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CPAD Adultos – 3º Trimestre de 2017 – 02/07/2017 – Lição 1: Inspiração Divina e autoridade da Bíblia

26/06/2017

Este post é assinado por: Pastor Eliel Goulart

Texto Áureo

“Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” – II Pedro 1.21

Verdade Prática

     Cremos na inspiração divina, verbal e plenária da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé e prática para a vida e o caráter cristão.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

II Timóteo 3.14 a 17
14 – Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido.
15 –  E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.
16 – Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça,
17 – Para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra.

INTRODUÇÃO
Comentário do Blog

Com comentários do pastor Esequias Soares, líder da Assembleia de Deus em Jundiaí-SP, aprenderemos juntos sobre o tema geral A Razão da Nossa Fé – Assim cremos, assim vivemos.

Nós cremos “Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão – II Timóteo 3.14 a 17 – “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido. E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”

Este é o segundo ponto doutrinal, publicado e praticado pela Assembleia de Deus no Brasil.

A Bíblia é a revelação da vontade de Deus para a salvação da humanidade.

A Bíblia revela o que o homem de si mesmo não consegue descobrir, ou seja, que:

1 – Precisa ser salvo:

2 – Pode ser salvo;

3 – Como pode ser salvo;

4 – E se salvação.

Em nenhum parágrafo destes singelos comentários, eu me preocupo com os argumentos ateístas. A disciplina da Teologia que estuda a Bíblia, é denominada de Bibliologia, e esta tem a existência de Deus como essencial. E estes comentários são escritos para o crente que crê “que ele existe e que é galardoador dos que o buscam.” – Hebreus 11.6.

Reproduzo aqui, do pastor Antônio Gilberto, breve escrito sobre a palavra ´Bíblia´:
“Este vocábulo não se acha no texto das Sagradas Escri­turas. Consta apenas na capa. – Donde, pois, nos vem? – Vem do grego, a língua original do Novo Testamento. É derivado do nome que os gregos davam à folha de papiro preparada para a escrita – “biblos”. Um rolo de papiro de tamanho pequeno era chamado “biblion” e vários destes eram uma “bíblia”. Portanto, literalmente, a palavra bíblia quer dizer “coleção de livros pequenos”. Com a in­venção do papel, desapareceram os rolos, e a palavra biblos deu origem a “livro”, como se vê em biblioteca, bibliografia, bibliófilo, etc. É consenso geral entre os dou­tos no assunto que o nome Bíblia foi primeiramente aplica­do às Sagradas Escrituras por João Crisóstomo, patriarca de Constantinopla, no Século IV.
E porque as Escrituras formam uma unidade perfeita, a palavra Bíblia, sendo um plural, como acabamos de ver, passou a ser singular, significando o LIVRO, isto é, o Livro dos livros; O Livro por excelência. Como Livro divino, a definição canônica da Bíblia é “A revelação de Deus à hu­manidade”.”

As palavras são dinâmicas. E a palavra Bíblia, como a usamos hoje, sugere um significado mais restrito do que a original grega biblion. Esta era uma palavra neutra, e até designava livros de magia – Atos 19.19 – “Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros…” – e até mesmo a expressão ´carta de divórcio´ de Marcos 10.4 tem o uso de biblion. Mas, hoje, o significado refere-se na sua melhor acepção ao Livro sagrado por excelência – a Bíblia!

Em frase atribuída ao pastor Billy Graham, este pregador diz-nos:
“Estude a Bíblia para ser sábio. Creia nela para ser salvo. Obedeça-a para ser santo.”

I – REVELAÇÃO E INSPIRAÇÃO

1. Revelação
Comentário do Blog

Amós 3.7 – “Certamente o Senhor Jeová não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.”

Lyman Abbott ( 1835 – 1922 ), pastor e teólogo, escreveu que houveram homens que viram a Deus e o Seu relacionamento com a humanidade, com mais clareza, e com a mente espiritual, contaram aos seus semelhantes, o que viram. “Esta é a Bíblia”, diz ele.” É a revelação gradual de Deus nos corações e nas línguas dos profetas, sendo eles mesmos membros de uma linhagem profética.”

