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CPAD Adultos – 3º Trimestre de 2017 – 27/08/2017 – Lição 9: A necessidade de termos uma vida santa

17/08/2017

Este post é assinado por: Pastor Eliel Goulart

Texto Áureo

“Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver.” – I Pedro 1.15

Verdade Prática

     Cremos na necessidade e na possibilidade de termos uma vida santa e irrepreensível por obra do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas de Jesus Cristo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

I Pedro 1.13 a 22
13 Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo, 

14 como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; 
15 mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, 
16 porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.
17 E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação, 
18 sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, 
19 mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, 
20 o qual, na verdade em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós; 
21 e por ele credes em Deus, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus.
22 Purificando a vossa alma na obediência à verdade, para  amor fraternal, não fingido, amai-vos ardentemente uns aos outros, com um coração puro;

INTRODUÇÃO
Comentário do Blog

Paz do Senhor!

A santificação é uma das três bênçãos da salvação. Não se inclui aqui a Adoção ( a experiência exterior ), pois esta está inserida na Regeneração ( a experiência interior ).

Por certo que a Adoção é também uma bênção. Por ela nos é conferido o privilégio gracioso de ser filho de Deus, membro de Sua família, herdeiro de Deus! Tão somente, registro que está incluída no aspecto da Regeneração.

Considera-se o homem salvo quando este está em paz com Deus – Justificação -, e está participante da família de Deus – Regeneração – e, agora, prossegue sua carreira servindo ao Senhor – Santificação.

“Sendo justificado, ele pertence aos justos; sendo regenerado, ele é filho de Deus; sendo santificado, ele é ´santo´ ( literalmente uma pessoa santa ).” (Myer Pearlman ).

A vida de santificação é uma vida de culto ao Senhor.

O Espírito Santo é o agente da santificação.

I Coríntios 6.11 – “E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus.

A bênção da santificação é concomitante, ou seja, se dá ao mesmo tempo, com a justificação. Portanto, ela é operada de maneira simultânea e instantânea. E por outro lado, ela é progressiva e vivencial, ou seja, o crente vai progredindo NA santificação a qual já está posicionado instantaneamente, quando salvo.

Russell Shedd: “A lei só é boa para quem reage como Paulo, em Romanos 7. O desespero antecipa o alívio da graça: “…já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” – Romanos 8.1. O que a lei demanda, a graça outorga. Se Deus exige santidade segundo Sua perfeita vontade expressa na lei, Ele também concede a graça para motivar e mostrar a generosidade divina.

Deus no encoraja ou nos fustiga, para persuadir-nos a deixarmos nossa letargia e perseguir a santidade – Hebreus 12.14 – “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” E é correndo a corrida que nos é proposta que nos asseguramos da promessa de um dia ver o Senhor. Deus nos ajude!”

Hebreus 12.1 – “…corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta.”

I – DEFININDO OS TERMOS

1. A santidade de Deus
Comentário do Blog

I Samuel 2.2 – “Não há santo como é o Senhor.”  Ana cantou a santidade de Deus, dizendo que Ele é incomparável em santidade. Perfeito e elevado em santidade. Este atributo divino é inerente a Ele. Ninguém é absolutamente santo e independentemente santo como o nosso Deus. Sua Santidade é absoluta e originária. A nossa santidade deriva Dele, por Cristo Jesus.

Deus é santo por essência de Seu Ser. Ele é o padrão absoluto da retidão. Tudo que Ele intenta é reto e justo. Ele não se fia em outro padrão. Ele é o padrão da santidade. Ana continuou cantando: “…porque não há outro fora de ti.” – I Samuel 2.2.

Todos os demais atributos divinos estão harmonizados com a Santidade de Deus.

A santidade de Deus é o atributo louvado pelos seres angelicais:

Isaías 6.3 – “E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.”

Apocalipse 4.8 – “…Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo Poderoso, que era e que é, e que há de vir.”

A santidade de Deus é a garantia de Sua Palavra – Salmo 89.35 – “Uma vez jurei por minha santidade ( não mentirei a Davi ).”

E este é um atributo comunicável de Deus.

