIA

ECLESIASTES 5.19 

E quanto ao homem, a quem Deus deu riquezas e fazenda e lhe deu poder para delas comer, e tomar a sua porção, e gozar do seu trabalho, isto é dom de Deus.

LUCAS 14.28-30

Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?

Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele,

Dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Mostrar a importância do planejamento familiar. 
  • Apresentar como manter as finanças sob controle. 
  • Ensinar como administrar com sabedoria a mordomia familiar.

INTRODUÇÃO

Olá irmãos e irmãs, Paz do Senhor.

Abordaremos um assunto de extrema importância e que está intimamente ligado ao tema que estamos estudando.

A questão financeira tem sido a causa de sérios problemas envolvendo a família e infelizmente, poucos líderes religiosos se especializam na difícil tarefa de aconselhar os casais sobre planejamento financeiro.

Em pleno século XXI ainda existem pessoas que acreditam que o dinheiro é proveniente do diabo, que a obrigação de Deus é fazer os cristãos se tornarem ricos e outros absurdos.

A Bíblia nos ensina que somos despenseiros daquilo que o Senhor colocou em nossas mãos. Adão e Eva eram responsáveis pelo cuidado do Jardim do Éden como administradores e nós, somos responsáveis por tudo o que Ele nos deu.

Existe um texto muito interessante sobre este assunto, leiamos:

“Os céus são os céus do SENHOR; mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens”. (Sl 115.16 – ARC)

Em outra tradução:

“Porque o Senhor criou os céus para Si mesmo, mas entregou a terra ao homem”. (BV) 

Paulo utiliza um termo muito importante para referir-se àqueles que administram o que Deus lhes deu, vejamos: 

“Que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus”. (1 Co 4.1 – ARC) 

O despenseiro é aquele que cuida do lugar onde estão guardados os itens que serão utilizados na alimentação, ou seja, um tipo de servo que sabe onde guardar e, além disto, tem a chave da despensa, podendo abri-la quando desejar.

Se observarmos a vida do ser humano verificaremos que de nós mesmos temos pouquíssima coisa, como por exemplo a atitude para fazer algo, ou seja, a grande parte é um presente de Deus.

O Senhor nos deu a vida, bem como a saúde para vivê-la, nos deu o oxigênio, a natureza para nos alimentar, a inteligência para pensar e criar e muitas outras coisas.

Sendo assim, devemos administrar ou gerir tudo o que Ele nos deu da melhor forma que pudermos, pois um dia prestaremos conta de tudo.

A administração financeira faz parte do conjunto de ações que precisamos ter para vivermos bem e nesta lição aprenderemos alguns conceitos importantes que nos serão úteis.

Desta forma, mais uma vez, parabenizamos a Editora Betel por este rico assunto e esperamos contribuir com o crescimento dos professores de EBD para que estes, contribuam com o crescimento de seus alunos.

1 – PLANEJAMENTO, UM PRINCÍPIO BÍBLICO

Planejamento financeiro nada mais é do que a organização das finanças pessoais de tal forma que as necessidades sejam supridas, os sonhos e desejos sejam adaptados à realidade em que se vive de forma a alcançar os objetivos de curto, médio e longo prazo sem ter que vivenciar problemas associados à falta de recursos financeiros.

De forma simples, é a forma de administrar as finanças de modo a conseguir o que quer sem se prejudicar.

Para muitas pessoas esta é uma tarefa quase impossível, pois não tiveram nenhum tipo de formação para isto e nunca se preocuparam com esta área.

As pessoas que não se planejam vivem o dia de acordo com o que aparece e, caso aconteça algum imprevisto (eles sempre acontecem), pedem dinheiro emprestado, utilizam o cartão de crédito, o cheque especial e até mesmo vendem seus pertences a preços extremamente baixos.

Nós moramos em um país que está em crescimento, porém, a base da educação, infelizmente não contempla uma proposta de educação financeira e isto não nos ajuda a crescer.

Existe um ditado que mostra que a Bíblia tem solução para qualquer problema e isto é verdade, porém, precisamos saber interpretá-la.

Vamos estudar alguns textos bíblicos sobre este assunto e pedir sabedoria a Deus para coloca-los em prática.

1.1 – Evitar a precipitação

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Agir precipitadamente é agir sem pensar, ou seja, sem planejar.

Quando tomamos decisões em pensar, a chance de dar errado é grande.

A Bíblia nos mostra a história de um jovem que agiu de forma extremamente precipitada e colheu resultados catastróficos.

O Evangelho segundo Lucas, no capítulo 15, versículos 11 a 32 nos fala a respeito do filho pródigo.

A história vocês conhecem, mas vamos interpretá-la de uma forma que consigamos associá-la ao presente estudo.

O texto nos diz que o filho mais novo (sem experiência) pede ao pai que lhe dê em vida, a parte da herança que ele herdaria quando o pai morresse.

Desta forma, concluímos que aquele jovem desejou antecipar o futuro, usufruindo de coisas que ele não estava preparado para vivenciar.

As pessoas que não se planejam correm o risco de se precipitar e tomar decisões incorretas, que poderão lhes trazer prejuízos incalculáveis.

Aquele jovem pegou a fortuna que seu pai estava reservando para o futuro e gastou tudo vivendo uma vida desregrada, ou seja, sem controle.

