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CPAD Adultos – 2º Trimestre de 2017 – 07/05/2017 – Lição 6: Jônatas, um exemplo de lealdade

01/05/2017

Este post é assinado por: Pastor Eliel Goulart

Texto Áureo

“E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma.” – I Samuel 18.3

Verdade Prática

     O cristão deve ser exemplo de lealdade a Deus, a seus familiares e a todos os que estão ao seu redor.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Samuel 18.3,4; 19.1,2; 20.8,16,17,31,32
18.3 E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma.
18.4 E Jônatas se despojou da capa que trazia sobre si e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto.
19.1 E falou Saul a Jônatas, seu filho, e a todos os seus servos para que matassem Davi. Porém Jônatas, filho de Saul, estava mui afeiçoado a Davi.
19.2 E Jônatas o anunciou a Davi, dizendo: Meu pai, Saul, procura matar-te; pelo que, agora, guarda-te, pela manhã, e fica-te num lugar oculto, e esconde-te.
20.8 Usa, pois, de misericórdia com o teu servo, porque fizeste a teu servo entrar contigo em aliança do Senhor; se, porém, há em mim crime, mata-me tu mesmo; por que me levarias a teu pai?
20.16 Assim, fez Jônatas aliança com a casa de Davi, dizendo: O Senhor o requeira da mão dos inimigos de Davi.
20.17 E Jônatas fez jurar a Davi de novo, porquanto o amava; porque o amava com todo o amor da sua alma.
20.31 Porque todos os dias que o filho de Jessé viver sobre a terra nem tu serás firme, nem o teu reino; pelo que envia e traze-mo nesta hora, porque é digno de morte.
20.32 Então, respondeu Jônatas a Saul, seu pai, e lhe disse: Por que há de ele morrer? Que tem feito?

INTRODUÇÃO
Comentário do Blog

O aniversário da amizade de Jônatas com Davi foi o dia da morte de Golias. E foi celebrada em lealdade a cada ano para frente.

Amós 3.3 – “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”

Esta amizade foi caracteriza pela preocupação de um com o outro. Amizade que se alegrava com prosperidade e chorava nas adversidades.

Romanos 12.15 – “Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram.”

Que contraste com a amizade dos mundanos, que desaparece no dia da angústia.

Jó reclamou da falsa demonstração de amizade. Os mundanos, diante da adversidade, agem com engano, fraude, falsidade e traição.

Jó 6.14 – “Ao que está aflito devia o amigo mostrar compaixão…”

Jó 6.15 a 17 – “Meus irmãos aleivosamente ( falsamente ) me trataram; são como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam, que estão encobertos com a geada, e neles se esconde a neve. No tempo em que se derretem com o calor, se desfazem; e, em se aquentando, desaparecem do seu lugar.”

Em outras palavras, Jó diz que seus amigos são como um riacho… ótimo se fosse constante. Mas um riacho não confiável. No inverno congela. No verão, seca.

Que amizade covarde é a que congela o coração no inverno das provações. E seca a mão na estação das necessidades.

A amizade leal demonstra compreensão e compaixão nos dias das dificuldades.

As virtudes do caráter de Jônatas estão patentes: coragem, obediência ao Senhor e humildade.

I. CIRCUNSTÂNCIAS QUE UNIRAM JÔNATAS E DAVI

1. Quem era Jônatas
Comentário do Blog

Jônatas – transliteração: Yehonathan – “o Senhor deu” – ( Strong ).

John D. Davis – “Jeová deu” – nome do filho mais velho de Saul, o primeiro rei de Israel. I Samuel 14.49 – “E os filhos de Saul eram Jônatas, e Isvi, e Malquisua; e os nomes de suas duas filhas eram estes: o nome da mais velha, Merabe, e o nome da mais nova, Mical”. E John D., Davis registra que há 20 pessoas com tal nome na Bíblia.  

Jônatas demonstra ser um guerreiro de ânimo pronto, com força e habilidade. Mas, muito mais animado na fé, crendo que Deus escolhera Israel, e ajudaria Seu povo contra a opressão e ameaças reais dos filisteus.

Um contraste com seu pai Saul, que não possuía esta sublime fé. E foi rejeitado.

