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CPAD Adultos – 3º Trimestre de 2017 – 03/09/2017 – Lição 10: As manifestações do Espírito Santo

27/08/2017

Este post é assinado por: Pastor Eliel Goulart

Texto Áureo

“Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar.” – Atos 2.39

Verdade Prática

     Cremos na atualidade do batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 2.1- 6; I Coríntios 12.1 – 7
1 Cumprindo-se dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; 

2 e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. 
3 E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. 
4 E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
5 E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. 
6 E, correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.

1 Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. 
2 Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados. 
3 Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema! E ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo.
4 Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. 
5 E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. 
6 E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. 
7 Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.

INTRODUÇÃO
Comentário do Blog

Paz do Senhor!

Muito me alegra em responder as mensagens postadas ao final deste blog. Faça suas considerações e observações!

A abençoada experiência do batismo com o Espírito Santo e os ensinos edificantes acerca dos dons espirituais fazem parte das doutrinas bíblicas das manifestações do Espírito Santo, e necessário é estudá-las e vivê-las, aplicando-as à nossa vida e à vida da Igreja.

Por que estudá-las ainda hoje?

Porque:

1 – São fundamentos basilares da doutrina pentecostal;

2 – Esclarece eventuais dúvidas;

3 – Fortalece a fé dos crentes na atualidade do batismo com o Espírito Santo e dos dons espirituais.

Trata-se de doutrinas:

1 – Bibliocêntricas;

2 – Práticas;

3 – Experimentais.

Através dos séculos estas experiências têm sido vividas por milhões de crentes sinceros em Cristo Jesus.

Atos capítulo 2 registra a inauguração histórica da Igreja. Os sinais descritos neste mencionado capítulo são extraordinários e tem impactado a humanidade através do tempo. Compreendemos que, por se tratar de um fenômeno novo, causou e tem causado prolongados debates. Mas, os crentes fervorosos em Cristo Jesus, sempre registraram, repetimos, através dos séculos, estas experiências pentecostais.

Que esta lição seja oportunidade de incentivarmos os alunos a terem uma maravilhosa experiência com o Senhor, qual seja, a de receber o batismo no Espírito Santo. Afinal, não é questão de conhecimento teórico, mas de experiência particular e de maneira plena.

E aos que já usufruíram tal bênção, que seja esta lição, renovada oportunidade de valorizarmos e sermos gratos ao Senhor!

1 – A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO

1. A experiência do Pentecostes
Comentário do Blog

Atos 2.1 – “Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.”

Haviam três festas judaicas principais, instituídas por Deus, pelo ministério de Moisés.

Êxodo 23.14 a 16 – “Três vezes no ano me celebrareis festa.

A Festa dos Pães Asmos ( Páscoa ) guardarás; sete dias comerás pães asmos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado no mês de abibe; porque nele saístes do Egito; ninguém apareça vazio perante mim;

E a Festa da Sega ( Pentecostes ) dos primeiros frutos do teu trabalho, que houveres semeado no campo, e a Festa da Colheita ( Tabernáculos ) à saída do ano, quando tiveres colhido do campo o teu trabalho.”

Estas eram as três festas principais. E eram observadas anualmente. A Festa da Páscoa e a dos Tabernáculos – também conhecida como Festa das Cabanas – resultavam em três festas secundárias, que eram festejadas ao mesmo tempo, uma após a outra.

A Festa de Pentecostes era celebrada cinquenta dias depois da Páscoa e não tinha nenhuma festa secundária associada a ela.

Vamos resumir:

1 – No mês de Abibe ( março / abril – início do ano religioso do calendário judeu ) – Festa da Páscoa, seguida pela Festa dos Pães Asmos ( sem fermento ) e das Primícias ( quando o trigo colhido era ajuntado num feixe, e eram levados ao Templo como primícias, movidos pelos sacerdotes diante do Senhor, como oferta movida ). Esta Festa da Páscoa é ainda comemorada nos dias atuais pelos judeus religiosos. Para nós, nesta Dispensação da Graça, ela teve cumprimento pleno no sacrifício expiatório de Jesus, nosso Cordeiro Pascal, conforme profeticamente descrito em Êxodo 12. 3 a 8.

