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CPAD Adultos – 2º Trimestre de 2017 – 18/06/2017 – Lição 12: José, o pai terreno de Jesus – Um homem de caráter

12/06/2017

Este post é assinado por: Pastor Eliel Goulart

Texto Áureo

“E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher.” – Mateus 1.24

Verdade Prática

     José, pai de Jesus, nos deixou um exemplo marcante de um caráter humilde, submisso e amoroso.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 1.18 a 25
18 Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.
19 Então, José, seu marido, como era justo e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente.
20 E, projetando ele isso, eis que, em sonho, lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo.
21 E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.
22 Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz:
23 Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel. (Emanuel traduzido é: Deus conosco).
24 E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher,
25 e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de Jesus.

INTRODUÇÃO
Comentário do Blog

Entre as qualidades que marcam a José, que lhe dirigiram a conduta, vemos um homem íntegro, obediente e justo – Mateus 1.19 – “Então, José, seu marido, como era justo…”

Expressamente, registra-se que José era homem justo.

Este adjetivo grego, dikaios, traz a concepção, ou melhor, a ideia judaica do que seja um justo. Alexander Souter ( 1873 – 1949 ), no seu livro O Texto e o Cânon do Novo Testamento, esclarece que a definição dessa palavra é no sentido de ser justo aos olhos de Deus. E J. Thayer diz-nos ainda que o termo traz conceito judicial, de uma pessoa aprovada por Deus.

Ser justo é um dos requisitos para ser usado por Deus, como foi José, incluído em participação no plano eterno de salvação do nosso Deus. Há, pelo menos, três requisitos básicos para ser usado por Deus, quais sejam, o de SER, o de TER e o de FAZER:

1 – Ser justo – Gênesis 6.9 – “Eis a história de Noé. Noé era homem justo…” – Gênesis 7.1 – “Disse o Senhor a Noé: …reconheço que tens sido justo.” – ARA

2 – Ter fé – Hebreus 11.8 – “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus…” – ARA

3 – Obedecer – fazendo o que Deus manda, como Paulo – Atos 26.19 – “…não fui desobediente à visão celestial.”

E a estas três condições mínimas aqui observadas, José estava qualificado.

I – JOSÉ, O PAI DE JESUS

1. Quem era José?
Comentário do Blog

Considerando tão somente as personagens do Novo Testamento com o nome de José, cujo significação é ´acrescentar´ – ( Todas as Pessoas da Bíblia ), ´Possa Ele acrescentar´ ( John D. Davis ), encontramos o número de nove:

1 – José, esposo de Maria, mãe de Jesus – Mateus 1.18;

2 a 5 – José, ascendentes na genealogia de Jesus, registrada em Lucas 3.23, 24, 26 e 30;

6 – José, um dos irmãos de Jesus – Mateus 13.55;

7 – José, natural de Arimatéia e membro do Sinédrio – Marcos 15.43;

8 – José, chamado Barsabás, cognominado o Justo – Atos 1.23;

9 – José, cognominado pelos apóstolos, Barnabé, natural do Chipre – Atos 4.36.

II Samuel 7.12 – “Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então, farei levantar depois de ti a tua semente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino.”

II Samuel 7.16 – “Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre.”

Estes dois versículos são citados na Introdução da lição 12, de nossa apreciada revista Adultos, CPAD.

O primeiro versículo, certamente se refere a Salomão, que nesta altura da profecia de II Samuel 7, ainda não havia nascido. Absalão, Adonias e os demais não estavam qualificados, apesar destes já terem procedido de Davi. No tempo da dedicação da construção do templo, Salomão reconheceu isso em I Reis 8.15 a 20. Mas, por óbvio, que o versículo alcança aos demais que sucederam a Salomão no trono do Reino de Judá, e por final, a Cristo. E é em Cristo que esta profecia se realiza plenamente. Leia Atos 2.29 e 30 – “Varões irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. Sendo, pois, ele profeta e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono.

Por que em Cristo se alcança a mais plena realização da profecia de II Samuel 7.12?

