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CPAD Adultos – 4º Trimestre de 2017 – 08/10/2017 – Lição 2: A Salvação na Páscoa judaica

02/10/2017

Este post é assinado por: Pastor Eliel Goulart

Texto Áureo

“[…] Eu sou o Senhor, e vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios, vos livrarei da sua servidão e vos resgatarei com braço estendido e com juízos grandes.” – Êxodo 6.6

Verdade Prática

     A libertação do povo israelita vislumbrava um plano divino maior: libertar e salvar a humanidade.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Êxodo 12.21 – 24, 29
21 Chamou, pois, Moisés a todos os anciãos de Israel e disse-lhes: Escolhei, e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a Páscoa. 

22 Então, tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e lançai na verga da porta, e em ambas as ombreiras, do sangue que estiver na bacia; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã. 
23 Porque o Senhor passará para ferir aos egípcios, porém, quando vir o sangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, o Senhor passará aquela porta e não deixará ao destruidor entrar em vossas casas para vos ferir. 
24 Portanto, guardai isto por estatuto para vós e para vossos filhos, para sempre.
29 E aconteceu, à meia-noite, que o Senhor feriu todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se sentava em seu trono, até ao primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais.

INTRODUÇÃO
Comentário do Blog

Paz do Senhor!

Em Gênesis 15.13 e 14 está escrito: “Então, disse a Abrão: Saibas, decerto, que peregrina será a tua semente em terra que não é sua; e servi-los-á e afligi-la-ão quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente à qual servirão, e depois sairão com grande fazenda.”

Terminaram os quatro séculos ditos por nosso bendito Deus a Abraão. Chegou o tempo de sair da escravidão para a liberdade, da opressão para a libertação, da pobreza para a riqueza, da escuridão para a luz.

Para trás ficaria o Egito e adiante estava a Terra Prometida, onde mana leite e mel.

Que ilustração abençoada da nossa própria redenção, pois que somos salvos por Cristo Jesus! E a Páscoa ilustra perfeitamente “…uma tão grande salvação…” – Hebreus 2.3. Profeticamente, a nossa libertação da escravidão do pecado foi retratada nestes eventos a milênios atrás.

Há três lugares de símbolos ruins para o crente:

1 – Sodoma – símbolo deste mundo e sua carnalidade;

2 – Babilônia – símbolo deste mundo e sua idolatria;

3 – Egito – símbolo deste mundo e seu mundanismo.

Mundanismo é tudo aquilo que nos afasta de Deus. Que se interpõem entre nós e a nossa comunhão com Deus. É todo este sistema anti Deus, anti Bíblia, anti Igreja, anti obreiros, anti família que nos oprime a cada dia mais.

Sendo o Egito símbolo deste mundo tenebroso – Efésios 6.12 – então Faraó simboliza a Satanás. O Faraó usava uma coroa com uma serpente naja na parte frontal. Sabemos que esta serpente indica-nos a Satanás – Gênesis 3.1 a 14 e Apocalipse 12.9 – “E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás…”. A coroa nos remete ao domínio do principado ( em termos espirituais ) sobre o Egito.

O tempo de Deus chegou por graça e poder a favor dos israelitas. Seriam libertos do domínio maligno de Faraó, e transportados para o Reino de Deus, sob a liderança do manso Moisés, com seu cajado de pastor. Êxodo 4.17 – “Toma, pois, este bordão ( cajado – anotação nossa ) na mão, com o qual hás de fazer os sinais.” – Almeida Revista e Atualizada.

Mas o coração de Faraó endureceu contra os filhos de Israel. Queria mantê-los subjugados como escravos no Egito. Também o Inimigo luta e usa de astúcias para manter o crente com vínculos ao Egito.

Faraó propôs que servissem a Deus na própria terra do Egito. O inimigo propõe que não é necessário tanto radicalismo, sendo possível adaptar nosso culto aos costumes do mundo. Êxodo 8.25 – “Então, chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide e sacrificai ao vosso Deus nesta terra.” Que mal tem participar dos costumes deste mundo? Das festas juninas? Que mal tem nas danças deste mundo? Que mal tem beber socialmente? Que bobagem é essa de que beber é pecado? O inimigo não quer que saíamos do Egito radicalmente. Como bem dizem certos pregadores: “Alguns crentes saíram do Egito deste mundo, mas o Egito não sai de dentro deles.” Ou como expressou Estevão em Atos 7.39 – “…em seu coração voltaram ao Egito.”