O substantivo feminino grego, ´apocalipsis´, no Novo Testamento, principalmente, é uma descoberta, uma revelação da verdade, da instrução, relativa as coisas de Deus, antes desconhecidas. Esta palavra consta 18 vezes no Novo Testamento.

Há inúmeros versículos bíblicos que fundamentam a afirmação de que a mensagem da Bíblia tem como origem a revelação de Deus aos homens. Ao tornar-se a Palavra escrita de Deus, nós a designamos:  a Palavra de Deus.

II Pedro 1.20 e 21 – “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.”

Esta é uma referência clássica para embasar a alegação da revelação divina das Escrituras. Os escritores foram movidos pelo Espírito Santo!

Myer Pearlman, ao escrever sobre a revelação das Escrituras, e argumentar que sendo ela:

( a ) uma revelação desejável;
( b ) uma revelação de se esperar;
( c ) uma revelação que deveria estar em forma escrita, então:

“É razoável concluir que Deus inspirasse os seus servos a arquivarem essas verdades, verdades que não poderiam ser descortinadas pela razão humana. E, finalmente, é razoável crer que Deus tivesse preservado, por sua providência, os manuscritos das escrituras bíblicas e que tivesse influenciado a sua igreja a incluir no cânon sagrado somente os livros que fossem divinamente inspirados.”

Aleluia! O profeta era, sobretudo:

( 1 ) – escolhido por Deus;

( 2 ) – fiel a Deus;

( 3 ) – enviado por Deus.

Como bem sintetizou o escritor Norman Geisler: “O que a Bíblia diz, Deus diz.”

2. Inspiração
Comentário do Blog

Eis alguns conceitos teológicos de ´inspiração´.

Benjamin B. Warfield ( 1851 – 1921 ): “Os livros bíblicos são chamados inspirados por serem o produto, divinamente determinado, de homens inspirados; os escritores bíblicos são chamados inspirados por terem recebido o sopro do Espírito Santo, de maneira que o produto de suas atividades transcende a capacidade humana e recebe autoridade divina. A inspiração é, pois, definida, em geral, como sendo uma influência sobrenatural exercida nos escritores sagrados, pelo Espírito de Deus, em virtude da qual os seus escritos recebem fidedignidade divina.”

Webster: Inspiração é “a influência sobrenatural do Espírito de Deus sobre a mente humana, pela qual os profetas, apóstolos e escritores sagrados foram habilitados para exporem a verdade divina sem nenhuma mistura de erro.”

Gaussen: Inspiração “é o poder inexplicável que o Espírito Divino exerce sobre os autores das Escrituras, em guiá-los até mesmo no emprego correto das palavras e em preservá-los de todo erro, bem como de qualquer omissão.”

Norman Geisler: “A inspiração é a operação sobrenatural do Espírito Santo, que, por intermédio de diferentes personalidades e estilos literários, autores humanos escolhidos, investiu as palavras exatas dos livros originais das Sagradas Escrituras, em separado ou no seu conjunto, como a própria Palavra de Deus, isenta de erro em tudo em que ensina ou implica ( inclusive em matéria de História e Ciência ), e a Bíblia é, dessa forma, a regra infalível e a autoridade final de fé e prática para todos os crentes.”

Pessoalmente, prefiro dizer que o Autor é Deus, que usou homens como escritores. Portanto, escritores da Bíblia e não autores.

II Pedro 1.21 – ARA – “Homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.”

Tais homens não falaram de seus próprios corações. Mas, falaram como comissionados por Deus. O versículo completo nos diz que não falaram ´por vontade de homem´, mas, sim, sob a influência do Espírito Santo. O uso da palavra ´movido´ – grego, phéró, é forte. O Léxico Grego de Thayer nos informa que significa ´carregar um fardo´, ´suportar em si mesmo para trazer´. E também Ellicott, em seu Comentário, ensina-nos que significa transportar para longe, como um navio navegando sob a força do vento.

Homens de Deus, movidos, inspirados, preenchidos pelo Espírito Santo falaram o que Deus quis que falassem. Não declararam o que lhes agradava dizer, mas o que era do propósito divino.

