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CPAD Adultos – 3º Trimestre de 2017 – 17/09/2017 – Lição 12: O mundo vindouro

12/09/2017

Este post é assinado por: Pastor Eliel Goulart

Texto Áureo

“E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.” – Apocalipse 21.1

Verdade Prática

     Cremos no Juízo Final, no qual serão julgados os que fizerem parte da Última Ressurreição; e cremos na vida eterna para os infiéis.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Apocalipse 21. 1 a 5
1 E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.

2 E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. 
3 E ouvi uma grande voz do céu, que dizia:  aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus. 
4 E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.
5 E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve, porque estas palavras são verdadeiras e fiéis.

INTRODUÇÃO
Comentário do Blog

I Coríntios 7.31 – “A aparência deste mundo passa.”

As Escrituras revelam o fato de que este mundo não está destinado à perenidade.

II Pedro 3.13 – “Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.”

A era vindoura de bem-aventurança pode ser:

1 – Fisicamente novo;

2 – Dispensacionalmente novo. Cristo entregará o Reino a Deus, o Pai.

I Coríntios 15.24 – “Depois, virá o fim, quando tiver entregado o Reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo império e toda potestade e força.”

3 – Estimativamente novo na sensação dos fiéis habitantes.

E três diferenças com todas as dispensações e eras passadas e estados anteriores. Por que?

Porque resultará:

1 – Numa manifestação plena de Deus;

2 – Numa perfeita comunhão com Deus;

3 – Num permanente estado de bem-aventurança.

Mas, as Escrituras revelam que acontecimentos determinados por Deus hão de preceder o mundo vindouro de bem-aventurança eterna:

1 – O Milênio.

2 – O Juízo Final.

3 – A criação de Novos Céus e Nova Terra.

4 – A Nova Jerusalém.

Apocalipse 21.5 – “Eis que faço novas todas as coisas.”

I – SOBRE O MILÊNIO

1. Descrição
Comentário do Blog

A frase ´mil anos´ ocorre por dez vezes nas Escrituras.

Duas vezes no Antigo Testamento: Salmo 90.4 e Eclesiastes 6.6.

E oito vezes no Novo Testamento: duas vezes em II Pedro 3.8 e seis vezes em Apocalipse capítulo 20, sendo que neste capítulo especificamente, refere-se à duração do Reino de Cristo antes do Novo Céu e da Nova Terra. Nós cremos que por se repetir por seis vezes enfaticamente, os mil anos, no capítulo 20 de Apocalipse, é fortemente sugerido de que este período deve ser interpretado literalmente.

O milênio será, literalmente, um período de mil anos de governo de Cristo na Terra, tendo Jerusalém por capital do mundo do porvir. Um período de restauração política, institucional, ecológica, moral, social e espiritual.

Isaías 2.2 e 3 – “E acontecerá, nos últimos dias, que se firmará o monte da Casa do Senhor no cume dos montes e se exalçará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações. E virão muitos povos e dirão: Vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine o que concerne aos seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a palavra do Senhor.”

Zacarias 14.16 e 17 – “E acontecerá que todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão de ano em ano para adorarem o Rei, o Senhor dos Exércitos, e para celebrarem a Festa das Cabanas. E acontecerá que, se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, não virá sobre ela a chuva.”

Strong: chilioi, adjetivo: mil.

Todavia, o termo ´milênio´ não ocorre nas Escrituras.

Será inaugurado após o arrebatamento da Igreja e depois do término da Grande Tribulação.

Apocalipse 20. 4 a 6 – “E vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos.”

O objetivo primordial, superior e principal é a exaltação gloriosa de Jesus Cristo, como Messias tanto de Israel como de todas as demais nações.

Será um período de paz mundial, quando as famílias da Terra viverão em plena paz e harmonia. Isaías 65.23 – “Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a perturbação, porque são a semente dos benditos do Senhor, e os seus descendentes, com eles.”

