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Central Gospel Jovens e Adultos – 1º Trimestre –04/02/2018 – Lição 5: As duas testemunhas do final dos tempos

31/01/2018

Este post é assinado por Leonardo Novais de Oliveira

TEXTO BÍBLICO BÁSICO

Apocalipse 11.3-12

3 – E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco.

4 – Estas são as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante do Deus da terra.

5 – E, se alguém lhes quiser fazer mal, fogo sairá da sua boca e devorará os seus inimigos; e, se alguém lhes quiser fazer mal, importa que assim seja morto.

6 – Estas têm poder para fechar o céu, para que não chova nos dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue e para ferir a terra com toda sorte de pragas, quantas vezes quiserem.

7 – E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e as vencerá, e as matará.

8 – E jazerá o seu corpo morto na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde o seu Senhor também foi crucificado.

9 – E homens de vários povos, e tribos, e línguas, e nações verão seu corpo morto por três dias e meio, e não permitirão que o seu corpo morto seja posto em sepulcros.

10 – E os que habitam na terra se regozijarão sobre eles, e se alegrarão, e mandarão presentes uns aos outros; porquanto estes dois profetas tinham atormentado os que habitam sobre a terra.

11 – E, depois daqueles três dias e meio, o espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles; e puseram-se sobre os pés, e caiu grande temor sobre os que os viram.

12 – E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi cá. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram. 

TEXTO ÁUREO

Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o meu servo, a quem escolhi; para que o saibas, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá (Is 43.10). 

OBJETIVOS

Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá:

  • Analisar a missão das duas testemunhas no contexto escatológico desta lição;
  • Conhecer as principais características do plano divino para uma vida de testemunho cristão fidedigno;
  • Conscientizar-se de que uma testemunha fiel e autêntica passa por perseguição ou até mesmo pela morte, como as duas testemunhas.

PALAVRA INTRODUTÓRIA

Caríssimos (as) alunos (as), Paz seja convosco.

Conforme temos mencionado a partir da primeira lição, o Apocalipse é um livro cheio de “mistérios” e alguns deles são muito complexos no tocante ao entendimento.

Desta forma, precisamos ser cautelosos quanto a interpretação deste livro, de forma a não criarmos conjecturas que não estão dentro dos padrões de exegese bíblica, ou seja, de interpretação da Palavra de Deus.

Um dos padrões mais claros e rígidos da interpretação bíblica é que ELA interpreta a si mesma e por este motivo, criou-se uma frase muito conhecida por aqueles que gostam de estudar a Palavra de Deus:

“TEXTO SEM CONTEXTO É PRETEXTO PARA HERESIAS”

Esta frase nos mostra que se conhecermos o contexto de todo o texto, seja ele imediato, geográfico, cultural, histórico ou outro, teremos mais facilidade para realizarmos a interpretação.

Existe uma vertente da hermenêutica conhecida como “Hermenêutica da Recepção”, representada no “meio evangélico” pelo Prof. Paulo Augusto de Souza Nogueira[1], da UMESP, que aborda duas questões importantes no tocante ao acontecido, a primeira como potencialidade do texto para releituras e a segunda como processo de apropriação e atualização do leitor distante no tempo.

O Prof. Paulo nos explica que quanto mais tempo os escritos distanciam-se da origem, mais facilidade de interpretá-los corretamente o leitor tem, pois terá artifícios que outros não tiveram, tais como fontes históricas, geográficas, culturais e outras.