2 – No mês de Sivan ( Junho ) – Pentecostes. Chamada em hebraico de Shavuot, significando ´semanas´. É o plural de shavua. Coincidia com o fim da colheita de trigo. Tem este nome porque era celebrada cinquenta dias após a Páscoa.

3 – No mês de Ethanim ( setembro / outubro ) – Festa dos Tabernáculos, que era precedida pela Festa das Trombetas e o Dia da Expiação. Celebrada no final do ano, com duração de oito dias. Em hebraico, é conhecida como Sucot. Instituída por Deus para que os filhos de Israel se lembrassem de que viveram em cabanas no deserto, quando da saída do Egito. Leia Levítico 23. 33 a 43. O versículo 40 desta referência, indica-nos que era uma festa de muita alegria. No Novo Testamento, está mencionada em João 7.37 a 39. Os teólogos pentecostais entendem que o propósito profético desta festa terá seu pleno cumprimento no Milênio.

Atos capítulo 2, nos primeiros versículos, narra-nos a reunião de quase 120 discípulos. A maioria anônima, conforme Atos 1.15 – “E, naqueles dias, levantando-se Pedro no meio dos discípulos ( ora a multidão era de quase cento e vinte pessoas ), disse.”

A experiência do Dia de Pentecostal, na Era da Igreja, teve como local, o Cenáculo – Atos 1.13 – “E, entrando, subiram ao Cenáculo…”

O propósito era unanimidade na perseverança e obediência ao mandamento do Senhor Jesus, esperando a promessa do Pai celestial. Atos 1.14 – “Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com seus irmãos.” Trata-se da última menção ao nome de Maria.

2. Batismo “no” Espírito Santo ou “com o” Espírito Santo?
Comentário do Blog

Nesse tópico, o comentário da lição, do ilustre pastor Esequias Soares é suficiente e esclarecedor. Graças a Deus pela capacidade que o Senhor lhe tem dado!

Às vezes há esta pergunta: qual é o correto, batismo ´no´ Espírito Santo ou ´com o´ Espírito Santo.

Pesquisando, concluí que ambas são possíveis de serem usadas. Transliterada do grego, assim está: baptisei ( batizará ) en ( com ou no ) Pneumati ( Espírito ) Hagio ( Santo ). Portanto, ambas estão corretas.

3. Os sinais sobrenaturais
Comentário do Blog

A lição destaca três sinais da ação sobrenatural do Espírito Santo em Atos capítulo 2:

1 – O som como de um vento

Atos 2.2 – “E, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.”

Do céu veio um barulho ( Strong ).

Vento é um dos símbolos do Espírito Santo – João 3.8 – “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.”

Citado por C. H. Spurgeon, o pastor missionário na Índia, T. J. Longhurst assim comentou este versículo:
“Este é o poder que queremos. Mas, a questão é: estamos prontos para isso? Somos adequados e dispostos a sermos usados em qualquer lugar, inclusive para ser nada, para que Cristo seja tudo? Ser revestido de poder é uma grande responsabilidade. Talvez a auto vontade e auto estima de alguns de nós, tornem a posse de tal poder algo fatal. Estamos esperando aqui nesta manhã para sermos preenchidos de poder. Primeiro, talvez seja melhor esperarmos sermos esvaziados de nós mesmos.” ( Obras Completas de C. H. Spurgeon ).

2 – A visão das línguas repartidas como que de fogo

Atos 2.3 – “E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.”

A manifestação divina associada ao fogo era comum no Antigo Testamento.

Em Êxodo 3.1 e 2 o Anjo do Senhor apareceu em uma chama de fogo, no meio de uma sarça. E assim e ali, iniciou-se um novo tempo para o povo de Deus.

Em Joel 2.3, refere-se ao fogo ligando-o ao Juízo de Deus que viria prontamente: “Diante dele um fogo consome; e atrás dele uma chama abrasa.”

O fato de o versículo descrever ´línguas repartidas como que de fogo´, certamente fala das diversidades de línguas.