Jesus Cristo é o Príncipe da Paz!  Isaias 9.6.

A guerra será banida – Isaías 2.4 – “E ele exercerá o seu juízo sobre as nações e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças, em foices; não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra.  Leia também Isaías 11.4 – “Mas julgará com justiça os pobres, e repreenderá com equidade os mansos da terra…” – entendemos que a justiça prevalecerá completamente, confirmando I Coríntios 1.30 – “Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça…”

 Toda a estrutura restante ainda dos governos e reinos da Terra, serão aniquilados. E em lugar deles, Jesus Cristo reinará – o Reino de Cristo – sobre toda a Terra.

Salmo 96. 7 a 13 – “Dai ao Senhor, ó famílias dos povos, dai ao Senhor glória e força. Dai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios. Adorai ao Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele todos os moradores da terra.
Dizei entre as nações: O Senhor reina! O mundo também se firmará para que se não abale. Ele julgará os povos com retidão. Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra: brame o mar e a sua plenitude. Alegre-se o campo com tudo o que há nele; então, se regozijarão todas as árvores do bosque, ante a face do Senhor, porque vem, porque vem a julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos, com a sua verdade.”

Quem participará do Milênio?

Todos os salvos benditos do Senhor, ou seja, a Igreja do Senhor, os santos do Antigo Testamento, os salvos da Tribulação, tanto judeus como gentios, tantos os vivos que escaparem desse terrível período quanto os ressurretos. Daniel 12.1 – “…e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro.” Versículo 13 – “Tu, porém, vai até o fim; porque repousarás e estarás na tua sorte, no fim dos dias.” Na Almeida Revista e Atualizada: “Tu, porém, segue o teu caminho até ao fim; pois descansarás e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança.”

 E também estarão incluídas os que escaparem da Grande Tribulação e o remanescente de Israel que será salvo por Jesus Cristo, conforme Isaías 10.22 e 23 e Romanos 9.27.

Conforme entendemos da leitura de Isaías 11. 6 a 8 – “E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão, e a nédia ovelha viverão juntos, e um menino pequeno os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e seus filhos juntos se deitarão; e o leão comerá palha como o boi. E brincará a criança de peito sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco.” – Os animais selvagens terão a natureza feroz transformada, convivendo sem conflitos com o homem.

Salmo 67.4 a 6 – “Alegrem-se e regozijem-se as nações, pois julgarás os povos com equidade, e governarás as nações sobre a terra. Louvem-te a ti, ó Deus, os povos, louvem-te os povos todos. Então, a terra dará o seu fruto; e Deus, o nosso Deus, nos abençoará.” Na transformação da natureza está incluída a alta produção agrícola sob a bênção do Senhor. Não faltarão alimentos. Não haverá carestia de pão.

Por final, neste breve resumo da descrição do Milênio, destacamos a longevidade da humanidade em geral, resultado da excelência da saúde do homem:

Isaías 65.20 a 22 – “Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não compra os seus dias; porque o jovem morrerá de cem anos, mas o pecador de cem anos será amaldiçoado. E edificarão casas e as habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem, não plantarão para que outros comam, porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos até à velhice.”

Aleluia!

“E o Senhor será rei sobre a terra; naquele dia, um será o Senhor, e um será o seu nome” – Zacarias 14.9.

2. Sobre a ressurreição dos mortos
Comentário do blog

Os ensinos sintetizados da revista neste tópico sobre a ressurreição dos mortos, está suficiente. O essencial está comentado. Vou, tão somente, expor de outra maneira a mesma doutrina.

Qual a ocasião da ressurreição dos mortos?

No que diz respeito aos crentes em Cristo Jesus, a ocasião é antes do Milênio.

I Tessalonicenses 4.15 e 16 – “Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.”

Apocalipse 20.4 – “E vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.”