Tais homens inspirados, além de serem chamados de ´homens de Deus´, também foram designados como ´mensageiro´– Isaías 42.19 – “o meu mensageiro, a quem envio?” – E de ´servo´ – I Reis 14.18 – “…a qual dissera pelo ministério de seu servo, Aías, o profeta.” – E de ´vidente´ – I Samuel 9.9 – “( Antigamente em Israel, indo qualquer consultar a Deus, dizia assim: Vinde, e vamos ao vidente; porque ao profeta de hoje antigamente se chamava vidente.)”. Vidente tem origem no hebraico ´ro´eh´ – aquele que vê, mas vê sob a perspectiva de Deus. E também de ´atalaia´ – Ezequiel 3.17 – “Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel…”.

Mas, ´profeta´ é o mais comum pelo qual tais homens eram chamados, qual seja, “Nabi” – hebraico – ocorre 309 vezes no Antigo Testamento e em todos os períodos ( Vine ). No Novo Testamento, “prophetés” – com a ideia de porta voz. No caso, porta voz que fala pela inspiração de Deus. E ocorre 146 vezes ( Strong ) no Novo Testamento.

Esta é a maneira eminentemente bíblica de se afirmar a doutrina singular de que a Bíblia é inspirada. A Bíblia é a Palavra de Deus. A declaração é simples e franca: a Bíblia é a Palavra de Deus. Ela não apenas contém a Palavra de Deus, como em certo sentido todas as coisas fazem, pois, “os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.” – Salmo 19.1. Tudo que podemos ´ler´ na Natureza, encontramos com maior revelação e clareza na Bíblia. E mais do que isso, encontramos as revelações necessárias a salvação!

Voltaremos a este tema mais adiante, no Tópico II – 1. A Inspiração Divina.

3. A forma de comunicação
Comentário do Blog

A forma de comunicação da Revelação, foi dada por Deus de diversas maneiras. Hebreus 1.1 – “Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras…”:

1 – Através da Natureza – Salmo 19.1 – “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.” – Romanos 1.19 e 20 – “Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque todas as coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis.”;

2 – Por visões – como ao profeta Ezequiel – Ezequiel capítulo 1 – ou ao profeta Daniel – Daniel capítulo 7;

3 – Por sonhos – conforme já amplamente comentado aqui na lição 12 –

4 – Por anjos – Gênesis 19 – na ida de dois anjos a cidade de Sodoma, especialmente ao patriarca Ló;

5 – Por voz audível, exterior – como ao menino Samuel, em I Samuel capítulo 3;

6 – Por voz interior, como em Joel 1.1 – “Palavra do Senhor que foi dirigida a Joel, filho de Petuel.”;

7 – E também através de milagres especiais – como em Juízes 6, na proposta de Gideão de pôr o velo de lã na eira, e a prova do orvalho molhar somente o velo, e depois molhar somente ao redor dele – Juízes 6.36 a 40.

Efésios 3.5 – “O qual, noutros séculos ( ARA – gerações ), não foi manifestado aos filhos dos homens, como, agora, tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas.”

Nesta dispensação da Graça, o Espírito Santo deu, diretamente, revelações aos apóstolos e escritores do Novo Testamento. Não se trata de questionar a revelação dos tempos do Antigo Testamento, pois a questão é tão somente de medida e de maneira da comunicação.

Bem destaca o comentarista pastor Esequias Soares, que as frases “Veio a palavra do Senhor a” e também a frase “veio a mim a palavra do Senhor”, não se encontram no Novo Testamento. Justamente corroborando que nesta dispensação, a revelação veio diretamente pelo Espírito Santo e por nosso bendito Senhor Jesus – Hebreus 1.1 – “…a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho.”

( * ) Exceto em Lucas 3.12, referindo-se, portanto, ao último profeta da dispensação anterior, qual seja, a da Lei – Lucas 16.16 – “A Lei e os profetas duraram até João…”

Ouvimos em nossos púlpitos e entre nossos irmãos, comumente, a frase “Assim diz o Senhor”. Esta expressão é característica da revelação do Antigo Testamento. Ocorre 276 vezes em 18 livros diferentes. O primeiro livro onde ocorre é o de Êxodo e o último é o de Malaquias.

