Ensinando e fazendo Missões

Buscar esboços

Nossos Esboços

CPAD Adultos – 3º Trimestre de 2017 – 09/07/2017 – Lição 2: O único Deus verdadeiro e a criação

04/07/2017

Este post é assinado por: Pastor Eliel Goulart

Texto Áureo

“E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.” – Marcos 12.29

Verdade Prática

     Cremos em um só Deus, o Pai Todo Poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas, visíveis e invisíveis.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Deuteronômio 6.4 – Gênesis 1.1
Dt.6.4 – Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único SENHOR.
Gn 1.1 – No princípio, criou Deus os céus e a terra.

INTRODUÇÃO
Comentário do Blog

Caro professor e vocacionado, escreva para nós, ao final deste singelo comentário. Suas opiniões e observações são muito importantes para nós melhorarmos e prosseguirmos!

Gênesis 1.1 – “No princípio, Deus criou os céus e a terra.” ( NVI ).

A existência de Deus é uma proposição fundamental das Escrituras. A Bíblia não se ocupa com argumentos para afirmar ou comprovar a existência de Deus. A Bíblia não foi escrita ao ateu. Ela dá por consumada a existência de Deus. Ela não foi sequer escrita ao agnóstico, que nega a possibilidade de saber se Deus existe ou não.

Chalmers: “Para asseverar categoricamente a não existência de Deus, o homem se vê obrigado a arrogar-se à sabedoria e à onipresença de Deus. Precisa explorar até aos confins do universo para estar certo de que Deus não está ali. Há de interrogar a todas as gerações da humanidade e todas as hierarquias do céu, para estar certo de que eles nunca ouviram falar em Deus.”

Agnosticismo – foi usada pela primeira vez por Aldous Huxley ( 1894 – 1963 ). Ele a usou para si mesmo. Certamente ele se inspirou pelo nome de antiga seita – os gnósticos – que se diziam possuidores de conhecimento especial. É a combinação de partícula negativa grega “a” ( não ) e do termo grego “ginosko” ( conhecer ), significando “não conhecimento”.

Ateísmo – seria melhor definido se chamado de não-teísta. Mas, ser chamado de ateísta é da preferência da maioria. Há variações das nomenclaturas: humanista secular, materialista e alguns outros. Por que ‘humanista secular’ e não simplesmente ´humanista´? Porque há humanista cristão. O mais proeminente pensador humanista cristão entre nós é Clive Staples Lewis ( 1898 – 1963 ), mais conhecido como C. S. Lewis. O humanismo destaca e pensa os valores e interesses da humanidade. O humanismo secular põe e eleva o homem como a referência e padrão de todas as coisas. O foco do secularismo está nos valores humanos. O humanismo foca os seres humanos.

E o ateu materialista é aquele que comunga da filosofia que reduz a existência de Deus à matéria. Os mais proeminentes dentre os materialistas são Ludwig Andreas Feuerbach ( 1804 – 1872 ), que muito influenciou ao próximo ateísta materialista, Karl Marx ( 1818 – 1883 ).

O ateu racional é diferente do ateu prático. Este vive como se Deus não existisse. Como se Deus não pudesse intervir em sua vida. Não nega publicamente e expressamente por palavras e escritos, a não existência de Deus. Porém, nega pela conduta diária de indiferentismo. É o ateu prático. Muito mais numeroso do que o ateu teórico e racional.

Diferentes, tanto do ateu quanto do agnóstico, está o incrédulo. No sentido de que este rejeita a existência de Deus por irracionalidade. Rejeita a Bíblia como revelação de Deus, rejeita o que ela revela e rejeita o Deus da revelação. Porém, todos são incrédulos!

Há ainda os céticos – é a filosofia da dúvida permanente, afirmando que o homem é incapaz de conhecer a verdade – e até mesmo há os que preferem serem chamados de antiteístas. Em suma, os argumentos deles são iguais.

Salmo 14.1 – “Disseram os néscios ( loucos, tolos, insensatos – anotação nossa )  no seu coração: Não há Deus.”

A fé nos conduz à revelação. A revelação é ato de Deus, dando-Se a conhecer aos homens. Portanto, a existência de Deus não é questão de razão, mas de fé.

