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CPAD Adultos – 3º Trimestre de 2017 – 20/08/2017 – Lição 8: A Igreja de Cristo

15/08/2017

Este post é assinado por: Pastor Eliel Goulart

Texto Áureo

“Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” – Mateus 18.20

Verdade Prática

     Cremos na Igreja, que é o corpo de Cristo, una, santa e universal assembleia de fiéis, remidos de todas as eras e todos os lugares.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

I Coríntios 12.12-20, 25-27
12 Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. 

13 Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. 
14 Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. 
15 Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo? 
16 E, se a orelha disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; não será por isso do corpo? 
17 Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato? 
18 Mas, agora, Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis.
19 E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? 
20 Agora, pois, há muitos membros, mas um corpo. 
25 para que não haja divisão no corpo, mas, antes, tenham os membros igual cuidado uns dos outros. 
26 De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele.
27 Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular.

INTRODUÇÃO
Comentário do Blog

A paz do Senhor!

Muitas acepções são dadas a palavra “igreja”. Pois usa-se ´igreja´ para designar o edifício construído para o local de reunião dos crentes. Usa-se ´igreja´ para classificar denominacionalmente as instituições organizadas, como por exemplo: Igreja Assembleia de Deus, Igreja Batista, Igreja Presbiteriana e outras. E assim o termo ´igreja´ está se obscurecendo quanto a sua verdadeira significação bíblica.

Mas, no uso bíblico do vocábulo, não há indefinição. A concepção bíblica não é vaga e nem a terminologia está obscurecida.

Há duas diferenciações necessárias:

1 – Igreja como organismo.

2 – Igreja como organização.

Organismo: é o corpo místico de Cristo, do qual Ele é a Cabeça e do qual os crentes nascidos de novo são os membros.

I Coríntios 12.12 e 13 – “Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.”

Organização: trata-se da igreja local de crentes batizados nas águas, reunidos pelo Espírito Santo com o propósito de obedecer aos princípios e mandamentos da Palavra de Deus.

Atos 2.41 e 42 – “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas. E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.”

Enfim, a igreja como organismo inclui todos os crentes regenerados, tirados do mundo, entre o primeiro e o segundo advento de Cristo.

E como organização, são os crentes locais, unidos para servir a Cristo, em qualquer reunião cristã.

I – A COMUNIDADE DOS FIÉIS

1. Etimologia

2. A assembleia dos cidadãos

3. O significado da expressão “Santa Igreja Católica”
Comentário do Blog

Igreja – Strong: ekklésia – substantivo feminino – definido como assembleia, congregação. A união da preposição ek escrita antes de uma vogal, e tem um significado de “para fora de” mais kaleó significando “eu convoco, eu chamo, eu convido”. No Novo Testamento o corpo místico de Cristo, chamadas por e para Deus para fora do mundo. O corpo universal de crentes que Deus chama para fora do mundo e para o Seu Reino eterno.

Léxico Grego de Thayer:  Adequadamente, uma reunião de cidadãos chamados de suas casas para algum lugar público.

1. Entre os gregos de Tucídides ( 460 a. C. a 395 a. C. –  um historiador da Grécia Antiga  – observação nossa ) –  uma assembleia convocada no lugar público do Conselho para deliberar, como em  Atos 19:39: ” Mas, se alguma outra coisa demandais, averiguar-se-á em legítimo ajuntamento.”

2. No Septuaginta  frequentemente equivalente a assembleia dos israelitas, como em Juízes 21: 8 – “…Eis que ninguém de Jabes-Gileade viera ao arraial, à congregação.” Especialmente quando reunidas para fins sagrados, Deuteronômio 31:30 e 32.1 – “Então, Moisés falou as palavras deste cântico aos ouvidos de toda a congregação de Israel, até se acabarem: Inclinai os ouvidos, ó céus, e falarei; e ouça a terra as palavras da minha boca.”  e  Josué 8:35 – “Palavra nenhum houve, de tudo o que Moisés ordenara, que Josué não lesse perante toda a congregação de Israel…”. No Novo Testamento, assim está em Atos 7:38 – “Este é o que esteve entre a congregação no deserto…”  e  Hebreus 2:12 – “Dizendo: Anunciarei o teu nome a meus irmãos, cantar-te-ei louvores no meio da congregação.”