Quando os crentes judeus, ali assentados no Cenáculo, viram as línguas como que de fogo, vieram à memória deles as manifestações semelhantes da parte de Deus no Antigo Testamento: leia Êxodo 19.16 a 20 e observe a similaridade. Além da dramática cena de I Reis 18.38 – “Então, caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no fogo.”

3 – E o falar em línguas

Atos 2.4 – “E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.”

Muito diferente e em contraste com Babel – Gênesis 11.1 a 9 – em que a confusão foi o emblema, no dia de Pentecoste os discípulos falaram línguas desconhecidas – do grego glossa – Atos 2.3 e 4 – e os que assistiam aquele fenômeno, ouvia-os em sua própria língua – do grego dialektos – Atos 2.6 e 8. Vemos aqui um milagre em duplicidade!

II – A NATUREZA DAS LÍNGUAS

1. Fonte
Comentário do Blog

Quando mencionamos ´língua estranha´ faz-se necessário diferenciar de ´língua estrangeira´.

A ´língua estrangeira´ é entendida sempre por alguém.

A ´língua estranha´ somente é compreendida a quem o Espírito Santo revelar a interpretação.

I Coríntios 14.2 – “Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios.”

O escritor cristão John L. Sherril, co-autor de best sellers evangélicos, como o A Cruz e o Punhal, juntamente com David Wilkerson e O Contrabandista de Deus, com o irmão André, registrou em seu livro de evangelização Eles Falam em Outras Línguas que apresentou a seis linguistas gravações de vozes de crentes falando em outras línguas, gravadas por ele em cultos pentecostais. Um deles era especialista estudioso de estruturas linguísticas. Após ouvirem as gravações, não conseguiram identificar nada dessas línguas. Afirmaram que eram línguas bem estruturadas, porém não as identificaram.

Atos 2.4 – “E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.”

O Léxico Grego de Thayer nos ensina sobre ´outras línguas´ – héteros – que se refere a qualidade. Outro, ou seja, não da mesma natureza, nem da mesma forma, classe ou tipo. Outra diferente. E línguas tem duas acepções. Tanto significa o membro do corpo, ou seja, o órgão da fala, quanto também significa a linguagem usada por uma pessoa particular em distinção da das outras nações. Outras línguas que o falante não aprendeu anteriormente.

2 – A glossolalia

3 – Sua continuação
Comentário do Blog

A evidência inicial do batismo com o Espírito Santo é o falar em outras línguas. Assim sabemos que tal pessoa foi batizada. Isso aconteceu no dia de Pentecoste, conforme Atos 2.4 – neste versículo, vemos que a demonstração comum ou evidência física inicial de que todos foram cheios do Espírito Santo, foi o fato de que todos falaram em outras línguas. Línguas estas nunca antes aprendidas, portanto, faladas pela operação sobrenatural do Espírito Santo.

Estas evidências se repetiram entre os crentes em Samaria – Atos 8. 14 a 17.

Não está explícito neste texto bíblico que os samaritanos falaram em línguas estranhas, mas a convicção de que tal ocorreu entre eles, pois sem a manifestação inicial de falar em outras línguas, os apóstolos não teriam condições de diferenciar entre eles antes e depois da oração com imposição de mãos. E não haveria motivo razoável para Simão, o mágico, oferecer dinheiro aos apóstolos em troca de possuir o poder de causar aqueles fenômenos, se não tivesse testemunhado da evidência física do batismo com o Espírito Santo.

Em Atos 9.17 e 18 temos a narrativa sobre o ainda Saulo, quando também o texto bíblico não explicita o falar em línguas, repetindo a expressão de que ele foi cheio do Espírito Santo. Mais adiante, em I Coríntios 14.18, Paulo afirma falar mais línguas que os coríntios. Os comentaristas em geral concordam que ele tenha falado em línguas nessa ocasião de Atos 9, quando se diz que ele foi cheio do Espírito Santo.

Em Atos 10. 44 a 46, na casa de Cornélio, o apóstolo Pedro enfatizou que o temente Cornélio e todos que o acompanhavam, haviam recebido o dom do Espírito Santo de maneira semelhante aos quase cento e vinte no dia de Pentecoste. E esta informação serviu para apaziguar a resistência animosa dos apóstolos em Jerusalém.