Há cinco medidas da fé – Romanos 12.3 – “Pense com moderação, conforme da medida da fé que Deus repartiu a cada um.”

1ª – Sem fé

Hebreus 11.6 – “Ora sem fé é impossível agradar-Lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus, creia que Ele existe e é galardoador daqueles que o buscam.”

Solução: Romanos 10.17 – “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.”

2ª – Pequena fé

Mateus 8.26 – “E ele disse-lhes: Por que temeis, homens de pequena fé?”

Solução: Orar. Lucas 17.5 – “Disseram, então, os apóstolos ao Senhor: Acrescenta-nos a fé.”

3ª – Tanta fé

Mateus 8.10 – “E maravilhou-se Jesus, ouvindo isso, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé.”

4ª – Grande fé

Mateus 15.28 – “Então, respondeu Jesus e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua .”

5ª – Cheio de fé

Atos 6.5 – “E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram a Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo…”

Myer Pearlman:

“Se as Escrituras não oferecem nenhuma demonstração racional da existência de Deus, por que vamos nós fazer essa tentativa? Pelas seguintes razões:

Primeiramente, para convencer os que genuinamente buscam a Deus, isto é, pessoas cuja fé tem sido ofuscada por alguma dificuldade, e que dizem: “Eu quero crer em Deus; mostra-me que seja razoável crer nele.”

Mas evidência nenhuma convencerá a pessoa, que, por desejar continuar no pecado e no egoísmo, diz: “Desafio-te a provar que Deus existe.” Afinal, a fé é questão moral e não intelectual. Se a pessoa não está disposta a aceitar, ela porá de lado todas e quaisquer evidências.

Segundo, para fortalecer a fé daqueles que já creem. Esta fé lhes é tão preciosa que aceitarão com alegria qualquer fato que a faça aumentar ou enriquecer.”

I – O ÚNICO DEUS VERDADEIRO

1. O Shemá
Comentário do Blog

Deuteronômio 6.4 – “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.”

“Ouve”Shãma – ouvir, dar atenção a, escutar, obedecer, publicar ( Vine ).

Ouvir atentamente, prestar atenção séria, continuar ouvindo, ouvir obedientemente, fazer o que ouviu ( Strong ).

Imperativo masculino singular, ouvir no sentido de obediência ( Brown-Driver-Briggs ).

Todos os consultados informam que ocorre 1.160 vezes na Bíblia.

Em definição sintetizada, significa ´ouvir´. Há dezenas de acepções deste verbo por toda a Bíblia.

Deuteronômio 6.4 e 5 – “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus, é o único Senhor.
Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder.”

Estes dois versículos são classificados pelo nosso Senhor Jesus, como “o primeiro e grande mandamento da Lei.”

Diante da pergunta capciosa, ou seja, com intenção de levar a erro e enganar, de um fariseu: Mateus 22.36 – “Mestre, qual é o grande mandamento da lei?”

O Senhor Jesus lhe respondeu: Mateus 22.37 – “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.”

“…é o único Senhor.” – Único é ´echad´ – unidade composta, em oposição a ´yachidd´ – unidade absoluta.

“nosso Deus.” – Elohim – plural.

Há quatro traduções possíveis desse versículo:

1 – Jeová nosso Deus, Jeová um;

2 – Jeová, nosso Deus, Jeová é um;

3 – Jeová é nosso Deus, Jeová é um;

4 – Jeová é nosso Deus, somente Jeová.

Mas os quatro são resolvíveis nesses dois: Primeiro – Jeová, nosso Deus é um, expressando Sua unidade. Segundo, Jeová é nosso Deus sozinho, o único Deus de Israel.  ( Bíblia de Cambridge ).

É o texto áureo da fé judaica em oposição as nações vizinhas, com muitos deuses e muitos senhores.

Nós adoramos um Deus na Trindade, e a Trindade na Unidade.

“Mas, esta verdade, embora visível no Antigo Testamento pela luz do Novo Testamento, não foi explicitamente revelada até que apareceu na História, quando o Pai enviou ao Filho para ser Salvador do mundo. E ambos enviaram ao Espírito Santo para ser Guia da igreja.” ( Ellicott ).

“O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.”