3. No sentido cristão: uma assembleia de cristãos reunidos para adoração. Exemplo: 1 Coríntios 11:18 – “Porque, antes de tudo, ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões; e em parte o creio.”

Uma congregação de cristãos, que realizam suas próprias reuniões de cultos e administram seus próprios assuntos, em qualquer lugar, numa metrópole ou num vilarejo, constituem-se em organização e estão unidos em um único Corpo místico. Referências bíblicas do Novo Testamento: Atos 5.11 – Atos 8.3 – I Coríntios 4.17 – Filipenses 4.15 – 3ª João versículo 6.

Com especificação do lugar. Ver as referências Atos 8.1 – Atos 11.22 – Romanos 16.1 – Apocalipse 2.1 e 8.

Assembleias cristãs em contraste com as dos judeus – Gálatas 1.22.

Há outras dezenas de referências, mas para este tópico, avalio que bastam as citadas, pois a aula da Escola Dominical não é exaustiva.

Resumo – No Novo Testamento “igreja” traduz a palavra grega eklésia. No grego secular, eklésia designava uma assembleia pública, e este significado foi mantido no Novo Testamento.

No Antigo Testamento hebraico a palavra qahal designa a assembleia do povo de Deus. A Septuaginta – LXX – tradução grega do A.T. , traduziu esta palavra por eklésia e synagoge, igualmente. À parte das exceções de Atos 7.38 e Hebreus 2.12, a palavra eklésia no Novo Testamento significa a igreja cristã, tanto local quanto universal.

O Evangelho segundo Mateus é o único em que ocorre a palavra “igreja” e sua origem se dá pelo próprio Senhor Jesus – Mateus 16.18 – “Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”

O que significa dizer que a igreja é católica?

A palavra “católico” deriva do latim catholicus que, por sua vez, origina-se do grego katholikos, que significa “universal”. Esta palavra não ocorre no Novo Testamento para descrever a igreja. No início do Século II, Inácio de Antioquia – ( de 35 dC a entre 95 a 107 d.C.  – Foi discípulo do apóstolo João e diz-se dele que conheceu a Paulo e morreu martirizado em Roma ), em seus escritos, usou a expressão ´igreja católica´ numa frase: “Onde estiver o pastor, ali deve estar o seu povo, assim como onde está Jesus Cristo, ali está a igreja católica.”

A partir do Século III “católico” passa a ser usado num sentido polêmico, referindo-se àqueles que eram cristãos ortodoxos, em comparação com os considerados hereges e cismáticos.

Portanto, estritamente falando, ao dizer ´igreja católica´, estamos a referir-nos a catolicidade da igreja, num sentido da igreja inteira, que é universal e tem uma identidade comum de origem, de senhorio e de propósito.

Breve comentário sobre a expressão “igreja dos primogênitos” de Hebreus 12.23 –

Igreja dos primogênitos – igreja dos primeiros.

Mateus 21.31 – “…Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no Reino de Deus.”

Aqui o Senhor Jesus alerta aos escribas e fariseus que as classes desprezadas por eles, os precediam na entrada ao Reino de Deus. Literalmente, abrem caminho. E o alerta significa que ainda havia oportunidade de que eles entrassem após. A porta ainda não estava fechada. Não era uma lei inexorável de Deus. Mas, houve inversão: aqueles que eles tanto desprezavam tomaram o lugar de honra e, então, os precederam. O privilégio era dos judeus, mas estes resistiram e não receberam a Cristo. E os desqualificados socialmente e moralmente creram, e arrependidos tomaram o lugar dos primeiros. Uma inversão de primogenitura.