Eis aqui a Primeira Ressurreição. Os que participam dela são abençoados – Apocalipse 20.6 – “Bem aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição…” Portanto, esta se dá no Arrebatamento da Igreja, na Parousia – Vinda – do Senhor Jesus, buscando seus santos e fiéis servos.

Entendemos que a Primeira Ressurreição consiste de duas fases:

1 – A primeira fase, a ressurreição dos que morreram em Cristo, chamados santos e fiéis;

2 – A segunda fase, dos que morreram martirizados, no período da Grande Tribulação, que ressuscitarão antes da inauguração do Reino de Cristo, ou seja, do Milênio.

A ressurreição dos mortos, no que se refere aos incrédulos, a ocasião é depois do Milênio.

Apocalipse 20.12 a 14 – “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.”

Observe que a ressurreição dos crentes é separada da ressurreição dos descrentes. Aquela se dá quando o Senhor Jesus buscar Sua amada Igreja. E esta se dá após o Milênio. Separada por mil anos.

Apocalipse 20.5 – “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição.”

A realidade desta doutrina da ressurreição dos mortos, é-nos ensinada tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento.

De maneira objetiva, o patriarca Jó declarou:

Jó 19. 25 a 27 – “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros, o verão; e, por isso,o meu coração se consome dentro de mim.”

Por óbvio que ele se refere à esperança de vir a possuir novamente um corpo material. De modo objetivo, Jó cria na ressurreição material, pessoal e corporal.

Os profetas declararam a doutrina da ressurreição:

Daniel 12.2 – “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno.”

Oséias 13.14 – “Eu os remirei da violência do inferno e os resgatarei da morte; onde estão, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua perdição?…”

Isaías 26.19 – “Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão; despertai e exultai, vós que habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos.”

As referências bíblicas no Novo Testamento são mais abundantes, quanto à realidade desta doutrina de esperança, a Ressurreição dos mortos.

João 5.21 – “Pois assim como o Pai ressuscita os mortos e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer.”

Atos 26. 22 e 23 – “Mas, alcançando socorro de Deus, ainda até ao dia de hoje permaneço, dando testemunho, tanto a pequenos como a grandes, não dizendo nada mais do que o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer, isto é, que o Cristo devia padecer e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, devia anunciar a luz a este povo e aos gentios.”

Para efeito de comparação quanto à prática, as ressurreições do Antigo Testamento e do Novo Testamento, ainda que com outros propósitos e sem a permanência da imortalidade, tratam-se de ressurreição físicas, pessoais e corporais. Servem de predição e esperança da ressurreição dos mortos.

Porque inseri estes comentários quanto a esta doutrina?

Para defesa da fé, diante às doutrinas erradas que ensinam a ressurreição somente da alma e do espírito, ignorando o corpo. E da doutrina errada que nega a ressurreição corporal. E outros erros doutrinários confusos, inclusive o que limita a ressurreição somente à de Cristo, e omitem a do restante da humanidade.

Enfim, encerrando os subsídios deste tópico, resumimos:

1 – A ressurreição dos mortos será corporal. Os crentes, que hoje habitamos no chamado ´corpo de humilhação´ – Filipenses 3.21 – Almeida Revista e Atualizada – ou ´corpo abatido´ – Almeida Revista e Corrigida – teremos corpo dado por Deus e semelhante ao corpo glorificado de Jesus Cristo. E os descrentes, com corpo corruptível, com propósito diferente, ou seja, para julgamento e castigo, e com a mortalidade.

2 – A ressurreição dos mortos será universal. Mas não na mesma ocasião e nem com o destino igual. Ocasiões diferentes, destinos diferentes.

I Coríntios 15.38 – “Mas Deus dá-lhe o corpo como quer…”

II – SOBRE O JUÍZO FINAL

1. Descrição

2. O julgamento

3. Destino dos ímpios
Comentário do Blog

O juízo final é o julgamento dos mortos ímpios, de todas as épocas e de todos os lugares, e será dará após o Milênio.