1 – O único Ser – Incomparável;

2 – Existência eterna – O Alfa e o Ômega;

3 – Nas Suas operações – não há erro;

4 – Seu amor – sem igual;

5 – Quanto ao que pede – O único com direito ao nosso louvor, serviços e amor;

6 – Nos adotou e;

7 – Nos dotou – do Seu poder, de Seu amor e outros atributos relacionáveis. ( R. A. Griffin ).

2 – O monoteísmo
Comentário do Blog

Conforme declara Romanos 1.19 a 25, evidencia-se claramente que o monoteísmo tenha sido, de fato, a primeira religião, da qual as demais se desviaram.

Dentre os livros mais antigos da Bíblia, Gênesis e Jó, são revelados o monoteísmo. Apresentando a Deus como Onipotente, pessoal, de elevada Moral, Soberano, porém Pessoal. E o Criador.

É interessante registrar que as religiões mais primitivas da África, contam com unanimidade, de um monoteísmo explícito. John Samuel Mbiti, pastor anglicano e escritor cristão do Quênia, no seu livro Religiões Africanas e Filosofia, estudou em pesquisas, trezentas religiões tradicionais africanas, e afirmou: “Em todas essas sociedades, com uma única exceção, as pessoas têm a noção de Deus como Ser Supremo.”

E esta observação histórica se estende a todas as religiões primitivas que abrangem todo o mundo.

O comentarista enfatiza neste tópico as três principais religiões monoteístas do Mundo de hoje, quais sejam, o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. E o comentarista alonga-se nas linhas sobre o monoteísmo islâmico, afirmando que o tal não é bíblico. Com ele concordamos plenamente. O resumo que o douto comentarista escreveu na revista CPAD, é suficiente. Tão somente, acrescento subsídios sobre o deus islâmico Alá, que não é o mesmo Deus da Bíblia.

O nome Alá tem a mesma raiz do nome Elohim na língua aramaica, e ambos significam ´Deus´.

Os judeus, assim como os cristãos, rejeitaram a proposta doutrinária de Maomé, como se autodenominando o último e maior dos profetas. Maomé por seu lado, rejeitou o Deus dos judeus e dos cristãos, substituindo-O pelo ídolo pagão dos árabes, Alá, o deus lua, deus da guerra e deus da espada.

Os antigos sabeus – segundo a tradição religiosa da mitologia pagã árabe – adoravam a Alá, o deus lua, casado com o deus sol, que era a mãe. As três estrelas mais brilhantes e as primeiras visíveis ao por do sol, e que são mencionadas nominalmente no Corão, são as filhas da lua e do sol – Allat, Al Uzza, Al Manat. Portanto, os três maiores deuses pagãos da antiga Arábia, eram a lua, o sol e as estrelas. Na antiguidade, haviam 360 deuses na Arábia Saudita. Maomé aboliu 357 e permitiu que o culto a três continuassem – a lua, o sol e as estrelas. Depois de 12 anos do início de sua religião, por ele criada, seus seguidores reclamaram que lhes era prometido uma religião monoteísta, mas que permanecia a principal trindade de deuses da antiga tradição religiosa árabe. Por tal razão, ainda até hoje, encontramos estes três símbolos por todo o mundo árabe.

Maomé diz que consultou ao anjo Gabriel, e este o instruiu a descartar o deus sol e as estrelas. Por fim, implantou-se o culto somente da lua. O deus lua Alá.

De fato, veio a ser constituída assim uma religião monoteísta. Mas não se trata do Deus da Bíblia. Não se trata do Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. É simplesmente a continuação do culto ao deus lua da antiga tradição de culto pagão dos árabes.

Portanto, o islamismo é classificado como religião monoteísta. Mas longe de ser monoteísmo bíblico.

João 8.32 – “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

3. O monoteísmo judaico-cristão
Comentário do Blog

Em contraponto ao politeísmo, a Bíblia revela a verdade do monoteísmo.

O conceito bíblico teológico de unidade, não quer significar uma única personalidade. Trata-se de unidade de essência. Unidade de ser. Querendo afirmar que a qualidade da Divindade é ser una e única.

E conforme anotamos acima, é uma unidade composta. Não se trata de unidade isolada e absoluta.

Repetindo, “…é o único Senhor.” – Único é ´echad´ – unidade composta, em oposição a ´yachidd´ – unidade absoluta.

