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CPAD Jovens – 3º Trimestre de 2017 – 10/09/2017 – Lição 11: Crenças religiosas

07/09/2017

Este post é assinado por: Rafael Cruz

TEXTO DO DIA

“Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens, como o lavar dos jarros e dos copos, e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas.”
Mc 7.8

TEXTO BÍBLICO

Gálatas 1.6-12
6 Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho,

7 o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo.
8 Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.
9 Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.
10 Porque persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.
11 Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens,
12 porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo

INTRODUÇÃO

“Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo”. 1 Coríntios 12.3

A palavra no original grego utilizada por Paulo nesse versículo em lugar de Senhor é Kyrios. Kyrios é uma palavra de origem grega, que significa “Senhor”, “Lorde” ou “Mestre”.

Naquela época o imperador romano era como um deus, uma divindade, e dessa forma deveria ser chamado de Kyrios. Com isso Paulo utiliza dessa mesma palavra para dizer que somente os que estiverem com o Espirito Santo, poderão dizer que Jesus é o seu Kyrios. Quando isso fosse dito, automaticamente a pessoa estaria negando a ‘divindade’ do imperador romano e consequentemente condenada à morte.

O evangelho que é anunciado na Bíblia é diferente do que o mundo prega hoje. Antes não tinha facilidades: ou você arriscava sua vida e aceitava a Jesus ou vivia de acordo com normas e regras desse mundo. E o que vemos hoje é justamente um evangelho que vem se ‘adaptando’ ao jeito de viver de cada um. Já escutei um certo ‘pastor’ dizer que antes dos cultos em sua igreja, são cantadas músicas seculares para depois cantar os hinos de adoração a Deus. O motivo: é para as pessoas se sentirem bem na igreja e não ficarem incomodadas com a palavra.

Jesus foi muito claro em seus ensinamentos:

  • Há duas portas: Estreita e a larga. Não tem uma porta média que não é tão radical e nem tão liberal.
  • Árvore que não dá frutos será cortada e lançada no fogo: Ou dá fruto ou é jogada no fogo.
  • Dois alicerces: Rocha ou areia. Construa a casa na rocha e ela resistirá as tempestades, construa na areia e ela não resistirá as tempestades.
  • Sal da terra: Se o sal for insípido só serve para ser jogado fora e pisado pelos homens.

Veja que para Jesus não tinha meio termo: ou você é aquilo que você crê ou não é nada disso.

“Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca”. Apocalipse 3:16

Atualmente o que vemos é justamente muitas crenças religiosas anunciando um falso evangelho e levando as pessoas para um caminho que não é aquele o anunciado por Cristo.

I – CRESCIMENTO EVANGÉLICO E CRENÇAS RELIGIOSAS

1. Século I

“De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas”. Atos 2:41

“Muitos, porém, dos que ouviram a palavra creram, e chegou o número desses homens a quase cinco mil”. Atos 4:4

A igreja de Cristo não parava de crescer, pessoas de vários lugares e culturas diferentes estavam aceitando a Jesus. Era necessário para que pessoas tão diferentes pudessem seguir juntas em uma única unidade, uma assembleia fosse feita e assim conciliar todos os entendimentos ali existentes.

Veja que dessa reunião não ‘surgiu’ várias igrejas devido ao desejo de cada um, mas pelo contrário, os gentios acataram e entenderam a palavra que havia sido dita a eles:

“Tendo-se eles, então, despedido, partiram para Antioquia e, ajuntando a multidão, entregaram a carta. E, quando a leram, alegraram-se pela exortação”. Atos 15.30,31

Dessa forma, aceitando a decisão dos apóstolos (inspirados pelo Espirito Santo) a igreja de Cristo ia crescendo e se tornando cada vez mais forte.

2. Séculos XX e XXI

Assim como a igreja crescia na época dos apóstolos, hoje em nosso país ela continua crescendo.

