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Central Gospel Jovens e Adultos – 1º Trimestre – 28/01/2018 – Lição 4: A grande tribulação

25/01/2018

Este post é assinado por Leonardo Novais de Oliveira 

TEXTO BÍBLICO BÁSICO

Mateus 24.21 

21 – Porque haverá, então, grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais. 

Sofonias 1.14-18 

14 – O grande dia do Senhor está perto, está perto, e se apressa muito a voz do dia do Senhor; amargamente clamará ali o homem poderoso.

15 – Aquele dia é um dia de indignação, dia de angústia e de ânsia, dia de alvoroço e de desolação, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas,

16 – dia de trombeta e de alarido contra as cidades fortes e contra as torres altas.

17 – E angustiarei os homens, e eles andarão como cegos, porque pecaram contra o Senhor; e o seu sangue se derramará como pó, e a sua carne, como esterco.

18 – Nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia do furor do Senhor, mas, pelo fogo do seu zelo, toda esta terra será consumida, porque certamente fará de todos os moradores da terra uma destruição total e apressada. 

Apocalipse 6.15-17 

15 – E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo servo, e todo livre se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas

16 – e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono e da ira do Cordeiro,

17 – porque é vindo o grande Dia da sua ira; e quem poderá subsistir? 

TEXTO ÁUREO

Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra (Ap 3.10). 

OBJETIVOS

Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá:

  • Compreender que as tragédias da Grande Tribulação não serão, em sua maioria, figurativas, nem simbólicas;
  • Conhecer os protagonistas deste tempo escatológico;
  • Descrever os propósitos da Grande Tribulação.

PALAVRA INTRODUTÓRIA

Queridos (as) leitores (as), Paz seja convosco.

Adentraremos ao assunto mais complexo no tocante ao livro do Apocalipse, denominado “Grande Tribulação”.

A Bíblia é o único livro que trata do passado, presente e futuro, conforme lemos em Ap 1.19 e, além de tratar destas questões, também nos proporciona informações que possibilitam a compreensão do que está para acontecer, pois o que nos aguarda é o futuro.

“Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”.

Do capítulo 6 ao capítulo 19 do Apocalipse, o assunto é o que acontecerá na terra e nos céus, após o arrebatamento da igreja.

Para reforçarmos, estarão na terra somente as pessoas que não forem arrebatadas por Jesus em sua primeira vinda.

Este grupo de pessoas será compreendido por cristãos que não viveram uma vida que agradasse ao Senhor, ou seja, não foram salvos, pelos judeus que não reconheceram o senhorio de Jesus Cristo e por todos aqueles que O rejeitaram, e por isto, seus nomes não estavam escritos no livro do cordeiro, pelos judeus

Leiamos um texto do Apocalipse:

“E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8 – ACRF – grifo nosso).

Conforme já mencionamos nas lições passadas, o arrebatamento da igreja marcará o início da 70ª semana, conhecida como “semana da Daniel”, haja vista, a revelação ter sido dada a este honroso profeta (Dn 9.24-27).

O Pr. Antônio Gilberto, faz um comentário interessante sobre este tema e sobre os capítulos que narram os acontecimentos acerca da tribulação:

“O capítulo 6 de Apocalipse, pela natureza dos seus estupendos eventos sobrenaturais, e pelo contexto geral das Escrituras, assinala o início da 70ª “semana” de Daniel 9.24-27, a qual se estende até o capítulo 18 e ainda a parte do 19, quando se dá a volta do Rei dos reis com grande poder e glória, e exercendo juízo sobre os ímpios.

“quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao Evangelho do nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder” (2 Ts 1.7-9).

Os capítulos 6 a 9 cobrem a primeira parte da Grande Tribulação. É o “princípio das dores” de que falou o Senhor Jesus em Mateus 24.1-14. Esta passagem refere-se a Israel e às nações da terra, e ocorrerá quando a Igreja já tiver sido arrebatada daqui.

Os capítulos 10 a 18 cobrem a segunda parte da Grande Tribulação. Os últimos três anos e meio são os piores, conforme a profecia de Daniel 9.27 e dos capítulos 10 a 18, citados. Disso também falou Jesus no sermão do monte das Oliveiras (Mt 24.15-31). Nesse tempo será tal a aflição e aperto, que, se durassem mais, ninguém escaparia com vida: “Não tivessem aqueles dias sido abreviados, e ninguém seria salvo…” (Mt 24.22).