Exemplos de unidade composta na Bíblia, com o uso de ´echad´:

Esdras 3.1 – “Chegando, pois, o sétimo mês e estando os filhos de Israel já nas cidades, se ajuntou o povo, como um só homem, em Jerusalém.”

Ezequiel 37.17 – “E ajunta um ao outro, para que se unam e se tornem um só na tua mão.”

Exemplos de unidade absoluta na Bíblia, com o uso de ´yachidd´:

Gênesis 22.2 – “E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas…”

Juízes 11.34 – “Vindo, pois, Jefté a Mispa, à sua casa, eis que a sua filha lhe saiu ao encontro com adufes e com danças; e era ela só, a única; não tinha outro filho nem filha.”

Há quem se oponha a esta realidade bíblica de que Deus é um só em Seu ser e substância, eternamente subsistente em três pessoas, de três distinções pessoais, quais sejam, o Pai, Filho e Espírito Santo, pois bem, se opõem porque a palavra ´Trindade´ não ocorre na Bíblia. E que não há nenhum versículo explícito referente a ela em toda as Escrituras.

Por primeiro, tal objeção é igual sobre outras verdades e conceitos teológicos, como por exemplo, o livre arbítrio do homem, a doutrina da substituição e outras.

“O fato de que uma verdade de Deus é revelada em Suas relações práticas, e não em uma fórmula, não a torna menos autêntica. A lei da gravidade não é formulada na natureza, como também a doutrina da Trindade não é formulada na Bíblia.” ( Harris ).

Bancroft enumera sete referências por implicação e insinuação no Antigo Testamento, quanto a doutrina da Trindade:

1 – Pelo nome de Deus na forma plural Elohim;

2 – Pelo uso da palavra hebraica “único” –

A palavra hebraica que significa “um” no sentido absoluto, conforme se emprega em expressões como “o único”, é “yacheed”. Essa palavra não é usada nunca no hebraico para expressar a unidade da Divindade. Ao contrário, emprega-se “achad”, que indica unidade composta.

3 – Pelo uso de pronomes pessoais no plural acerca de Deus – Gênesis 1.26 comparado com Isaías 40.14 e Gênesis 1.27. Ler ainda Isaías 6.8 e Gênesis 11. 7.
Há um contra-argumento, dizendo que “nós” – sujeito oculto – como diz em Gênesis 1.26: “Façamos o homem à nossa imagem…”, refere-se à consulta de Deus com os anjos, com quem Ele toma conselho sempre que faz algo importante. Mas Isaías 40.14, que diz: “Com quem tomou ele conselho…?” Mostra que tal suposição é sem base. E ainda mais, Gênesis 1.27 contradiz essa ideia, ao repetir a afirmação: “… à nossa imagem…” demonstrando que isso não se refere à imagem de Deus em conjunto com a dos anjos. Acresce, ainda, que a tradução mais correta desse versículo não seria “façamos”, e, sim, “faremos”, indicando antes a linguagem da resolução do que da consulta.

4 – Por insinuação em textos bíblicos como: Salmo 2. 6 a 9 – Zacarias 2.10 e 11 – Atos 13.33 –

5 – Por alusão ao Espírito Santo e à Sua obra – Gênesis 1.2

6 – Pelas teofanias – aparições da Divindade, especialmente as do “Anjo do Senhor”, que se distingue de Deus e ao mesmo tempo é identificado com Ele.
Gênesis 22. 11 e 12.

7 – Por declaração direta – Isaías 48.16 – Isaías 61.1 e 2.

Por outro lado, no Novo Testamento a doutrina é por declarações, e Brancoft relaciona cinco:

1 – Na Comissão Apostólica;
Mateus 28. 19 – “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.”

2 – Na chamada Bênção Apostólica;
II Coríntios 13.13 – “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.”

3 – No batismo de Jesus;
Mateus 3. 16 e 17 – O Pai falou do céu, o Filho estava sendo batizado no rio Jordão, e o Espírito Santo desceu em forma de pomba.

4 – No ensino de Jesus;
João 14.16 – “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco.”

5 – No ensino de Paulo, no tocante aos dons do Espírito em relação à Igreja;
I Coríntios 12. 4 a 6 – “Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos.”

