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08/03/2025
Atos 16:5
5 de sorte que as igrejas eram confirmadas na fé e cada dia cresciam em número. (ARC)
1 Coríntios 2:1-5
1 E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria.
2 Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.
3 E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor.
4 A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder,
5 para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. (ARC)
Aos professores de EBD deixo a minha indicação de dois trabalhos sérios e comprometidos com o Reino de Deus.
O primeiro é um curso do Evangelista Leonardo focado em como preparar uma aula de EBD Impactante completo e gratuito. Para acessar é só clicar no link abaixo:
https://youtu.be/Bb17bKEAUKM?list=PLPb6JfCF2Mq7e1_WrF4ltD_VCqWVofhVa
O segundo é o comentário das lições da EBD da Revista Betel Adulto realizado pelo pastor Eliseu. Trata-se de um subsídio impar que complementa o material impresso da EBD Comentada. Para acessar é só clicar no link abaixo:
Nesta lição, iremos estudar sobre os movimentos Pentecostal e Neopentecostal: renovação e expansão no século XX.
Em um cenário atual onde muitas práticas pentecostais são influenciadas por tendências passageiras, é essencial retornar às raízes bíblicas do Movimento Pentecostal, especialmente ao evento descrito em Atos 2, que marca o derramamento do Espírito Santo e o nascimento da Igreja. Este estudo busca contrastar as características fundamentais do pentecostalismo clássico, que enfatiza a experiência espiritual autêntica e a santidade, com as nuances do neopentecostalismo brasileiro, que muitas vezes incorpora elementos culturais e midiáticos. Ao fazer isso, o objetivo é fornecer uma base sólida para discernir entre o que é bíblico e o que é meramente cultural ou modismo, enriquecendo a compreensão dos professores e alunos sobre a história e a teologia desses movimentos.
Após a ascensão de Jesus, os discípulos, obedecendo às Suas instruções, permaneceram unidos em oração, aguardando a promessa do Espírito Santo, como registrado em Atos 2. Esse evento marcante cumpriu profecias do Antigo Testamento, como Joel 2:28-32, e as palavras de Jesus em Atos 1:8, inaugurando a era da Igreja cheia do poder do Espírito. Desde então, a experiência pentecostal tem sido um marco na vida da Igreja, inspirando gerações de cristãos a buscar uma vivência espiritual autêntica e transformadora. Neste estudo, destacaremos três pilares da Igreja Primitiva, descritos em Atos 2:42 — o ensino dos apóstolos, a comunhão fraternal e as orações —, que servem como fundamentos essenciais para um pentecostalismo genuíno, capaz de impactar a vida dos crentes e a sociedade em nossos dias. Essas características não apenas refletem a essência da fé cristã, mas também oferecem um modelo prático para a Igreja contemporânea, equilibrando experiência espiritual e compromisso comunitário.
O Movimento Pentecostal tem suas raízes firmadas nos ensinamentos dos apóstolos, como registrado em Atos 2:42, onde os primeiros cristãos se dedicavam à doutrina apostólica e à comunhão uns com os outros. Essa doutrina não era apenas um conjunto de ideias, mas um ensino vivo, transmitido com autoridade e cuidado, visando proteger a Igreja de falsos mestres e garantir sua unidade e crescimento. Os apóstolos, como Paulo, alertavam constantemente sobre os perigos dos falsos ensinos, como em Romanos 16:17-18, onde ele exorta os crentes a evitar aqueles que causam divisões e escândalos, e em 1 Timóteo 6:3-5, onde condena os que se desviam da sã doutrina, promovendo contendas e ganância. Esses alertas eram essenciais, pois, na cultura da época, muitos falsos profetas e filósofos buscavam influenciar as comunidades cristãs com ideias contrárias ao Evangelho. Hoje, esse cuidado continua relevante, já que a Igreja ainda enfrenta desafios semelhantes com doutrinas distorcidas e modismos que desviam o foco da verdade bíblica.
