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CPAD Jovens – 4º Trimestre de 2017 – 01/10/2017 Lição 1: Relevantes como o sal, resplandecentes como a luz

28/09/2017

Este post é assinado por: Rafael Cruz

TEXTO DO DIA

“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.”
(M
ateus 5.16)

TEXTO BÍBLICO

Mateus 5.13-16
13 Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens.

14 Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;
15 nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa.
16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.

INTRODUÇÃO

Pela graça e misericórdia do nosso Deus, concluímos um trimestre e iniciamos outro! Espero que você querido leitor esteja ansioso para aprender sobre o tema desse trimestre: Seguidores de Cristo – Testemunhando numa Sociedade em Ruinas.

Justamente em um tempo onde existem tantos ‘seguidores’ e ‘seguidos’ (Facebook, Instagram, Twitter…), a palavra de Deus nos remete a lembrarmos que devemos ser seguidores de Cristo:

Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Mateus 16:24

Quando decidimos seguir alguém nas redes sociais, uma das primeiras coisas que procuramos é no que nos identificamos com aquela pessoa. Para que eu a siga ou ‘curta’ é necessário que haja um sentimento dentro de mim, almejando aquilo. Uns seguem comediantes porque gostam de suas piadas, outros seguem uma banda porque gostam de suas músicas, e por ai vai. O que procuramos em comum, é algo que gostamos.

Diante disso, essa deve ser nossa atitude perante Deus. Devemos segui-lo por que o amamos, devemos obedecer e cumprir a sua vontade porque ele é o nosso Pai. O nosso maior desejo e amor, deve estar sempre junto a ele, lendo a Bíblia, orando, jejuando…

Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia. Salmos 119:97

Que esse seja sempre o nosso desejo!

Um ótimo trimestre e que Deus nos abençoe!

I – COMISSIONADOS PARA TRANSFORMAR O MUNDO

1. A riqueza da metáfora

Sabemos que em seu ministério Jesus se utilizou de muitos recursos linguísticos para que o seu ensino fosse cada vez mais entendido e absorvido por todos aqueles que o ouviam. Um desses recursos foi a metáfora: Metáfora é a comparação de palavras em que um termo substitui outro.

Além da metáfora utilizada no contexto dessa lição (sal e luz), Jesus também disse que ele é o pão da vida (João 6.48). Com isso, Jesus demonstra que da mesma forma que o pão é importante para o homem carnal, o mesmo mostra a sua essencialidade para a humanidade. Em outro texto:

Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas. João 10.7

Entendemos que porta é uma abertura que nos proporciona entrada e saída de um determinado lugar. Da mesma forma que a porta nos dá acesso a um outro ambiente, assim é Jesus que nos deu, através de sua morte na cruz, o acesso ao Pai, para que através dele fossemos salvos e redimidos pelo seu sangue.

Em outra metáfora, Jesus afirma que ele é a videira:

Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer. João 15.5

Fica muito claro: um galho separado da árvore não terá vida própria, morrerá. Assim somos nós. Não podemos viver sem a misericórdia, a graça e o amor do Senhor.

2. Comissão cultural

Jesus nos deixou uma ordenança que é anunciarmos o evangelho, só que além de anunciar o evangelho, a Igreja de Cristo tem como missão promover uma mudança cultural na sociedade. É nesse sentido de mudar a sociedade que Jesus declara que somos sal da terra e luz do mundo.

Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém! Mateus 28.19,20

Além da pregação da palavra, Jesus é claro ao dizer que devemos ensinar as pessoas a guardarem todas as coisas que Ele nos mandou. Isso implica justamente na formação de discípulos, ou seja, pessoas que vão fazer a diferença e influenciar a outras pessoas a terem seu modo de vida transformado pelo poder do evangelho.

Levar as pessoas ao arrependimento, não é simplesmente fazer que elas aceitem a Jesus, mas sim que tenham uma mudança de vida tanto espiritual quanto material, e isso envolve: novos hábitos, novas roupas, novos comportamentos, etc. As pessoas precisam mudar os seus hábitos, e essa mudança começa primeiro em nós para que assim sirvamos de exemplo às pessoas as quais pregamos o evangelho.