O pecado é a grande causa da separação de Deus. Romanos 3.23 – “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Por causa do pecado, todos estamos separados da presença santa de Deus.  E somente a bênção da salvação nos restaura à santidade original a qual fomos criados.

Salmo 17.30 – “Eu me satisfarei da tua semelhança quando acordar.”

2. Significado
Comentário do Blog

As informações da revista neste tópico são excelentes.

Quanto a origem do termo ´santo´, em nossa língua portuguesa, esta vem do latim ´sanctu´, significando aquilo que é plenamente e essencialmente puro, sem mistura, perfeito.

Buckland: “Esta palavra ( ´santo ´ ) no Antigo Testamento representa duas palavras hebraicas, significando, uma delas PIEDOSO – Provérbios 2.8: “Para que guardes as veredas do juízo e conserve o caminho dos seus santos.  Segundo nos informa Strong, ´santo´ neste versículo é do hebraico chasid, tendo o significado melhor de ´piedoso´, ´uma pessoa piedosa´. E a outra significa SEPARADO. Salmo 89.5 – “E os céus louvarão as tuas maravilhas, ó SENHOR, e a tua fidelidade também na assembleia dos santos.” E Daniel 7.18 – Mas os santos do Altíssimo receberão o reino…”. Que é a qaddish, ou seja, santo: separado, consagrado. O equivalente grego no Novo Testamento é adotado com uma designação característica da comunidade cristã. Exemplos:

Atos 9.13 – “E respondeu Ananias: Senhor, de muitos ouvi acerca deste homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém.”

Romanos 1.7 – “A todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados santos: Graça e paz de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.”

I Coríntios 1.2 – “A igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos…”

E assim por aquela expressão se indica em primeiro lugar a CHAMADA e ESTADO do crente cristão; e em segundo lugar as qualidades próprias do crente genuíno, as quais derivam de tão alto privilégio”.

Há três palavras na Bíblia que sugerem o sentido completo da santificação:

1 – Santificados indicando a posição de todos os santos pelo poder do sangue de Jesus, diante de Deus Pai. Ocorre mais de 100 vezes no Antigo Testamento e mais de 30 vezes no Novo Testamento.

2 – Santo no singular, que seria a satisfação pessoal vivenciada diante do mundo como testemunhas vivas. Ocorre 469 vezes no Antigo Testamento ( Vine ) e 12 vezes no Novo Testamento. Hebreus 7.26 – “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus.”

3 – Santos no plural, ou seja, a comunidade dos santos. A Igreja, a comunidade dos tirados para fora do mundo, conforme I Pedro 2. 9 – “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido (ARA-propriedade exclusiva de Deus ), para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” Esta ocorre 62 vezes no Noto Testamento, referindo-se aos cristãos coletivamente como o Corpo de Cristo: a Igreja.

3. Exclusividade
Comentário do Blog

Êxodo 13.2 – “Santifica-me todo primogênito…”.

Este versículo exemplifica a posse exclusive, o direito que não admite mistura com outro. Esta separação não se dava por uma cerimônia impositiva, mas considerava, conforme o versículo 12 deste mesmo capítulo 13 – “…apartarás para o Senhor…”. Ou seja, feito para Ele. Exclusivo seu. Consagrados a Ele. Separados de todos os demais. Propriedade exclusiva do Senhor.

Êxodo 30.33 – “O homem que compuser tal perfume como este, ou que dele puser sobre um estranho, será extirpado dos seus povos.”

Em Êxodo 30.22 a 38 estão as instruções para o preparo do óleo sagrado da unção e o incenso para ser usado no serviço do tabernáculo. E para demonstrar a excelência da santidade, havia este óleo temperado no tabernáculo, que era separado para o uso e o cheiro.

O nome de Cristo é como unguento derramado.

O incenso usado no Altar de Ouro era preparado com doces especiarias. Na preparação era batido e esmagado. Por isso, se agradou ao Senhor ferir o Redentor, quando Se ofereceu em um sacrifício de cheiro suave. Portanto, não era feito para uso comum. O povo era alertado a não abusar e profanar qualquer coisa pela qual Deus Se faça conhecer. Deus alertava as pessoas para reverenciarem seus próprios serviços a Ele.