Além disso, os apóstolos destacavam a importância dos dons espirituais para a edificação da Igreja. Em 1 Coríntios 12:7-11, Paulo explica que cada crente recebe um dom do Espírito Santo para o bem comum, enquanto em 1 Pedro 4:10-11, Pedro enfatiza que esses dons devem ser usados para servir uns aos outros, glorificando a Deus. Esses ensinamentos mostram que a Igreja Primitiva valorizava a diversidade de dons, mas sempre com o propósito de fortalecer a unidade do Corpo de Cristo. O teólogo Wayne Grudem, em seu livro Teologia Sistemática (Editora Vida Nova, 1999), reforça essa ideia ao afirmar que os dons espirituais são ferramentas dadas por Deus para a maturidade e o crescimento da Igreja, e não para promover individualismo ou divisões.
Aplicação: Assim como os primeiros cristãos, somos chamados a perseverar na doutrina bíblica e a usar nossos dons para edificar a Igreja. Imagine uma casa: se os alicerces forem frágeis, toda a estrutura desmorona. Da mesma forma, nossa fé precisa estar alicerçada na Palavra de Deus, e nossos dons devem ser usados para fortalecer a comunidade, não para promover vaidades ou divisões. Em um mundo cheio de informações conflitantes, precisamos discernir o que é verdadeiro e viver em comunhão, refletindo o amor de Cristo.
Pergunta para Reflexão: Como você tem usado os dons que Deus lhe deu para edificar a Igreja e glorificar a Ele? Será que sua vida reflete a unidade e o cuidado mútuo que os apóstolos tanto valorizavam?
O Movimento Pentecostal tem como um de seus pilares fundamentais a comunhão entre os irmãos, um valor que remonta à Igreja Primitiva e que continua sendo essencial hoje. Em Atos 2:42, vemos que os primeiros cristãos não apenas compartilhavam a mesma fé, mas também viviam em profunda união, dedicando-se ao ensino dos apóstolos, ao partir do pão e às orações. Essa comunhão não era superficial; era uma expressão prática do amor cristão, que transcendia diferenças culturais, sociais e econômicas. Em uma época onde o mundo greco-romano era marcado por divisões sociais e religiosas, a Igreja se destacava como uma comunidade inclusiva, unida pelo Espírito Santo (1 Coríntios 12:13). Essa unidade era tão impactante que atraía muitos ao Evangelho, como registrado em Atos 2:47, onde se diz que “o Senhor acrescentava diariamente os que iam sendo salvos”.
A comunhão na Igreja Primitiva não se limitava a encontros ocasionais; era um estilo de vida. Hebreus 10:24-25 exorta os crentes a não abandonarem a prática de se reunir, mas a se encorajarem mutuamente, especialmente diante das perseguições e desafios da época. Essa comunhão era sustentada pelo Espírito Santo, que não apenas capacitava os crentes para o ministério, mas também transformava seus relacionamentos, criando uma coesão única. Como observa o teólogo Craig S. Keener em Atos: Comentário Histórico-Cultural (Editora Vida Nova, 2018), o Pentecostes não foi apenas um evento de poder, mas também de unidade, que superou barreiras culturais e étnicas, formando uma comunidade diversificada e unida em propósito. Essa unidade era um testemunho poderoso do poder transformador do Evangelho.
Outro teólogo que reforça essa ideia é John Stott, em seu livro A Mensagem de Atos (Editora ABU, 2008). Ele destaca que a comunhão na Igreja Primitiva era um reflexo do amor de Cristo, que unia pessoas de diferentes origens em um só corpo. Stott enfatiza que a comunhão não era apenas uma prática, mas uma expressão da natureza da Igreja como família de Deus, onde cada membro era valorizado e cuidado. Essa visão nos desafia a repensar como vivemos a comunhão em nossas igrejas hoje, especialmente em um mundo cada vez mais individualista e fragmentado.