O segundo versículo referido acima – II Samuel 7.16 – responde: as três promessas feitas a Davi, incluíam a ETERNIDADE:

1 – Casa eterna;

2 – Reino eterno;

3 – Trono eterno.

Aleluia. Somente em Cristo é possível o cumprimento completo e eficaz desta profecia.

E José alcançou a graça de ser aprovado pelo padrão da vontade de Deus, sendo usado por Ele, participando do plano eterno de Deus para nossa salvação.

2. Pai adotivo de Jesus
Comentário do Blog

Lucas 1.35 – “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”

Este versículo se funda na expressão ´será chamado Filho de Deus´. Aqui temos uma revelação parcial do mistério da encarnação.

José era o pai legal de Jesus. Mas, não era o pai biológico. A menção poderosa de que esta obra teria a influência do Espírito Santo – “… Descerá sobre ti o Espírito Santo…” –  e Este ( o Espírito Santo ) em oposição à força da carne, que então Jesus nasceria. E a causa é o poder de Deus – “…e a virtude do Altíssimo te cobrirá…” –  e não a força natural do homem.

Lucas 1.27 – “A uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.”

Maria está comprometida, desposada, ou seja, noiva. E entre os judeus, o noivado precedia o casamento com alta seriedade e contrato legal, e geralmente, ocorria um ano antes do casamento.  Neste tempo do processo, todos os atos já estavam completados. Havia um período entre o noivado e o casamento, chamado esponsais.

E a palavra do grego bíblico para virgem é phaternos. Significando o que está transliterado: virgem. Uma mulher que nunca teve relações sexuais. No caso, ainda não casada. E tanto Maria quanto José eram descendentes de Davi. Entende-se que eram, inclusive, primos. ( Comentários da Bíblia de Cambridge ).

Há lista minuciosa e feita com dedicação, de 365 profecias no Antigo Testamento sobre a pessoa bendita do Senhor Jesus. E esta profecia específica, de que Ele descenderia da linhagem de Davi, em II Samuel 7.16, versículo já brevemente comentado acima, trata-se da primeira profecia de que o Messias viria da descendência de Davi.

3. José, um sonhador obediente
Comentário do Blog

Obediência, literalmente, é submissão ao que é ouvido. No conceito de obediência estão incluídos:

1 – Fé – Romanos 1.5 – “Pelo qual ( Jesus Cristo ) recebemos a graça e o apostolado, para a obediência da fé…”;

2 – Bênção – Deuteronômio 11.26 e 27 – “Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, quando ouvirdes os mandamentos do Senhor, vosso Deus, que hoje vos mando;”

3 – Submissão – Jeremias 7.23 – “Mas isto lhes ordenei, dizendo: Dai ouvidos à minha voz, e eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; e andai em todo o caminho que eu vos mandar, para que vos vá bem.”

Este tópico trata de Mateus 1.20 e 21 – mas, para nosso maior entendimento, incluímos o versículo anterior, o 19.
“Então, José, seu marido, como era justo e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente. E, projetando ele isso, eis que, em sonho, lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo. E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.”

Imaginemos o quão doloroso foi para José, ao perceber que Maria estava grávida. Quantos pensamentos lhe vieram qual um turbilhão. E estando nesta agitação intensa, ele é convocado por Deus, em sonho, com a aparição de um anjo, tendo o mandamento de tomar a Maria como esposa. Agir ao contrário do que ele planejava, qual seja, o plano de deixar a Maria secretamente, indo para outro lugar. Mas, com o sonho especial a dizer `Não temas´, ele foi aliviado de seus temores.

Muitas profecias foram comunicadas assim, por sonhos. O conhecimento da vontade de Deus, por diversas vezes nas Escrituras, foram assim expressas. Cito algumas referências: Gênesis 20.3 – I Reis 3.5 – Daniel 7.1. Mas, é necessário alertar, que muitas das vezes, os sonhos são caprichos da mente. Não se fundamenta doutrina por eles. Os sonhos não devam trazer superstições entre os crentes, como se fosse sempre legítimo conhecer a vontade de Deus assim. Há sonhos que são por Deus, claro. Ressalvado o cuidado e a prudência necessários para não sermos submergidos em ondas de misticismos por sonhos, e decisões que podem trazer perdas. Pela Palavra e pela oração, a vontade de Deus se firma na nossa vida.