Myer Pearlman: ” A Trindade é uma comunhão eterna, mas a obra da redenção do homem evocou a sua manifestação histórica.
Será tudo isso difícil de compreender? Como poderia ser de outra maneira visto que estamos tentando explicar a vida íntima do Deus Todo Poderoso!”

II – CRIAÇÃO X EVOLUÇÃO

1. O modelo criacionista
Comentário do Blog

Hebreus 11.3 – “Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.”

Este versículo nos ensina que a realidade somente pode ser reconhecida através da fé.

“…entendemos que os mundos…” – grego aión – uma era, em espaço de tempo, mundos. É a mesma palavra usada em Hebreus 1.2 – “A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.” A ideia aqui é apresentar a preparação completa de todos os períodos sucessivos, atribuindo toda a criação “dos céus e da terra” a Deus. O ato associado à Palavra de Deus em cada estágio da preparação. ( Ellicott ).

Portanto, apesar de significar primariamente ´idades´, ´eras´, a continuação do versículo determina seu significado pretendido. Compreende a criação, os mundos – o sol, a lua, as estrelas, o universo enfim – por cuja duração é consistente em dias, meses, anos e séculos. Foram moldados, formados, finalizados pela Palavra de Deus. Foram adequadamente colocados cada parte em sua ordem correta. E tudo isso foi feito pelo comando de Deus, pela Palavra de Deus. ( Comentários de Benson ).

Norman Geisler propõe que “apesar de Deus ter completado seu trabalho de criação ( Gênesis 2.2 – “E, havendo Deus acabado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito…” – Ele não terminou seu trabalho na criação – João 5.17 – “E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.”

E ao crer assim, que Deus criou e preserva Sua criação, afirma que Deus continua a Se relacionar com o mundo que criou. Opera continuamente nele. Sustenta sua existência.

Salmo 104.30 – “Quando sopras o teu fôlego, eles são criados” ( bãrã  – criar aqui é usado não com relação à geração inicial da vida, mas com relação à sua regeneração contínua. Haja vista, o contexto fala de Deus fazendo “crescer o pasto para o gado, e as plantas que o homem cultiva” ( versículo 14 ). E o Salmo 104.30 continua: “…e renovas a face da terra.”

De diversas maneiras, a Bíblia revela a Deus trabalhando na Criação:

1 – Ele a sustenta – Hebreus 1.3 – “…sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder…”;

2 – Ele a conserva – Colossenses 1.17 – “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.”;

3 – Ele faz existir – Apocalipse 4.11 – Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.”;

4 – Ele produz vida nela – Salmo 104.14 – “Ele faz crescer a erva para os animais e a verdura, para o serviço do homem, para que tire da terra o alimento.”

Não haveria a realidade da criação, passada ou presente, se não fosse Deus.

E Normam Geisler apresenta uma tabela resumindo os atos divinos de criação e preservação:

3TCA2017L2a

Norman Geisler enfatiza de modo muito interessante que a ciência teria se desenvolvido de outra maneira, se seus fundadores, de Roger Bacon em diante, tivessem a perspectiva ateísta de grande parte da comunidade científica do final do século XX. E informa-nos que, até depois da morte de Darwin, os responsáveis pelo desenvolvimento da ciência moderna eram criacionistas, pois acreditavam na origem sobrenatural do universo e da vida.

E dá-nos uma lista:

Johann Kepler ( 1571 – 1630 ), mecânica celestial;

Blaise Pascal ( 1623 – 1662 ), hidrostática;

Robert Boyle ( 1627 – 1691 ), química, dinâmica do gás;

Issac Newton ( 1642 – 1727 ), cálculo, dinâmica;

Michael Faraday ( 1791 – 1867 ), teoria dos campos;

Gregor Mendel ( 1822 – 1884 ), genética;

Louis Pauster ( 1822 – 1907 ), bacteriologia;

William Kelvin ( 1824 – 1907 ), termodinâmica;

William Ramsay ( 1852 – 1916 ), química isotópica.

E além destes, outros fundadores de campos científicos e matemáticos também defendiam o criacionismo: Roger Bacon ( 1220 – 1292 ), Nicolau Copérnico ( 1473 – 1543 ), Galileu Galilei ( 1564 – 1642 ).

Com raras exceções, os cientistas antes de 1860 eram cristãos.