Atos 11.18 – “Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida.”

E, finalmente, em Atos 19.6, aproximadamente vinte anos após o histórico dia de Pentecoste, estava a evidência física de falar em outras línguas acompanhando os que eram batizados com o Espírito Santo.

Não se trata, portanto, de um modismo teológico propagado a partir do Século 20.

A história da Igreja registra houve continuidade na dispensação do batismo com o Espírito Santo. Desde a Era dos Pais da Igreja, depois no período da Idade Média, e continuando nos notáveis avivamentos dos Séculos 18 e 19, há registros históricos de crentes experimentando o batismo com o Espírito Santo com a evidência inicial de falar em outras línguas.

Agostinho ( 354 – 430 ) – “Nós faremos o que os apóstolos fizeram quando impuseram as mãos sobre os samaritanos, pedindo que o Espírito Santo caísse sobre eles: esperamos que os convertidos falem novas línguas.”

E as palavras proféticas do Senhor Jesus se cumpriam, conforme Marcos 16.17 – “Estes sinais seguirão aos que creem: …falarão novas línguas.”

III – SIGNIFICADO E PROPÓSITO

1. O batismo com o Espírito Santo não é sinônimo de salvação
Comentário do Blog

Há cristãos que dizem terem sido batizados com o Espírito Santo quando se converteram. São carentes de melhor ensino sobre a diferença entre o batismo com o Espírito Santo e o novo nascimento.

Apesar de o bendito Espírito Santo ser o agente do novo nascimento no crente, a Sua operação é diferente no caso do batismo com o Espírito Santo.

Já estudamos na Lição 7 – A Necessidade do Novo Nascimento – sobre esta doutrina experimental e decisiva, quando o Espírito Santo comunica ao convertido a vida de Deus. Quando o Espírito Santo opera uma nova natureza.

Portanto, o batismo com o Espírito Santo não é o novo nascimento.

João 15.3 – “Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado.” Somente depois foram batizados com o Espírito Santo.

Os crentes samaritanos em Atos 8. 14 a 17 e os doze discípulos de Éfeso, em Atos 19.6 já possuíam os nomes escritos no livro da vida.

Há pelo menos três falsos conceitos sobre o batismo com o Espírito Santo:

1 – Os antipentecostais – confundem com a conversão ou novo nascimento;

2 – Os carismáticos – falam como acontecimento alheio às Escrituras;

3 – Os pentecostais nominais – vivem entre nós sem interesse nesta gloriosa experiência.

2 – Definição e Propósitos
Comentário do Blog

Pentecostal não é o crente que frequente uma denominação que se diz pentecostal.

Pentecostal é o crente batizado com o Espírito Santo e que tem continuidade na sua vida espiritual, do transbordar da virtude do Espírito Santo.

O batismo com o Espírito Santo é:

1 – O cumprimento integral e pleno da promessa do Pai, sobre a qual exortou o Senhor Jesus Cristo em Atos 1.4 – “E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que ( disse ele ) de mim ouvistes.”

2 – É a unção indispensável a todo crente, que sendo possuidor da natureza divina, tem o dever de testemunhar de Cristo e de Seu Evangelho de salvação em todos os lugares, estendendo até aos confins da terra. Atos 1.8 – “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.”

3 – No dizer do pastor Raimundo de Oliveira – “é o fluir das fontes cristalinas da salvação, que manam na alma do pecador perdoado, pela bondade do Senhor.”

João 7. 38 e 39 – “Quem crer em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isso disse ele do Espírito, que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado.”

Quanto aos propósitos do batismo com o Espírito Santo:

1 – Maior comunhão com Deus – o crente batizado com o Espírito Santo aprofunda sua comunhão com o Senhor. Somos conduzidos a ter uma intimidade com Deus – I Coríntios 14.2 – “Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios.” E o versículo 28 corrobora: “Mas, se não tiver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus.”