Faraó propôs que servissem a Deus, podendo ir a certa distância do Egito, mas não muito longe. O inimigo propõe que não sejamos tão fanáticos, e usa de astúcia até contra o batismo com o Espírito Santo. Para que ir tão longe na doutrina? Sejam mais formais, e então há crentes que se conformam em serem pentecostais nominais, não buscam o batismo com o Espírito Santo e nem os dons espirituais. A experiência do batismo com o Espírito Santo é a pedra basilar da doutrina pentecostal. É bibliocêntrica e também prática e experimental. A proposta de Faraó, símbolo de Satanás foi: “Deixar-vos-ei ir, para que sacrifiqueis ao Senhor, vosso Deus, no deserto; somente que indo, não vades longe…” – Êxodo 8.28.

Também Faraó propôs que servissem a Deus somente indo os homens. Êxodo 10.8 – Quais são os que hão de ir?” Moisés respondeu: “Havemos de ir com nossos meninos e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, e com as nossas ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir; porque festa do Senhor temos.” – Êxodo 10.9. E Faraó insistiu: “Andai agora vós, varões, e servi ao Senhor.” O inimigo de forma semelhante quer desunir a nossa família na fé, na doutrina, na comunhão, na frequência aos cultos, nos serviços da vida da igreja. Desanimam os pais, tentando os filhos a não quererem ir à casa do Senhor.

Ilustração – Uma irmã contou-me com lamento, que seu esposo e seus dois filhos, diminuíram a frequência à casa do Senhor. Não iam mais cultuar em família. O próximo culto seria o domingo pela manhã, da Escola Dominical. Ela me disse que seria uma luta e um peso grande demais para ela conseguir que eles se levantassem, no domingo pela manhã, para irem juntos a Escola Dominical. Propus a ela que orasse com fé e fervor, contando tudo aquilo ao Senhor. E pedisse para ele os despertar pela manhã. E como gesto de fé, aconselhei a arrumar a mesa do café da manhã, como se os quatro da família fossem tomar o desjejum juntos. Independente dela ter se levantado primeiro, e os demais continuassem dormindo… E assim ela fez. Buscou ao Senhor, orou de madrugada e pela manhã também: “Senhor, quero minha família na casa de Deus.” Levantou-se pela manhã, pôs a mesa bem preparada para o marido e os dois filhos. E quieta e só na cozinha, sentou-se a esperar o que aconteceria… e contou-me depois, tão alegre, que apareceu o marido e os dois filhos, espontaneamente, pois ela não os chamou, e prontos a irem a Escola Dominical. Tomaram o café juntos e juntos foram servir ao Senhor.

Por fim, a luta do inimigo é feroz. Em Êxodo 10.24, Faraó propõe que “fiquem vossas ovelhas e vossas vacas…” O inimigo usa de astúcia e quer separar o crente de suas contribuições a favor de Missões e de outras tantas necessidades da administração da igreja, de suas ofertas alçadas, dos dízimos, das ofertas de gratidão… Moisés respondeu cheio de fé: “Nem uma unha ficará.” – Êxodo 10.26.

Dez terríveis pragas caíram sobre o Egito antes que o Faraó e o próprio povo egípcio suplicassem para que o povo de Israel saísse e até os apressavam. Êxodo 12.31 a 33.

A última das dez pragas foi a morte de todos os primogênitos dos homens e dos animais.

Para salvação de Seu povo, Deus preparou para “passar sobre” eles – e assim foi estabelecida a PÁSCOA.

“Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano.” – Êxodo 12.2

A salvação foi um novo tempo, um novo começo!

I – A INSTITUIÇÃO DA PÁSCOA

1. O livramento nacional
Comentário do Blog

Êxodo 12.1 e 2 – “E falou o Senhor a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo: Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada casa.”