Esta doutrina é descrita em Apocalipse 20.11 a 15.

É chamado de Juízo do Grande Trono Branco – Apocalipse 20.11 – “E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele…”

Fundamentando-se em Apocalipse 20.5 – “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram.”, entendemos que os excluídos da Primeira Ressurreição serão os julgados nesta ocasião. Em João 5.28 e 29 é-nos dito que estes terão a chamada ´ressurreição da condenação´.

João 5. 28 e 29 – “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação.”

Em João 5.22 é dito que o Pai confiou ao Senhor Jesus, o Filho, todo o juízo.

Atos 17.31 – “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos.”

Cremos que por intermédio de Jesus Cristo será executado o juízo final. João O viu assentado num grande trono branco – Apocalipse 20.11. Ele é o Soberano Juiz.

Filipenses 2.10 – “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra.”

Romanos 14.11 – “Porque está escrito: Pela minha vida, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a Deus.”

Isaías 45.23 – “Por mim mesmo tenho jurado; saiu da minha boca a palavra de justiça e não tornará atrás: que diante de mim se dobrará todo joelho, e por mim jurará toda língua.”

Quanto ao julgamento em si, sua base de juízo está revelada em Apocalipse 20.12 e 13:  os livros que serão abertos. Livros onde se registram os atos pecaminosos e de culpa de todos os julgados nessa ocasião. “E abriram-se os livros.”

E será baseado também em outro livro aberto: o livro da vida.

Apocalipse 20.15 – “E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no logo de fogo.” É como uma apelação. Apela-se ao Livro da Vida. E o nome não se encontra lá, evidenciando a recusa da redenção a seu favor, firmando-se a sentença de condenação: lançados no lago de fogo.

Registramos aqui uma doutrina pouco divulgada entre nós: os eventos que precedem a ocasião do Julgamento do Grande Trono Branco. É descrita em Apocalipse 20.7 a 10. Satanás será solto da sua prisão, e tentará as nações e os nascidos durante o período do Milênio, pois não tiveram sua fé posta em provas. Enganará as nações e estas, mesmo com a realidade do governo incomparável do Senhor Jesus, escolherão seguir a Satanás contra Cristo, o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ajuntarão para a guerrear e serão consumidos por fogo do céu. Portanto, antes do Juízo Final, ocorre este evento de última rebelião do inimigo. Foi preso em Apocalipse 20.2 e será preso novamente e lançado no lago de fogo para todo o sempre.

Myer Pearlman – “O destino dos ímpios é estar eternamente separados de Deus e sofre eternamente o castigo que se chama a segunda morte. Devido à sua natureza terrível, é um assunto diante do qual se costuma recuar; entretanto, é necessário tomar conhecimento dele, pois é uma das grandes verdades da divina revelação. Por essa razão o manso e amoroso Cristo avisou os homens dos sofrimentos no inferno. Sua declaração acerca da esperança do céu aplica-se também à existência do inferno – “se não fosse assim, eu vo-lo teria dito.” – João 14.2.

Contra a falsa doutrina do sono da alma, compensa ir ao site indicado e ler os argumentos suficientes do apologista: http://www.cacp.org.br/a-exegese-contra-a-doutrina-do-sono-da-alma/ ( em 11 de setembro de 2017 ). Esta falsa doutrina é, principalmente, ensinada pela seita Adventista do Sétimo Dia.

Contra a falsa doutrina da segunda oportunidade, reproduzimos aqui o que escreveu o admirável teólogo Myer Pearlman, que designa tal doutrina errada de segundo período probatório: “Ensina que todos, no tempo entre a morte e a ressurreição, terão outra oportunidade para aceitar a salvação. As Escrituras, entretanto, ensinam que na morte já se fixou o destino do homem – Hebreus 9. 28: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo.” Além disso, quantos aceitarão a presente oportunidade se pensarem que haverá outra? E, segundo as leis da natureza humana, se negligenciarem a primeira oportunidade, estão menos dispostos a aceitar a segunda.”