1 – EM QUE CONSISTIRÁ A GRANDE TRIBULAÇÃO?

Conforme mencionado acima o período conhecido como tribulação terá 7 anos de duração, divididos em 2 partes e será um período conturbado da história mundial.

O livro do profeta Daniel mostra isto com total clareza:

“Setenta semanas estão decretadas para o seu povo e sua santa cidade para acabar com a transgressão, para dar fim ao pecado, para expiar as culpas, para trazer justiça eterna, para cumprir a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo.

Saiba e entenda que a partir da promulgação do decreto que manda restaurar e reconstruir Jerusalém até que o Ungido, o líder, venha, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas. Ela será reconstruída com ruas e muros, mas em tempos difíceis.

Depois das sessenta e duas semanas, o Ungido será morto, e já não haverá lugar para ele. A cidade e o lugar santo serão destruídos pelo povo do governante que virá. O fim virá como uma inundação: Guerras continuarão até o fim, e desolações foram decretadas.

Com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana. No meio da semana ele dará fim ao sacrifício e à oferta. E numa ala do templo será colocado o sacrilégio terrível, até que chegue sobre ele o fim que lhe está decretado” (Dn 9.24-27 – NVI). 

O versículo 27 nos mostra que ele, o anticristo, fará uma aliança que durará uma semana (7 anos) e no meio (metade) desta semana (3,5 anos) ele cometerá um sacrilégio, colocando uma estátua de adoração dentro do templo e começará a grande perseguição.

Para alguns autores a tribulação é dividia em 2 partes conhecidas como:

1) Tribulação

2) Grande Tribulação

Leiamos o que Daniel escreve:

“Ele falará contra o Altíssimo, oprimirá os seus santos e tentará mudar os tempos e as leis. Os santos serão entregues nas mãos dele por um tempo, tempos e meio tempo” (Dn 7.25 – NVI).

Grande parte dos teólogos afirmam que “um tempo” se refere a 1 ano, “tempos” a dois anos e “meio tempo”, meio ano que são exatamente 3.5 anos ou 1260 dias.

Leiamos o comentário do Pr. Antônio Gilberto:

“Os últimos três anos e meio da Grande Tribulação (7.25) serão os piores anos dos juízos. Esse período é mencionado em Apocalipse como: 42 meses (Ap 11.2; 13.5); 1.260 dias (Ap 11.3; 12.6), e “um tempo, tempos, e metade de um tempo” (Ap 12.14). Aqui em Daniel 7.25 ele é citado como “um tempo, dois tempos e metade de um tempo”.

O Anticristo tratará de inaugurar uma nova era. “Cuidará em mudar os tempos e a Lei” (v. 25). Um dos seus nomes no Novo Testamento é “o iníquo” (2 Ts 2.8), que no grego é “anomos”, isto é, aquele que é oposto à ordem estabelecida; o subversivo, o desordeiro; aquele que se opõe à Lei. Haverá, pois, mudança na ordem das coisas e da lei estabelecida”.

Existe uma interpretação preterista (que já tenha acontecido) por parte de alguns teólogos, dizendo que o texto abaixo, faz menção a Antíoco Epifânio que cometeu as atrocidades mencionadas por Daniel.

Leiamos:

“Duas mil e trezentas tardes e manhãs” (v. 14). Literalmente, são 1.150 tardes mais 1.150 manhãs, o que equivale a 1.150 dias, porque uma tarde e uma manhã eram um dia no sistema judaico de contar os dias (Gn 1.5). Certamente isso foi mencionado assim por causa da supressão dos sacrifícios diários do templo, por Antíoco. (Ver a expressão “sacrifício acostumado”, nos versículos 11,12,13 e também em Números 28.3,4.)

1.150 dias são três anos e meses, isto é, o tempo decorrido entre a profanação do templo por Antíoco, e sua purificação por Judas Macabeu, em 165 a.C”. 

1.1 – Após o arrebatamento dos salvos

Este tópico tornou-se repetitivo, pois já foi comentado em lições anteriores, mas o que precisamos reforçar é que o mundo estará caótico, com milhões de pessoas desaparecidas, acidentes em todas as esferas existentes, destruição de cidades, rodovias, portos marítimos, estações de trem.

Clique no link abaixo e assista a um vídeo sobre o que acontecerá neste período. 

https://www.youtube.com/watch?v=LWqUtnrfeGM 

1.2 – Justiça e ira divina

Este tempo é conhecido com o “Dia do Senhor” e está intimamente ligado ao sofrimento.