É grande afronta a Deus brincadeira com coisas sagradas e fazer diversão debochada e atrevida com a Palavra e as ordenanças santas.

“Todos esses rituais de consagração são representações visuais de verdades espirituais reveladas no Novo Testamento.” ( Esequias Soares ).

II – A NECESSIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA

1. Israel
Comentário do Blog

Êxodo 19.5 e 6 – “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha. E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.”

O Senhor ordenou a Moisés que falasse tais palavras ao povo de Israel. É condicional: “se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto”. Diligência envolve esforço, zelo, interesse, cuidado.

“Reino sacerdotal” expressa claramente o propósito divino: ter um reino de sacerdotes, cujos todos os cidadãos vivessem inteiramente no serviço a Deus e desfrutando de acesso real a Ele.

Isaías 61.6 – “Mas vós sereis chamados sacerdotes do Senhor…” e Isaías 62.12 – “E chamar-lhe-ão povo santo…”  Reafirmam o futuro ideal de Israel.

A chamada de Israel era para ser uma nação santa. Separada de outras nações e separada para o SENHOR. Trata-se tanto de privilégio quanto de dever. Mais completamente isso é reafirmado em Deuteronômio.

Deuteronômio 7.6 – “Porque povo santo és ao Senhor, teu Deus, o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há.” E repetido a declaração do propósito em Deuteronômio 14.2 e 26.19.

Porém, logo perderam tais privilégios, por infidelidade e desobediência. Perderam o privilégio do sacerdócio, que implica tão íntima comunhão com o Senhor. E perderam a realeza, que implica o exercício da autoridade delegada pelo Senhor.

Nesta perda geral pela nação, foram então separados dentre os filhos de Israel, a tribo de Levi. Certamente porque quando do drama do bezerro de ouro, narrado em Êxodo capítulo 32, quando Moisés viu o tamanho desvio do povo, gritou na porta do arraial: “Quem é do Senhor, venha a mim.” E a tribo que se apresentou, vindo a Moisés, foi a de Levi. “Então se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi.” – Êxodo 32. 26.

Foram zelosos a favor do Senhor.

Deuteronômio 10.8 – “Por esse mesmo tempo, o Senhor separou a tribo de Levi…” – ARA. “O estilo de vida dos israelitas devia estar de acordo com a santidade do seu Deus.”( Esequias Soares ).

Um povo separado de entre todas as nações da terra.

Ester 3.8 – “Existe espalhado e dividido entre os povos em todas as províncias do teu reino um povo cujas leis são diferentes das leis de todos os povos…”

2 – Igreja
Comentário do Blog

I Pedro 2.9 – “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.”

Eis a citação direta de Êxodo 19. 6 e tão somente em I Pedro 2.9 há inversão da ordem. Ao invés de reino sacerdotal é sacerdócio real. Hoje, temos uma relação pessoal com um Deus pessoal.

Pregadores antigos assim diziam: “Como reis levamos Deus às pessoas, e como sacerdotes, trazemos as pessoas a Deus.”
Como reis, exercemos autoridade delegada por nosso Deus.
Como sacerdotes, servimos diante do Senhor.

Na Almeida Revista e Atualizada é traduzido assim: “povo de propriedade exclusiva de Deus.” Lembra-nos imediatamente Êxodo 19.5. Literalmente ´um povo para uma reserva especial.” É uma linguagem forense. É uma fraseologia do Antigo Testamento aplicada à Igreja;

Malaquias 3.17 – “E eles serão meus, diz o Senhor dos Exércitos, naquele dia que farei, serão para mim particular tesouro.”

Hoje, a Igreja como povo de Deus tem todos os privilégios antes pertencentes a Israel. E compartilhamos as prerrogativas de Cristo.

Participando da realeza de Cristo, gozamos da autoridade de Deus contra o mundo, a carne e o diabo. Participando do sacerdócio de Cristo, somos consagrados a Deus, oferecendo sacrifícios espirituais.

Na perspectiva da santificação ao Senhor, temos tanto a dignidade dos reis quanto a santidade dos sacerdotes.

Em santidade somos chamados:

1 – Do poder de Satanás;

2 – Da confusão moral;

3 – Da impureza;

4 – Da perda espiritual da ignorância:

5 – De um estado de miséria e de perigo.