Por que? Porque os escribas e fariseus firmavam-se em sua própria auto-justiça, e eram egoístas e obstinados.

E os publicanos e prostitutas mostraram-se mais propensos ao arrependimento. A Palavra produziu neles o efeito que não produzira nos que antes eram os primeiros.

Mateus 21.31 – na Atualizada: “Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus.”

Em Gênesis 48.11 a 22, Jacó abençoa os dois filhos de José, Efraim e Manassés.

E José pôs a Efraim à mão esquerda de Jacó e Manassés na direita de Jacó. Mas, algo inusitado aconteceu: Jacó inverteu a ordem e pôs a mão direita dele sobre a cabeça do menor, e a esquerda sobre a cabeça do primogênito. Ao ver isso, José apressou-se em ´corrigir´ a imposição das mãos de seu pai Jacó. Gênesis 48.10 informa que Jacó já não enxergava bem, em razão da velhice. E José intentou pôr as mãos de seu pai na ordem que era naturalmente certa. Mas, Jacó explicou que sabia o que estava a fazer. Inverteu o direito de primogenitura na bênção descrita no capítulo supracitado. E pondo Efraim à frente, precedendo a Manassés, inverteu o direito de primogenitura.

Nós somos chamados em Hebreus 12.23 de ´igreja dos primogênitos´. Todos os privilégios eram dos judeus, os primeiros na chamada, os primeiros na revelação, mas nunca professaram obediência a Deus, e continuamente resistiram. Os que compõem a igreja somos os arrependidos e ouvimos a chamada do Evangelho para a justiça de Deus. Aleluia! Somos a igreja dos primogênitos, ou sejam, na inversão da ordem, o Senhor Jesus põe a igreja precedente no Reino de Deus.

João 1.11 e 12 – “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome.”

II – ELEMENTOS QUE IDENTIFICAM UMA IGREJA

1. Afinal, o que é a Igreja?
Comentário do Blog 

“Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” – Mateus 18.20.

A igreja é um corpo de pessoas, reunidas por uma relação comum com o nome de Cristo. O Senhor Jesus promete que onde quer que dois ou três estejam reunidos em Seu nome, Ele está no meio deles.

“…em Meu nome” quer dizer:

1 – Por minha autoridade;

2 – Para servir a Mim.

Prova de Sua divina Onipresença: “…aí estou no meio deles.”

Certamente que em todos os dias, e em todas as horas, há duas ou três pessoas reunidas, seja aqui no Brasil, nas grandes ou pequenas cidades, nos outros continentes, em todas as partes do mundo, enfim! E no meio de todas e em todos os lugares, está o Senhor Jesus.

Os homens em geral admiram a exibição. E o Senhor Jesus não estabelece condições de locais para estar presente. Ele não exige nenhuma exibição e ostentação de lugar. Para estar conosco, a demanda é singela: “…dois ou três reunidos em meu nome…”.

O nome glorioso do Senhor Jesus é:

1. A força central do cristianismo;

2. A glória radiante do cristianismo;

3. O poder atraente do cristianismo;

4. A vitória final do cristianismo.

Ellicott: “A força da sociedade cristã não deve ser medida por padrão numérico, mas pelo cumprimento das verdadeiras condições de sua vida. A presença de Cristo é tão verdadeira e poderosa, Sua comunhão com Sua igreja tão real, quando os Seus seguidores ainda eram apenas como um remanescente, como quando hoje se reúnem em grandes congregações.”

Ilustração – Quando uma congregação decidiu não mais ter a reunião semanal de oração, em razão da diminuição constante da frequência pelos crentes locais, uma das crentes declarou que ela estaria lá, mesmo se ninguém mais estivesse. E sendo fiel à sua palavra, assim o fez, estendendo a oração por mais horas. E na manhã seguinte alguém lhe perguntou em tom de brincadeira: “Você esteve na reunião de oração ontem à noite?” – “Sim, eu estive!” – “Quantos estavam presentes?” – “Quatro!”, respondeu ela. “Mas eu ouvi dizer que você estava lá sozinha…”. – “Não”, ela disse, “eu era a única pessoa visível. Mas o Pai estava lá, e o Filho estava lá, e o Espírito Santo estava lá, e todos concordamos em oração.” Nas outras reuniões, houve uma revitalização e essa congregação prosperou na perseverança dessa crente.