A errada doutrina do aniquilamento, ensinada pelas falsas testemunhas de Jeová, é refutada por completo no site que indico a seguir, e se o professor e vocacionado quiser aprofundar nestes conhecimentos, poderá então visitá-lo e estudar mais detalhadamente: http://www.cacp.org.br/refutando-a-doutrina-do-aniquilamento/ ( em 11 de setembro de 2017 ).

Citei estes três erros doutrinários, haja vista que são mencionados apenas no comentário da revista, ao final do sub tópico 2. O Julgamento.

Quanto ao destino dos ímpios: o inferno.

Salmo 9.17 – “Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus.”

Isso não é determinismo de Deus. É resultado da escolha do livre arbítrio do homem que viveu pecando, ou seja, na prática contínua do pecado em confronto com os mandamentos de Deus.

O inferno é um lugar. Não é um estado, é real – Mateus 25.41 – “Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.” Mas, é um lugar que não foi preparado para o homem. Porém, a incredulidade e contínua prática do pecado o destina para lá.

É um lugar de conhecimento e de lembranças – Mateus 10.28 – E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.”  A alma é a sede do intelecto, da razão, da memória, da vontade, das emoções, ou seja, da nossa sensibilidade. Que sofrimento horrível e inimaginável será para a alma lançada no inferno, pois lá terá conhecimento de si mesmo – sabe quem é – e lembranças. Em Lucas capítulo 16.19 a 31 lemos do drama do rico avarento que, separado de Deus no Hades, recordava de seus irmãos, sabia de si mesmo, ou seja, quem era e raciocinava.

É um lugar de solidão e de trevas. Não é lugar de relacionamentos. É lugar de gemidos, de tormentos que o homem não pode imaginar.  Mateus 8.12 – “E os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.”

Hades – Strong: o mundo invisível. O antepositivo A “não” mais idein / eido “ver” – corretamente, ´o lugar invisível´, referindo ao local invisível onde estão todos os mortos, ou seja, a habitação atual de todos os falecidos.

Ocorre 10 vezes no Novo Testamento.

Geena – Strong: uma transliteração do termo hebraico, Gêhinnōm , “o vale de Hinnom” – Gehenna , isto é, o inferno (também conhecido como o “lago de fogo” no Apocalipse). O lugar do tormento pós – ressurreição (julgamento), refere-se estritamente à morada eterna dos não redimidos, onde eles experimentam o juízo divino em seus corpos de ressurreição individuais. Cada um dos não redimidos recebe um no Juízo do Grande Trono Branco – Apocalipse 20. 11 a15 -, ou seja, um corpo que “corresponde” à sua capacidade de tormento em relação ao seu julgamento (único).

O verbete ´inferno´ do Dicionário Bíblico Universal, assim é exposto por Buckland:

“Três termos no Antigo Testamento acham-se traduzidos pela palavra ´inferno´. Há, ainda, uma forma verbal, que, em II Pedro 2.4, está assim interpretada: ´precipitando-os no inferno´.

No Antigo Testamento a palavra trasladada para ´inferno´ é SHEOL – como em Deuteronômio 32.22 – a qual é também traduzida trinta e quatro vezes ou por sepultura ou por inferno, como em Gênesis 37. 35 e Números 16.30.

Ora SHEOL significa o lugar para onde vão as almas dos mortos, sem distinção de bons e maus, de felicidade e sofrimento – compare Salmo 16.10 com Números 16.30.

No Novo Testamento o nome ´inferno´ é, em dez lugares, uma tradução da palavra grega HADES.