A ideia de um novo começo sempre é atrativa a todos nós. Quantas vezes anelamos um tempo de anistia, de alívio e de que as dores e erros sejam esquecidos… O Senhor nos oferece a redenção em Cristo Jesus!

No caso de Israel, o “início dos meses” é iniciado por um êxodo.

Para nós a redenção por Cristo é a obra que Ele consumou na cruz para que tivéssemos um novo começo, uma nova vida. Se houve em qualquer homem o desejo real de ser transformado, deve então firmar os seus pés na Rocha da Redenção.

Isaías 26. 3 e 4 – “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti. Confiai no Senhor perpetuamente; porque o Senhor Deus é uma rocha eterna.”

Quando os israelitas saíram do Egito, à frente deles estava o monte Sinai. Dele Moisés disse: Hebreus 12.21 – “Era tão terrível a visão, que Moisés disse: Estou todo assombrado e tremendo.” Os israelitas seriam moldados à vontade de Deus por processos dolorosos. E tal aconteceriam com o passar de décadas. E o que prometeu cumpriu Suas benditas promessas a favor de Israel e os redimiu.

Gênesis termina com um “caixão no Egito” – Gênesis 50.26.

Êxodo termina com a glória do Senhor enchendo o Tabernáculo – Êxodo 40.34 – “… e a glória do Senhor encheu o Tabernáculo.”

Sempre o início de ano é bom tempo de reflexão. O tempo passou, os acontecimentos da vida se acumularam, e a mortalidade a todos rodeia. Então, com Israel não era diferente. Com o início do ano a celebração da Páscoa, renovava a confiança no Salvador.

Quanto a nós, crentes desta dispensação, clamamos o sangue de Jesus Cristo de novo espargido sobre a nossa alma. É a história de nossa vida individual.

Temos as seguintes oportunidades de lições a cada início de ano, a cada bênção de poder recomeçar:

1 – Quem ordena os dias e os anos é Deus.

2 – Que o primeiro mês relembra a vinda do Salvador.

3 – Que o primeiro deva ser de consagração da nossa devoção ao Senhor.

4 – Que o Senhor faz conhecer Sua vontade por Sua Palavra pregada e ensinada na igreja.

H. Spurgeon, o príncipe dos pregadores, assim ministrou sobre este texto bíblico de Êxodo 12. 1 e 2, no Século 19:

“Eu quero trazer à sua mente este fato, que assim como o povo de Israel, quando Deus lhes deu a Páscoa, teve uma mudança complete de todas as datas, e começou seu ano em um dia bastante diferente, então, quando Deus dá para Seu povo a comer a Páscoa espiritual, tem lugar em sua cronologia uma mudança maravilhosa. A data de nascimento, da nova vida, de homens e de mulheres salvos, ou seja, do alvorecer de sua vida verdadeira, data não desde o aniversário de seu nascimento natural, mas desde o dia em que nasceram novamente do Espírito de Deus, e entraram no conhecimento e na bem aventurança das coisas espirituais.

Primeiro, façamos uma descrição deste evento memorável, que passou a ser a cabeça do ano judaico e, de fato, o início de toda a cronologia israelita:

1 – Este evento foi um ano de salvação pelo sangue. A Lei exige a morte: “A alma que pecar, essa morrerá.” – Ezequiel 18.20. Cristo, o nosso Senhor, morreu em nosso lugar, como está escrito: “Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras.” – I Coríntios 15.3. O crente se assenta com segurança junto à porta, sem arranjos de guarda para expulsar o destruidor, pois quando Deus vê o sangue de Jesus, Ele passará sobre nós!

2 – Em segundo lugar, naquela noite, eles receberam o alívio do cordeiro. Sendo salvo pelo seu sangue, as famílias creram, assentaram-se e alimentaram-se do cordeiro. Era uma festa de muita reverência e solenidade. Uma refeição tanto de mistério quanto de esperança. João 6.48 – “Eu sou o pão da vida.” – João 6.54 – “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e u o ressuscitarei no último dia.” Ó crente, você se lembra quando do primeiro dia que se alimentou de Cristo, quando sua alma faminta apreciou o Pão vivo que desceu do céu?