2. As ordenanças
Comentário do Blog

A palavra “ordenança” se origina de dois vocábulos do latim, significando “aquilo que foi ordenando ou mandado”. E este termo tem sido usado para descrever as duas instituições: o batismo nas águas e a Ceia do Senhor. Cristo mandou que a igreja observasse estas duas ordenanças.

Os católicos romanos introduziram os erros de que a simples realização desses atos transmite bênçãos e outorgam graça espiritual. Mas, a verdade é que nada há de misterioso e transmissor de graça, ou nada há de miraculoso por si mesmas. Observamos que Deus abençoa a realização desses atos, tal como abençoa a obediência e a adoração, por exemplos.

Outro erro há de ser considerado aqui: observar as ordenanças como costume, num ritualismo religioso, sem qualquer profundidade cristã e verdade em suas intenções. Aí, agindo assim, não tem real valor. Porque, na qualidade de ordenanças, o batismo nas águas e a Ceia do Senhor, tem relação com as experiências que simbolizam. E se não houver experiência de vida, não pode haver verdadeiro simbolismo.

O batismo nas águas:

1 – Foi ordenado por Cristo

Marcos 16.15 e 16 – “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura. Quem crer será e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”

2 – Praticado pela igreja primitiva

Atos 2.41 e 42 – “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas. E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.”

Qual o modo de se realizar o batismo nas águas?

Leia Romanos 6.1 a 5 – o modo bíblico e original é por imersão. E corresponde ao seu significado simbólico: a morte, sepultura e ressurreição.

Qual a fórmula?

Mateus 28.19 – “Batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.”

As palavras de Pedro em Atos 2.38 – “…cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo”, não contradiz a fórmula bíblica porque não representa uma fórmula de batismo, mas tão somente uma declaração: eram batizadas as pessoas que recebiam a Jesus como Senhor e Salvador. Segundo o dicionário de Thayer, “cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo”, significa em esperança e em confiança de Sua autoridade.

Quem pode ser batizado?

Os arrependidos. Há uma ordem sugerida nas Escrituras: conversão, batismo, então admissão à igreja, andar ordeiro, participando da Ceia do Senhor e das orações coletivas.

E as crianças?

Mateus 19. 13 e 14 – elas não estão impedidas de virem a Cristo. Considerando que não tem pecados de que se arrepender, não precisam dessa prática de fé.

Nós temos a apresentação e consagração a Cristo, de nossas crianças, em culto público.

A Ceia do Senhor

Goodchild: ” A comunhão da Ceia do Senhor tem o propósito de servir de recordação dos sofrimentos do Senhor a nosso favor. É uma celebração de Sua morte. O Salvador sabia como é curta a memória humana. E, por consideração à nossa fraqueza e inclinação ao esquecimento, estabeleceu essa simples ceia memorial.

Nela, tomamos o pão partido, simbolizando Seu corpo que foi ferido por nós, e do fruto esmagado da videira, símbolo de Seu sangue derramado por nossos pecados.

É uma lembrança dos sofrimentos do Senhor, a qual nos apresenta com muita nitidez o Calvário e sua cruz.

A Ceia contempla o passado e o futuro. É uma comemoração e uma profecia. Celebra a morte do Senhor e isso “até que Ele venha.””

Myer Pearlman resume os pontos principais da Ceia do Senhor:

1 – É uma comemoração;

2 – É uma instrução;

3 – É uma inspiração;
Os elementos ( pão e vinho ) nos lembram que somos participantes da natureza de Cristo.