2 – Traz uma força extraordinária na oração – I Coríntios 14.15 – “Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento.” E Paulo concluí em I Coríntios 14.17 – “Porque realmente tu dás bem as graças…” e numa linguagem celestial não entendida por Satanás.

3 – Amplia a visão dos perdidos pecadores – traz ao crente o despertar da consciência de que é chamado e enviado não somente a semear, mas também para ceifar.

João 4.35 – “Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa.”

4 – Dá capacidade ao crente para servir –  pregando o Evangelho com autoridade celestial. No dizer do pregador Geziel Gomes, são como divisas que trazem autoridade ao alistado no Exército Celestial. A chama do serviço evangelístico e missionário arde com intensidade nunca antes vista. Em Atos, vemos que tão logo foram batizados com o Espírito Santo, saíram a proclamar o Evangelho da salvação em Cristo Jesus. Antes, estavam com as portas fechadas por medo. Agora, saem por todos os lugares pregando o poder do Evangelho.

Atos 2.14 – “Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.”

Antes, estavam assim:

João 20.19 – “Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado…”

5 – E, finalmente, conforme escreveu o saudoso pastor Valdir Bícego, “Quando Israel entrou na terra prometida, tinha diante de si um território amplo e espaçoso, cuja conquista dependia de um avanço contínuo – Josué 1.3 – “Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado como eu disse a Moisés.” Por conseguinte, devemos avançar sempre na conquista das ´coisas que estão diante de nós. ´ – Filipenses 3.12 e 13.” O crente batizado com o Espírito Santo prossegue e avança para a conquista de outras bênçãos.

IV – OS DONS ESPIRITUAIS

1. Os dons espirituais

2 – Os dons são dados aos crentes individualmente
Comentário do Blog

Leia I Coríntios 12.1 a 11.

Versículo 4 – dons – grego charismata.

Versículo 5 – ministérios – grego diakonai – variedade de serviços prestados na causa do mesmo Senhor.

Versículo 6 – operações – grego energemata – variedade de poder do mesmo Deus que opera tudo em todos. Observe que todos estes aspectos são referidos como manifestações.

Em geral, os dons do Espírito Santo são assim classificados:

I – Poder para o saber sobrenatural – DONS DE REVELAÇÃO

1 – Palavra de sabedoria – versículo 8

2 – Palavra da Ciência – versículo 8

3 – Discernimento de espíritos – versículo 10

II – Poder para agir – DONS DE PODER

1 – Fé – versículo 9

2 – Curar – está no plural – dons de curar – versículo 9

3 – Operação de milagres – versículo 10

III – Poder para falar – DONS DE ELOCUÇÃO

1 – Profecia – versículo 10

2 – Variedade de línguas – versículo 10

3 – Interpretação de línguas – versículo 10

O ponto inicial para a manifestação dos dons espirituais é o batismo com o Espírito Santo, com a evidência inicial e física de falar em outras línguas.

Os dons espirituais são manifestações especiais na vida da igreja local, capacitando os crentes individualmente. Considerando a tradução literal da palavra ´manifestação´, que é ´fazer conhecido´, dá-nos a entender, portanto, que o Espírito Santo quer operar através dos dons espirituais revelando as obras que Ele quer realizar através dos crentes batizados.

Nesta lição está evidenciado que não é intenção do comentarista, esgotar o tema doutrinário acerca dos dons espirituais. Falta espaço! Considere que há livros que aprofundam sobre esta bendita doutrina.

Basta para o propósito desta abençoada lição uma síntese geral:

1 – Dons Verbais ou de Elocução ( maneira de exprimir oralmente )

a ) Profecia trata-se de mensagem sobrenatural, momentânea e divina, produzida pela inspiração especial do Espírito Santo.

b ) Variedade de Línguas também concedida pelo Espírito Santo, é a capacitação sobrenatural de falar em outras línguas nunca faladas antes e nem jamais antes estudadas ou aprendidas.

c ) Interpretação das línguas “é a transmissão do significado ou do conteúdo essencial da expressão vocal em línguas. O significado básico da palavra é tradução.” – O que a Bíblia diz sobre o Espírito Santo – CPAD.