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Seria esse um crescimento sadio? Será um crescimento com vidas realmente transformadas pelo evangelho? Ou apenas pessoas buscando a ‘prata e o ouro’ e não buscando o dono da ‘prata e do ouro’? Aprendemos na lição passada que além de anunciar o evangelho, a igreja tem a missão de promover uma mudança cultural, pois arrependimento não é só pedir desculpa, mas sim uma mudança de vida.

“E vos renoveis no espírito da vossa mente; E vos revistais do novo homem…” Efésios 4.24

Sabedores disso, o que podemos concluir é que a igreja não está promovendo essa mudança cultural na sociedade. Índices nos mostram que a criminalidade no Brasil também tem aumentado.

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Agora devemos analisar: evangélicos crescem, mas a criminalidade também. Porque? Acontece que grande maioria desses evangélicos pertencem a igrejas que perderam as características principais do evangelho. As pessoas preferem ficar em seus luxuosos templos do que sair as ruas e anunciar o evangelho. A palavra dita nas igrejas já não é mais sobre arrependimento, salvação, pecado…só se fala em bens materiais e em satisfação do prazer. Resultado: igrejas cheias de pessoas vazias que não produzem nenhum fruto.

3. Sincretismo evangélico

Segundo o dicionário, sincretismo significa a fusão de diferentes cultos ou doutrinas religiosas, com reinterpretação de seus elementos.

Como foi dito na introdução desse comentário, igrejas estão realizando ou introduzindo coisas para que o culto fique mais ‘agradável’ e ‘atrativo’ para as pessoas. Jesus em sua oração ao Pai, disse:

“Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo”. João 17.14

O evangelho dito por Cristo não é compatível com esse mundo! Não devemos abrandar a palavra ou ‘passar a mão na cabeça’ de quem comete pecado e deixar por isso mesmo. Não se pode misturar elementos de outras culturas ao evangelho com o intuito de simplificar ou adaptar ao modo de vida de cada um.

“Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha; doutra sorte o mesmo remendo novo rompe o velho, e a rotura fica maior. E ninguém deita vinho novo em odres velhos; doutra sorte, o vinho novo rompe os odres e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; o vinho novo deve ser deitado em odres novos”. Marcos 2:21,22

Jesus explica que o cristianismo não pode conviver com outras práticas e nem caminhar junto com a velha cultura. Assim como no simbolismo do batismo, nós sepultamos o velho homem e ressuscitamos com Cristo.

II – OS MALES DO SINCRETISMO CULTURAL E RELIGIOSO

1. Pregação da cultura do mundo

Nesse ano completamos 500 anos da reforma protestante, onde sabemos que Martinho Lutero anunciou ali as 97 testes que foram baseadas em 5 ‘solas’. Um dos ‘solas’ é: Sola Scriptura (Somente as escrituras).

Na Igreja Católica Romana, a tradição tem o mesmo peso que a Bíblia. Porém, para o cristão evangélico, a Bíblia está acima da tradição, posto que ela é a Palavra de Deus revelada ao homem.

“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido. E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra”. 2 Timóteo 3.14-17

Se cremos somente na palavra de Deus, sabemos que em nenhum lugar é dito sobre a famigerada teologia da prosperidade; pelo contrário Jesus sempre nos ensinou que nesse mundo teremos aflições e que para segui-lo é necessário cada um carregar a sua cruz e negar-se a si mesmo. O foco do evangelho não deve ser o materialismo e/ou o hedonismo (conforme já estudamos).

“Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.
Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína”. 1 Timóteo 6:8,9

2. Humanismo secular

Humanismo é a filosofia moral que coloca os humanos como principais, numa escala de importância, no centro do mundo.

Infelizmente essa filosofia tem se embrenhado no meio da igreja colocando o homem no centro de todas as coisas. Isso podemos perceber nas músicas, nas mensagens pregadas e nas doutrinas ensinadas por essas igrejas.

Muitas músicas exigem de Deus alguma coisa, como se Ele fosse obrigado a tal feito. A disseminação da filosofia humanista e do antropocentrismo são disfarçados da ‘vontade de Deus’ na maioria das canções da atualidade.