Concluindo os subsídios a este Tópico – que poderia ser longo, mas nunca exaustivo – afirmamos que Deus é tanto ativo na origem quanto na conservação do universo. Ele é a causa de sua criação e a causa de sua preservação.

Repetindo o que escrevi no início do comentário desta Lição 2, escrevo para os crentes, não escrevo para os incrédulos.

Deus é o:
( 1 ) Criador – ( 2 ) – Benfeitor – ( 3 ) Sustentador – ( 4 ) – Provedor – ( 5 ) – Doador da Vida.

2. O modelo evolucionista
Comentário do Blog

Em seu livro A realidade quântica: nos confins da nova física, o físico Nick Herbert ( 1936 ), diz-nos que Albert Einstein, depois de ser humilhado pela evidência de que o cosmos teve um princípio, declarou seu desejo de saber como Deus criou este mundo. “Não estou interessado neste ou naquele fenômeno, no espectro deste ou daquele elemento. Quero conhecer seu pensamento, o resto são detalhes.”

Portanto, se o universo não é eterno, mas surgiu em algum momento histórico, a lei da causalidade nos impõe que ele deve ter tido uma causa. Pois tudo que surge é causado. Logo, ou universo foi causado também.

Atribuir o surgimento de tudo ao acaso, não é ciência. É mágica. O acaso é irregular. As leis da ciência aceitam o regular, nunca o irregular.

As leis da física não causam nada. As leis científicas apenas descrevem a maneira como as coisas acontecem regularmente.

Por exemplo, a lei da matemática não causa nada. Elas apenas informam que se eu tenho 5 moedas no bolso e colocar mais 7 moedas, então terei 12 moedas. Mas, a lei da matemática não causa nada… não colocam as moedas no bolso de ninguém.

É absurdo afirmar que o acaso produziu algo. O nada não existe. Assim não tem poder para causar algo.

Todo evento tem uma causa adequada. Considerando que o universo manifesta criação inteligente, é razoável crer uma causa inteligente.

É mais difícil crer no acaso das origens do Universo!

O acaso – a falta de causa – pode ser parte de um desígnio inteligente, geral, na criação.

Por final, permita-me diferenciar aqui três palavras usadas na Ciência: hipótese, teoria e lei.

Hipótese – suposição com base no que se sabe anteriormente ou se observa. Ou se comprova ou se refuta a suposição. A suposição é submetida a testes, análises dos dados, e isso com diversas repetições dos métodos, para finalmente serem aceitas.

Teoria – é hipótese que foi aceita após processo de verificação. Esta pode ser refutada e substituída por outra. A teoria apresenta evidências, e é considerada como um conjunto de fatos e hipóteses, em que há harmonia entre eles, levando a conclusões, previsões, novas observações, sempre reciclando as hipóteses e confirmando ou não os fatos.

Lei – é aquilo que ocorre com regularidade. É a previsão de fatos que se repetem com regularidade. Estas são infalíveis e universais.

Nunca se confirmou a teoria da evolução.

III – A CRIAÇÃO

1. A criação do Universo
Comentário do Blog

Gênesis 1.1 – “No princípio criou Deus os céus e a terra.”

O princípio da criação.

Diferente do princípio de João 1.1 – “No princípio, era o Verbo…” que é o princípio da revelação.

Deus sempre é. Sempre existiu. Salmo 90.2 – “Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus.”

A inércia não é parte dos atributos divinos. A atividade é parte essencial de Seu ser.

João 5.17 – “E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.”

No processo divino de chamar os mundos a existirem quando e do modo que Ele quis, em Sua soberania, concluímos que, certamente, nunca houve um tempo em que os mundos não existiram.

J. Parker comenta este versículo: “Temos o direito de perguntar das origens do mundo. Direito que decorre de nossa inteligência. Em Gênesis 1. 1 encontramos uma resposta a várias perguntas:

1 – A resposta é simples – uma criança pode entender;

2 – A resposta é sublime – Deus criou!

– Sublime porque alcança o mais longo ponto no tempo: O princípio.

– Sublime porque conecta o material com o espiritual.

– Sublime porque revela o poder e a sabedoria de Deus.

3 – A resposta é suficiente – pois Deus está sobre todos e abençoando a todos.