Em santidade somos chamados para:

1 – O Reino de Deus;

2 – Elevado padrão moral;

3 – A verdadeira sabedoria;

4 – A pureza espiritual;

5 – A ter o céu como perspectiva.

3. Uma exigência natural
Comentário do Blog

I Pedro 1.15 e 16 – “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.”

O chamado nos impõe a obrigação de sermos santos.
Não é uma opção para o crente. É um mandamento dos chamados.
Pedro aprecia usar o verbo chamar em suas duas cartas:

1 – I Pedro 1.15 – “Mas, como é santo aquele que vos chamou…”

2 – I Pedro 2.9 – “…que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.”

3 – I Pedro 2.21 – “Porque para isto sois chamados…”

4 – I Pedro 3.9 – “…sabendo que para isto fostes chamados, para que, por herança, alcanceis a bênção.”

5 – I Pedro 5.10 – “E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou…”

6 – II Pedro 1.3 – “…nos chamou por sua glória e virtude.”

Nós fomos libertados do Egito, símbolo deste mundo tenebroso, e assim como a Israel lhe era imposta a obrigação de diferenciar o puro do impuro – Levítico 11.47 – “Para fazer diferença entre o imundo e o limpo.” – A nós também é-nos imposto este princípio da santidade.

1 – Deus é santo e sem santidade não podemos ser como Ele é;

2 – Deus é santo e somente os santos podem servi-Lo.

3 – Deus é santo e sem santidade é impossível agradá-Lo.

4 – Deus é santo e sem santidade não se é reconhecido por Ele.

5 – Deus é santo e precisamos ser santos para adorá-Lo.

Apocalipse 17.14 – “Vencerão os que estão com ele, chamados, eleitos e fiéis.”

III – A POSSIBILIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA

1. A santificação posicional
Comentário do Blog

Por santificação posicional, entendemos biblicamente ser a nossa posição diante de Deus, que alcançamos pela fé e pela graça, quando redimidos dos nossos pecados. Comprados de volta por e para Deus, pelo precioso sangue do Senhor Jesus, derramado de uma vez para sempre na cruz de dor.  Em Hebreus 10.10 e 10.14 diz-nos que o sacrifício – oblação – nos santificou. E destaca que por uma só oblação, ou seja, por somente único sacrifício, em contraste com os sacrifícios repetidos do Antigo Testamento.

Nossa santidade posicional se dá em Cristo Jesus – I Coríntios 1.2 – “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos…” Observem que a uma igreja problemática e com pendências carnais difíceis, Paulo os chama tanto de santificados quanto de santos. Posicionalmente, em Cristo, somos santos.

E esta dádiva posicional vem da obra expiatória de Cristo, que nos redimiu – comprou de volta – da posição de escravos do Inimigo e do pecado, para a posição de separados como propriedade exclusiva Dele. E assim temos a marca, o selo, o penhor, a garantia do Espírito Santo em nós.

Em Romanos 12.1 – “Não vos conformeis com este mundo…”, exorta-nos a não tomarmos a forma deste sistema que nos afasta da vontade de Deus: a nossa santificação. Que não usemos do molde deste mundo anti Deus, anti Bíblia, anti Igreja e anti obreiros.

Colossenses 1.13 – “Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor.”

Vamos expor a explicação do admirável teólogo Bancroft, quanto a distinção entre santificação e justificação, por oportuno que é:

“A justificação difere santificação no seguinte: aquela é um ato instantâneo e que não comporta progressão; esta, é uma crise que visa a um processo – um ato que é instantâneo, mas que ao mesmo tempo traz em si a ideia de desenvolvimento até a consumação. De acordo com 2ª Coríntios 3. 18 estamos sendo transformados de um grau de caráter ou de glória para outro. É porque a santificação é progressiva que somos exortados a continuar progredindo cada vez mais – 1 Tessalonicenses 3.12; 4. 1, 9, 10 – nas graças da vida cristã. Existe realmente o ‘aperfeiçoamento de santidade’. O dom de Deus à igreja, de pastores e mestres, tem o propósito de aperfeiçoar os santos na semelhança de Cristo até que, finalmente, atinjam o padrão divino – Efésios 4. 11 a 15 e Efésios 3. 10 a 15.”