De repente o dinheiro acabou e aquele jovem começou a colher o fruto da sua precipitação, de tal forma que chegou a padecer necessidade, ou seja, passar fome. A situação foi tão séria que ele desejou comer a lavagem que os porcos comiam.

Vale a pena abrirmos um parêntese para lembrar que os judeus não criavam porcos, pois estes eram considerados animais imundos. Desta forma, concluímos que ele se afastou muito da casa de seus pais.

Geralmente, as pessoas que se precipitam em assuntos financeiros assumem compromissos que não poderão arcar no caso de acontecer algum imprevisto e é neste momento que a situação fica ruim.

As pesquisas nos mostram que o dinheiro está entre as principais causas de divórcio no Brasil e no mundo. As pessoas se divorciam porque tem problemas com a administração das finanças e não por ter ou não ter dinheiro.

O problema é como utilizamos o dinheiro e um exemplo disto está nos financiamentos com juros altos para comprar coisas supérfluas.

A Bíblia nos ensina o seguinte:

“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças”. (Fp 4.6 – ARC) 

A ansiedade é um tipo de sentimento que acompanha as pessoas que não estão felizes com a situação de suas vidas em qualquer área.

Geralmente as pessoas ficam ansiosas por não conseguirem controlar ou que está acontecendo, porém, na maioria das vezes, isto acontece por falta de planejamento.

A história do filho pródigo fala exatamente sobre isto. Por não se planejar e decidir viver desordenadamente, o jovem ficou sem dinheiro e encontrou-se em uma situação catastrófica, a ponto de desejar comer o que os porcos comiam.

Se aquele rapaz controlasse a ansiedade que lhe trouxe insatisfação por viver na casa dos pais, ele teria evitado muitos dissabores.

A ansiedade gerou o desejo de antecipar o futuro, que levou a precipitação por pedir ao pai que lhe desse a herança de forma antecipada, que lhe trouxe um recurso que ele não estava preparado para utilizar, que lhe deu um padrão de vida que não estava acostumado a ter, que por final, não pôde ser sustentado.

As pessoas precipitadas agem da mesma forma que o filho pródigo, tentam antecipar o futuro e tomam decisões sem pensar.

Se a Bíblia nos ensina a não vivermos ansiosos e mesmo assim, resolvemos viver desta forma, além de desobedecermos a Deus, estamos agindo como seres irracionais, pois a ansiedade nos traz problemas nas áreas espiritual, emocional e física.

A melhor forma de não vivermos de maneira precipitada é nos planejarmos e aprendermos a viver com o que temos no momento.

Pergunte a seus alunos se eles já tomaram decisões precipitadas e aproveite para ouvir algumas histórias tristes.

Observe que existe um padrão para estes casos.

1.2 – É preciso cuidado com as dívidas

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O dinheiro não é o problema, mas sim o que fazemos com ele.

Contrair dívidas é comprar a prazo aquilo que não podemos comprar à vista naquele momento.

Os cartões de crédito são a forma mais comum de se contrair dívidas e, apesar de serem úteis para os momentos de aperto, não devem ser utilizados como um banco portátil.

A EBC (Empresa Brasil de Comunicação) que tem como missão “Criar e difundir conteúdos que contribuam para o desenvolvimento da consciência crítica das pessoas” apontou o seguinte:

“O percentual de famílias endividadas no país ficou em 64,7% em outubro deste ano, taxa inferior aos 65,1% de setembro. Essa foi a primeira queda do indicador neste ano, que acumulava nove altas consecutivas na comparação mensal. Os dados foram divulgados hoje (29) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 

Na comparação com outubro de 2018, no entanto, o endividamento está em um patamar mais alto, já que naquela ocasião o percentual era 60,7%. 

O percentual de inadimplentes, ou seja, de pessoas que têm contas ou dívidas em atraso, aumentou, assim como cresceu a parcela das famílias que não terão condições de pagar suas dívidas. 

A inadimplência atingiu 24,9% em outubro deste ano, acima dos 24,5% do mês anterior e dos 23,5% de outubro de 2018. Já as famílias que não terão condições de pagar suas contas chegaram a 10,1%, acima dos 9,6% de setembro e dos 9,9% de outubro. 

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, depois um período de crescimento forte do crédito, “os recursos extras advindos do FGTS e PIS/Pasep, somados à sazonalidade positiva no mercado de trabalho, favoreceram a redução do endividamento. 

O cartão de crédito figurou como o principal tipo de dívida do brasileiro, sendo apontado por 78,9% das famílias endividadas. Em seguida, aparecem os carnês (15,5%) e o financiamento de carro (9,5%).

A melhor forma de evitarmos dívidas é fazermos a seguinte pergunta antes de comprarmos qualquer coisa: “Realmente precisamos disto?” 

Se temos um carro razoável queremos ter outro melhor e isto não tem nenhum problema, desde que tenhamos condições para tê-lo e que isto não tome o lugar de Deus em nossa vida.

Se uma pessoa trabalha arduamente com o objetivo de comprar um carro ou de trocar o que tem, mas deixa de frequentar a igreja, cuidar de seus filhos e de zelar pela sua saúde, é necessário rever os conceitos.

A maioria dos casais não tem este hábito e os números da pesquisa mencionada nos mostram isto.

1.3 – A relevância do local da moradia

Evangelista Leonardo Novais de Oliveira

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Postado por ebd-comentada


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