As pessoas que ficarão na terra serão julgadas por não reconhecerem o senhorio de Cristo e por desobedecerem seus mandamentos descritos na Palavra e revelados pela natureza.

O comentarista da lição, Pr. Joá Caitano escreve:

Na Bíblia, encontramos termos que descrevem o período da Grande Tribulação, tais como: ira, indignação, destruição, desolação, juízo, prova, trevas, sofrimento, ruína, escuridão, nuvens, aflição e negridão. Diversas expressões, aliás, referem-se a essa época como o tempo da angústia de Jacó; o dia de trevas; o dia da vingança de nosso Deus; aquele dia; o grande dia e Dia do Senhor.

A partir do capítulo 6, os juízos de Deus começam a ser derramados sobre a terra, com a abertura dos 7 selos e ao todo são 21 julgamentos.

Observemos que cada selo traz um juízo específico sobre a população da terra e o dia para isto acontecer já está traçado e não pode ser revogado por nada.

Existe um texto interessante no Apocalipse, capítulo 6, a partir do versículo 10:

“Eles clamavam em alta voz: “Até quando, ó Soberano santo e verdadeiro, esperarás para julgar os habitantes da terra e vingar o nosso sangue? “

Então cada um deles recebeu uma veste branca, e foi-lhes dito que esperassem um pouco mais, até que se completasse o número dos seus conservos e irmãos, que deveriam ser mortos como eles.

Observei quando ele abriu o sexto selo. Houve um grande terremoto. O sol ficou escuro como tecido de crina negra, toda a lua tornou-se vermelha como sangue, e as estrelas do céu caíram sobre a terra como figos verdes caem da figueira quando sacudidos por um vento forte.

O céu foi se recolhendo como se enrola um pergaminho, e todas as montanhas e ilhas foram removidas de seus lugares.

Então os reis da terra, os príncipes, os generais, os ricos, os poderosos — todos os homens, quer escravos, quer livres, esconderam-se em cavernas e entre as rochas das montanhas.

Eles gritavam às montanhas e às rochas: “Caiam sobre nós e escondam-nos da face daquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro!

Pois chegou o grande dia da ira deles; e quem poderá suportar? ” (Ap 6.10-17).

Champlim faz uma exegese interessante sobre este texto, leiamos a mesma:

“…até quando”: Isso é respondido no décimo primeiro versículo, “…até que se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos, que iam ser mortos como igualmente eles foram”.

Consideremos os pontos seguintes:

1) Há em tudo isso uma providência controladora. Deus tem o seu plano, o qual se cumprirá dentro do prazo. (Ver Dan. 12.6,7; 2 Baruque 23.4,5 e Yebamoth 62 a quanto a isso). As duas últimas referências são muito similares ao texto presente, porquanto um número definido de eleitos terá de juntar-se aos santos, antes de ocorrer o julgamento divino contra os ímpios.

2) Por conseguinte, há um número definido de mártires a ser completado antes do juízo, antes da vingança ter lugar. (Ver 1 Enoque 47.4 e 2 Esdras 2.41 quanto a declarações paralelas). Há um número definido de santos e mártires a ser completado antes do processo histórico atrair a vingança divina contra os ímpios opressores dos crentes.

3) A retribuição divina, que faz parte dos propósitos eternos de Deus,

elimina a vingança pessoal. Provavelmente esse é o ensinamento que o vidente João deseja transmitir-nos. (Isso pode ser confrontado aos trechos de Rm 12.17,19; 1 Ped. 2.21-23 e 3.9).

«…Soberano Senhor…» O grego diz aqui «despotes», de onde nos vem a palavra moderna «déspota». Significa «senhor», sendo aplicado a Deus ou aos homens, em muitos contextos. Podemos ter aqui a ideia de «proprietário de escravos», dotado de autoridade absoluta sobre esses escravos. Deus é Senhor por ser o proprietário absoluto. Ele é também o poder supremo da criação. Na qualidade de Deus supremo, com razão ele exige a nossa lealdade, porquanto seu poder e senhorio nunca são arbitrariamente exercidos. Bem pelo contrário, seu senhorio, investido de todo o poder, tem uma natureza restauradora (ver o primeiro capítulo da epístola aos Efésios), embora, algumas vezes, a restauração possa vir mediante a agonia do julgamento. 