E tal frase, nesta forma, não ocorre nenhuma vez no Novo Testamento. I Coríntios 4.6 – “Aprendais a não ir além do que está escrito…”.

Há maldição para quem afirma falar em nome de Deus, mas cujas palavras não vieram Dele.

II – A INSPIRAÇÃO DIVINA

1. A Inspiração Divina
Comentário do Blog

Em qualquer texto das Escrituras, por mais simples que seja o versículo, existe uma amplidão de santidade e de espiritualidade. E se o leitor da Bíblia, com oração e na dependência do Espírito Santo, parar para se aprofundar nele, verá muito mais do que lhe parece à primeira vista. Semelhante ao moço que auxiliava ao profeta Elias, que subiu por uma vez, e nada viu. Na primeira leitura, nada vemos ou vemos pouco. E foi mandado ao moço que lá fosse por sete vezes. Na sétima vez, disse: “Vejo uma pequena nuvem, como a mão de um homem, subindo do mar.” E, logo mais, todo o céu estava coberto de densas nuvens – I Reis 18. 43 a 45.

I Timóteo 3.16 – “Toda Escritura” – esta palavra ´Escritura´ ocorre 51 vezes no Novo Testamento, sempre se referindo a Bíblia toda – aos 39 livros do Antigo Testamento e aos 27 do N. T., costumando sempre denotar o próprio livro ( Strong e Thayer ).

“… divinamente inspirada” – inspirada por Deus – theopneustos – com apenas uma ocorrência, este adjetivo grego define-se como ´inspirada por Deus´, tendo origem de theos – Deus e pnéó – expirar. Provavelmente um neologismo pensado por Paulo, para expressar a natureza sacra da Escritura, por sua origem divina.

“Toda…”  – Grego pás – significa ´tudo´ no sentido de ´cada parte que se aplica´. Uma visão do conjunto em termos de partes separadas e individuais. É traduzido também por ´cada´. Aqui o uso está no singular, denotando que cada parte da fala escrita na Bíblia é inspirada por Deus, ou seja, escrita sob a inspiração divina.

Portanto, a fonte da Bíblia divinamente inspirada é Deus, tendo a Escritura sido ´soprada´ por Deus. Com a exceção notável da entrega das tábuas da Lei, que Deuteronômio informa terem sido escritas pelo dedo de Deus, o Senhor usou a instrumentalidade de homens santos – II Pedro 1.21.

Por três vezes e por três personagens bíblicos, é dito que Deus pôs Sua Palavra na boca deles:

1 – Moisés – Deuteronômio 18.18 – “Porei as minhas palavras na sua boca…”;

2 – Davi – II Samuel 23.2 – “O Espírito do Senhor falou por mim, e a sua palavra esteve em minha boca.”;

3 – Isaías – Isaías 59.21 – “…minhas palavras que pus na tua boca.”

A essencial defesa da inspiração da Bíblia está nos milhões de vidas transformadas. Não desprezamos as defesas intelectuais. Mas, avaliamos como superior a defesa prática: a civilização está até hoje, e mesmo em nossos últimos dias, ainda sob influência do poder das Escrituras. Repetimos: milhões de vidas transformadas, mentes iluminadas, inspirando decisões e consolando corações através dos séculos.

Mateus 4.4 – “Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.”

2. Uma avaliação exegética
Comentário do Blog

O pastor Esequias Soares propõe destacar a conjunção grega kai, que, de fato, está no original, nos melhores manuscritos. E sua afirmação é corroborada por eruditos comentaristas confiáveis e admiráveis do Novo Testamento.

Ocorre 9.079 vezes no Novo Testamento. Portanto, é muito comum o seu uso. Sendo traduzida, conforme o contexto determina, por além disso, também, mesmo, de fato. Strong ensina que kai nunca é conjunção adversativa. Nunca significa, mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante.

O Léxico Grego de Thayer nos ensina que esta conjunção grega serve para conectar as palavras ou termos únicos.

A Gramática de Winner confirma que é a mais frequente de todas as partículas no Novo Testamento.