Leiamos o que Champlin escreve sobre este assunto, no ambiente do Apocalipse:

“Desnecessário é dizer que as predições de Daniel (incluindo aquelas sobre as setenta semanas), bem como as predições do vidente João, neste décimo primeiro capítulo do Apocalipse, não menos do que outras passagens bíblicas, têm sido compreendidas das mais diversas formas. Muitos intérpretes não separam a semana septuagésima de Daniel das anteriores sessenta e nove semanas, e nem a transferem para o futuro, deixando um grande «parêntesis» intermediário, ou seja, não aplicam esses «sete anos» à futura tribulação. E vários outros não reconhecem qualquer período futuro de tribulação, conforme tem sido descrito por alguns intérpretes modernos. Devemo-nos lembrar, entretanto, que a profecia bíblica não foi dada a fim de satisfazer à nossa curiosidade, e, sim, para instruir àqueles que viveram durante os próprios acontecimentos preditos. Portanto, toda a predição bíblica tende por ser muito obscura quando os eventos preditos ainda estão «distantes». Mas, à proporção em que esses eventos se aproximam, lançam sombras à sua frente; e nessas sombras podemos distinguir algo da natureza dos acontecimentos vindouros. Isso significa que quanto mais se avizinham os eventos preditos, melhor podem ser interpretadas as predições bíblicas. Além disso, é minha convicção que essas predições foram feitas para que os crentes saibam de eventos futuros, intuitivamente, e, algumas vezes, por meio da inspiração divina. Portanto, a interpretação da profecia bíblica melhora dramaticamente, à medida em que os eventos se aproximam. Não devemos ficar desanimados, portanto, em descobrir a mais total confusão acerca das passagens proféticas, nos intérpretes mais antigos. Na realidade, pouco lhes interessavam entender as profecias sobre os «últimos dias», já que não estavam destinados a viver nos mesmos. Tal conhecimento não lhes trazia qualquer vantagem. Mas a situação é radicalmente diferente no nosso caso. Possuímos muito melhor entendimento acerca dos últimos dias, porque muitos de nós viverão nos mesmos; e certamente nossos filhos viverão nesses dias. Podemos esperar, pois, uma clareza cada vez maior em tom o das predições bíblicas, conforme o tempo se for passando”.

Aproveitando o ensejo, quero estimulá-los a estudar. Estude muito, torne-se um especialista, mestre e doutor e seja um instrumento de Deus para a edificação de Sua igreja.

Voltando ao nosso objetivo principal, Deus sempre teve alguém para falar em Seu poderoso nome e a carta aos Hebreus nos deixa isto muito claro no capítulo 1, versículos 1 e 2 que diz:

“Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo (Hb 1.1,2 – NVI).

Após a “retirada” da igreja deste mundo, teoricamente Deus não teria quem falasse por Ele, porém o Senhor enviará duas testemunhas que profetizarão, ou seja, serão a voz de Deus nesta terra durante 1260 dias (3,5 anos ou 42 meses).

O posicionamento pré-milenista, no qual acreditamos, abre-nos a porta para crer que tais testemunhas aparecerão ao final dos primeiros 3,5 anos, especialmente pelo fato do capítulo 11 de Apocalipse estar no conhecido “segundo período parentético da Bíblia”, pois no capítulo 9 foi tocada somente a sexta trombeta e no capítulo 11.

1 – DUAS TESTEMUNHAS ESCATOLÓGICAS 

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Dentre todas as especulações sobre quem serão estas testemunhas, a mais aceita entre os estudiosos é que elas serão Moisés e Elias, porém se tomarmos como pressuposto o que o escritor aos Hebreus nos mostra no capítulo 9 e versículo 27, seria mais fácil acreditarmos que as testemunhas seriam Enoque e Elias, pois ambos não morreram fisicamente, pois foram levados vivos aos céus.

Leiamos alguns textos:

“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hb 9.27).

O jornal “Chamada da meia-noite”, publicou trechos de um livro escrito em alemão com o nome: “144.000 +zwei Zeugen – wer sind sie”?, traduzido para o português com o título: “Quem são os 144.000 selados e as duas testemunhas do Apocalipse” de Wim Malgo, com um posicionamento interessante sobre este assunto.

Leiamos alguns trechos:

“… e quem são elas? Seus nomes não são citados, mas aquilo que fazem com autoridade, isto é, exercer juízo, deixa supor que se trata de Elias e Moisés”.