Todavia, aprouve a Deus, por sonho, acalmar o coração e a mente de José. E revelar Sua vontade.

Este sonho de José está entre os mais célebres que a Bíblia registra. Além deste, citamos outros sonhos notáveis:

1 – o de Jacó – Gênesis 28.10 e 12;

2 – o de José – Gênesis 37.5;

3 – o de Faraó – Gênesis 41.1 a 13;

4 – o de Salomão – I Reis 3.5;

5 – o de Nabucodonozor – Daniel 2. 1 a 13.

II – O CARÁTER EXEMPLAR DE JOSÉ

1. Um homem obediente

2. Um homem temperante
Comentário do Blog

Observem a obediência tripla de José:

Mateus 1.24 e 25 – “E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher, e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de Jesus.”

1 – Tomou a Maria como mulher;

2 – Não consumou o casamento;

3 – E lhe pôs o nome de Jesus – Mateus 1.21.

A obediência é a expressão da fé.

A edição Almeida Revista e Corrigida, mais utilizada na maioria das Assembleias de Deus no Brasil, traduz hupnos por ´sonho´. A Almeida Revista e Atualizada a traduz por ´sono´. Esta palavra tanto é usada para dormir, quanto figurativamente como ´sono espiritual´. Mas, aqui trata-se realmente de se despertar do sono.

Enfim, José despertou-se do sono que estava dormindo, quando teve o sonho da parte de Deus, e levou a Maria para ser sua esposa, convencido pela revelação e pela fé, da inocência de sua noiva.  

Agir submisso a direção do Senhor, em nossa vida particular, traz-nos alegria, segurança e consolação, mesmo quando tudo aparece contrário aos ditames da razão.

Matthew Henry, comentando estes versículos, escreveu:
“José fez como ordenou o anjo do Senhor, rapidamente e sem demora, com júbilo, sem discutir. Aplicando as regras gerais da Palavra escrita, devemos seguir a direção de Deus em todos os passos de nossa vida, particularmente em suas grandes mudanças, que são dirigidas por Deus, e encontraremos que isso é seguro e consolador.”

R. N. Champlin também comenta pertinente a obediência imediata de José, logo após despertar-se do sono:

“Aquele que tem comunhão com Deus não precisa de argumentos que lhe sustentem a fé. Essa é uma lição que não podemos ensinar – só podemos experimentá-la.”

Aprendemos com estas atitudes de José, que a fé é essencial à obediência sem reservas e a obediência remove as dificuldades de nossa mente.

Repetimos o que escrevemos acima: sonho não é fundamento para doutrina, e mesmo o sonho que consideramos especial e divino, deva ser comparado com a revelação da Palavra de Deus.

Há sonhos que são caprichos da mente. Eclesiastes 5.3: “Porque da muita ocupação vêm os sonhos.” São extensos, surgem das variadas ocupações e preocupações, das memórias precárias de coisas que se misturam e sem sentido para o sonhador. E há quem se entusiasme com isso, e se deixe guiar por sonho sem razão e sem a direção do Espírito Santo.

Por que José discerniu que o sonho era de origem divina? Porque percebeu que o principal no sonho era a revelação que tinha por centro o Salvador do mundo, Jesus!

O pastor presbiteriano Hernandes Dias Lopes, em breve ministração sobre ´discernimento espiritual´, expõe uma questão hodierna: a supremacia da busca de milagres em detrimento de ter Cristo como centro de nossa vida. Afirma o pregador que esta geração está ávida por milagres – e no nascimento de Jesus há milagre extraordinário, mas José se ateve ao cumprimento da profecia de Isaías 7.14 – “eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” ( nome profético de Jesus ).

Assista esta ministração de 3 minutos e meio no endereço indicado:

https://www.youtube.com/watch?v=hXf24qlq42w

Mateus 1.25 – “E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de Jesus.”