3 – O terceiro evento foi a purificação de suas casas a partir dos Pães Asmos, a ausência do fermento. Lado a lado com a aspersão do sangue e a ingestão do cordeiro. Porque o crente pode se alimentar de Cristo e, ao mesmo tempo, manter uma mentira por uma vã confiança em si mesmo. Ou acalentar algum pecado, mas o ´eu´ e o pecado devam sair de nossas vidas. Este mês é o início dos meses, o primeiro mês do ano para nós, quando o Espírito da verdade expõe o que há de falsidade em nós.

4 – E por quarto, a libertação maravilhosa, gloriosa e poderosa.”

2 – A libertação da escravidão
Comentário do Blog

Êxodo 12.4 – “O tempo que os filhos de Israel habitaram o Egito foi de quatrocentos e trinta anos.”

O Egito é símbolo do mundo com sua astúcia, com descuidos e alheios à vida de Deus. Dele o Senhor tem chamados os Seus filhos através dos séculos. O Êxodo sempre permaneceu um fato vivo para os crentes. A todos que estão no Egito deste mundo a voz do Senhor chama: “Venha para a liberdade, venha para a vida celestial.”

Hoje, estamos no deserto deste mundo. E temos as bênçãos em Cristo, o maná celestial, a Rocha eterna. O Espírito Santo nos conduz rumo à Canaã espiritual e nisso está a nossa vontade e o nosso coração.

Assim como a Páscoa foi o fim da escravidão, do sofrimento e da pobreza para os filhos de Israel, da mesma forma, quando nos voltamos para o nosso Cordeiro Pascal, Cristo, temos também um NOVO COMEÇO.

II Coríntios 5.17 – “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.”

Cortamos os compromissos com:

1 – Os pecados do passado;

2 – Os erros do passado;

3 – Os fracassos do passado.

Nosso compromisso é com coisas novas:

1 – Uma nova família;

2 – Uma nova geração;

3 – Uma nova aliança.

Medita nisso, amado irmão!

Cristo é superior a Moisés. Para Israel, a libertação de Moisés foi maravilhosa, pois os libertou das amarras da escravidão. A salvação por Cristo Jesus é superiormente maravilhosa. Ele nos salva da penalidade do pecado. Quando somos salvos e libertos, começa um novo tempo e uma nova vida.

Esta é a simplicidade do Evangelho da graça de Deus.

Ilustração – O pregador Dwight Lyman Moody ( 1837 – 1899 ), conta que ensinava sobre a maravilhosa graça de Jesus, num culto de ensino. E querendo que os crentes entendessem mais completamente a riqueza do Evangelho da graça, a certa altura, tirou de seu pulso o relógio de ouro maciço que lhe fora presenteado, e o estendeu diante da congregação, perguntando: “Quem quer este relógio para si… é de graça!” A congregação sorriu como que demonstrando que entendeu a ilustração. E um menino, assentado nos primeiros bancos, levantou-se de seu lugar e foi até o púlpito, pegando para si o relógio de ouro tão precioso. Todos riram da iniciativa do menino…. Ao final do culto, os pais desse menino vieram com ele até o pregador Moody, com a intenção de devolver o relógio, explicando que o menino se precipitou e que a ilustração fora muito bem entendida pela igreja. Mas, o pastor Moody respondeu que o relógio era dele. Pois foi o único da congregação que creu que a oferta era real, verdadeira e de graça!

E o menino, tão feliz, recebeu para si a dádiva ofertada pelo pastor Moody naquele culto, um relógio de ouro maciço! Inteiramente de graça!

Romanos 5.20b e 21 – “Mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor.”

3. A nova celebração judaica
Comentários do Blog

Haviam três festas judaicas principais, instituídas por Deus, pelo ministério de Moisés.

Êxodo 23.14 a 16 – “Três vezes no ano me celebrareis festa.
A Festa dos Pães Asmos 
( Páscoa ) guardarás; sete dias comerás pães asmos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado no mês de abibe; porque nele saístes do Egito; ninguém apareça vazio perante mim;
E a Festa da Sega ( Pentecostes ) dos primeiros frutos do teu trabalho, que houveres semeado no campo, e a Festa da Colheita ( Tabernáculos ) à saída do ano, quando tiveres colhido do campo o teu trabalho.”