Aqueles que foram perseguidos em martirizados por causa do evangelho aguardam a consumação dos séculos e a vingança do Senhor.

Por Leonardo Novais de Oliveira

Este post é assinado por Leonardo Novais de Oliveira 

TEXTO BÍBLICO BÁSICO

2 Tessalonicenses 2.3-11 

3 – Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição,

4 – o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.

5 – Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava

convosco?

6 – E, agora, vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado.

7 – Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que, agora, resiste até que do meio seja tirado;

8 – e, então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;

9 – a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais, e prodígios de mentira,

10 – e com todo engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.

11 – E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira. 

1 João 2.18 

18 – Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora. 

TEXTO ÁUREO

“E o Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco. Amém!” (Rm 16.20). 

OBJETIVOS

Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá:

  • Identificar o verdadeiro e o falso messias, segundo as Sagradas Escrituras;
  • Compreender que as promessas de paz, segurança e prosperidade, propostas pelo Anticristo, não se cumprirão;
  • Concluir que, no final dos tempos o Senhor Jesus Cristo triunfará poderosamente sobre o Anticristo, lançando-o no lago de fogo ardente.

PALAVRA INTRODUTÓRIA

Trataremos nesta lição do importante tema, pelo menos para aqueles que ficarão após a vinda de Jesus, denominado “O anticristo”.

A palavra “anticristo” é oriunda do grego (αντιχριστός) e significa “opositor a Cristo”, ou aquele que se opõe a Cristo.

O dicionário Wyclliffe traz as seguintes informações sobre o anticristo:

“Anticristo* aparece somente em 1 João 2.18,22; 4.3 e 2 João 7. Se pensarmos que as Escrituras apresentam uma unidade crescente dessa doutrina, e que uma pessoa escatológica, o Anticristo final que será habitado por Satanás (Ap 13) ainda se manifestará, devemos relacionar a ele um grande número de nomes e referências bíblicas. Elas começam com a “semente” da serpente (Gn 3.15) e terminam com a “besta” (Ap 20.10}, As mais importantes são o “pequeno chifre (ou ponta)” no quarto animal de Daniel 7.7ss; o “príncipe que há de vir” (Dn 9.26); o “assolador” (Dn 9.27); o rei que fará conforme a sua vontade de Daniel 11.36-39; o “homem do pecado” e o “filho da perdição” como também o “iníquo” (2 Ts 2.3,8); e a “besta” (Ap 11.7; 13.2ss). Jesus referiu-se ao Anticristo como alguém que estabelecerá um ídolo no Templo de Deus, nos dias que antecedem sua segunda vinda (Mt 24.15; Veja Abominação da Desolação).”

O livro do profeta Daniel e o Apocalipse devem ser estudados em conjunto para que tenhamos o devido entendimento sobre este assunto.

Em se tratando da personagem que aparecerá após o arrebatamento da igreja, como nossa linha de raciocínio acredita, este será um homem (ser humano), dotado de um nível de inteligência e poder sobrenatural, dados pelo próprio Satanás para operar maravilhas.

Este ser é descrito no livro de Daniel como a abominação da desolação, leiamos alguns textos:

“E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações.

E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador” (Dn 9.26,27 – ACRF – grifo nosso).

João é o apóstolo que mais fala sobre o anticristo, tanto em suas cartas, quanto no Apocalipse.

Leiamos algumas passagens:

“Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora” (1 Jo 2.18 – ACRF).

“Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho” (1 Jo 2.22 -ACRF).

“E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já agora está no mundo” (1 Jo 4.3 – ACRF).

“Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo” (2 Jo 1.7).

O Apóstolo João, fala sobre o “anticristo”, “os anticristos” e sobre o “espírito do anticristo”. É necessário explicarmos estas três nuances.

O espírito do anticristo, é o espírito de Satanás que age sobre todos os que são seus, fazendo com que o comportamento do homem seja completamente contrário a tudo que vem de Deus.

O anticristo é a pessoa que se levantará contra Deus e tudo que levar seu nome após o arrebatamento da igreja.

Os anticristos são as pessoas que, assim como o anticristo fará, se levantam contra Deus. João diz que estes não confessam que Jesus veio em carne. Acredita-se que João estava falando sobre os gnósticos que não acreditava que Deus pudesse vir em carne, pois esta era má.