José não consumou o casamento até que Maria deu à luz. Ele não teve relações sexuais com ela, no ambiente sagrado do casamento, até o seu filho ter nascido.

Nestes tempos difíceis de ser crente – II Timóteo 3.1 – como bem exorta o comentarista, pastor Elinaldo Renovato, “muitos não resistem nem a primeira investida do Maligno.” Ora, o padrão bíblico é cristalino:

( 1 ) – namoro é a fase do conhecimento,
( 2 ) – noivado é a fase da preparação,
( 3 ) – o casamento a fase da consumação. E quantos há, para suas próprias perdas, que primeiro consumam, estão despreparados e sofrem em se conhecerem no curso do casamento…

Não vamos aqui discutir profundamente sobre a crença católica da virgindade perpétua de Maria, pois não repousa nas Escrituras, sendo uma fantasia.  O papa Pio IX emitiu uma bula em 8 de dezembro de 1854, definindo a virgindade perpétua de Maria, não só no parto, mas antes e como depois do parto. É denominado por eles de ´aeipathernos´ ( “sempre virgem” ). O Terceiro Catecismo Católico ameaça quem não crer nisso, considerando o tal como herege. Por final, observe que a própria Enciclopédia Católica redige que não há “nenhuma prova direta, categórica e estrita do dogma que possa ser encontrada nas Escrituras.” ( The Catholic Encyclopedia, Volume 7, 1913, página 675 ).

Exaltemos o nome do Senhor Jesus – e José “pôs-lhe o nome de Jesus.”

“Este nome está acima de todos os nomes.

1º – foi consagrado na eternidade;

2º – foi dado a Deus entre nós;

3º – era desejado dos patriarcas;

4º – anunciado pelos profetas;

5º – cumprido no tempo da graça;

6º – pregado pelos apóstolos;

7º – testemunha dos mártires;

8º – honrado e glorificado de todos os crentes por toda a eternidade.” ( Christopher Sutton ).

III – A NOBRE MISSÃO DE JOSÉ

1. Assegurar a ascendência real de Jesus
Comentário do Blog

Lucas 3.23 a 38 – A genealogia de Jesus

Por que aprender de genealogia de Jesus Cristo?

Em o evangelista Lucas, somos informados de Sua genealogia em termos da natureza humana. De geração a geração, ela nos leva até Deus. O interesse primeiro de Mateus é atender às exigências dos judeus. Por isso, começa a genealogia a partir de Abraão até a pessoa de José. O propósito de Lucas é de uma narrativa que dê a Jesus a primazia de que Ele é o Homem mais importante dentre todos. Chega até Abraão também, e deste até Adão, e deste até Deus.

O fato bíblico é que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus – Gênesis 1.26. Como nos ensinou os doutrinadores do passado, feito à imagem moral e semelhança espiritual. E esta é justamente a principal glória do homem. O que brilha no homem é esta bênção e mistério de que somos feitos a imagem de Deus.

Então, não somos descendência de um átomo que se moveu aleatoriamente. Qualquer comparação do homem com os animais é inaceitável. Jesus se identificou conosco! E nós temos a capacidade de nos relacionarmos com Ele e termos comunhão com o nosso Criador – Lucas 3.38 – “E Cainã, de Enos, e Enos, de Sete, e Sete, de Adão, e Adão, de Deus.

I Samuel 17.12 – “E Davi era filho de um homem, efrateu, de Belém de Judá, cujo nome era Jessé…”

Efrata era o antigo nome de Belém, citada em Gênesis 35.19 – “Assim, morreu Raquel, e foi sepultada no caminho de Efrata; esta é Belém.”

Jessé é nome de origem incerta. A Concordância Exaustiva de Strong informa que se origina do aramaico, e sugere significar ´existe´.  O Todos as Pessoas e Lugares da Bíblia, define o significado como ´Deus existe´.

E o evangelista Lucas interpõe na narrativa genealógica – Lucas 3.31 – a pessoa de Davi, a quem fora prometido por Deus – II Samuel 7.16 – “Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre.” Versículo já comentando no I – JOSÉ, O PAI DE JESUS – 1. Quem era José?