“… pelo plano da salvação, pode-se provar que ao menos uma das testemunhas é Elias, pois em Malaquias 4.5,6, é predita a vinda de Elias… Israel espera o profeta Elias como precursor do Messias. Na primeira noite da festa da Páscoa judaica, na chamada noite de Séder, isto é expresso claramente, após a oração é colocado sobre a mesa um cálice chamado “cálice de Elias”. Um rabino explica este acontecimento da seguinte forma: O povo judeu foi liberto da escravidão no mês de nissan (abril), na páscoa, e, será salvo no mês de nissan, ou seja, o Mashiach (Messias) virá neste mês e já que Ele virá no mês de nissan, a noite do Séder é o tempo mais apropriado, por isto colocamos na mesa o cálice para Elias”

Alguns podem afirmar que as testemunhas serão Elias e Moisés, pois estes apareceram no Monte da Transfiguração, porém Wim Malgo tem a mesma visão que este que vos escreve sobre Enoque ser a segunda testemunha com base em Hb 9.27.

Leiamos:

“O texto de Hebreus 9.27 é um princípio, se portanto Moisés viesse como testemunha com Elias, esse princípio divino seria violado, porque Moisés contrariamente a Elias já morreu uma vez. Como a besta matará as duas testemunhas depois que elas concluírem seu testemunho (conf. Ap 11.7), Moisés morreria pela segunda vez, o que na minha opinião é impossível do ponto de vista do Plano da Salvação. Além disto, cremos que o profeta Elias se manifestará como testemunha para Israel (motivo porque Israel espera somente por Elias e não por Moisés), enquanto que Enoque virá como testemunha para as nações…”

Concluindo, nem Elias, nem Enoque morreram, portanto possuem os requisitos para serem as testemunhas. 

1.1 – Testemunhas especiais

Conforme mencionamos, acreditamos que estas testemunhas aparecerão no final dos 3,5 primeiros anos e provavelmente neste período o Templo do Senhor já estará reconstruído, os sacrifícios já terão seu lugar novamente no culto ao Senhor e o anticristo ainda não terá se levantado contra tudo o que tem nome de Deus.

Leiamos novamente o que o profeta Daniel escreve:

“E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador” (Dn 9.27 – ACRF).

“E desde o tempo em que o sacrifício contínuo for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias” (Dn 12.11).

De acordo com Champlim, o autor neotestamentário reduziu os 1.290 dias a 1.260, a fim de ajustar o cálculo ao ano lunar de 360 dias. (Três anos e meio equivale a 1.260 dias.)

Seguindo esta linha de raciocínio, após os primeiros 3,5 anos, o anticristo se declararia Deus e colocaria uma estátua dentro do Templo, exigindo adoração (Abominação da Desolação).

Neste período aparecerão as duas testemunhas para revelar aos judeus e aos gentios as palavras do Senhor e estas serão mortalmente perseguidas pelo anticristo e seu séquito. 

1.2 – Castiçais e oliveiras

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Este versículo faz alusão ao que o profeta Zacarias escreveu no capítulo 4 de seu livro.

De acordo com Champlim, “os castiçais fazem alusão aos “olhos de Deus” que estão em toda parte, percorrendo a terra inteira, julgando, punindo e pondo em ordem”. As duas oliveiras provavelmente indicavam Josué e Zorobabel, que eram, respectivamente os líderes religiosos e civil. O vidente João alterou o candeeiro de sete hastes em «dois candeeiros», eliminando totalmente o significado que lhes foi atribuído por Zacarias, e fazendo deles as «duas testemunhas», como «luzeiros no mundo»”.

É marcante o fato das oliveiras produzirem azeitonas e estas serem utilizadas para confeccionar o azeite que representa a presença do Espírito de Deus.

As duas testemunhas serão nutridas pelo próprio Deus e o propósito delas foi traçado por Ele.

Por Leonardo Novaes de Oliveira

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