Abençoando sobre a eternidade e sobre o tempo. Sobre a matéria e sobre a criação. Sobre a natureza e sobre a obra da natureza.

Gênesis 1.1 ao mencionar Deus – Elohim – começa assumindo a existência de Deus. A questão é fundamental. Não há discussão nem especulação, não há argumentação e nem dúvidas. Com o nome Elohim, neste versículo, aprendemos:

1 – Que Deus é uma Pessoa.

2 – Existe por toda a eternidade.

E de Gênesis 1.1 para Gênesis 2.4 – “Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus.” – Revela-se:

3 – Ele é supremo no poder;

4 – Perfeito em sabedoria.

O atributo de poder é demonstrado na Onipotência criativa.

O atributo da sabedoria na sequência ordenada da criação.

Conforme nos ensina o pastor Esequias Soares, o verbo hebraico “criou” é bará.

Usado nos atos de Deus em criar, fazer ou chamar à existência, algo novo e maravilhoso. Observem estes outros versículos onde ocorre bará:

Êxodo 34.10 – Eis que eu faço um concerto; farei diante de todo o teu povo maravilhas que nunca foram feitas ( bará  – hebraico, criar ) em toda a terra, nem entre gente alguma…”

Salmo 51.10 – “Cria ( bará – hebraico ) em mim, ó Deus, um coração puro…”

Esta simples abertura da Bíblia, “No princípio Deus criou os céus e a terra”:

1 – Nega o ateísmo – assumindo o Ser de Deus;

2 – Nega o politeísmo – confessando o único criador eterno;

3 – Nega o materialismo – afirmando a criação da matéria;

4 – Nega o panteísmo – revelando a existência de Deus antes e além de tudo;

5 – Nega o fatalismo – envolvendo a liberdade do Deus eterno.

2 – A narrativa da criação em Gênesis 1
Comentário do Blog

Hebreus 11.3 – “Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.”

Deus é o grande Criador de todas as coisas. O livro de Gênesis traz-nos a narrativa da criação como fato histórico. Os crentes, somos criacionistas. Nós cremos que Deus criou, pela vontade de Sua palavra, tudo quanto existe: os Céus, a Terra, os reinos vegetal e animal, e também o homem, como comentaremos no próximo tópico.

Deus criou o tempo. A criação foi concebida na eternidade, e consumada no tempo.

Salmo 104.5 – “Lançou os fundamentos da terra, para que não vacile em tempo algum.”

A criação está submissa ao tempo.

Gênesis 1.3, Deus criou a luz. Sem luz a vida seria impossível. Não se trata aqui do Sol, criado no quarto dia. Ela derivava do próprio Deus Todo Poderoso.

Gênesis 1. 6 a 8, Deus criou a expansão. Comentário Bíblico Beacon, página 32: “Energia é necessidade vital para o habitat do homem, e a luz é energia. Por conseguinte, a primeira ordem de Deus foi: Haja luz. A ênfase na palavra falada de Deus é tão grande que cada dia criativo começa com uma ordem ou expressão da vontade divina. Em seguida, ocorre a execução da ordem e a declaração culminante. Era bom ou equivalente. As águas foram separadas, e acima da terra havia uma expansão. A palavra expansão ou firmamento transmite a ideia de solidez. Contudo, a ênfase na palavra hebraica original ragia não está no material em si, mas no ato de expandir-se ou na condição de estar expandido. Por isso, a palavra ´expansão´ é apropriada.”

Gênesis 1.9, Deus separou as águas e criou a atmosfera. Pois que criou a Terra para ser habitada – Isaías 45.18 – “Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra e a fez; ele a estabeleceu, não a criou vazia ( caos – anotação nossa ), mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor, e não há outro.” A criação da atmosfera, neste terceiro dia, tornou a vida possível.

E também o reino vegetal, e deu ordens específicas a este reino, ordenando que produzisse ervas, plantas e árvores frutíferas, e que multiplicassem conforme a sua espécie, e serviriam posteriormente de alimentos ao reino animal.

Gênesis 1. 14 a 19, no quarto dia, Deus criou os corpos celestes. Dividindo o tempo em dia e noite, em semanas, meses e anos. E todo este sistema celeste opera com perfeição, segundo as leis de Deus.