Estas eram as três festas principais. E eram observadas anualmente. A Festa da Páscoa e a dos Tabernáculos – também conhecida como Festa das Cabanas – resultavam em três festas secundárias, que eram festejadas ao mesmo tempo, uma após a outra.

A Festa de Pentecostes era celebrada cinquenta dias depois da Páscoa e não tinha nenhuma festa secundária associada a ela.

Vamos resumir:

1 – No mês de Abibe ( março / abril – início do ano religioso do calendário judeu ) – Festa da Páscoa, seguida pela Festa dos Pães Asmos ( sem fermento ) e das Primícias ( quando o trigo colhido era ajuntado num feixe, e eram levados ao Templo como primícias, movidos pelos sacerdotes diante do Senhor, como oferta movida ). Esta Festa da Páscoa é ainda comemorada nos dias atuais pelos judeus religiosos. Para nós, nesta Dispensação da Graça, ela teve cumprimento pleno no sacrifício expiatório de Jesus, nosso Cordeiro Pascal, conforme profeticamente descrito em Êxodo 12. 3 a 8.

2 – No mês de Sivan ( Junho ) – Pentecostes. Chamada em hebraico de Shavuot, significando ´semanas´. É o plural de shavua. Coincidia com o fim da colheita de trigo. Tem este nome porque era celebrada cinquenta dias após a Páscoa.

 3 – No mês de Ethanim ( setembro / outubro ) – Festa dos Tabernáculos, que era precedida pela Festa das Trombetas e o Dia da Expiação. Celebrada no final do ano, com duração de oito dias. Em hebraico, é conhecida como Sucot. Instituída por Deus para que os filhos de Israel se lembrassem de que viveram em cabanas no deserto, quando da saída do Egito. Leia Levítico 23. 33 a 43. O versículo 40 desta referência, indica-nos que era uma festa de muita alegria. No Novo Testamento, está mencionada em João 7.37 a 39. Os teólogos pentecostais entendem que o propósito profético desta festa terá seu pleno cumprimento no Milênio.

A nova celebração judaica da Páscoa teria a participação de toda a família. Era uma festa com a família.

Êxodo 12.21 – “Chamou, pois, Moisés a todos os anciãos de Israel e disse-lhes: Escolhei, e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a Páscoa.”

A vontade de Deus é que todas as famílias participem da bênção propiciada pelo sangue redentor de Jesus.

Atos 16.31 a 34 – “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. E lhes pregaram a palavra do Senhor e a todos os que estavam em sua casa.
…e logo foi batizado, ele e todos os seus.
…e na sua crença em Deus, alegrou-se com toda a sua casa.

A Páscoa era uma celebração de festa, e neste sentido, fala-nos do banquete contínuo do crente: Provérbios 15.15 – “Todos os dias do aflito são maus, mas o de coração alegre tem um banquete contínuo.”

II – O CORDEIRO DA PÁSCOA

1. O cordeiro no Antigo Testamento
Comentário do Blog

Levítico 4.32 – “Mas, se pela sua oferta trouxer uma cordeira para expiação do pecado, sem mancha a trará.”

Antes de sacrificar ao cordeiro, o sacerdote observava se o cordeiro era sem defeito e sem mancha. Ilustra e aponta para o Senhor Jesus, que antes de ir à cruz, viveu uma vida sem defeito e sem mancha. Ele viveu uma vida perfeita de santidade. Do contrário Seu sacrifício de nada valeria. Hebreus 4.15 – “…porém, um como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.”

I Pedro 2.22 – “O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano.”

Jesus Cristo é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem.

Como Deus não podia ser tentado. Como homem, mesmo em Sua bendita perfeição, sim. Hebreus 2.17 – “Pelo que convinha que, em tudo, fosse semelhante aos irmãos…”

No mistério da encarnação, o Senhor Jesus não perdeu a Sua natureza divina e nem os atributos divinos. Como expressa a tradução de J. B. Phillips – edição 1972 – Cartas para Hoje – Uma paráfrase das Cartas do Novo Testamento – Filipenses 2.7 – “Mas despiu-se de todas as vantagens, consentindo em ser escravo por natureza e em nascer como homem. E visto claramente como ser humano.”