Hebreus 11.6 – “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe ( a Deus ), porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam.”

Sem fé, sem êxito: o rei Josafá aconselho ao povo em II Crônicas 20.20 – “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros.”

Sem fé, sem defesa: Efésios 6.16  – “Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.”

O que você pode fazer se não tem fé? Como pode ser aceito por Deus, se não tem fé?

Marcos 11.22 – “Tende fé em Deus.”

Há quem julgue que a fé seja coisa de menos importância. Se é coisa de menos importância, por que não se entra no céu sem ela? Por que a incredulidade é reprovada, excluindo o homem do céu?

2. Uma batalha que mudou a história
Comentário do Blog

I Samuel 17.1 a 3.

O ‘vale do carvalho’, na ARA, está vale de Elah, é um dos mais férteis da Palestina, e a cena do conflito narrado neste capítulo, tem quase 800 metros de largura, e um leito de correntes d´água no centro, certamente fluindo pelas enchentes da estação de inverno.

Entendemos que o medo dominava todo o exército de Israel. Inclusive a Jônatas, que a tudo assistia e, como guerreiro já provado, era apto a enfrentar o gigante, até porque sua fé foi suficiente para derrotar uma guarnição dos filisteus, crendo que Deus é poderoso para salvar por muitos ou por poucos. Ele tinha capacidade física, moral, intelectual e espiritual para confrontar ao gigante. Mas, nada no capítulo 17 demonstra que ele tenha tomado tal iniciativa. Creio que ele não estava convicto de era da vontade do Senhor, salvar Israel por intermédio dele. Sem tal certeza, nunca desceria contra o gigante Golias, como subiu contra os filisteus lá em Micmás.

Por quarenta dias, o gigante Golias desafiou o exército de Israel. É notável a frequência desse período de 40 dias em conexão com diversos incidentes bíblicos:

1 – 40 dias do dilúvio – Gênesis 7.4 e 12;

2 – 40 dias de Moisés no monte – Êxodo 24.18;

3 – 40 anos foi o período de peregrina de Israel no deserto – Números 14.33;

4 – 40 dias foi o período que os espias inspecionaram a terra de Canaã – Números 13.25;

5 – 40 dias foi o período que o profeta Elias, tendo sido fortalecido pelo alimento servido pelo anjo, ainda no deserto de Berseba, até o monte Horebe, o monte de Deus – I Reis 19.8;

6 – 40 dias foi o tempo dado para o arrependimento de Nínive, quando da pregação do profeta Jonas – Jonas 3.4;

7 – 40 dias o Senhor Jesus jejuou antes de iniciar seu abençoado ministério – Mateus 4.2;

8 – 40 dias após a ressurreição ocorre o evento da ascensão do Senhor Jesus – Atos 1.3.

Demonstra um propósito divino em permitir a duração desses períodos, antes que fatos extraordinários acontecessem.

Por 146 vezes o número 40 aparece na Bíblia. Há diversas outras anotações que poderíamos pôr aqui sobre este número.

Saul era um homem sem a presença de Deus. Liderando, portanto, um exército impotente. Neste cenário de humilhação, aparece Davi, o campeão de Deus.

T. Kirk em seu comentário diz mui apropriadamente: “O extremo de aflição do homem é a oportunidade de Deus.”

William John Knox-Little ( 1839 – 1918 ), comentou este capítulo 17 de I Samuel: “Os filisteus, de fato, eram os inimigos hereditários de Israel. Eles representam a força bruta e o orgulho insolente e a crença em ídolos, ao contrário dos pensamentos superiores de dever e justiça, e da presença e poder de Deus com o Seu povo. O nome ´filisteu´ tem sido usado, nos tempos modernos, para representar o mundo com sua estupidez e oposição à luz e ao conhecimento e avanço do Evangelho.”

3. A presença de Davi
Comentário do Blog

I Samuel 17.12 a 21 – I Samuel 17.40 a 47 – I Samuel 17.48 a 58.

Há muitas e profundas mensagens nestes versículos. Pregadores abençoados e ungidos pregaram mensagens inesquecíveis neste capítulo 17. O Senhor dará inspiração e iluminação ao professor da classe, para também expor com graça e unção, as lições incrustadas neste capítulo, quais pedras preciosas numa mina de riqueza.

