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CPAD Adultos – 3º Trimestre de 2017 – 30/07/2017 – Lição 5: A identidade do Espírito Santo

23/07/2017

Este post é assinado por: Pastor Eliel Goulart

Texto Áureo

“Não sabeis vós que sois o templo do Espírito Santo e que o Espírito de Deus habita em vós?”

Verdade Prática

     Cremos que o Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, Senhor e Vivificador, que convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo, regenera o pecador, e que falou por meio dos profetas.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 14.15 – 18, 26
15 – Se me amardes, guardareis os meus mandamentos.
16 – E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.
17 – O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós.
18 – Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.
26 – Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

INTRODUÇÃO
Comentário do Blog

Paz do Senhor!

Muito nos alegra as mensagens ao final destes subsídios. Portanto, escreva para nós!

A palavra ´espírito´, no hebraico, é ruah. No grego, pneuma.

Pneumatologia – estudo da doutrina do Espírito Santo.

Não se trata de uma busca tão somente de conhecimento racional.

Como o finito poderia conter o Infinito? Trata-se de revelação. As afirmações doutrinárias sempre devem estar fundamentas nas citações bíblicas. O princípio da dupla referência sempre é necessário para confirmação dos estudos doutrinários.

O Espírito Santo é uma Pessoa, divina, da mesma Substância ou Essência de Ser da divindade, plenamente Deus como o Deus Pai e o Deus Filho.

No Antigo Testamento o Espírito Santo descia sobre os homens apenas temporariamente. Operando em inspiração de algum serviço especial, e os deixava quando tal tarefa estava concluída. Não permanecia e nem habitava nos homens.

Mas, por claro que o Espírito esteve ativamente operando nesse período. A observação aqui é que o número de vezes que Ele é mencionado no Antigo Testamento, comparado com o número de vezes que é mencionado no Novo Testamento, revela-nos a diferença entre as ministrações no Antigo e no Novo Testamento.

No Antigo Testamento há 88 referências ao Espírito Santo.

No Novo Testamento mais de 240 menções ao Espírito Santo.

“O período do Antigo Testamento foi de preparação e espera.” ( Brancoft ).

No Novo Testamento, em termos históricos, a manifestação do Espírito Santo se inicia no dia de Pentecoste e decorre até nossos dias.

É chamada de Dispensação do Espírito Santo.

No dia de Pentecostes veio para habitar conosco. Todas as tarefas e obras eficazes que a Igreja realiza, em nome do Senhor Jesus, são realizadas no poder do Espírito Santo.

“No caso de Jesus, havia Divindade unida a uma humanidade não caída. Mas a união do Espírito Santo com a Igreja é a presença de Deus na humanidade caída.” ( O´rear ).

Myer Pearlman: “Ouve-se sempre que o Espírito veio tomar o lugar de Cristo, mas é mais correto dizer que Ele veio tornar real a Cristo. Graças ao Espírito Santo, a vida de Cristo torna-se a nossa vida em Cristo.”

I – O ESPÍRITO SANTO

1. A revelação divina
Comentário do Blog

João 16.14 – “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.”

NVI – Nova Versão Internacional – “Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês.”

Assim como o Filho revelou ao Pai, o Espírito Santo revela ao Filho.

Este versículo tem conexão necessária com o anterior versículo 13 – “Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.”

O objetivo da revelação é glorificar a Cristo. E o cumprimento desta revelação está em todas as ações e palavras dos apóstolos. Guiados pelo Espírito, eles viveram completamente para Cristo. A fonte de revelação de conhecimento e de inspiração do Espírito é Cristo.

Ellicott ensina que há ênfase aqui neste pronome: “Ele deve me glorificar”, porque na condução da igreja Ele revelaria muitas coisas de Cristo que, naquela fase histórica, ainda não podiam suportar – João 16.12 – “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.”

O Espírito Santo revela à igreja, aos Seus santos, as doutrinas do Evangelho, as profundezas de Deus e de Cristo, reveladas pelo ministério da palavra. As bênçãos que estão em Cristo, nos são reveladas pelo Espírito de Cristo. Assim, nós somos consolados e Cristo é glorificado.

Ele não traz nova e diferente doutrina.

Spurgeon: “Devemos usar este texto bíblico de João 16.14 como:

1 – UM TESTE – Como saber se uma coisa é ou não do Espírito? Aqui está a simplicidade do teste. Aplique-o aos:

– Ministérios. Porque existem alguns que não são realmente do Espírito Santo porque glorificam:

a ) Cerimônias;

b ) Sistema de teologia – devemos sempre exaltar a Cristo e não um tratado teológico.

c ) Experiências pessoais – a nossa experiência pessoal sempre deve ser para glória de Cristo.

d ) Regras denominacionais – se alguém pôr as regras do ´faça isso não faça aquilo´ antes da obra final de Cristo, seu ministério não é do Espírito Santo.