2. A santificação real
Comentário do Blog

Conhecida também como progressiva, vivencial, prática, presente.

Neste aspecto da santificação, temos uma maneira prática de diferenciar o genuíno do falso. O crente nominal do crente vivencial. O que os pregadores antigos chamavam de igreja militante diferenciando-a da igreja triunfante. E isto pelo testemunho dos atos e práticas da vida cotidiana.

Na vizinhança, nos tantos relacionamentos sociais, no trato dos negócios, dos contratos, das finanças, das conversações, da vivência no lar, andando pelas ruas, comprando e vendendo, nas filas, nas repartições públicas, nas escolas, na fábrica, na chefia e no operacional.

Mateus 5.13 e 14 – “Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte.”

É nos apertos das decisões diárias, nas oportunidades em todos os níveis de nossos relacionamentos diários, que se distingue o “Assim falai e assim procedei” de Tiago 2.12.

II Reis 4.9 – “E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus.”

É a busca da santificação por experiência. É o testemunho exterior refletindo a transformação interior.

Ilustração – Contou-nos um admirado e querido pastor, que o pneu de seu carro furou, e ele se dirigiu a primeira borracharia que viu, não conhecendo a ninguém ali. O profissional consertou o pneu e quando o trocava, ajoelhado junto a roda do veículo, e o pastor ao lado, acompanhando os serviços, apareceu alguém oferecendo um som de alta qualidade por um preço suspeitamente irrisório. Muito abaixo do seu valor de mercado. Por óbvio que sem origem honesta. E insistia com o pastor, argumentava, mostrava a alta tecnologia do aparelho. O pastor ouviu com curiosidade e respondeu firmemente que não compactuava com a proposta, que recusava a oferta pois avaliava que era ilícita. E como foi tentador, pois que ele não tinha um som daquela qualidade e dificilmente poderia comprar igual! O vendedor desonesto desistiu e se foi. O borracheiro, ainda pondo a roda de volta no carro, disse a ele, chamando-o pelo nome: “Pastor… eu temia que o senhor aceitasse a proposta. Este homem que lhe ofereceu é ladrão contumaz e circula nessas redondezas. Quanto eu glorifico a Deus pelo testemunho que o irmão deu a todos aqui da borracharia.” O pastor não conhecia o prestador de serviços. Mas era conhecido dele. Tinha pregado na congregação onde ele servia a Deus.

Romanos 6.14 – “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.”

3. A santificação futura
Comentário do Blog

Trata-se da santificação final.

Nós fomos salvos da culpa do pecado.

I João 1.7 – “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado.”

Nós somos salvos do poder do pecado.

Romanos 6.14 – “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.”

Nós seremos salvos do corpo do pecado.

I Coríntios 15.49, 54 e 57 – “E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.”

A santificação futura é a nossa completa redenção. Nossa libertação plena da presença do pecado. Nosso corpo será transformado, glorificado e revestido da imortalidade conforme a doutrina exposta por Paulo em I Coríntio capítulo 15.

É quando teremos a redenção de nosso corpo – Romanos 8.23 – “…esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.”

É o dia perfeito de Provérbios 4.18. Aleluia!

Russell Shedd destaca quatro aspectos concernentes a santificação:

Primeiro: ele depende da união entre o remido e o Redentor.

Segundo: a santidade deve caracterizar o padrão de vida. Produzir um hábito de santidade deve ser desafio prioritário do ministério.

Terceiro: a santificação, sendo um processo, não deve ser encarada como um alvo que algum dia alcançaremos nesta vida terrestre.

Quarto: observamos a realidade escatológica. A segunda vinda de nosso Senhor promete completar o que a vinda de Jesus Cristo no primeiro século iniciou”

4. É possível ser santo?
Comentário do Blog

Para este tópico, que é uma pergunta, escrevo como resposta, sintetizando como subsídio, a excelente e inconfundível exposição de Myer Pearlman:

1. O Sangue de Cristo pelo sangue derramado no Calvário, o crente é eternamente separado para Deus. De pecador impuro a santo adorador. I João 1.7 nos ensina que há o aspecto contínuo na santificação pelo sangue: “O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” A consciência do pecado ofusca a comunhão com Deus. A confissão e a fé no eterno sacrifício de Cristo removem essa barreira. Lembra do drama do profeta Isaías, no capítulo 6 de seu livro. Viu a santidade de Deus e percebeu-se indigno e sem condições de cumprir o que ouviu. Até que a brasa viva tocou seus lábios. ( Até aqui, síntese de Myer Pearlman ).