Eusébio de Cesareia (263-340), cognominado o pai da História da Igreja, acreditava que o Anticristo surgiria ainda naquela geração. Foi graças a Eusébio que tivemos acesso a muitos documentos valiosíssimos dos primeiros séculos do Cristianismo. Suas predições, contudo, não tinham a mesma precisão de suas crônicas.

Leiamos o que o Pastor Severino Pedra da Silva escreve:

“Na passagem de 1 João 2.18, depreende-se do expressivo: “…ouviste que vem o anticristo”. levando-nos a entender, evidentemente, que já existia a tradição, na Igreja Cristã Primitiva, do “Anticristo” a qual, mui provável- mente, estava alicerçada sobre as próprias palavras de nosso Senhor Jesus Cristo em Mateus 24.23-36; João 5.43. Partes do Novo Testamento também eram conhecidas dos leitores originais das epístolas, as quais falavam sobre 0 Anticristo, como, por exemplo, 2 Tessalonicenses 2.3 e ss.”

É importante salientarmos que ao longo da história, alguns homens foram personificados como sendo o anticristo, como é o caso de Hitler, Mussolini, Napoleão Bonaparte e outros, mas nenhum destes é aquele que somente será revelado após o arrebatamento da igreja.

1 – O SURGIMENTO DO ANTICRISTO 

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Sabemos que o profeta Daniel recebeu uma revelação de Deus sobre as setenta semanas e posteriormente falaremos sobre isto, mas nesta lição faremos menção de que o anticristo se revelará após a “saída daquele que o restringe”.

Existem muitas linhas de raciocínio sobre esta passagem que foi reforçada por Paulo em sua segunda carta aos Tessalonicensses, mas acreditamos que o anticristo será revelado assim que a igreja subir e, é provável que ele já esteja entre nós.

Sua atuação estará pautada em duas fases distintas, a primeira promulgando a tão sonhada paz e a segunda a total destruição dos princípios que envolvem Deus.

Leiamos o que Paulo escreve aos Tessalonicensses:

“Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele,

Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto.

Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição,

O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.

Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?

E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado.

Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora o retém até que do meio seja tirado;

E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;

A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira,

E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.

E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira;

Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniquidade” (2 Ts 2.1-12).

1.1 – No começo do Dia do Senhor

Lendo os textos bíblicos que foram citadas na lição passada sobre o arrebatamento da igreja, podemos imaginar como estará a terra pós arrebatamento.

Milhares de mortos, quiçá milhões, acidentes aéreos, marítimos, terrestres e todo tipo de desgraça.

A tarefa da ONU (Organização das Nações Unidas), que busca a cooperação entre as nações para a promoção de um mundo melhor, estará em completo desiquilíbrio.

CURIOSIDADE 

“Em frente à sede da ONU, na praça está escrito “CONVERTERÃO suas espadas em relhas de arado. E suas lanças em podadeiras: nação não levantará espada contra outra nação. Nem aprenderão mais a guerra.”

Essas palavras estão inscritas num muro na praça das Nações Unidas, na cidade de Nova York. Por décadas, a fonte dessa citação não foi identificada. Visto que o objetivo da ONU é trabalhar em prol da paz global, era fácil concluir que essa citação tivesse se originado dos fundadores da ONU, em 1945.

Em 1975, porém, o nome Isaías foi talhado no muro, debaixo da citação. Ficou evidente então que essas palavras não eram de origem moderna. De fato, elas foram registradas como profecia mais de 2.700 anos atrás, no que é agora o de Is 2 2.° capítulo do livro de Isaías. Por milênios os amantes da paz têm ponderado sobre como e quando as coisas que Isaías predisse ocorreriam.

Neste cenário de caos, o mundo precisará ter um pensamento único sobre como reconstruir a desgraça que foi causada por algo que não terá explicação aparente.

Existem os mais diversos tipos de conjecturas sobre como isto acontecerá, mas a única que deve ser aceita é a aceitação de um governo mundial que terá poder para tomar as decisões que forem necessárias e é neste momento que o anticristo tomará o poder.

O Pastor Severino Pedro da Silva, faz o seguinte comentário:

“Para as Nações. No caso das Nações, a Volta do Senhor é predicada para consumar a destruição do presente sistema político universal (Dn 2.44,45; Ap 19.11 e ss). Sendo, porém, que os dois últimos acontecimentos relacionados com Israel e as Nações só terão lugar sete anos depois do arrebatamento da Igreja por Jesus Cristo.” 

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Por Leonardo Novais de Oliveira

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