Jessé teve oito filhos. Sete são nomeados em I Crônicas 2.13. Ele mesmo, por estar velho e “adiantado na idade entre os homens” e também seu filho caçula, Davi, sendo jovenzinho, não foram submetidos as dificuldades extremas da guerra.

 Jessé enviava a Davi, afim de abastecer seus três irmãos alistados no exército de Israel e, agradar ao chefe.

Em I Samuel 16.20, Jessé enviara ao adolescente Davi:

1 – num jumento – símbolo da humildade;
Mais tarde, em II Samuel 15.1, Absalão, filho do já rei Davi, “fez aparelhar carros, e cavalos, e cinquenta homens que corressem adiante dele”, expressando arrogância, altivez, presunção e soberba. Que contraste!

E citamos nosso amado Senhor Jesus, que sendo Rei – Mateus 21.5 – “Dizei à filha de Sião: Eis que o teu Rei aí te vem, humilde e assentado sobre uma jumenta e sobre um jumentinho, filho de animal de carga.”

Leiam o comentário sobre esta porção bíblica pregada pelo príncipe dos pregadores C. H. Spurgeon:

“Mais uma vez: Cristo montando através das ruas de Jerusalém, ensinou publicamente que seu reino era um reino de alegria. Irmãos, quando grandes conquistadores cavalgam através das ruas, você freqüentemente ouve da alegria do povo; como as mulheres atiram rosas no caminho, como eles se amontoam em volta do herói do dia, e balançam seus lenços para mostrar sua apreciação pela libertação que ele operou. A cidade foi longamente sitiada, o campeão desarraigou os sitiadores, e o povo terá descanso agora. Desocupando totalmente os portões, limpam as estradas e deixam o herói vir, permitem ao mais inferior pajem que está entre seus seguidores seja honrado neste dia por causa da libertação. Ah! Irmãos, quantas lágrimas, contudo, são aquelas ocultadas nestes triunfos! Há uma mulher que ouve o som dos sinos da vitória, e diz: “Ah! Vitória sem dúvida, mas eu estou de luto, e meus pequeninos estão órfãos” E dos balcões de onde a beleza olha para baixo e sorri, há talvez uma desconsideração naquele momento por amigos e parentes sobre os quais eles em breve eles terão de chorar, porque cada batalha é com sangue, e cada conquista é com tristeza, e cada grito de vitória tem seu luto, seu lamento, e ranger de dentes. Cada som de trombetas por causa da vitória conseguida, cobre o choro, os lamentos, e a profunda agonia daqueles que têm perdido seus parentes! Mas em teu triunfo, Jesus, não houve lágrimas! Quando as crianças clamavam: “Hosana,” elas não tinham perdido seus pais na batalha. Quando homens e mulheres gritavam: “Bendito o que vem em nome do Senhor,” eles não tinha nenhum motivo para chorar com a respiração presa, ou para estragar sua alegria com a lembrança da miséria. Não, em seu reino há alegria pura e sem mistura. Gritem, gritem, vocês que são súditos do Rei Jesus! Vocês têm aflições, mas não dele, problemas podem vir porque vocês estão no mundo, mas elas não vem dele. Seu serviço é perfeita liberdade. Seus caminhos são caminhos de conforto, e suas veredas são paz.”

2 – carregado de pão – símbolo da Palavra de Deus;
A Palavra de Deus é para o crente, além de outros símbolos, o Pão que alimenta – Deuteronômio 8.3.

3 – um odre de vinho – símbolo da alegria;

4 – um cabrito – símbolo do sacrifício.

I Samuel 17. 40 a 47 e I Samuel 17. 48 a 58.

Neste inspirador capítulo 17 do livro de I Samuel, registra-se três vitórias de Davi:

1 – Venceu a si mesmo. Ao desconsideras as palavras de zombaria e depreciação de seu irmão Eliabe, talvez ressentido ainda de ter sido preterido, como filho primogênito que era, de ser ungido por Samuel, no memorável dia de sua visita a casa de Jésse. Antes de dominar outros, devemos dominar a nós mesmos. Provérbios 16.32 alerta que “o que governa o seu espírito ( é melhor do que o valente ) do que o que toma uma cidade.” e, ainda, em Provérbios 25.28 – “Como a cidade derrubada, que não tem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.”