Aplicação: A comunhão que vemos na Igreja Primitiva deve inspirar nossa vida em comunidade hoje. Imagine uma orquestra: cada instrumento tem um som único, mas, quando tocados juntos sob a direção de um maestro, criam uma harmonia belíssima. Assim é a Igreja: cada crente tem dons e experiências diferentes, mas, unidos pelo Espírito Santo, podemos refletir o amor e a unidade de Cristo. Precisamos cultivar relacionamentos genuínos, estar presentes uns para os outros e superar as barreiras que nos separam, seja cultural, social ou até mesmo emocional.
Pergunta para Reflexão: Como você tem contribuído para a comunhão na sua igreja? Será que sua vida reflete a unidade e o amor que atraíam tantos ao Evangelho nos primeiros dias da Igreja?
Como apontado pelo bispo Oídes do Carmo, o Movimento Pentecostal tem suas raízes profundamente conectadas à prática da oração, um legado herdado da Igreja Primitiva. Em Atos 2:42, vemos que os primeiros cristãos dedicavam-se à oração como parte essencial de sua vida comunitária. A oração não era apenas um ritual, mas uma expressão de dependência total de Deus, como vemos em Filipenses 4:6, onde Paulo exorta os crentes a não andarem ansiosos, mas a apresentarem suas necessidades a Deus em oração. Essa prática era tão central que os apóstolos buscavam a direção divina até mesmo para decisões específicas, como a escolha de Matias para substituir Judas (Atos 1:24) e a consagração de diáconos e missionários (Atos 6:6; 13:1-3). A oração era o canal pelo qual a Igreja recebia orientação, poder e unção para cumprir sua missão.
Um exemplo marcante de oração na Igreja Primitiva é encontrado em Atos 20:36, onde o apóstolo Paulo, após um emocionante discurso de despedida aos líderes da igreja de Éfeso, ajoelha-se e ora com eles. Esse gesto não apenas demonstrava sua humildade e dependência de Deus, mas também fortalecia os laços de comunhão entre ele e os pastores. Outro exemplo é o de Pedro e João, que subiam ao Templo para orar na hora nona (Atos 3:1), um costume judaico que eles mantiveram, mostrando que a oração era uma disciplina integrada ao seu cotidiano. Esses exemplos revelam que a oração não era apenas individual, mas também coletiva, fortalecendo a unidade e o propósito comum da Igreja.
O teólogo John Stott, em seu livro A Mensagem de Atos (Editora ABU, 2008), reforça a importância da oração na vida da Igreja Primitiva. Ele destaca que a oração era o meio pelo qual os primeiros cristãos experimentavam o poder do Espírito Santo e mantinham sua conexão com Deus. Stott observa que, assim como a Igreja Primitiva, a Igreja contemporânea precisa redescobrir a oração como uma prática vital, não apenas para receber bênçãos, mas para se alinhar à vontade de Deus e cumprir sua missão no mundo.
Aplicação: A oração é como o oxigênio para a vida espiritual: sem ela, nossa conexão com Deus se enfraquece. Imagine um celular sem bateria: por mais avançado que seja, ele se torna inútil se não estiver carregado. Da mesma forma, nossa vida espiritual e ministerial só funciona plenamente quando estamos “carregados” pela oração. Precisamos cultivar uma vida de oração constante, seja individualmente ou em comunidade, buscando a direção e o poder de Deus para enfrentar os desafios do dia a dia.
Pergunta para Reflexão: Como você tem priorizado a oração em sua vida pessoal e comunitária? Será que sua dependência de Deus é tão evidente quanto a dos primeiros cristãos, que transformaram o mundo através da oração e do poder do Espírito Santo?
2 – AS MARCAS DO PENTECOSTALISMO CLÁSSICO
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Equipe EBD Comentada
Postado por ebd-comentada
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