2 – Dons de saber – Ou dons de revelações. Ou, ainda, dons de inspiração.

a ) Sabedoria aqui não entra o esforço intelectual humano. Trata-se de sabedoria de Deus. É um dom divino. O crente é revelado de uma situação, de um problema, e a revelação é específica para que, em palavras e em atos, ele possa agir de maneira sábia.

b ) Ciência conhecer os mistérios de Deus, com visão além da dimensão material. O crente batizado com o Espírito Santo, quando se opera nele tal dom, ele beneficia a igreja, por acessar fatos, circunstâncias e verdades bíblicas.

c ) Discernimento de espíritos outra capacidade sobrenatural dada pelo Espírito Santo, que diante das ameaças de imitações, de enganos e fraudes, o crente é capacitado a discernir, sabendo se tem realmente origem em Deus. Sem este dom no seio da Igreja, esta seria presa fácil de obreiros fraudulentos, mestres das falsidades, ensinadores de heresias e propagadores de ventos e modismos antibíblicos.

3 – Dons de Poder

a ) mencionamos didaticamente aqui a diferença entre fé natural – é a fé intelectual, a da razão – e a fé salvadora – com a qual cremos no Senhor para a salvação – e a fé como fruto do Espírito, de Gálatas 5.22.  O dom espiritual da fé é capacidade sobrenatural de confiar em Deus plenamente e de maneira sobrenatural, e serve à vida da igreja para ocasiões especiais. Parece-nos que é concedida somente a alguns crentes, com a finalidade especial de executar, em nome de Deus, obras extraordinárias em tempos difíceis, de crise, de ameaças terríveis e desafios contra a Igreja e em momentos de emergência. É quando se opera prodígios e sinais.

b ) Operação de maravilhas ou de milagres.
Para realizar obras que assombram ao espectador, e trata-se de capacidade sobrenatural dada pelo Espírito Santo. Paulo chamou este dom de ´credenciais do meu apostolado´- Atos 19. 11 e 12. Em geral, por intermédio deste dom, o Senhor altera as leis da natureza.

Ilustração Conheci pessoalmente ao saudoso pastor João de Oliveira. Quando trabalhou em nossa região, meu avô foi companheiro dele. Eu o conheci na minha adolescência. Contou-nos o também saudoso pastor Francisco Miranda, que em certa ocasião, os irmãos reunidos num final de semana, trabalhando em mutirão para o término da construção de templo evangélico, o pastor João de Oliveira coordenava a obra. E no momento de pôr a viga mestra da obra do carpinteiro para depois colocar as telhas, esta fora cortada erradamente. Faltavam vinte centímetros. Então, os irmãos se entristeceram…. Traria atraso, somava-se as dificuldades financeiras para compra outra! E o pastor João de Oliveira conclamou a orarem naquela mesma hora. Ele clamou ao Senhor Jesus e determinou em Seu santo nome, que recolassem a madeira. E esta, que antes estava curta, encaixou-se perfeitamente! E os irmãos, alegremente, terminaram o serviço. Honra e glória ao nome do Senhor Jesus!

Este dom é para os nossos dias – Hebreus 13.8 – “Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente.” Como lamentamos a raridade da manifestação deste dom em nossos dias…. Os dias estão modernos e mundanos. Mas estes sinais seguirão aos que creem… Marcos 16. 15 a 20.

c ) Dons de curar
Trata-se de doutrina bíblica da Igreja de Cristo. É uma das capacitações sobrenaturais para glorificar o nome do Senhor Jesus, alcançar evangelisticamente ao pecador, para testemunhar do cumprimento das Escrituras, para despertar de maneira individual ou coletiva e trazer alívio. Busquemos este dom, é promessa de Deus!

Este dom opera:

1 – em nome de Jesus;
2 – pela imposição das mãos;
3 – pela oração misturada com a fé – a fé do doente e a fé dos que oram.

CONCLUSÃO
Comentário do Blog

“…Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” – Marcos 3.11

Andrew Murray escreveu: “Queremos tomar posse do poder e usá-lo. Deus quer o poder para se apoderar de nós e nos usar.”

Pastor Eliel Goulart


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