Nós vencemos o nosso ´eu´, cravando-o na cruz da vitória de Cristo. É a grande vitória de nossa carreira.

2 – Venceu a incredulidade. A oferta de Saul em revesti-lo com sua armadura, certamente até com boa intenção, mas expressa uma proposta de incredulidade. E esta estava em Saul, mas não em Davi. Além de humanamente lhe tirar a agilidade, afetaria a si mesmo na muita confiança em Deus, que era o seu refúgio, a sua defesa e a sua força. Mais tarde, Davi cantaria em Salmo – II Samuel 22.33 – “O Senhor é a minha Força e a minha Fortaleza, e Ele perfeitamente desembaraça o meu caminho.”

3 – Venceu o gigante. Se considerarmos um côvado tendo 50 centímetros, e um palmo tendo 22 centímetros, Golias teria aproximadamente 3 metros e 22 centímetros. Um guerreiro terrível e formidável em força, tamanho, armadura e experiência. A estratégia de Davi é extraordinária. Contra um homem tão portentoso não se vai com espada e lança. Ataca-se a distância. Observem que o gigante menciona o cajado, mas parece não ter visto a funda. O mundo não tem ciência das nossas armas – II Coríntios 10.4 – “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas.”

Colheu cinco pedrinhas no ribeiro de Elah. Usou uma. Reservou quatro. Mais tarde, em II Samuel 21.15 a 22, Davi seria ameaçado por outros quatro gigantes, aos quais “caíram pela mão de Davi e pela mão de seus servos.” – versículo 22. Lição para nós: tenha reservas com Deus em sua vida. Não use e nem revele tudo. Tenha prudentes e sábias reservas!

Davi derrotou com simplicidade ao gigante terrível. Sua vitória trouxe alegria ao arraial de Israel, e trouxe libertação e salvação naquele dia.

Jesus Cristo é o nosso Libertador. Ele é a nossa Salvação. Cheio de compaixão – Mateus 9.36 – , disse: “Sou manso e humilde de coração” – Mateus 11.29. Ele venceu a toda tentação da incredulidade – Hebreus 4.15 – “…em tudo foi tentado, mas sem pecado.” Venceu ao Inimigo – Colossenses 2.15 – “E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.”

Como bem escreveu certo pregador do passado: “Todos que Cristo salvou da mão do inimigo são para o louvor da Sua glória!”

O ilustre comentarista da lição em estudo, destaca que Jônatas assistiu ao duelo, e ficando profundamente tocado pela vitória de Davi sobre Golias.

Síntese do Tópico I – A batalha com Golias contribuiu para criar laços de amizade entre Jônatas e Davi.

II – UMA AMIZADE APROVADA POR DEUS

1. Jônatas torna-se amigo de Davi
Comentário do Blog

Entendemos, portanto, que Jônatas, então com prováveis 40 anos de idade, assistiu a dramática cena da vitória do jovenzinho Davi, com idade estimada entre 15 a 17 anos, sobre o terrível Golias.

Do coração temente de Jônatas, brota um sentimento de elevada amizade e amor fraternal – o amor ´fileo´ – admirando a Davi de imediato.

Os arranjos soberanos de Deus estavam agindo. Por óbvio, que a soberania de Deus não exclui a responsabilidade do homem. Por mais paradoxal que pareça, e ainda que esteja fora da compreensão humana, não há contradição entre a soberania de Deus e a responsabilidade do homem. Por que? Porque Deus é Todo Poderoso para usar os atos humanos na história para que Seus propósitos se realizem. E sem que o homem sofra coerção. Até mesmo atos pecaminosos e de maldade dos homens, são usados para o cumprimento de Sua vontade soberana. “A crucificação de Cristo, certamente o crime mais hediondo da história, ocorreu dentro dos limites do ´determinado desígnio e presciência de Deus´, porque os que O crucificaram fizeram ´tudo que a Tua mão e o Teu propósito predeterminaram´ – Atos 2.23; Atos 4.27 e 28, e João 19.11.” – ( F. H. Klooster ).