– Doutrinas. Toda doutrina que diminui a obra de redenção e a Pessoa bendita de Cristo, não glorifica a Cristo, seja por certeza falsa. Se, por outro lado, uma doutrina colocar o homem no pó e elevar a Cristo como Salvador, o Princípio e o Fim da salvação, podemos dizer com segurança que é do Espírito Santo, pois glorifica a Cristo.

João 16.13 a 16  – “Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.
Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.
Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso, vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.
Um pouco, e não me vereis; e outra vez um pouco, e ver-me-eis, porquanto vou para o Pai.”

Spurgeon, em pregação de 26 de julho de 1888, numa noite de quinta feira, ministrou nestes versículos:
“Como isso é maravilhoso! Estamos para ver a Jesus, porque Ele tem ido para o Pai. Parece como se isso fosse uma razão para não vê-Lo. Mas pela fé, vemos melhor, agora que Ele tem ido para o Pai, do que poderíamos tê-Lo visto, enquanto aqui na terra estava coberto com o véu de Sua humilhação. No entanto, não nos surpreende que os discípulos ficaram intrigados com estas palavras de Seu Senhor: ´Um pouco mais, e vós não me vereis; e outra vez um pouco, e me vereis´.”

Aleluia! Hoje, o Espírito Santo habita no crente, e Se revela mais claramente a nós nesta Dispensação, dando-nos a conhecê-Lo.

Por fim, a revelação de Cristo não é imperfeita, de maneira que o Espírito Santo tenha de complementar. É uma revelação completa recebida imperfeitamente. A obra do Espírito é a de iluminar o coração e trazer as coisas de Cristo à vida da igreja.

2. O esquecimento

3. O Espírito Santo e os primeiros cristãos
Comentário do Blog

No Antigo Testamento, o ofício básico do Espírito de Deus é como espírito de profecia. O Espírito de Deus é o poder que conduz a inspiração dos profetas. E este poder sempre os conduziam à revelação da mensagem de Deus, expressa pelos profetas veterotestamentários com a frase “Assim diz o Senhor”. Em Oséias 9.7 os profetas são chamados de “homens do Espírito”. A aceitação geral no Antigo Testamento é que os profetas eram inspirados pelo Espírito de Deus – Miquéias 3.8 – “Mas, decerto, eu sou cheio da força do Espírito do Senhor e cheio de juízo e de ânimo, para anunciar a Jacó a sua transgressão e a Israel o seu pecado.”

Historicamente, depois de os profetas do A.T. terem prometido a vinda do Espírito na era messiânica da salvação, o judaísmo desenvolveu a ideia de que o espírito de profecia tinha cessado em Israel com o último dos profetas bíblicos. De tempos em tempos, ressurgia a esperança de um novo tempo, de um reavivamento profético. Entre eles, o Espírito Santo era entendido como o espírito de profecia de Deus, que seria dado mais uma vez, na nova dispensação, a um Israel purificado, juntamente com o advento do Messias. No período do judaísmo intertestamentário, era entendido que o Espírito do Senhor messiânico era o Espírito Santo, aquele mesmo Espírito que profetizara através dos profetas, dizendo que o Messias vindouro inauguraria a era da salvação com o derramamento do Espírito sobre toda a carne.

Foi Jesus Cristo quem revelou a doutrina do Espírito Santo como uma Pessoa, especificamente como Deus operando na Igreja. Jesus ensinou que o Espírito Santo é uma Pessoa. Ressaltado este ensino especialmente no Evangelho de João, onde o Espírito é chamado de Consolador – João 14.16. O Espírito Santo habitará nos crentes – João 7.38 e João 14.17 – guiará os discípulos em toda a verdade – João 16.13 – ensinando-lhes “todas as coisas” e fazendo-os “lembrar de tudo o que vos ( Jesus ) tenho dito” – João 14.26. O Espírito Santo testemunhará a respeito de Jesus, assim como os discípulos também deverão testemunhar – João 15. 26 e 27.

O ensino apostólico do Novo Testamento está então arraigado à ideia do Espírito de Deus como a manifestação do poder de Deus e como o espírito da profecia. Pedro interpretou as bênçãos do Pentecostes como o cumprimento da profecia de Joel no tocante ao derramamento do Espírito Santo sobre toda a carne – Joel 2.28 e seguintes. A experiência extraordinária da Igreja demonstrava que a era messiânica realmente havia chegado.