O Comentário de Ellicott registra: “Embora esta tradução – “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa” – seja gramaticalmente possível, a tradução mais rigorosa e aquela adotada por quase todas as versões mais antigas e confiáveis ( como exemplo, a Siríaca e a Vulgata ) e por muitos dos principais expositores de todas as eras ( por exemplo, Orígenes, Lutero, etc. ), que traduzem o seguinte: “Toda Escritura é divina, inspirada e proveitosa.”

Exegese – grego exégésis – ” levar para fora”, no sentido de expor. Trata-se de uma explicação detalhada do texto bíblico. Em termos de Exegese Bíblica, é uma disciplina muito restrita, que pouquíssimos entre nós tem capacitações para empreendê-la. Está limitada aos especialistas em línguas bíblicas. É o ato de extrair do texto seu significado. Nós fazemos isso, mas superficialmente.

3. Autoridade
Comentário do Blog

H. D. McDonald: “Quanto à sua referência pessoal, a autoridade é o direito e a capacidade de um indivíduo realizar aquilo que determina, e que, em virtude de sua posição ou cargo, pode exigir obediência. Além disso, aplica-se a palavras faladas ou escritas, cuja exatidão tem sido estabelecida e em cujas informações, portanto, pode-se confiar.”

A autoridade pode ser originária, concorrente, delegada e derivativa.

A autoridade originária é inerente e soberana. Somente Deus a tem.

A autoridade concorrente é aquela não privativa e não exclusiva. Exercida por mais de uma pessoa simultaneamente.

A autoridade delegada é conferida e representativa.

A autoridade derivativa é aquela que provém, que procede de outro que a detém originalmente.

Esta é a autoridade das Escrituras: sua origem está em Deus.

A Teologia Liberal, que tem em Karl Barth, Rudolph Bultmann e Paul Tillich seus mais conhecidos defensores, concedem às Escrituras uma autoridade emprestada, outorgada por Deus, mas trata-se de uma produção humana. Até chegam a dizer que consideram a Bíblia uma coletânea falível de escritos religiosos, e que a igreja primitiva impôs arbitrariamente uma autoridade, sustentada posteriormente pela igreja evangélica.

Eles erraram negando a autoridade divinamente original da Bíblia. E foram desmascarados em seus argumentos inconsistentes. Porque eles insistem que suas ideias especulativas não-bíblicas, desfazendo da autoridade da Bíblia, mas quando querem manter para si o título de ´cristãos´, usam as citações da mesma Bíblia como fundamento e autoridade. E aí caem em contradição.

Deus é a Sua própria autoridade. A Bíblia é a autoridade declarada da vontade de Deus. O Senhor Jesus Cristo é a revelação final de Deus. Aleluia.

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, a autoridade da Bíblia é reivindicada pela própria Bíblia. Expressões como ´Assim diz o Senhor´ ou equivalentes a esta, domina toda a Bíblia. Os dois Testamentos são chamados juntos de ´Palavra de Deus´. Portanto, tem em si a autoridade de Deus.

A Bíblia é a Escritura da verdade. Da verdade de Deus. Além de ser atributo inerente a Deus, a verdade está nas Suas obras, e especialmente em Sua Palavra.

A palavra hebraica emet traduzida por ´verdade´ nas nossas traduções em português, é escrita em hebraico com três letras de seu alfabeto: a primeira, a do meio e a última. Os rabinos afirmam que, portanto, a ´verdade´ deva estar no início, no meio e no fim de qualquer empreendimento. A Bíblia é o livro da verdade de Deus. No início, no meio e no fim.

A Bíblia é nossa autoridade do Princípio ao Fim para a nossa vida.

Daniel 10.21 – “Mas eu te declararei o que está escrito na escritura da verdade…”

III – INSPIRAÇÃO PLENA E VERBAL

1. Inspiração plenária
Comentário do Blog

Os que dizem que “A Bíblia contém a Palavra de Deus, mas ela não é a Palavra de Deus”, opinam assim porque defendem o argumento de que a inspiração da Bíblia é parcial. Que os escritores foram preservados de erros em temas essenciais à salvação dos homens. Mas em outros, como a da ciência, questões da história e do tempo, ou seja, da cronologia – os registros bíblicos seriam de produção humana falíveis. Então, a Bíblia não é, apenas contém a Palavra de Deus, dizem eles.