Isaías 40.26 – “Levanta ao alto os olhos e vede quem criou estas coisas, quem produz por conta o seu exército, quem a todas chama pelo seu nome; por causa da grandeza das suas forças e pela fortaleza do seu poder, nenhuma faltará.”

Jeremias 31.35 e 36 – “Assim diz o Senhor, que dá o sol para luz do dia e as ordenanças ( ARA – as leis fixas )  da lua e das estrelas para luz da noite, que fende ( ARA – agita )  o mar e faz bramir as suas ondas; Senhor dos Exércitos é o seu nome. Se se desviarem ( ARA – falharem ) estas ordenanças ( ARA – leis fixas )  de diante de mim, diz o Senhor, deixará também a semente ( ARA – descendência )  de Israel de ser uma nação diante de mim, para sempre.”

Gênesis 1.20 a 25, quinto e sexto dias, Deus criou os animais marinhos, os peixes, as aves, os animais selvagens e os domésticos.

Salmo 86.8 – “…Senhor, nem há obras como as tuas.” Aleluia!

3. A Criação do ser humano
Comentário do Blog

Gênesis 2.7 – “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.”

No sexto dia, Deus criou o homem. E a criação do homem estava no propósito eterno de Deus. Não somos um fenômeno biológico do acaso. Somos a realidade da vontade de Deus.

Somos a coroa da criação.

Lawrence Richards, Guia do Leitor da Bíblia – “´Adão´ é uma palavra hebraica, o nome do primeiro homem, mas também é o termo bíblico para humanidade. O homem sozinho foi direta e indiretamente formado pelo Senhor, que lhes deu o fôlego da vida – Gênesis 2.7; criado à imagem e semelhança de Deus ( Gênesis 1.26 e 27 ); dado a ele o direito de governar a criação como representante de Deus ( Gênesis 1.26, 28 a 30 ); moralmente responsável para obedecer às ordens de Deus; e dado uma natureza que requer intimidade, relacionamento com Deus e as pessoas.”

Adão significa ´vermelho´. Lucas 3.38 ensina-nos que Adão é de Deus. Ele foi criado, e posto no jardim do Éden. Gênesis 2.15.

Ele é mencionado no Novo Testamento: implícito em Atos 17.26 – em Romanos 5.12 a 21 – em I Coríntios 15.22 a 47, como o primeiro homem e em I Timóteo 2.13.

CONCLUSÃO
Comentário do Blog

Ilustração – Isaac Newton mandou um mecânico hábil e engenhoso fazer-lhe uma reprodução exata do sistema solar, em miniatura. No centro havia uma bola dourada representando o Sol. Em redor dessa haviam outras bolas fixas nas pontas de braços de vários comprimentos, representando os planetas. Posto em movimento por uma manivela, as bolas giravam em redor do ´sol´ em harmonia perfeita.

Certo dia, quando Newton se achava assentado na sua sala de trabalho, entrou seu amigo cético. Grande cientista que era, reconheceu num relance o propósito da máquina colocada sobre uma mesa. Pondo o mecanismo em movimento, ficou deveras admirado, percebendo as bolas movendo e girando cada uma na sua própria órbita e na sua relativa velocidade. Afastando-se um pouco para a admirar, exclamou: “Mas, que maravilha! Quem a fez?

Levantando os olhos, Newton assegurou solenemente que ninguém a fizera. Que o conjunto da matéria, tão admirado, assumira por acaso a forma em que estava.

O cético, estupefato e demonstrando irritação, respondeu: “Você acha que eu sou um doido? Por certo alguém a fez. Alguém dotado de alto poder intelectual, e eu quero conhecê-lo.”

Newton, levantando-se e pondo a mão no ombro do amigo, disse-lhe: “Esta máquina é uma fraca imitação de um sistema infinitamente superior, cujas leis você conhece, e não consigo convencer a você, que este brinquedo não tem fabricante e nem inventor. Então me diga por qual raciocínio você chega a uma conclusão tão discordante, em crer que esta máquina tem um criador, e o sistema muito superior a este não tem?

O amigo cético de Newton, convicto da verdade, converteu-se e tornou-se um crente no Deus criador dos céus e da terra.

No mais, Deus proverá!

Pastor Eliel Goulart


Comentários

Deixe uma Resposta

O seu endereço de email não será publicado


Copyright Março 2017 © EBD Comentada