Paulo ensinava que o Espírito Santo, derramando nesta Dispensação, é o criador da nova vida no crente e o poder por meio do qual Deus em Cristo está “edificando” os crentes no corpo de Cristo – Romanos 5.5.

Romanos capítulo 8, Paulo identifica ao Espírito Santo como o Espírito de Deus e o Espírito de Cristo.

Na Teologia dos Pais da Igreja, ou seja, no período patrístico encontra-se menos ideias bíblicas sobre o Espírito Santo. No período imediatamente anterior ao Concílio de Niceia, a igreja em geral preocupava-se com as famosas “controvérsias cristológicas” e prestava menos atenção a uma doutrina do Espírito Santo.

Na Reforma Protestante, a obra do Espírito Santo foi redescoberta. Em oposição ao dogma católico de Roma quanto a tradição da Igreja Católica, como garantia de interpretação correta das Escrituras e confirmação da doutrina verdadeira. Reagindo a isso, a Reforma deu a ideia de Sola Scriptura ( Somente as Escrituras ), e deu ênfase a obra do Espírito na salvação. Lutero, por exemplo, ressaltava que o Espírito estava operando através da Palavra ( o Evangelho ), principalmente na pregação. Calvino ensinava que o Espírito opera na regeneração, iluminando a mente, a fim de receber os benefícios de Cristo, e os sela no coração. Pelo Espírito, ensina Calvino, o coração do homem é aberto ao poder penetrante da Palavra.

Influenciado por Jacobus Arminius, John Wesley pregava que o Espírito Santo convence do pecado e também dá testemunho da justificação. A partir de então, o Espírito Santo trabalha a santificação no homem, e este sente as poderosas operações do Espírito do Senhor.

No Período Moderno – Os quacres, com George Fox, pregava ênfase à experiência subjetiva do Espírito Santo, que chamava de A Luz Interior, de maneira que a Escritura era apenas uma fonte secundária de conhecimento para a prática da fé. Já o metodismo do Século XVIII ( 18 ) expressou uma abordagem teológica mais equilibrada no tocante a obra do Espírito Santo. Criam na obra do Espírito depois da conversão, como uma experiência da graça divina, e então chegamos no moderno Movimento da Santidade, com o início do reavivamento do pentecostalismo no Século XX, com ênfase a doutrina do batismo com o Espírito Santo, como ´a segunda bênção´, atribuindo muita importância a esta experiência. Enfatizando o batismo com o Espírito Santo com a evidência inicial de falar em outras línguas.

Este subsídio é um esboço. Como bem escreveu pastor Esequias Soares no Tópico I – O ESPÍRITO SANTO – sub tópico 2. O esquecimento – “Essa difícil tarefa levou séculos para ser concluída, e as várias tentativas resultaram também em heresias”.

II – A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO À LUZ DA BÍBLIA

1. A divindade declarada
Comentário do Blog

“Ora, o SENHOR é o Espírito” – II Coríntios 3.17 – ARA.

Estas palavras são usadas como prova da divindade do Espírito Santo.

Por divindade do Espírito Santo compreendemos que Ele é UM com Deus, na mesma Substância ou Essência de Ser, sendo co-igual, co-eterno com o Pai e com o Filho.

“Ora, o Senhor é o Espírito” refere-se ao Senhor de Israel, citado no versículo precedente, o Autor da Nova Aliança da graça, a quem o novo Israel é convidado a se converter, conforme o contexto.

O Kurios – grego, Senhor no sentido de divindade –  não é aqui Cristo, mas o Senhor de Israel que falou, por exemplo, em Êxodo 34.34 – “Porém, entrando Moisés perante o SENHOR, para falar com ele…” E na explanação de Paulo da narrativa do véu de Moisés ( II Coríntios 3.13 ), a correspondência de o Kurios sob a Nova Aliança é o Espírito, que já foi contrastado em versículos anteriores do mesmo capítulo 3 de II Coríntios – versículos 3, “Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós e escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo…” e versículo 6, “O qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espírito vivifica.” Por que estas observações? Porque a errada doutrina do modalismo, usa este versículo de II Coríntios 3.17 para fundamentar sua afirmação de que Deus se manifestou em três modos diferentes, quais sejam, como o Pai, num período, depois como o Filho, noutro período, e finalmente como o Espírito, não distinguindo as Pessoas. E isso afronta a doutrina da Trindade revelada nas Escrituras.

Atualmente, algumas seitas pregam esta heresia já refutada desde o Século II. Entre elas se desta as falsas Testemunhas de Jeová.