4 – É uma segurança;
A nova aliança instituída por Jesus é um pacto de sangue. O sangue de Cristo é a divina garantia de que Ele será misericordioso para com o arrependido.

5 – É uma responsabilidade.
Em I Coríntios 11.20 a 34 o apóstolo Paulo nos adverte contra os atos indignos e a atitude indigna ao participar dessa ordenança. Como pode alguém participar indignamente? Praticando alguma coisa que impeça de apreciar o significado dos elementos e de aproximar-se em atitude solene, meditativa e reverente.

O batismo nas águas é o rito do ingresso na igreja, e simboliza o começo da vida espiritual.
A Ceia do Senhor é o rito de comunhão e significa a continuidade da vida espiritual.

Norman Geisler: “As ordenanças da igreja visível ou local são um assunto de grande diversidade e debate entre as igrejas. Alguns afirmam que não há nenhuma; outros afirmam que existe uma; a maioria dos protestantes afirma que existem duas; os católicos romanos insistem que existem sete. Além do mais, existe uma grande diferença quanto à natureza dos elementos comuns. Por exemplo, os católicos romanos consideram os elementos como uma causa de graça na vida da pessoa; os anglicanos e luteranos acreditam que eles são meios de graça; a maioria das igrejas acredita que as ordenanças são um símbolo da graça.”

Qual a diferença entre ordenança e sacramento?

Ordenança: é um ritual visível e externo ordenado na Bíblia, que tem por finalidade estabelecer uma verdade central da prática de fé cristã. É um memorial de evento histórico bíblico muito valioso e de grande significação.

Sacramento: é algo que teria o poder por instituição divina, e não apenas o significado, pois transmitiria graça. Esta é a definição proposta pelo Conselho Católico Romano de Trento em 1551.

Uma ordenança se diferencia de um sacramento, porque a ordenança é executada não para se obter graça, mas porque a pessoa que a observa já obteve aquela graça.

Portanto, a Igreja é guardiã de duas ordenanças – o batismo e a Ceia do Senhor.

3. A adoração
Comentário do Blog

Para onde você vai quando não sabe para onde ir?

Os capítulos 36 e 37 de Isaías, narram o cerco de Senaqueribe contra Jerusalém e as coisas que aconteceram nessa aflitiva ocasião.

Senaqueribe, rei da Assíria, enviou a Rabsaqué, seu comandante, e cercou a Jerusalém. Três homens, enviados pelo rei Ezequias, foram encontrar-se diplomaticamente com o representante do rei da Assíria. E este foi por demais arrogante e proferiu ofensas ao Deus de Israel.

Observamos que alguns dos moradores de Jerusalém ficaram em cima dos muros da cidade, ouvindo as ameaças e observando a negociação dos três homens enviados pelo rei. E isto se repete em nossos dias: sempre há crentes sem compromisso com a causa santa. Postam-se na fronteira entre a igreja e o mundo. Para seu próprio prejuízo…

Rabsaqué fez-lhe proposta inaceitável: “Aliai-vos comigo…”. Propôs-lhes morar em outro país: “…e vos leve para uma terra como a vossa.”

Ouvindo as ameaças, cercado, com número inferior e sem forças para enfrentar tão poderoso exército, o que fez o rei Ezequias?

“…tendo ouvido isso o rei Ezequias” humilhou-se “e entrou na Casa do Senhor”.

Para onde você vai quando não sabe para onde ir? Ezequias nos deixou um princípio que podemos imitar: para a Casa do Senhor!

O que você faz quando não sabe o que fazer?

Ezequias continua a nos ensinar: “E orou Ezequias ao Senhor, dizendo…”

O crente ora!

A resposta de Deus foi tremenda. “Não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma…Pelo caminho por onde vier, por esse voltará; mas nesta cidade não entrará, diz o Senhor.”
“Então, saiu o Anjo do Senhor e feriu, no arraial dos assírios, a cento e oitenta e cinco mil; e, quando se levantaram pela manhã cedo, eis que tudo eram corpos mortos.”