“Quem primeiro me deu, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu”. Jó 41:11

3. Uma longa história

Há vários exemplos bíblicos de como o sincretismo religioso já fazia parte no dia a dia das pessoas. Paulo, conhecedor disso já orientava a igreja:

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”. Gálatas 1.8

A igreja desde a época dos apóstolos sofreu perseguição por vários imperadores. Até que o imperador Constantino em seu governo tornou a fé cristã a religião oficial do Império Romano e cessou com as perseguições. Com isso a igreja se aproximou do Estado.

Na medida em que Estado e Igreja foram se aproximando, houve mudanças que fizeram com que a igreja abandonasse a doutrina dos apóstolos. Os ensinos de Jesus e a fé genuína em Deus e no Salvador foram deixados de lado.

Nesse tempo, coisas boas aconteceram para a igreja:

  • Completada a tradução da Bíblia para o latim.
  • Os cristãos não eram mais mal vistos pela sociedade.
  • O evangelho se expandiu.

Mas a maneira de viver e a cultura romana começou a se misturar com a Igreja. Daí surgiu então a Igreja Católica com todos os seus santos, indulgências e doutrinas. Com o tempo esse sincretismo só cresceu, até que em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero apregoou as 97 testes contra essa igreja, que já não era mais a mesma dos tempos de Jesus.

Será que precisamos de um novo ‘Martinho Lutero’ para reformar a igreja? 

III – O PERIGO DO ADULTÉRIO ESPIRITUAL

1. Tempos trabalhosos

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” 2 Timóteo 3.1

As leis existem para nos tornar livres. Deus nos entregou a lei e os seus mandamentos para que soubéssemos viver sabiamente.

O homem por sua vez subverteu esse conceito e se auto colocou como centro de todas as coisas e se esquecendo de que tudo o que temos e tudo que somos, é o Senhor Deus que nos proporciona.

O adultério espiritual acontece quando as pessoas não têm mais compromisso com Deus e o trocam por prazeres materiais e carnais. Adultério é infidelidade; quando somos infiéis a Deus, isso o desagrada e faz com que fiquemos a mercê do seu julgamento.

O nosso compromisso com Deus é adora-lo pelo que Ele é para nós e não pelo que ele pode me dar. Temos que ser crentes e fieis a Ele mesmo sabendo que Ele tanto pode dar, quando também pode não dar.

“Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste”. Daniel 3.18

2. Subcultura

Se é o mundo que está influenciando a igreja, pois ela tem se tornado cada dia mais parecida com o mundo do que o mundo com a igreja, é bem claro que a igreja não irá propor uma contracultura aos moldes desse mundo. O que vai acontecer é a criação de uma cultura mundana com aparência de cristã.

Como músico, fico triste ao ver cantores cristãos pegando uma melodia de uma música secular e simplesmente colocam em cima dessa melodia uma letra cristã. Penso comigo: onde está a inspiração divina para escrever uma letra junto com a melodia que exalte e glorifique o nome de Deus? É realmente necessário buscar melodias seculares para poder se criar novas canções para Deus? Porque realizar essa mistura?

A igreja de Cristo deve ser influenciadora e não influenciada por este mundo.

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Romanos 12.2

3. Cristianismo puro e simples

Jesus não veio instituir uma nova religião ou uma nova ‘placa’ de igreja. Ele veio para nos mostrar o verdadeiro sentido do evangelho.

“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. João 13.34,35

Não devemos ficar inventando moda, ou querendo modificar o evangelho para o nosso proprio bem. Não…a palavra de Deus é muito simples, clara e objetiva.

“Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas”. 1 Pedro 2.21

Deus lhe abençoe!

REFERÊNCIAS

ODILO, Reynaldo. Tempo Para Todas as Coisas: Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD;
IBGE;
Fundação de economia e estatística;
Bíblia online: https://www.bibliaonline.com.br/acf

Por Rafael Cruz


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