Nomes divinos são atribuídos ao Espírito Santo. Ele é chamado de “Deus” em Atos 5. 3 e 4 e de “Senhor” em II Coríntios 3.18.

Claramente, portanto, identificado com Deus nos versículos citados, comprovando inequivocamente a Sua divindade.

Mais uma vez recorremos ao ungido comentarista Myer Pearlman: “É o Espírito Santo uma personalidade distinta e separada de Deus? Sim; o Espírito procede de Deus, é enviado de Deus, é dom de Deus aos homens. No entanto, o Espírito não é independente de Deus. Ele sempre representa o único Deus operando nas esferas do pensamento, da vontade, da atividade. O fato de o Espírito poder ser um com Deus e ao mesmo tempo ser distinto de Deus é parte do grande mistério da Trindade.”

2. A divindade revelada
Comentário do Blog

O Espírito Santo é mencionado:

  • – mais de 100 vezes no Antigo Testamento;
  • – referido em 261 versículos do Novo Testamento;
  • – mencionado 56 vezes nos Evangelhos;
  • – 57 vezes no Atos dos Apóstolos;
  • – 112 vezes nas cartas de Paulo;
  • – 36 vezes nos demais livros do Novo Testamento ( Harold L. Willmington ).

As Escrituras revelam ao Espírito Santo como:

1 – O Espírito de Deus – I Coríntios 3.16

2 – Espírito de Cristo – Romanos 8.9

3 – Espírito Eterno – Hebreus 9.14

4 – Espírito da verdade – João 16.13

5 – Espírito da graça – Hebreus 10.29

6 – Espírito de glória – I Pedro 4.14

7 – Espírito da vida – Romanos 8.10 e 11

8 – Espírito de sabedoria e da revelação – I Coríntios 2.9 e 10; Efésios 1.7

9 – Consolador – João 14.26 – Que origina do grego parakletos – significando “alguém chamado para estar ao lado e ajudar” ( Scofield ), ou seja, um conselheiro. Traduzido como ´advogado´ em I João 2.1. Cristo é o Paracleto do crente diante do Pai quando o crente peca; o Espírito Santo é o Paracleto que habita no crente para ajudá-lo em sua ignorância e em suas fraquezas, fazendo intercessão por ele – Romanos 8.26 e 27.   ( Bíblia de Estudo Scofield )

Significa ainda “quem aparece em defesa de”, como faz um advogado em tribunal dos homens. Mas também envolve o significado de ´Fortalecedor´, isto é, alguém que dá vigor e fortalece. Trata-se de uma relação extremamente pessoal nesse nome. Em linguagem comum, podemos interpretar assim: “Um que fica ao nosso lado a fim de ajudar.”

10 – Espírito da promessa – Atos 1.4 e 5.

11 – Espírito de adoção – Romanos 8.15 – Gálatas 4.6 – confirmando nossa filiação através de Cristo.

12 – Espírito da fé – II Coríntios 4.13 –

Ilustração – “Em 1525, Martinho Lutero casou-se com Catarina von Bora, uma ex-freira. Essa esposa piedosa logo aprenderia como lidar com os períodos de desânimo e depressão de seu famoso marido. Certa ocasião, quando ele parecia estar nas mais extremas profundezas do desespero, ela foi até o escritório dele toda vestida de preto, como se estivesse de luto.
Lutero: Catarina, por que você está vestida desse jeito? Aonde vai?
Catarina: Estou planejando ir a um enterro.
Lutero: Mas quem morreu?
Catarina: Deus!!
Lutero: Você disse Deus?! Você não sabe que isso é uma terrível blasfêmia? Como você pode dizer uma coisa dessas? Quem lhe disse que Deus morreu?
Catarina: Você, Martinho! A maneira como você tem agido nos últimos dias levou-me a concluir que Deus, com certeza, deve ter morrido!
Ao escutar essas palavras, dizem que o grande reformador caiu de joelhos e pediu perdão a Deus e à esposa pela sua falta de fé!”

Qualquer incredulidade, dúvida, medo ou preocupação da parte do crente, entristece o Espírito Santo, pois Ele é o Espírito da fé.

3. Obras divinas
Comentário do Blog

O Pai é o Autor, o Filho é o Executor e o Espírito é o Ativador de cada ato da obra divina revelada nas Escrituras.

O Espírito Santo tanto ativa quanto leva a terminar os atos iniciados.

Vejamos biblicamente Suas obras divinas em relação ao Universo material:

Salmo 33.6 – “Os céus por sua palavra se fizeram, e pelo sopro de sua boca o exército deles.” – Jó 33.4 – “O Espírito de Deus me fez; o sopro do Todo Poderoso me dá vida.”