Citei esta referência bíblica para comentar este tópico, de que a igreja é lugar de adoração. E nós adoramos orando, louvando com cânticos, lendo a Bíblia, testemunhando das bênçãos, ofertando com liberalidade conforme nossos recursos, pregando o Evangelho da verdade, e sendo reverentes diante da manifestação dos dons do Espírito Santo.

Há leis espirituais que regem nossa adoração na Casa do Senhor:

1 – A quem devemos adorar? Somente a Deus.

Mateus 4.10 – “Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás.”

I Samuel 7.3 – “Então, falou Samuel a toda a casa de Israel, dizendo: Se com todo o vosso coração vos converterdes ao Senhor, tirai dentre vós os deuses estranhos e os astarotes, e preparai o vosso coração ao Senhor, e servi a ele só, e vos livrará da mão dos filisteus.”

2 – Como devemos adorar?

João 4.24 – “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”

3 – Que resulta da nossa adoração?

Salmo 5.7 e 12 – “Mas eu entrarei em tua casa pela grandeza da tua benignidade; e em teu temor me inclinarei para o teu santo templo. Pois tu, Senhor, abençoarás ao justo; circundá-lo-ás da tua benevolência como de um escudo.”

Billy Graham: “O propósito desta sociedade cristã a que se chama igreja é, primeiro, glorificar a Deus mediante a nossa adoração. Deus deseja nossa adoração mais do que qualquer coisa e é absolutamente necessária se queremos ter uma vida cristã feliz.”

4. A família de Deus
Comentário do Blog

Efésios 2.19 – “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus.”

Strong nos ensina que “família” aqui é do grego oikeios. Pertencente a uma casa ou a uma família. Aqueles de sua própria casa.

Apesar de sermos de nações diferentes e de famílias diferentes – estrangeiros e forasteiros – somos cidadãos do céu. Deus Se relaciona conosco como Rei de uma nação, como Juiz de uma cidade, e como Pai de uma família, a quem Ele protege e cuida, e por Cristo, temos acesso a Ele e podemos viver perto Dele.

Forasteiros aqui indica pessoas habitando num mesmo lugar, mas sem direitos e privilégios de cidadão. Nós temos um relacionamento mais próximo com Deus e um privilégio superior por Cristo Jesus. Não somos convidados ou visitantes na Igreja de Deus. Somos moradores permanentes na Casa e membros da família.

I Reis 10.8 – “Bem aventurados os teus homens, bem aventurados estes teus servos que estão sentados diante de ti, que ouvem a tua sabedoria!”

T. Croskery comenta assim este versículo:
“Os gentios não eram mais meros presos da família sem direitos domésticos, como os convidados dos sacerdotes nos tempos antigos – Levítico 22.10: “Também nenhum estranho comerá das coisas santas; nem o hóspede do sacerdote, nem o jornaleiro comerão das coisas santas.”, mas somos ´membros da família de Deus´.

A igreja é comparada à vida de uma família. É uma irmandade muito mais íntima do que a cidade com todos seus relacionamentos sociais valiosos. A igreja, que é a coluna e a firmeza da verdade, é a Casa de Deus – I Timóteo 3.15: “Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.” Nós somos a casa de Cristo – Hebreus 3.6 – “Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós…” – e é nesta Casa de Deus que o juízo geralmente começa nas dispensações da Divina providência – I Pedro 4.17: “Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus.” Esta é a casa da qual Moisés foi servo – Hebreus 3.5 – “E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa…”. Portanto, estava em existência antes de Pentecostes.

1 – Tem Deus por Pai. Esta relação é mais suave do que a de um governante civil. Somos mais do que concidadãos dos santos. Somos filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.

2 – Cristo é o Primogênito e o Irmão mais velho, aliado a nós pelos mais amados laços de sacrifício e amor.

3 – É uma família grande, pois inclui “toda a família nos céus e na terra toma o nome.”– Efésios 3.15. Santos antigos e novos, de todos os lugares, de todos os tempos.