Myer Pearlman refuta esta teoria especulativa:”Onde está a autoridade infalível que decida qual parte é a Palavra de Deus e qual não o é?”

O apóstolo Paulo declarou em II Timóteo 3.16 que “Toda Escritura é” e não parte da Escritura é “divinamente inspirada”. Quando escreveu esta afirmação, já circulavam os Evangelhos e outros escritos bíblicos. Ele, os demais apóstolos e o próprio Senhor Jesus aplicaram a expressão ´Palavra de Deus´ a todo o Antigo Testamento e aos escritos neo testamentários.

Norman Geisler classifica as afirmações que o Senhor Jesus fez, de que a Bíblia é a Palavra de Deus:

1 – Autoridade divina – Mateus 4.4, 7 e 10;

2 – Indestrutibilidade – Mateus 5.17 e 18;

3 – Infalibilidade – João 10.35;

4 – Supremacia absoluta – Mateus 15.3 e 6;

5 – Inerrância factual – Mateus 22.29 e João 17.17;

6 – Confiabilidade histórica – Mateus 12.40; Mateus 24. 37 e 38;

7 – Precisão científica –  Mateus 19.4 e 5 e João 3.12.

Inspiração plenária das Escrituras, portanto, quer dizer que a inspiração se estende a todas as partes das palavras e a tudo o que elas ensinam ou implicam.

2. Inspiração verbal
Comentário do Blog

Por inspiração verbal, entende-se que as palavras registradas são inspiradas. Deus não inspirou os pensamentos, como quer os contradizentes desta doutrina da inspiração verbal das Escrituras. Como que, ao inspirar os pensamentos somente, deixou-os livres para selecionar as palavras e expressões. “Ainda mais, é difícil separar a palavra do pensamento; um pensamento é uma palavra antes de ser ela proferida. Uma palavra é um pensamento ao qual se deu expressão.” ( Myer Pearlman ).

Não apenas as idéias, mas também as palavras escritas, são inspiradas.

“A exatidão das palavras era tão importante, que Jeremias chega a dizer – Jeremias 26.2 – “Assim diz o Senhor: Põe-te no átrio da Casa do Senhor e dize a todas as cidades de Judá que vêm adorar à Casa do Senhor todas as palavras que te mandei que lhes dissesses, não esqueças nem uma palavra.”

Portanto, não se tratava simplesmente de uma mensagem de Deus sobre a qual os homens tinham a liberdade para transmitir nas suas próprias palavras, mas cada uma das palavras era escolhida por Deus.” ( Norman Geisler ).

Como tratar, então, textos bíblicos como o Salmo 14.1 – Disseram os néscios no seu coração: Não há Deus.”? É que o registro foi inspirado, mas não as palavras ´Não há Deus´. Da mesma maneira, muitas frases ditas por Satanás estão registradas na Bíblia. Com certeza que o Inimigo não foi inspirado por Deus ao dizê-las. Porém, os registros delas são inspirados.

Na realidade a inspiração é do texto bíblico. E não do escritor. “Toda Escritura é inspirada”. Os escritores foram ´movidos´ pelo Espírito Santo, e escreveram as palavras ´inspiradas´ ( sopradas ) por Deus – II Pedro 1.21.

Há diferença entre inspiração, revelação e iluminação:

1 – Inspiração – Que Deus moveu a mente e o coração do escritor das Escrituras, de maneira infalível, dando-lhe capacidade de registrar o que é a Palavra de Deus;

2 – Revelação – As vezes, os escritores bíblicos eram inspirados a registrar cenas que eles presenciaram. Portanto, envolvia aquilo que era do conhecimento do escritor. Então, este foi inspirado, mas não revelado. Revelação é o ato de Deus comunicando ao homem o que este, de si mesmo, nunca saberia. ( Adaptado de Lewis Chafer ).