Operou na obra de Restauração e Preservação do Universo material:

Gênesis 1.2 – “…e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.”

Salmo 104.30 – “Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra.”

Em relação aos homens perdidos, o Espírito opera a convicção.

Há a convicção da consciência e a convicção do Espírito. A consciência convence do erro cometido. O Espírito Santo convence da natureza do erro no próprio ser.

Através de instrumentalidade humana, o Espírito Santo luta com o homem não regenerado. O Senhor Jesus ensinou-nos: “Vós sois o sal da terra.” O Espírito Santo através da Igreja e da vida dos crentes individualmente, por meio da influência, exemplo e do testemunho, luta com os homens contra suas fatais carreiras de pecado.

Gênesis 6.3 – “Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem…”

Outra obra do Espírito Santo é a de testificar de Jesus Cristo aos perdidos – Atos 5.30 a 32 – “O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, ao qual vós matastes, suspendendo-o no madeiro. Deus, com a sua destra, o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e remissão dos pecados. E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem.”

Vamos resumir outras obras, ainda que não vamos esgotar todas as obras reveladas na Bíblia, operadas pelo Espírito Santo:

Em relação aos crentes
Ele regenera – João 3.3 a 6 – habita no crente – I Coríntios 6.15 a 19. Ele sela o crente – Efésios 1.13 e 14 – tornando o crente propriedade exclusiva de Deus.

Ora, os crentes moradores da cidade de Éfeso, facilmente entenderam esta comparação escrita pelo apóstolo Paulo. Éfeso era uma cidade portuária e com movimentado negócio de madeiras. O comerciante de madeiras viajava até Éfeso, selecionava e comprava sua madeira, e selava-a com a marca reconhecida de que ela lhe pertencia. Com frequência deixava sua compra de madeiras armazenada no porto. Depois, enviava um gerente que agia em seu nome, comparava o sinal do selo e levava a madeira que pertencia ao seu legítimo proprietário.

O Espírito Santo é o selo de propriedade que Deus sela o crente, é o carimbo divino e a garantia da herança eterna em Cristo Jesus.

Aleluia! O Espírito Santo nos capacita, equipando-nos para o trabalho. Iluminando – I Coríntios 2.12 e 14 – Instruindo – João 16. 13 e 14 – capacitando – I Tessalonicenses 1.5.

Em relação a Cristo
Uma vida tão incomparável como a de Cristo, exige um começo e um fim maravilhosos.

Ele teve uma concepção maravilhosa pelo Espírito – Lucas 1.35.

Ele teve uma ressurreição maravilhosa pelo Espírito – Romanos 8.11.

Em relação às Escrituras
As Escrituras referem-se ao Espírito Santo como o Agente Divino da comunicação da verdade de Deus aos homens – II Pedro 1.21 – “… homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo.”

Efésios 1.17 – “Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele.”

As Escrituras foram dadas por inspiração do Espírito Santo.

As Escrituras são interpretadas verdadeiramente pela iluminação do Espírito Santo.

III – OS ATRIBUTOS DA DIVINDADE

1. Alguns atributos incomunicáveis

2. Alguns atributos comunicáveis
Comentário do Blog

Atributos da divindade refere-se ao caráter de Deus. Há atributos aos quais Ele compartilha conosco. E outros, não. Os atributos de Deus são absolutos. Em nós, com as nossas imperfeições e limitações, são sempre no aspecto relativo.

Os atributos divinos são também chamados de “intransitivos e transitivos”, “imanentes e emanentes”.

Por exemplo, ao citarmos o atributo da Sabedoria. Apesar de Deus partilhar conosco, a nossa sempre será em parte, e em Deus sempre será absoluta. Ele é sábio, e sabedoria é de Sua natureza.

“Deus é espírito” – João 4.24.

Sua Substância é Espírito e Seus atributos são as qualidades dessa Substância.

Há dezenas de referências bíblicas e classificação teológica dos atributos comunicáveis e incomunicáveis de Deus.

Na lição CPAD é citado os atributos incomunicáveis de Onipotência, Onipresença e Onisciência e o da Eternidade, com a explicação compreensível de falta de espaço para incluir outros.

Onipotência – Ela se expressa no nome hebraico de Deus transliterado como El-Shadday – Gênesis 17.1 – “Eu sou o Deus Todo Poderoso…” e Êxodo 6.3 – “E eu apareci a Abraão, e a Isaque e a Jacó, como o Deus Todo Poderoso…”.