4 – Nós entramos nesta família, não por nascimento natural, mas adotados pela graça.

5 – Seus membros estão separados por tempo e espaço. Mas todos os membros serão finalmente reunidos – João 14.2 – “Na casa de meu Pai há muitas moradas… vou preparar-vos lugar.”

III – O CORPO DE CRISTO

1. O corpo e seus membros
Comentário do Blog

Aqui é necessário relembrar a diferença entre a igreja ser antes um organismo, do que uma organização.

A organização dá-nos a ideia de pessoas associadas espontaneamente e voluntariamente com um determinado propósito. Portanto, um sindicato, por exemplo, é uma organização.

E um organismo envolve algo vital. É algo vivo, que progride e desenvolve pela própria vida em si. Vida intrínseca em si mesma.

Myer Pearlman sugere exemplificar com um automóvel e o corpo humano:

“Um automóvel poderia ser considerado um ´organização´ de certas peças mecânicas; o corpo humano é um organismo porque é composto de muitos membros e órgãos animados por uma vida comum.”

H. Dunphy: “Os cristãos não são meramente seguidores de Cristo, senão membros de Cristo e membros uns dos outros.

Buda reuniu sua sociedade de ´esclarecidos´, mas a relação entre eles não passa de relação externa, de mestre para com o aluno. O que os une é sua doutrina, e não a sua vida.

O mesmo pode dizer-se de Zoroastro, de Sócrates, de Maomé, e dos outros gênios religiosos da civilização.

Mas Cristo não somente é Mestre, Ele é a vida dos cristãos.

O que Ele fundou não foi uma sociedade que estudasse e propagasse suas ideias, mas um organismo que vive por sua vida, um corpo habitado e guiado por Seu Espírito.”

2. A morada de Deus
Comentário do Blog

Êxodo 25.8 – “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.”

Deus decidiu se localizar a Si mesmo em um lugar a qual Ele chamou santuário. E o Seu povo se sentiria em Casa.

Este santuário era símbolo da igreja. Era para ser o testemunho constante de Sua presença entre Seu povo.

Sabemos que “…o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens.” – Atos 7.48.  Deus não estaria compreendido neste santuário, nem se limita a ele.

I Pedro 2.5 – “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo.”

Nós, como Igreja, vivemos para Deus através de Jesus Cristo. Romanos 6.11 – “Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

Vindos a Cristo, nós nos tornamos casa espiritual, quando vimos a Cristo.

Antes, éramos pó, comida da serpente. Gênesis 3.14 – “…sobre o teu ventre andarás e pó comerás todos os dias da tua vida.”

Mas, em Cristo somos transformados em pedras vivas. Ao unir-nos com Cristo, a Pedra Viva – João 14.19 – “Porque eu vivo, vós também vivereis.” – ARA.

Antes de Cristo, o mundo de então conhecia o templo, sacerdote e o sacrifício como constituintes da adoração. Hoje, Cristo é a realidade! E Ele faz com que os que vem a Ele se tornem também templo, sacerdócio e sacrifício vivo. Cristo elimina os símbolos e traz a realidade.

O templo é a morada de Deus. Em Cristo “habita corporalmente toda a plenitude da divindade” – Colossenses 2.9.

O sacerdócio tem sua origem na consciência de nossa indignidade de nos aproximarmos de Deus por nós mesmos. Deus separou um de uma tribo, e o pôs entre nós e Sua divindade. O sacerdote era um mediador. Cristo, e ninguém além de Cristo, traz Deus aos homens. Ele é o único sacerdote. Não existe mais um sacerdote na Igreja. Todos somos sacerdotes na Igreja!

Há duas ideias no sacrifício: rendição e expiação. A obra de Cristo abrange as duas. Lucas 22.42 – “…Não se faça a minha vontade, mas a tua.” Ele é a perfeita rendição ao Pai.