Confirmando, assim, Sua ascendência real.

O comentarista corrobora a importância do cumprimento da profecia, citando a referência de Apocalipse 5.5 – “O Leão da tribo de Judá”, como descrição da pessoa bendita do Senhor Jesus. O leão era o antiquíssimo símbolo da tribo de Judá – Gênesis 49.9 Judá é descrito por Jacó ´como um leão´. A bandeira de Judá na organização do acampamento de Israel era com o símbolo de um leão. Denotando tanto força e coragem, quanto soberania.

Mas, o versículo citado de Apocalipse 5.5 continua descrevendo ao Senhor Jesus como ´a Raiz de Davi´. O próprio Senhor Jesus em Marcos 12.35 diz assim: “Como dizem os escribas que o Cristo é Filho de Davi?” Isaías 11.1 – “Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará.”

Aleluia! O Senhor Jesus é tanto o Cordeiro de toda a mansidão, inocência e paciente sofrimento, quanto também é, por outro lado, o Leão do poder e soberania que prevalecem contra os inimigos, sendo-lhes motivo de terror, e para os crentes é consolação e proteção, sendo o motivo de nosso amor.

2. Proteger Jesus em seus primeiros anos
Comentário do Blog

a ) No nascimento de Jesus

Leia Lucas 2. 4 a 7 –

Tanto Lucas quanto o evangelista João, exaltam ser Belém, a cidade de Davi.

Maria não teve quem a assistisse, senão a José. Ambos eram pobres. Diz-nos que o bebê foi envolvido em panos, certamente este singelo ato foi dos dois. Sobre objeto usado para dar comida aos animais, dentro de uma estrebaria, onde o gado era posto.

Quem se utiliza deste blog para subsidiar as aulas, percebe que gosto dos comentários de Matthew Henry. E este pastor, com inspiração, comentou parte desses versículos:
“Que grande tendência os pobres têm de invejar os ricos, e quanta tendência os ricos têm de desprezar os pobres. Porém, quando por fé vemos o Filho de Deus, que assume a forma de homem, e pobre, a nossa vaidade, ambição e inveja são freadas. Não podemos buscar coisas que estejam acima de nossa capacidade, para nós mesmos ou para os nossos filhos, tendo este Senhor tão justo diante de nós.”

b ) Nas cerimônias exigidas pela Lei

Leia Lucas 2.21 e 22 – José acompanhou todos estes eventos, participando deles diretamente.

Gálatas 4.4 – “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei.” Assim Jesus nasceu, viveu e morreu sob a Lei de Moisés.

A circuncisão cumpriu a Lei, a antiga aliança judaica. E identifica-se, de maneira prática, com o povo de Deus. Foi José quem decidiu esta circuncisão por ele, pois ainda era bebê. E que bênção é estar associado, deste a tenra idade, a causa santa do Senhor. No ato seguinte, o de ser apresentado no templo, depois de passar pela circuncisão, e assim confirmá-lo como membro do povo da aliança, agora a apresentação no templo, confirma a Jesus como dedicado ao serviço do Senhor.

Após quarenta dias do nascimento de Jesus, Maria e José compareceram perante o Senhor com duas oferendas:

1 – Uma oferta pelo pecado;

2 – Outra, oferta queimada.

A oferta pelo pecado e a oferta queimada eram parte dos sacrifícios mosaicos.

A oferta pelo pecado era o sacrifício de expiação.

A oferta queimada era como uma reconsagração.

Era o sacrifício de adoração.

Myer Pearlman explica:
“O propósito desses sacrifícios cruentos cumpre-se em Cristo, o sacrifício perfeito. Sua morte é descrita como morte pelo pecado, como ato de levar o pecado – II Coríntios 5.21 – “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” Deus fez da alma de Cristo uma oferta pela culpa do pecado ( tal é a tradução literal de Isaías 53.10 – “quando a sua alma se puser por expiação do pecado” – ela pagou a dívida que não podíamos pagar, e apagou o passado que não podíamos desfazer. Cristo é a nossa oferenda queimada ( holocausto ), porque sua morte é exposta como um ato de perfeito oferecimento próprio – Hebreus 9.15 – “E, por isso, é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.” Efésios 5.2 – “E andai em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.”