Onipotência é o poder ilimitado de fazer o que Ele quer. Pela revelação das Escrituras, observamos que tal poder não é incoerente com a natureza das coisas criadas por Ele mesmo. Por exemplo, fazer com que um fato acontecido no passado não tenha mais acontecido…. Seu poder está coerente com Sua perfeição absoluta. Seu poder está coerente com Sua Dignidade.

Há o Poder Absoluto de Deus – Potentia Dei absoluta.

Há o Poder Ordenado de Deus – Potentia Dei ordinata.

Shedd: “O poder absoluto de Deus é a eficiência divina, exercida sem a intervenção de causas secundárias, e o poder ordenado é a eficiência de Deus, exercida pela ordenada operação de causas secundárias.”

Não são poderes distintos, mas um e o mesmo poder. O seu poder ordenado é parte do seu poder absoluto, pois se Ele não tivesse poder para fazer tudo que pudesse desejar, não teria poder para fazer tudo o que Ele deseja. Podemos, portanto, definir o poder ordenado de Deus como a perfeição pela qual Ele, mediante o simples exercício de Sua vontade, pode realizar tudo quanto está presente em Sua vontade ou conselho.

A Onipotência de Deus não é separada de Sua perfeição. Não é contraditória com outros atributos. Portanto, há coisas que Ele não pode fazer: mentir, pecar, mudar e negar-se a Si mesmo.

Números 23.19 – “Deus não é homem, para que minta.”

I Samuel 15.29 – “E também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende.”

II Timóteo 2.13 – “Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo.”

Hebreus 6.18 – “Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta…”

Tiago 1.13 e 17 – “…porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta. ( … ) …descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação.”

Aleluia! A Onipotência de Deus abrange todas as coisas – I Crônicas 29.12 – “…e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e dar força a tudo.”

Exemplo singelo da Onipotência de Deus está no livro do profeta Jonas, onde Deus exerce Seu absoluto poder sobre:

1 – o mar – Jonas 1.4 e 15;

2 – sobre o grande vento – 1.4

3 – um grande peixe – 1.17;

4 – sobre a natureza da aboboreira – 4.6

5 – sobre o pequeno verme – 4.7;

6 – sobre o sol – 4.8;

7 – sobre todos os homens – 4.11.

Salmo 135.6 – “Tudo o que o Senhor quis, ele o fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos.”

Onipresença 

Salmo 139.7 – “Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face?”

Ao meditarmos na Onipresença do Espírito Santo, vamos diferenciá-la com o atributo da Infinitude. Este está relacionado ao tempo e espaço. Ou seja, Deus não está limitado pelo tempo e nem pelo espaço. E a Infinitude divina do Espírito Santo está ligada a todos os Seus outros atributos. Por exemplo, Sua bondade é infinita.

Infinitude é o atributo relacionado ao tempo e ao espaço.

A Infinitude do Santo Espírito em relação ao tempo é chamada de Eternidade.

Salmo 90.2 – “…de eternidade a eternidade, Tu és Deus.”

Hebreus 9.14 – “Muito mais o sangue de Cristo que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus…”

A Infinitude em relação ao espaço é chamada de Imensidão.

Salmo 145.3 – “Grande é o Senhor e muito digno de louvor; e a sua grandeza, inescrutável ( insondável – observação nossa ).

Jeremias 23.24 – “Porventura, não encho eu os céus e a terra?”

Porém, há dois aspectos da Onipresença do Espírito de Deus:

– Imanência – quando nos referimos ao fato Dele estar no mundo, operando ou agindo na Criação e por meio dela –

– Transcendência – quando afirmamos que Ele está além e acima da Sua criação.

A. H. Strong: “Deus, na totalidade da Sua essência, sem difusão ou expansão, multiplicação ou divisão, não tendo tamanho nem dimensões espaciais, penetra e enche todas as partes do universo.”

Onisciência 

Isaías 40.13 e 14 – “Quem guiou o Espírito do Senhor? E que conselheiro o ensinou? Com quem tomou conselho, para que lhe desse entendimento, e lhe mostrasse as veredas do juízo, e lhe ensinasse sabedoria, e lhe fizesse notório o caminho da ciência?”

Onisciência é o conhecimento total, completo e imediato do Espírito do Senhor. Além disso, tal conhecimento é perfeito, independente, simultâneo e inatamente.

a – A quantidade do Seu conhecimento – completo.

b – A qualidade do Seu conhecimento – perfeito.

c – A fonte do Seu conhecimento – independente.

d – O tempo do Seu conhecimento – simultâneo.

e – O método do Seu conhecimento – inato ( Willmington ).