3 – Iluminação – Abrange o intelecto. É a compreensão, que dá luz ao que foi inspirado e revelado. Iluminação é dada pelo Espírito Santo ao homem espiritual.

IV – ÚNICA REGRA INFALÍVEL DE FÉ E PRÁTICA

1 – “Proveitosa para ensinar”
Comentário do Blog

II Timóteo 3.15 – “E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.”

“E que, desde a meninice…” – o melhor tempo.

“…sabes as sagradas letras…” – o melhor conhecimento.

“…que podem fazer-te sábio…” – o melhor objetivo.

“…para a salvação…”  – a melhor bênção.

“…pela fé…” – o melhor meio.

“…que há em Cristo Jesus.” – o Melhor de tudo! – II Timóteo 3.15.

Sagradas letras, mencionado neste versículo, trata-se de referência ao Antigo Testamento – ( hieros – sagrado – gramma – letras coletivamente escritas – Léxico Grego de Thayer ).

A Bíblia é a revelação da vontade de Deus para a humanidade.

Ilustração Lord Byron e Mr. Hobhouse exploravam juntos uma caverna na Grécia. Eles se perderam em seus labirintos e abismos. E, alarmado, o guia confessou que não sabia como encontrar a saída. Num estado de desespero, eles foram de cavidade a cavidade. Por fim, a última tocha estava consumindo. E eles totalmente perdidos e ignorantes do rumo a tomar. Ao redor, somente escuridão. Por acaso, eles discerniram através da densa escuridão um raio de luz à distância… reluzia em relação ao lugar onde estavam. Seguindo o raio de luz apressadamente, chegaram a abertura da caverna na superfície. As tochas do conhecimento dos homens vão se apagando uma a uma, e homens cegos guiam outros também na cegueira da escuridão do pecado. Em meio de tal escuridão, a bendita luz de Deus resplandece através da Bíblia, e revelam o caminho para o céu e a salvação eterna!

2. A Conduta humana
Comentário do Blog

II Timóteo 3.16 – “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.”

A Bíblia é proveitosa para toda a conduta humana:

( 1 ) – proveitosa para a doutrina – em contraste com o racionalismo pós-moderno, que apenas dá a dúvida ao coração e a mente do homem, a Bíblia dá a revelação da verdade de Deus;

( 2 ) – proveitosa para a repreensão – ela revela a verdade sobre o homem pecador, e atinge as mais profundas necessidades de sua condição. No racionalismo pós-moderno, o homem é incentivado a pensar bem de si mesmo. A Bíblia refuta este erro e o pecado, revelando o verdadeiro estado de pecador do homem diante de Deus;

( 3 ) – proveitosa para a correção – Corrige toda falsa esperança sem fundamento do homem. Revela a graça de Deus e livra-nos da ira futura. O racionalismo pós-moderno propõe o progresso humano sem a cruz e sem o sacrifício de Jesus Cristo, o nosso Redentor. A Bíblia corrige este engano ao revelar a verdade do Evangelho: Jesus Cristo nos liberta da culpa e do poder do pecado, pela sua morte e ressurreição;

( 4 ) – proveitosa para a disciplina – o racionalismo pós-moderno ilude os homens ao dizer que se deve seguir a voz do coração… a Bíblia revela que a justiça é externa ao homem, e que a instrução para a justiça se dá em submissão à lei de Cristo, do amor e da submissão aos Seus mandamentos.

Ilustração – Perguntaram a uma senhora idosa, pobre e viúva, de que lhe valia a Bíblia, diante de sua aparente situação. E ela respondeu: ´Graças a Deus, eu tenho uma Bíblia! O que faço sem minha Bíblia? Ela foi meu guia na juventude, e meu amparo na velhice. Ela me feriu e me curou. Ela me condenou e me absolveu. Mostrou-me que eu era uma pecadora e me levou ao Salvador, ela me confortou durante a vida e me dará esperança na morte.”

3 – As traduções da Bíblia
Comentário do Blog

Existem várias traduções, versões e até paráfrases, que apresentam feitos de qualidades e defeitos. Por óbvio, que nenhuma nunca será equivalente à leitura do texto original.