3. O poder impactante do Evangelho em tempos sombrios

Aprendemos então que dentro da grande comissão que Jesus nos entregou, existe uma ‘segunda’ comissão que é a de influenciar as pessoas a uma mudança de vida por completo.

Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego. Romanos 1.16

O evangelho é o poder de Deus. Não há limitação nesse poder, pois Deus é onipotente. O evangelho é o poder de Deus para a salvação. Não há salvação fora do evangelho, pois o evangelho é a boa nova de Cristo.

Por mais que os tempos sejam sombrios, o poder do Evangelho é transformador. É um poder que quebra, inutiliza, apaga o pecado e constrói uma nova vida. Vida santificada, útil, valorizada, capaz de construir novos planos. A nova vida é valiosa demais para quem recebe a bênção da salvação, porque a salvação é eterna.

Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. Hebreus 4.12

II – RELEVANTES COMO O SAL

1. “Vocês são o sal da terra”

A metáfora aqui expressa por Jesus nos lembra aquilo que é essencial. Essencial refere-se a tudo aquilo que é necessário, imprescindível, indispensável e que, portanto, não pode ser ignorado.

Quantos de nós ao saborearmos uma comida, já dissemos: ‘Está faltando sal aqui. Você colocou          sal? ’ Ou então: ‘Essa comida está muito salgada. Você colocou muito sal. ’ É fácil notar a presença ou a falta do sal na comida. O sal deve estar presente em quantidade apropriada, pois no saleiro ele não faz efeito algum e em demasia torna-se motivo de rejeição da comida e causa até mesmo doenças.

Mas diferentemente da nossa época, onde o sal é bem comum e fácil de ser encontrado, no tempo de Cristo ele tinha uma importância maior. Em Israel, o sal era uma iguaria valiosa, usada para temperar os alimentos, fertilizar o solo e até mesmo como produto medicinal. No Império Romano, inclusive, os soldados eram retribuídos com sal, de onde advém a palavra salário (do latim salarium), o qual podia ser trocado por alimentos e outros produtos. O sal tinha até sua importância no âmbito espiritual (confirmar uma aliança entre as partes):

E toda a oferta dos teus manjares salgarás com sal; e não deixarás faltar à tua oferta de manjares o sal do concerto do teu Deus; em toda a tua oferta oferecerás sal. Levítico 2.13

Esse ensinamento de Cristo nos mostra que devemos cumprir o nosso papel de ‘dar um sabor’ a esse mundo. Assim como o sal transforma o sabor de uma comida, em sua dose correta, nós devemos transformar esse mundo através do evangelho que Cristo nos anunciou.

2. Cadê o sabor do sal que estava aqui?

Agora se não fizermos aquilo que fomos chamados para fazer, seremos inúteis assim como o sal dentro do saleiro. Se o sal não for usado, ele se torna insípido, sem sabor, ele perde a sua função. Como o próprio texto afirma: Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelas pessoas.

O sal só se mostra útil no momento em que ele é usado para temperar ou conservar algum alimento. Dessa forma, nós seremos úteis se tivermos contato com esse mundo carente se ‘sem sabor’, proporcionando-lhes uma transformação real e verdadeira. Esse é o grande papel da igreja: proporcionar uma mudança sociocultural e ética na sociedade onde ela está inserida.

Ser sal da terra é ter uma vida que glorifica a Deus e que leva outras pessoas a seguir Jesus. Ele nos chamou para fazermos a diferença nesse mundo, através das boas obras.

Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? Romanos 10:13,14

3. Não confunda!

É importante lembrarmos que não é quantidade que demonstra qualidade da igreja. O sal em pequenas quantidades já demonstra efeitos notáveis. A igreja deve agir da mesma forma, pois mesmo em pequeno número, mas cheia do Espirito Santo, ela deve fazer a diferença!

Infelizmente o que temos visto é um crescimento em número de membros da igreja, mas esse crescimento não está influenciando a sociedade. Uma igreja pode realizar milagres, sinais e prodígios e ter um grande crescimento quantitativo e ainda sim estar longe do centro da vontade de Deus.

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. Mateus 7:22,23 

III – RESPLANDECENTES COMO A LUZ

1. Devemos ser como “astros” no mundo

A luz ilumina e aquece os ambientes, e no lugar em que as suas ondas chegam, as trevas se dissipam. Ela simboliza a transparência da vida cristã, testemunhada na sociedade pela conduta reta e virtuosa, vista por todas as pessoas. O jovem cristão não pode ser um “agente secreto” de Cristo em sua escola, faculdade ou trabalho, escondendo sua identidade cristã, pois sendo luz onde chegar, as trevas devem sair.