Em Gênesis 16, Agar foge da casa de Abraão, estando grávida. O Anjo do Senhor lhe encontra e manda que retorne e se humilhe debaixo das mãos de Sara. Então, ela louvou ao Senhor dizendo: “Tu és Deus da vista”El Roi – o que Deus que vê. E o Anjo do Senhor explicou a ela: “…porquanto o Senhor ouviu a tua aflição.”

Ele vê onde Agar está, ele sabe como ela está ( grávida ), ele ouve todas as coisas, conhece o passado ( que fugiu de diante de Sara ), o presente ( andando fugida ) e o futuro: “Eis que concebeste, e terás um filho, e chamarás o seu nome Ismael…”.

Santidade 

É atributo moral. Relaciona-se com a Sua perfeição.

É a perfeição de Deus, em virtude da qual Ele eternamente quer manter e mantém a Sua excelência moral, aborrece o pecado, e exige pureza moral em suas criaturas. Ser Santo vem do hebraico qadash que significa cortar ou separar. Neste sentido também o Novo testamento utiliza as palavras gregas hagiazo, hagios.

A santidade de Deus possui dois diferentes aspectos, podendo ser positiva ou negativa (Hb.1:9; Am.5:15; Rm.12:9).

a) Santidade Positiva: Expressa excelência moral de Deus na qual Ele é absolutamente perfeito, puro e íntegro em Sua natureza e Seu caráter (IJo.1:5; Is.57:15; IPe.1:15,16; Hc.1:13). A santidade positiva é amor ao bem.

b) Santidade Negativa: Significa que Deus é inteiramente separado de tudo quanto é mal e de tudo quanto O aborrece (Lv.11:43-45; Dt.23:14; Jó.34:10; Pv.15:9,26; Is.59:1,2; Lc.20:26; Hc. 1:13; Pv.6:16-19; Dt.25:16; Sl.5:4-6). A santidade negativa é ódio ao mal.

Além de possuir dois aspectos a santidade de Deus possui também duas maneiras diferentes de manifestar-se:

1) Retidão: Também chamada justiça absoluta, é a retidão da natureza divina, em virtude da qual Ele é infinitamente Reto em Si mesmo (santidade legislativa). Sl.145:17; Jr.12:1; Jo.17:25; Sl.116:5; Ed.9:15.

2) Justiça: Também chamada justiça relativa, é a execução da retidão ou a expressão da justiça absoluta (santidade judicial). Strong a chama de santidade transitiva. A retidão é a fonte da Santidade de Deus, a justiça é a demonstração de Sua santidade.” ( Luiz Antônio Ferraz ).

3. O Espírito Santo e a Trindade
Comentário do Blog

O Espírito Santo é Deus.

Em igualdade com Deus Pai e Deus Filho, tendo os mesmos atributos.

Mateus 28.19 – “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.”

Há distinção entre as Pessoas. Esta distinção está evidente nas designações Pai, Filho e Espírito Santo.

O Filho foi enviado pelo Pai. O Pai e o Filho enviaram ao Espírito Santo:

Mateus 10.40 – “Quem vos recebe a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou.”

João 14.26 – “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome…”

João 16.7 – “Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei.”

João 17.18 – “Assim como tu me enviaste…”

No relacionamento entre Pai, Filho e Espírito Santo, é usado mutuamente os pronomes Eu, Tu e Ele quando falam um do outro, ou entre si:

João 17.1 – “Jesus falou essas coisas e, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti.”

Mateus 28.19 – “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.”

Aprendemos aqui tanto a fórmula do batismo nas águas quanto a doutrina da unidade de Substância.

Conforme Êxodo 3.14 e 15, o nome de Deus é revelação do que Ele é.

Agora, o batismo nas águas não seria mais apenas um símbolo de arrependimento, como fora com João Batista.

Agora, o batismo é o sinal exterior de que aqueles que o receberam são trazidos para um novo relacionamento com o Deus Trino revelado a eles.

A unidade dos três nomes na fórmula evangélica do batismo – igualmente na bênção de II Coríntios 13.13 –  é prova da distinção e da igualdade entre as três Pessoas Divinas da Trindade. O batismo é “em nome” e nunca “em nomes” de Deus, de um profeta e de uma mera influência ou força impessoal.

Somos ensinados a honrar ao Pai, como honramos ao Filho, e honrar ao Espírito Santo assim como honramos ao Filho.

IV – PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO

1. As faculdades da personalidade

2. Reações do Espírito Santo
Comentário do Blog

Personalidade é a condição ou qualidade de ser pessoa.

Esequias Soares: “As três faculdades intelecto, emoção e vontade caracterizam a personalidade.”