O sangue de Jesus tem poder interior e exterior em nossas vidas:

Poder purificador –  I João 1.7 – “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado”.

Hebreus 9.14 – “Quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?”

Poder aproximador – Efésios 2.13 – “Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.

Poder pacificador – Colossenses 1.20 – “E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus”.

Poder justificador – Romanos 5.9 – “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira”.

Poder redentor / remissão – Colossenses 1.14 – “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados”.

Efésios 1.17 “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça”.

Atos 20.28 – “... a Igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.

Poder vivificador – João 6. 53 e 56 – “Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu, nele.”

Poder sanador – I Pedro 2.24 – “Pelas suas feridas fostes sarados”.
Jesus foi ferido na cabeça, nas costas, nas mãos, nos pés, no lado, até seu suor se tornou em grandes gotas de sangue. “Pelas suas feridas fostes sarados”.

Há este grande e precioso recurso que você precisa usar na sua vida, na busca da santificação. O poder do sangue de Jesus. O sangue de Jesus não pode ser para você apenas como uma frase mística ou uma exclamação supersticiosa, ou apenas uma doutrina para conhecimento.

Você precisa crer para se beneficiar de todo o poder que há no sangue de Jesus, como meio de ser santo em toda a sua maneira de viver.

O Senhor Jesus derramou o Seu precioso sangue a favor de Sua Igreja e isso traz bênçãos para nós.

Reivindica tais bênçãos ao Senhor!

2 – O Espírito Santo – trata-se de meio de santificação interna. A santificação operada pelo Espírito Santo é o início da obra de Deus nos corações dos homens. É a luz de Deus invadindo a nossas trevas interiores. Iluminando cada cantinho escuro de nossa vida. É o poder do Espírito Santo nos trazendo vida transformadora por Cristo Jesus. Uma nova natureza.

Myer Pearlman ilustra com Atos capítulo 10, ensinando que os primeiros crentes demoraram a pregar aos gentios, por os judeus cristãos os considerava imundos. Porque eles não assimilavam as leis exteriores das normas mosaicas. Foi necessário que Deus desse uma visão especial a Pedro, para convencê-lo de que aquilo que o Senhor purificara ela não devia tratar como comum ou impuro. Ou seja, Deus fez provisão para a santificação dos gentios para estes serem o seu povo. E quando os gentios foram batizados com o Espírito Santo, ainda que não obedecessem às ordenanças mosaicas – e isto não era mais importante! – Pedro discerniu prontamente e não negou-lhes o batismo nas águas.

3 – A Palavra de Deus – trata-se da santificação externa e prática. I Pedro 1.23 – “Gerados pela Palavra de Deus.” Esta é uma descrição que Pedro faz dos cristãos. A Palavra de Deus desperta os homens da loucura e impiedade de suas vidas. Quando se arrependem e creem no Evangelho, são então purificados pela Palavra que lhes é pregada.

Trata-se aqui de nosso comportamento padronizado pela Palavra de Deus.

A Palavra de Deus é para os crentes que seguem a santificação:

1 – Mel que deleita – Salmo 119.103.

2 – Pão que alimenta – Deuteronômio 8.3.

3 – Semente que frutifica – Lucas 8.11.

4 – Poder que sara – Salmo 107.20.

5 – Luz que ilumina – Salmo 119.105.

6 – Fogo que purifica – Jeremias 23.29.

7 – Espada que penetra – Hebreus 4.12.

CONCLUSÃO
Comentário do Blog

O mandamento de Deus é que sejamos santos para a glória e propósito Dele.

C. S. Lewis: “Certamente você realizará o propósito de Deus, não importa como esteja agindo, mas faz diferença se você serve a Cristo como Judas ou como João.”

No mais Deus proverá!

Pastor Eliel Goulart


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