Outra consideração é que a soberania de Deus, com a Sua vontade e poder, não são atos caprichosos de um Deus arbitrário. Sua soberania é fundamentada em Sua justiça e santidade, em harmonia com todos os demais atributos divinos.

Mateus 6.13 – “Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre.”

As circunstâncias, submissas a soberania divina, favoreceram a amizade de Jônatas e Davi.

2. Uma amizade fiel e duradoura
Comentário do Blog

I Samuel 18.1 – “E sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma.”

Fred E. Young ( * 1919 – + 2005 ),  professor de Velho Testamento e respeitado doutor em Hebraico e Línguas Antigas, observa que a palavra ´ligou´ no versículo citado, “é a mesma palavra hebraica usada em Gênesis 44.30 – “Agora, pois, indo eu a teu servo, meu pai, e o moço não indo conosco, como a sua alma está atada com a alma dele.” – para expressar o amor de Jacó para com Benjamim.”

E certamente, ainda comenta, Jônatas e Davi encontraram um no outro a afeição que não tinham em sua própria família.

“Ligou” – transliteração: qashar. Significando ligar, atar, juntar-se, unir-se, tricotar, amarrar. Ocorre 44 vezes no Antigo Testamento. ( Strong ).

O caráter de Jônatas era o contrário de seu pai Saul. Este sentiu ciúmes da popularidade de Davi, e repetidamente quis matá-lo. Jônatas sempre nutriu por Davi leal amizade, livrando-o das tramas de maldades e ciúmes de Saul.

3. Uma aliança do Senhor
Comentário do Blog

O movimento de grupos homossexuais querem indicar os textos bíblicos de I Samuel 18 a 20, para concluir que Jônatas e Davi eram homossexuais, e que houve atração sexual entre eles.

“Davi e Jônatas não eram homossexuais. Não há nenhum indicação nas Escrituras de que, Davi e Jônatas eram homossexuais. Pelo contrário, há uma evidência muito forte de que eles não eram. A atração que Davi sentiu por Bate-Seba ( II Samuel 22 ) revela que sua orientação sexual era heterossexual, e não homossexual. De fato, a julgar pelo número de mulheres que Davi teve, parece que ele sofria de heterossexualidade exagerada. O ´amor´ de Davi por Jônatas não era um amor sexual ( eros ), mas um amor fraternal ( philia ). Além do mais, Jônatas não se despiu de todas as suas roupas na presença de Davi, mas apenas de sua armadura e de sua capa real ( I Samuel 18.4 ). Ademais, Davi descreveu a amizade de Jônatas como superior à de mulheres, ( II Samuel 1.26 ), não no sentido sexual, mas social. Ambos mantinham relacionamentos heterossexuais no casamento.” ( Norman L. Geisler  – Ética Cristã, Opções e Questões Contemporâneas ).

Bem conclui o comentarista, pastor Elinaldo Renovato:”Somente a má fé de quem usa a Palavra de Deus para justificar seus pecados pode afirmar tamanha incoerência e disparate.”

Toda a linguagem das Escrituras é enfática em condenar a homossexualidade. A Bíblia é a nossa regra de fé e prática de vida. E nela, Deus exalta e ordena que o sexo deve ser praticado no ambiente sagrado do casamento e como relação heterossexual monogâmica.

Mesmo diante destes fatos expostos, somos seguidores do Senhor Jesus, e devemos amar o pecador, ainda que sentimos repulsa de seu pecado. E pregar-lhes a verdade do Evangelho da graça de Deus, que abrange a todos e os alcança sem acepção.

III – O CARÁTER DE JÔNATAS E SUAS LIÇÕES
Comentário do Blog

Em geral, as crianças sofrem as consequências das más escolhas de seus pais.

E o contrário também é realidade entre nós: filhos com condutas más trazem consequências tristes aos seus pais.