O Espírito Santo é uma Pessoa divina.

Características pessoais Lhe são atribuídas, não em termos de corporeidade, tais como mãos, pés ou olhos. Mas, em termos de qualidade como as que seguem:

1 – Inteligência – Romanos 8.27 – “E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.”

2 – Vontade – Ele possui o que se chama volição.

I Coríntios 12.11 – “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.”

3 – Amor – Torrey: “Devemos nossa salvação tão verdadeiramente ao amor do Espírito como ao amor do Pai e ao amor do Filho.”

Romanos 15.30 – “E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo, e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus.”

Atos pessoais Lhe são atribuídos:

1 – Ele chama e comissiona a homens

Atos 13.2 – “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.”

2 – Ele direciona e conduz

Atos 16.6 e 7 – “E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia. E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não lho permitiu.”

É possível tratamento pessoal com o Espírito Santo:

1 – Pode-se pecar contra Ele:

a – mentir ao Espírito Santo – Atos 5.3;

b – resistir ao Espírito Santo – Atos 7.51;

c – apagar / extinguir ao Espírito Santo – I Tessalonicenses 5.19;

d – entristecer ao Espírito Santo – Efésios 4.30;

e – blasfemar contra o Espírito Santo – Mateus 12.31 – “Por isso vos declaro: Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada.”

Webster: “Blasfemar significa falar do Ser Supremo em termos de ímpia irreverência; ultrajar ou falar repreensivamente de Deus, de Cristo ou do Espírito Santo”.

Torrey: “O Espírito Santo veio, aos discípulos e a nós, para ser Aquele que Jesus Cristo foi para aqueles durante os dias de Seu contato pessoal com eles.” – João 14. 16 e 17.

CONCLUSÃO
Comentário do Blog

Ao concluir, incentivo aos amados professores e vocacionados, a buscarem com fervor e consagração especial, o batismo com o Espírito Santo.

O que o batismo com o Espírito Santo não é?

Não é o Novo Nascimento – João 15.3 – “Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado.” Somente depois foram batizados com o Espírito Santo.

Os crentes samaritanos de Atos 8.14 a 17 e os doze discípulos de Éfeso, em Atos 19.6, já possuíam os nomes escritos no livro da vida!

O que é o batismo com o Espírito Santo?

O cumprimento integral da promessa do Pai – Atos 1.4.

A unção que não se pode dispensar para testemunhar de Cristo e de Seu Evangelho – Atos 1.8.

Os antipentecostais confundem com a conversão e com o novo nascimento. Registro que alguns antipentecostais arriscam a dizer que o crente está sujeito a receber espíritos demoníacos. Eis um ensino absurdo! Blasfêmia inominável e o Senhor Jesus Se ergue contra: Lucas 11.13 –  “Pois, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?”

Os carismáticos católicos falam como acontecimento alheio às Escrituras.

E os pentecostais nominais não valorizam a busca, vivem sem interesse na gloriosa experiência.

Vinte anos após o dia de Pentecostes de Atos capítulo 2, lemos em Atos 19.5 a 7, doze irmãos sendo batizados com o Espírito Santo, após serem batizados nas águas.

Todo crente deve buscar o batismo com o Espírito Santo.

Quais os propósitos do batismo com o Espírito Santo?

1 – Viver abundantemente para Deus – João 7.38 e 39.

2 – Identificar a vida do crente com Cristo
Simpson ( fundador da Aliança Bíblica Missionária ) disse: “Primeiro Cristo nasceu do Espírito, posteriormente, iniciou Seu ministério pelo poder do Espírito Santo. Assim como o que santifica, com os que são santificados, sendo todos um, devemos seguir Seus passos: nascidos do Espírito Santo devemos ser batizados com o Espírito Santo e repetir Sua obra, vivendo Sua vida!”

3 – Poder para testemunhar – Atos 1.8.
A experiência da salvação do crente começa no Calvário.

O início do serviço do crente começa no Pentecoste.

Alertamos que o batismo com o Espírito Santo não é apólice de seguro contra o naufrágio na fé. Crente batizado tem o sagrado dever de permanecer humilde em vida de oração, leitura e meditação da Bíblia, louvando ao Senhor, e perseverando em busca da santificação pessoal.

Batismo com o Espírito Santo não comunica privilégios. Comunica responsabilidade.

História resumida – Celina de Albuquerque foi a primeira crente batizada com o Espírito Santo em terras brasileiras. Em 08 de junho de 1911.

No mais, Deus proverá!

Pastor Eliel Goulart

Postado por ebd-comentada


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