Eu, o Senhor, te chamei em justiça, e te tomarei pela mão, e te guardarei, e te darei por aliança do povo, e para luz dos gentios. Isaías 42:6

Se continuarmos o texto em Isaías veremos que Deus declara que o povo estava preso e andava em trevas, por isso ele seria uma luz para os gentios. O mundo é mal e pecaminoso, mas nós devemos ser aqueles que irão levar a luz de Cristo para o povo preso e que anda em trevas, assim como foi com Isaias.

Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. João 8:12

2. Não esconda a sua luz!

Além do sal insípido, Jesus adverte sobre a luz encoberta. Naquela época, a iluminação residencial era realizada tipicamente pela candeia, uma espécie de lâmpada abastecida com óleo. Comparando com os dias de hoje, nenhuma casa tem luzes elétricas no chão, por baixo da cama. A luz fica no teto, onde ilumina o melhor possível. Cada luz é colocada estrategicamente para dar o máximo de luz à maior parte da casa.

Nós discípulos de Jesus não devemos viver em uma ‘redoma’ ausentes de tudo o que acontece nesse mundo. Estamos aqui é para trazer a luz de Cristo as nações. Essa missão o profeta Isaias já tinha anunciado a respeito de Jesus:

O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz. Isaías 9:2

Assim como os israelitas seguiam a Luz quando saíram da terra de escravidão, em direção à terra prometida, assim os discípulos do Salvador o seguem, saindo das trevas do pecado, ignorância, depravação, e morte, em direção à redenção no sentido mais pleno desse termo.

Além da luz demonstrar salvação para a humanidade, ela também pode ser entendida como a revelação de Deus, escrita na Bíblia.

Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho. Salmos 119:105

3. Luz Pentecostal

A metáfora usada por Jesus, cita uma cidade entre os montes. Jesus estava fazendo uma analogia com uma cidade chamada Tzfat (Safed), que fica ao norte de Israel e que é a cidade mais alta da Galileia, com cerca de 800 metros acima do nível do mar. Quando as lâmpadas da cidade de Tzfat (que estava edificada sobre um monte) eram acesas, ela podia ser vista de muito longe, principalmente na escuridão mais profunda da noite.

Em outras palavras, Jesus declara que a Igreja – principalmente ao comparar com uma cidade edificada sobre um monte – não nasceu ou foi criada para viver alienada da sociedade, da planície que a rodeia. Não deve se isolar, mas assumir suas obrigações enquanto cidade/igreja-referência. É impossível esconder uma cidade sobre uma colina.

Como luz do mundo e cidade edificada sobre um monte, brilhamos em meio a uma geração perversa e pecadora, servindo de guia para que outros alcancem a parte mais alta do monte, onde o Messias nos espera.

Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo. 2 Coríntios 4:6

4. Resplandecentes para a glória de Deus

Quando fazemos a vontade do Pai sendo sal da terra e luz do mundo, o resultado vem. Por muitas vezes é ai que mora o perigo. Um exemplo disso é que um pregador pode se sentir maior que os outros só porque ‘depois da pregação, 10 almas aceitaram a Jesus’. As boas obras levam à glorificação, não dos discípulos, mas do Pai que está nos céus. João Batista já nos disse sobre isso:

É necessário que ele cresça e que eu diminua. João 3:30

Os dons e tudo o que Deus nos dá, devem servir apenas para a glória e honra dEle. Nós não temos luz própria, nós apenas refletimos a Luz de Cristo nas nossas vidas.

Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. 1 Coríntios 10:31

O que se trata apenas é glorificar a Deus com a nossa vida. Tudo o que você faz, faça com Deus sendo presente, faça para glória e honra daquEle que merece todo o louvor!

Que Deus lhe abençoe!

REFERÊNCIAS

Seguidores de Cristo – Testemunhando numa Sociedade em Ruínas – Valmir Nascimento, CPAD, Rio de Janeiro;
Bíblia online: https://www.bibliaonline.com.br/acf

Por Rafael Cruz


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