Pela pobreza de José e Maria, as oferendas foram um par de rolinhas e dois pombinhos.

Expressando o sentido de pecado e o de consagração. O que desfaz a falsa doutrina da imaculada conceição, pois Maria se considera aqui uma pecadora.

Acrescente-se a isso, a redenção do primogênito, pagando cinco ciclos de dinheiro ( aproximadamente 60 gramas de prata ). Que o desincumbia dos serviços do templo e seria dedicado em outro serviço ao Senhor.

A princípio a Lei exigia um cordeiro e um pombinho – Levítico 12. 6 a 8.

Mas, aos pobres lhes era facultado trazer duas rolinhas e dois pombinhos. Registrando que os eruditos estudiosos do Novo Testamento, ensinam que as ofertas dos magos foram recebidas depois destes cumprimentos da Lei.

O destaque é que José participou de todos estes singelos e tementes atos.

“Cristo foi criado por mulher pobre. Passou trinta anos da Sua vida na casa de um homem pobre. Sem dúvida comia pão dos pobres, vestia-se de roupa dos pobres, exercia um ofício de pobres e compartilhava dos problemas e sofrimentos dos pobres.” ( Orlando Boyer ).

c ) Na fuga para o Egito

Em termos humanos, Jesus quando criança, dependia do amor e da fidelidade de José e de Maria.

O primeiro dever dos pais para com os filhos é o amor. E o amor protege e busca a segurança dos filhos.

Mas o amor dos pais mais se eleva, quando dirigido por Deus. Provérbios 3.5 – “… não te estribes no teu próprio entendimento.”

Bíblia Viva – “Confie no Senhor de todo o seu coração; nunca pense que sua própria capacidade é suficiente para vencer os problemas.”

José e Maria não se apoiaram em sua própria inteligência.

Obedeceram e confiaram na direção de Deus, e fugiram ao Egito.

Curioso verificar que o Egito é mesmo lugar de fuga de diversas naturezas e ocasiões:

1 – Abraão desceu ao Egito, fugindo da fome – Gênesis 12.10;

2 – Jacó, por visão, foi instruído a descer ao Egito com toda sua família – Gênesis 46.2 a 7;

3 – Jeroboão fugiu para o Egito, temendo a fúria de Salomão – I Reis 11.40;

4 – Jeremias foi levado ao Egito, mesmo contra sua vontade – Jeremias 43. 1 a 7.

Perseguido por Herodes, que buscava matá-lo, Jesus ainda tão criancinha, foi protegido humanamente por José.

Quantos Herodes houveram?

1º – Herodes, o grande. Construiu o magnífico templo em Jerusalém.

2º – Herodes Arquelau, chamado o Etnarca ( ou seja, líder de uma etnia ). Foi removido por Roma, e após, a Judéia tornou-se uma província romana.

3º – Herodes Antipas, o Tetrarca. Mandou matar a João Batista e teve breve encontro com Cristo – Lucas 23.7

4º – Herodes Agripa – chamado simplesmente de rei Herodes em Atos 12.1. Matou a Tiago, em Atos 12.2. E morreu comido de bichos – Atos 12.23.

5º – Agripa, filho de Herodes Agripa. Encontrou-se com o apóstolo Paulo – Atos 25.13 a 26.32.

José fugiu para o Egito quando governava o primeiro desta lista – Herodes, o grande. Este é o citado em Mateus 2.1 a 19.

3. O zelo pela formação espiritual de Jesus
Comentário do Blog

Deuteronômio 11.18 e 19 – “Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por testeiras entre os vossos olhos, e ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te.”

José, como piedoso e íntegro, cumpriu o seu papel, atendendo ao conselho da Lei, na formação espiritual de Jesus.