Citamos algumas que são muito usadas entre nós: primeira, a Versão Almeida. Hoje, ainda a mais querida dos assembleianos. O português João Ferreira de Almeida ( 1628 – 1691 ), converteu-se aos catorze anos, após ler um folheto em espanhol, que expunha as diferenças entre o catolicismo romano do cristianismo, convertendo-se do catolicismo romano para o protestantismo. Estudou teologia e foi nomeado pastor. Por conhecer o grego e o hebraico, prosseguiu na tradução valendo-se dos manuscritos desses idiomas. Antes, já havia traduzido o Novo Testamento do espanhol para o português. Em 1681, publicou o Novo Testamento completo de novo recomeço de tradução. E então, iniciou a tradução do Antigo Testamento, não tendo concluído, porque faleceu. O pastor holandês Jacobus Op Den Akker concluiu. Já foi revisada e atualizada diversas vezes, mas sempre mantendo o nome de Almeida, em homenagem e reconhecimento à importância da obra de tradução que realizou pioneiramente.

Edição Revista e Corrigida – É uma tradução abrasileirada em comparação com as grafias do português de Portugal.

Edição Revista e Atualizada – É a mais usada entre os crentes tradicionais. A primeira edição é fruto do trabalho de treze anos, de 1946 a 1959. A segunda edição foi publicada em 1992.

Há ainda a Versão Figueiredo, a Matos Soares, a Bíblia de Jerusalém, a Tradução na Linguagem de Hoje, a Nova Versão Internacional, a Bíblia Viva, a Contemporânea, a Tradução dos Monges de Maredsous e outras mais. Com feitos e defeitos muito discutidos exaustivamente. Tem-se acesso a tais estudos profundos pela internet.

Mas… temos uma nunca recomendada por nenhum erudito bíblico: Tradução Novo Mundo, das falsas Testemunhas de Jeová.

Eles usam uma versão diferente, tão somente para embasar suas fraudulentas doutrinas. Desvalorizam todos os abnegados tradutores de todas as outras versões, porque estas não corroboram seus ensinos heréticos.

Os tradutores da Tradução Novo Mundo não são divulgados, como manda a boa norma acadêmica. Por que? Porque esta tradução é um atentado às regras fundamentais da gramática grega. Nenhum deles conhece as línguas originais. Apenas ´traduziram´ de maneira a atender as crendices das falsas Testemunhas de Jeová. Dois exemplos absurdos:

Gênesis 1.2 – “…e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.”V´ruach Elohim. A Tradução Novo Mundo assim ´traduz´: ´a força ativa de Deus´. Porque serve a suas falsas doutrinas, que não reconhecem a Pessoa bendita do Espírito Santo. O texto na língua original não permite, de nenhuma maneira, tal tradução tendenciosa.

Hebreus 1:8 – Tradução do Novo Mundo: “…Deus é o teu trono…” Bíblia Sagrada: “Mas do Filho diz: ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos.” Este texto é uma citação do Salmo 45:6, 7, que menciona o Deus de Israel, o Deus Elohim. O escritor de Hebreus afirma que o Deus do Salmo é Jesus. Mas os “tradutores” da Tradução do Novo Mundo deram um novo sentido ao texto. Na versão adulterada, aparece Deus como o trono de Jesus. Isso é até uma blasfêmia.

Pense você, caro professor de Escola Dominical, se cada denominação evangélica agisse assim?

CONCLUSÃO
Comentário do Blog

Bíblia – a autoridade da Palavra de Deus:

1 – Ela reflete a grandeza de Deus –  Deuteronômio 4.8;

2 – Ela provê prosperidade aos que a leem – Josué 1.8;

3 – Ela aperfeiçoa o homem para toda a boa obra – II Timóteo 3.17;

4 – Ela foi o instrumento da criação – Salmo 33.6;

5 – Ela assegura vida eterna – João 5.24;

6 – Ela se identifica com Cristo – Apocalipse 19.13;

7 – Ela não pode de maneira alguma ser alterada – Apocalipse 22.18 e 19. ( Pastor Geziel Gomes ).

No mais, Deus proverá!

Pastor Eliel Goulart


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