Como homem foi tentado em todas as coisas, assim como nós, e não transgrediu. Leia Hebreus 4.15 já transcrito acima.

Pela nossa confiança no Senhor Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo – João 1.29 – todos os crentes que estamos Nele podemos, sim, vencer a tentação:

1 – Pela Palavra;

2 – Pela oração;

3 – Por andar no Espírito.

2 – Jesus, o verdadeiro Cordeiro pascal
Comentário do Blog

Êxodo 12.3 – “Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada casa.”

A ordem de Deus a Moisés foi clara e objetiva: um cordeiro por família.

Sabemos que o cordeiro simboliza a Jesus.

Geziel Gomes – Sementes para Plantar:

“A Bíblia é o livro do Cordeiro:

1 – De Abraão em Gênesis 22.

2 – Da Páscoa em Êxodo 12.

3 – Profético, em Isaías 53.

4 – Divino em João 1.29.

5 – Eterno em I Pedro 1.19 e 20.”

A salvação da família é um princípio bíblico.

Nós podemos desfrutar da salvação, e também, por fé e obediência, trazer a salvação a toda a nossa família.

Lucas 19.9 – “E disse-lhe Jesus: Hoje, veio a salvação a esta casa…” Foi a fé em Jesus que levou Zaqueu a decidir segui-Lo. Já citamos o carcereiro de Filipos, e recomendo reler Atos 16.31 a 34. Enfatize a citação da ´casa´ por três vezes nesses versículos! Da mesma maneira, ore para que o Senhor use o irmão e a irmã como instrumento a favor de seus parentes, de seus filhos e de seus pais. A fé salvadora é para eles também e você é o porta voz de Deus para falar a eles como receber a Jesus como Senhor e Salvador.

Êxodo 12.3 – “…um cordeiro para cada casa.”

“Receita para um lar feliz:

1 – Que toda a família venha para o Cordeiro.

2 – Que a direção da família pertença ao Cordeiro.

3 – Que o lar da família seja a Igreja do Cordeiro.” ( Geziel Gomes – Sementes para Plantar ).

Ilustração – O pregador D. L. Moody, comentando João 1.29 – “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” –  expôs o seguinte:

“Quando eu estava em Belfast ( capital da Irlanda do Norte ), um médico me contou que havia um cirurgião chefe do hospital, que antes de realizar qualquer cirurgia, tinha o costume de dizer ao paciente: “Dê uma olhada na ferida e depois fixe os seus olhos em mim, e não os tire até que eu termine.”

Pensei que era uma boa ilustração.

Pecador, olhe bem a ferida do pecado e, em seguida, fixe seus olhos em Cristo e não os tire. É melhor olhar para o remédio do que para a ferida.

Veja como você é um pobre pecador miserável, e então olhe para o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!”

Mateus 17.8 – “E, erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus.”

III – O SANGUE DO CORDEIRO

1. O significado do sangue

2. O sangue do cordeiro pascal

3 – O sangue da Nova Aliança
Comentário do Blog

Há três menções especiais na Bíblia sobre o sangue de Jesus:

1 – Sangue da aliança – Mateus 26.28 – “Porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança…” – ARA.

2 – Sangue da comunhão – I João 1.7 – “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado.”

3 – Sangue da redenção – Efésios 1.7 – “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça.”

Há a afirmação categórica de Hebreus 9.22 – “…e sem derramamento de sangue não há remissão.”

Ora, o derramamento do sangue do Senhor Jesus Cristo foi fator de bênção para recebermos o perdão dos nossos pecados e sermos aceitos na presença de Deus. O Senhor Jesus derramou o Seu sangue na Cruz para a nossa reconciliação, dando-nos cobertura ( sangue da expiação – da cobertura ), para nós termos paz com Deus.