HADES, na significação geral, corresponde a SHEOL. O rico avarento – Lucas 16.23 – estava no HADES; e ali esteve Jesus – Atos 2.27. Mas em Lucas 16.23 e 26 se compreende haver uma separação de bons e maus, sendo HADES para o mau o lugar final. O termo ´inferno´, é, também, em doze passagens uma tradução de GEENA, que se compõe de duas palavras hebraicas, GE HINOM, ´o vale de Hinom´. Trata-se de um sítio, perto de Jerusalém, onde eram cruelmente sacrificadas pelo fogo as crianças ao deus Moloque, o ídolo dos amonitas – II Crônicas 33.6, sendo mais tarde um lugar par depósito de refugos ( lixo – anotação nossa ). Também se chamou Tofete em II Reis 23.10 – lugar de chama.

Aparece o nome GEENA nas palavras dirigidas aos judeus; e estes haviam de compreender a referência. É em Marcos 9. 43 a 48 um lugar de duradouro castigo.!

III – SOBRE A NOVA CRIAÇÃO

1. Um novo céu e uma nova terra
Comentário do Blog

Isaías 65.17 – “Porque eis que eu crio céus novos e nova terra…”

Esta revelação reaparece em II Pedro 3.13 – “Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.” E em Apocalipse 21.1 – “E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.”

Sabemos pela revelação das Escrituras, que o nosso bendito Deus criou os céus e a terra. Mas a Queda do primeiro homem manchou a criação divina. A esperança aqui é que há promessa de restauração de todo o Universo. A transformação será tão completa e radical que é denominada de uma nova criação. E ao findar o livro de Isaías, no capítulo 66, o Senhor promete que os novos céus e a nova terra existirão para sempre, e ali estarão também, diante do Senhor, os seus chamados, eleitos e fiéis – Apocalipse 17.14.

Os efeitos maléficos do pecado serão limpos por completo.

“Tudo será transformado em um lugar perfeito e magnífico, adequado à glória do céu. O apóstolo Pedro descreveu isto como a esperança de todos os remidos – II Pedro 3.13.” ( Tim Lahayve – Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica – CPAD ).

2. A nova Jerusalém

3. Eternidade dos salvos
Comentário do Blog

A descrição detalhada da Nova Jerusalém está em Apocalipse 21. 9 a 27 e 22.1 a 5.

Trata-se da Jerusalém que é de cima – Gálatas 4.26.

Chamada de “cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial” em Hebreus 12.22.

O profeta Ezequiel a designou de “monte santo de Deus” e de “santuário” – Ezequiel 28. 14 e 16.

Basta para nós tão somente a leitura desses dezenove versículos.

Nessa referência bíblica é nos pormenorizado o que sabemos dela e o que lá encontraremos:

– Que desceu do céu. Portanto, lá foi preparada.

– Uma praça.

– O rio da vida.

– A árvore da vida.

– Um grande e alto muro com doze portas.

– Que o muro é de jaspe.

–  A cidade é de ouro puro, semelhante a vidro puro.

– Nela está a glória de Deus.

– O formato é quadrado.

– Os fundamentos do muro são adornados de toda pedra preciosa.

– Cada porta é uma pérola.

– Nela não há templo.

– O seu templo é o Senhor!

– Não necessita de sol, nem de lua.

– O Cordeiro é a sua lâmpada.

– As nações andarão à sua luz.

– Ali não haverá noite.

– Nunca haverá maldição contra alguém.

– Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro.

– Somente entrarão nela os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.

– Nela reinaremos para sempre!

I Tessalonicenses 4.18 – “Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.”

CONCLUSÃO
Comentário do Blog

Primeira estrofe e coro do hino 625 da Harpa Cristã – Glória Indizível:

Tenho lido da bela cidade
Situada no Reino de Deus,
Amurada de jaspe luzente,
E juncada com áureos troféus.
Bem no meio da praça eis o rio
Da vida e vigor eternal;
Mas metade da glória celeste
Jamais se contou ao mortal.

Jamais se contou ao mortal!
Jamais se contou ao mortal!
Metade da glória celeste
Jamais se contou ao mortal!

No mais Deus proverá!

Pastor Eliel Goulart


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