O grande teólogo A. Maclaren escreveu, comentando este versículo: “Somos templo e sacerdócio para que possamos ser sacrifícios. As dignidades e prerrogativas da vida cristã, são concedidas a nós, não por honra, mas por serviço. Todas as dádivas são nossas, em Cristo Jesus, para esta finalidade mais elevada: para que possamos render-nos a Deus e, perdendo-nos em uma entrega total, o nosso sacrifício seja aceito por meio de Cristo, que ofereceu o único sacrifício perfeito.”

Deus habitou no tabernáculo.

Deus habitou no templo.

Hoje, vive pela Pessoa bendita do Espírito Santo, na Igreja. Efésios 2.21 e 22 – “No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito.”

3. Os membros do corpo
Comentário do Blog

I Coríntios 12.13 – “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.”

“Todos nós” – Em Atos 13.1 temos um singelo exemplo da unidade e diversidade da Igreja. Neste versículo é citado Barnabé, nascido em Chipre, portanto, um europeu. Simeão, chamado Níger, ou negro. Lúcio, cireneu, logo da cidade de Cirene, onde havia uma faculdade de Medicina. Local de alta estirpe acadêmica. Manaém, irmão de criação de Herodes Antipas. Numa antiga tradução em português, dizia-se colaço de Herodes. Ou seja, irmão de leite. Certamente um do Oriente. E Saulo, o apóstolo, judeu.

Todos muito diferentes um do outro. Todos em unidade em Cristo Jesus. Todos na vida da Igreja. O europeu, o africano, o oriental, o judeu. O indouto e o doutor. O negro e o branco. O rico e o pobre.

“Formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servo, quer livres.” A maior divisão cultural – judeu e grego – e a maior divisão social – servo ( escravo ) e livre. Somos membros uns dos outros, introduzidos na vida de Cristo, pelo Espírito Santo. “Todos nós fomos batizados em um Espírito.”

Êxodo 26.15 – “Farás também as tábuas para o tabernáculo de madeira de cetim ( acácia – observação nossa ), que estarão levantadas.”

Acácia aqui, significa por primeiro a humanidade de Cristo. E esta tábua era revestida de ouro, significando a natureza divina de Cristo. E por outro lado, refere-se a nossa unidade em Cristo Jesus. A madeira de acácia é dura e cheia de nós. Nós, por natureza, somos endurecidos pelo pecado e com muitas falhas de caráter. Cristo nos aceita em nosso estado bruto, e nos aplaina. Observe que as madeiras deveriam estar levantadas. Somente Cristo é poderoso para pôr-nos de pé, tendo a natureza caída que temos de nós mesmos!

Ora, as tábuas de madeira verde quando enfileiradas lado a lado, tendem com o passar do tempo, de racharem e abrirem fendas. Então, na construção do tabernáculo foi instruído de que estivessem travadas uma na outra. Cada tábua tinha encaixes, ficando todas encaixadas uma na outra. Nós somos membros uns dos outros. Nós precisamos uns dos outros. Somos diferentes, mas somos unidos em Cristo Jesus. E estas tábuas eram revestidas de ouro. Ninguém mais veria os nós e dureza da madeira de acácia. Mas, antes veria o ouro que a revestia. A glória de Cristo nos embeleza. A presença de Cristo nos enriquece. Ninguém vê a feiura de nossa natureza, porque estamos revestidos de Cristo. Somos novas criaturas! E estas tábuas de pé, eram fixadas em bases de prata. Prata é símbolo da redenção. As tábuas de acácia revestidas de ouro não tinham contato com a terra. Mas eram sustentadas, fundamentadas em base de prata, que assim as separava da terra. Nós somos separados deste mundo para Deus, em Cristo Jesus. Nós estamos no mundo, mas não somos do mundo. Vivemos na dimensão celestial, e quem fez isso por nós é Cristo, nosso Redentor.

CONCLUSÃO
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Cristo é a nossa vida e a Igreja é o nosso viver.

Pastor Eliel Goulart


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