Spurgeon comparou estes versículos a estar no céu antes de entrar lá.
“Isso é necessário para todos nós. Devemos ter o céu em nós antes de entrar no céu. Se não chegarmos ao céu antes de morrer, nunca mais chegaremos lá. Se ao acordar pela manhã, sabendo que o céu é seu, e que em breve estará lá, então não se preocupará com o que vir no dia. Quando sai para tratar de seus negócios ou ao seu trabalho, sabendo que aqui não é o nosso descanso, e que o descanso eterno é no céu, para onde seu coração já foi, apreciará tanto o futuro que pode ser, pela fé, realizado enquanto ainda está aqui.”

Há quatro lugares onde o verdadeiro crente preserva a Palavra de Deus –

1 – coração – 2 – alma – 3 – mão – 4 – mente.

Em duas divisões:

Primeira – a verdade de Deus revelada em nós – coração e alma.

Segunda – a verdade de Deus revelada por nós – mão e mente.

O eminente pregador M. T. Adans, escreveu no passado:
“Os pais nunca devem esquecer que a família é a escola onde ensinam homens e mulheres do amanhã.
De onde o mundo ganhará seus cidadãos.
A igreja seus crentes.
O céu, os seus redimidos.
E o inferno, as suas vítimas.”

Os pais são professores nomeados por Deus.

As matérias primárias são as Palavras de Deus.

A maneira didática é simples. Qualquer pai temente a Deus está qualificado a tais esforços diários: na oração e na Palavra ao se assentar, ao caminhar, ao se deitar e ao se levantar.

I Timóteo 4.8 – “…, mas a piedade ( a prática da vida religiosa ) para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.”

Portanto, além de ter boas recompensas aqui, a melhor, qual seja, a recompensa das recompensas se alcança na vida eterna!

José estava presente com seu filho adotivo, Jesus, em Jerusalém, na Festa da Páscoa.

Lucas 2. 41 e 42 é a última menção a José, na Bíblia. Não mais é mencionado a partir daqui. Em Caná, no início do ministério público de Jesus –  João capítulo 2 –  por exemplo, nenhuma menção é feita a ele. Entende-se que já tivesse morrido.

CONCLUSÃO
Comentário do Blog

José nunca se descuidou de Jesus.

Tiago 1.4 – “…para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.”

Observemos o caráter de José, que nos inspira a obedecer e confiar no Senhor.

“Muitas pessoas querem dirigir a Deus em vez de se deixarem dirigir por Ele; querem mostra-Lhe o caminho, em vez de simplesmente seguir por onde Ele guia.” ( Mme. Guyon )

Jeremias 10.23 – “Eu sei, ó Senhor, que não é do homem o seu caminho nem do homem que caminha o dirigir os seus passos.”

“Eu disse: – Ó Deus, quero viver no campo!
Disse-me Deus:  – Não. Fica na cidade.
– Lá eu Te verei, bem junto à natureza…
– Aqui, porém, farás minha vontade.

Eu disse: – Mas neste ar tão poluído,
Neste barulho, eu vou ficar doente…
Sua voz se embargou: – Mais poluídas
Estão as almas desta pobre gente…

Eu disse: – Mas, Senhor, aqui sou preso…
Ali eu faço falta a irmão e amigo…
– A quem fazes mais falta, a Mim, ou a eles?
Escolhe, pois, será preso, comigo.

Eu disse: – Dá-me um tempo para a escolha…
E respondeu: – Que tempo?… Mais que um dia?…
É duro decidir? Não será duro
Veres, no Céu, que tu seguiste o Guia.

Olhei os campos, e depois, Seu rosto.
Então voltei meu rosto prá cidade.
– Escolheste?  – Escolhi. Alegremente
Eu deixo em Tuas mãos minha vontade.

Tomou-me a mão na Sua e encheu-me a vida.
Conheço a paz da Sua companhia.
Ando com Deus; Seus gostos são meus gostos;
Amo a vereda que antes eu temia.”
( George McDonald / Adaptado )   – Mananciais no Deserto –

No mais, Deus proverá!

Pastor Eliel Goulart


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