Há filhos de pais bons que agem contrário a seus pais. Como exemplo, citamos os filhos do profeta Samuel. Tendo envelhecido, Samuel nomeou seus dois filhos como juízes. Joel e Abias não agiram conforme o padrão do pai. Não há homem que não erre. Nem pai e nem filho. Eclesiastes 7.20 – “Na verdade, não há homem justo sobre a terra, que faça bem e nunca peque.”

O escritor B. Dale asseverou: “Os planos dos homens mais sábios são muitas vezes prejudicados pela má conduta de outros.”

I Samuel 8.3 – “Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele; antes, se inclinaram à avareza, e tomaram presentes, e perverteram o juízo.”

Samuel era um pai com caráter oposto, ou seja, mais elevado que o de seus filhos.

E Jônatas era um filho com caráter oposto, ou seja, mais elevado que o de seu pai Saul.

1. Um homem de coragem
Comentário do Blog

Contrastes entre os caracteres de Saul e de Jônatas, entre pai e filho:

Saul, inseguro.

Jônatas, decisivo.

Saul, ciumento.

Jônatas, afetuoso.

Saul, um homem natural.

Jônatas, um homem temente a Deus.

Saul, um homem sem fé.

Jônatas, um homem de fé.

Saul tinha a posição de rei, mas não o caráter de rei.

Saul tinha o encargo de rei, mas não a autoridade de rei.

Em I Samuel 14, descreve-se as ações de coragem de Jônatas. Seu pai Saul está desanimado, Mesmo em tempos de medo, haja vista que com Saul estavam seiscentos homens temerosos, Deus tem um restante de corajosos no temor e na fidelidade.

Isaías 17.6 – “Mas ainda ficarão nele alguns rabiscos, como no sacudir da oliveira: duas ou três azeitonas na mais alta ponta dos ramos e quatro ou cinco nos ramos mais exteriores de uma árvore frutífera, diz o Senhor Deus de Israel.”

Ainda que sejam sempre poucos entre o Seu povo, parece-nos que Deus sempre os tem como reserva de Sua santidade e louvor da Sua glória.

I Reis 19.18 – “Também reservarei em Israel sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal, e cujos lábios não o beijaram.”

Em Micmás, I Samuel 14, Jônatas age como um leão e, juntamente com o seu escudeiro, derrota uma guarnição dos filisteus. Se revelasse seu plano no acampamento do medo, seu coração desmaiaria com conselhos de homens que tremiam. Mas ele ouviu o conselho da fé. Subiu a pedra íngreme, e venceu os filisteus ali acampados. Foi padrão dos fiéis da sua época, inspirando a renovação da coragem de todo o exército de Israel.

Que o Senhor nos dê caráter transformado para estarmos na lista dos que ainda restam fiéis, corajosos e tementes! Apocalipse 17.14 – “Vencerão os que estão com ele, chamados, escolhidos e fiéis.”

Thomas Champness, pregador metodista do Século XIX:  “Onde estão os Jônatas? Se não pudéssemos tolerar a presença de um inimigo invasor, como podemos suportar ver a arrogância e a crueldade dos inimigos de Jesus Cristo nesta chamada terra cristã? Foi Jônatas quem concebeu o plano de atacar os filisteus; que nos leva a dizer – os príncipes devem dar o exemplo. Oficiais, para a frente! Você tem riqueza? – usa seus recursos como um príncipe de Deus. Você está aprendendo? – usa o conhecimento para matar a ignorância.”

Provérbios 28.1b – “O justo é valente como um leão.” ( Nova Versão Transformadora – Mundo Cristão).

2. Um homem humilde
Comentário do Blog

A quem falta o espírito de humildade, em geral, tem estas características:

1 – não admite seus erros;

2 – é inseguro;

3 – agarra-se no cargo – isto é autoritarismo – e não na vida para o cargo – isto é autoridade;

4 – movimenta-se num complexo de inferioridade – I Samuel 15.17 – “E disse Samuel: Porventura, sendo tu pequeno aos teus olhos…”

5 – isola-se – porque no isolamento não permite a aproximação que poderia expor as fraquezas;

6 – desmoraliza e diminui as ações e iniciativas de outros;

7 – impaciência – em aprender com o outro, em ver o outro ponto de vista, o outro método, em ouvir a quem discorda e a quem não os bajula.