A sentença sobre nós, por causa de nossos pecados, era de morte – Romanos 6.23 – “O salário do pecado é a morte.” O nosso amado Jesus pagou a pena do pecado por nós, derramando o Seu sangue, morrendo em nosso lugar, na cruz do Calvário.

Esta é a simplicidade do Evangelho – I Coríntios 2.2 – “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.”

O pecado transtorna a nossa vida com o que ele traz:

1 – Traz separação entre nós e o nosso Deus – Isaías 59.2 – “Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus.”

2 – Traz a acusação de Satanás contra nós – Apocalipse 12.10 – “…o acusador de nossos irmãos…o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite.”

3 – Traz o peso da culpa – Salmo 38.4 – “Pois já as minhas iniquidades ultrapassam a minha cabeça; como carga pesada são demais para as minhas forças.”

4 – Traz a penalidade da morte – Ezequiel 18.4 – “…a alma que pecar, essa morrerá.”

Como resolver estes problemas?

Pela aplicação do sangue de Jesus. Nesta lição, citamos por algumas vezes a Êxodo capítulo 12, onde o Senhor Deus ordenou que o povo israelita aplicasse o sangue de um cordeiro nos portais de suas casas, protegendo-as do destruidor – que mataria a todos os primogênitos.

Este cordeiro apontava para Cristo, o qual mais adiante o nosso Deus disse: Êxodo 12.13 – “…vendo eu sangue, passarei por cima de vós.”

Assim, comparando com o que o pecado traz, conforme anotei acima, destaco o que o sangue de Jesus traz:

1 – Traz comunhão com Deus – Romanos 5.9 – “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.”

2 – Traz paz com Deus – Colossenses 1.20 – “E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz…”

3 – Traz purificação da culpa – Hebreus 9.14 – “Quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificando a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?”

4 – Traz o livramento da condenação – I João 2.2 – “Ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.”

Propiciação aqui é palavra correspondente para a palavra expiação, tantas vezes repetidas no Antigo Testamento. Remete a tampa de cobertura da arca do concerto. E ao sangue expiador, que no Novo Testamento, descrevem o meio pelo qual Deus mostra misericórdia aos pecadores, ou seja, em e através da Pessoa e obra do Senhor Jesus Cristo, na morte na cruz pelo derramamento do Seu sangue no sacrifício vicário ( substitutivo ) que fez pelo pecado. ( Vine ).

O diabo, portanto, não tem nenhuma base para acusações contra os que receberam a obra do sangue de Cristo derramado por eles.

O sangue de Jesus tem poder interior e exterior em nossas vidas:

1 – Poder purificador –  I João 1.7 – “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado”.

Hebreus 9.14 – “Quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?”

2 – Poder aproximador – Efésios 2.13 – “Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.

3 – Poder pacificador – Colossenses 1.20 – “E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus”.

4 – Poder justificador – Romanos 5.9 – “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira”.

5 – Poder redentor / remissão – Colossenses 1.14 – “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados”.

Efésios 1.17 – “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça”.

Atos 20.28 – “… a Igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.

6 – Poder vivificador – João 6. 53 e 56 – “Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu, nele.”

7 – Poder sanador – I Pedro 2.24 – “Pelas suas feridas fostes sarados”.
Jesus foi ferido na cabeça, nas costas, nas mãos, nos pés, no lado, até seu suor se tornou em grandes gotas de sangue. “Pelas suas feridas fostes sarados”.

O sangue de Jesus não pode ser para você apenas como uma frase mística ou uma exclamação supersticiosa, ou apenas uma doutrina para conhecimento.

Você precisa crer para se beneficiar de todo o poder que há no sangue de Jesus.

O Senhor Jesus derramou o Seu precioso sangue a favor de Sua Igreja e isso traz bênçãos para nós.

Reivindica tais bênçãos ao Senhor!

CONCLUSÃO
Comentário do Blog

Leonard Ravenhill – ( 1907 – 1994 )  –

“Muitos pastores me criticam por ter tomado o Evangelho tão a sério! Mas, será que realmente pensam que quando eu estiver diante de Cristo, Ele vai repreender-me, dizendo: “Leonard, você me levou muito a sério!?”

No mais Deus proverá!

Pastor Eliel Goulart


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