Autoridade está na vida e não na posição.

Saul tinha a posição de rei, mas não a vida de rei.

Davi, mesmo quando não tinha a posição de rei, já tinha, contudo, a vida.

E Jônatas, temente a Deus como era, reconheceu humildemente isto.

Sete coisas que acontecem às pessoas humildes:

1 – São olhadas por Deus – Salmo 138.6

2 – São ouvidas por Deus – Salmo 9.12

3 – Estão na presença de Deus – Isaías 61.1 e 3

4 – São bem-aventuradas – Mateus 5.3

5 – São exaltadas por Deus – I Pedro 5.5 e Mateus 18.4

6 – São grandes no Reino de Deus – Mateus 18.4

7 – São honradas – Provérbios 29.23″ ( Gesiel Gomes – Pequena Enciclopédia Temática da Bíblia ).

A Lição cita Iª Pedro 5.6 – “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte.”

Se a maioria de nós, obreiros, lembrássemos de Êxodo 3.19 – a ´mão forte´ de Deus  – de Êxodo 32.11 – da ´grande força e forte mão´ de nosso Deus – de Deuteronômio 3.24 – da grandeza e forte mão de nosso amado Senhor, temeríamos mais em agir e reagir. Pois por esta mão poderosa, Ele pode derrubar os orgulhosos e os que ambicionam coisas altas, e a mesma mão forte defende e exalta os que se revestem de humildade.

Romanos 12.16 – “Não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos as humildes.”

I Pedro 5.5 – “Revesti-vos de humildade” – Strong: grego – transliteração – egkomboomai – originalmente: cingir-se, amarrar-se com um nó.

A. Maclaren nos ensina que esta palavra ocorre somente aqui, no Novo Testamento. Significa colocar um certo tipo de amarra de vestido, que era uma espécie geral de roupa usada acima de outras, talvez um lenço branco que fazia parte das vestes de escravo. Era uma marca de servidão. O que Pedro quer nos dizer, não é apenas vestir-se de humildade, mais de maneira específica, o crente deve ter este revestir, este lenço a mais, símbolo de servidão, o distintivo do humilde. Há aqui uma comparação de lembrança da cena que Pedro participou em João capítulo 13, quando o Senhor Jesus cingiu-se de uma toalha, lavando os pés dos discípulos e enxugando-os com a toalha com que estava cingido – versículo 5.

Ainda B. Maclaren escreve: “Qualquer que fosse a forma exata do artigo de vestuário referido aqui, era usado por escravos. Era um distintivo da condição de escravo. Nós, também, somos escravos. comprados e absolutamente de nosso Senhor e Mestre, Jesus Cristo. O traje apropriado para nós é aquela humildade de espírito que ele mesmo manifestou… É puramente uma virtude cristã.”

3. Um homem leal
Comentário do Blog

Iº Samuel 20.42 e 43 – “E disse Jônatas a Davi: Vai-te em paz, porque nós temos jurado ambos em nome do Senhor, dizendo: O Senhor seja perpetuamente entre mim e ti e entre minha semente e a tua semente. Então, se levantou Davi e se foi; e Jônatas entrou na cidade.”

Diante de grande crise, Jônatas demonstra sua lealdade.

Davi se curvou três vezes, tanto diante do príncipe que era Jônatas, quanto do amigo leal. Jônatas renunciou a perspectiva política de reinar, pois teve a visão de que Davi era do propósito de Deus, e digno da honra de ser rei de Israel. Que caráter leal e exemplar de Jônatas!

Aquele que é amigo de posições sociais e de bens temporais, está fadado a abandonar na primeira percepção de desvantagem. Este tipo de amizade é mundana, e não nos conduz para perto de Deus.

A amizade leal de Jônatas a Davi é uma compensação de Deus contra a perseguição implacável dos ciúmes de Saul.

A lealdade é, primeiramente,  desinteressada. É misericordiosa. É santa e um refrigério para o amigo.

CONCLUSÃO

H. Stone escreveu: “Amizades santificadas são as mãos de orientação de Deus. Elas nos conduzem sempre a Ele e nunca contra Ele.”

No mais, Deus proverá!

Por: Pastor Eliel Goulart


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