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Betel Adultos – 4º Trimestre de 2018 – 30-12-2018 – Lição 13: A importância de sermos zelosos e vigilantes

26/12/2018

Esse post é assinado por Cláudio Roberto de Souza

TEXTO ÁUREO

Romanos 12:11
11 Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor; (ARC)

TEXTO DE REFERÊNCIA

Neemias 13:1-3,30
1 Naquele dia, leu-se no livro de Moisés aos ouvidos do povo; e achou-se escrito nele que os amonitas e os moabitas não entrassem jamais na congregação de Deus,
2 porquanto não tinham saído ao encontro dos filhos de Israel com pão e água; antes, assalariaram contra eles a Balaão para os amaldiçoar, ainda que o nosso Deus converteu a maldição em bênção.

3 Sucedeu, pois, que, ouvindo eles esta lei, apartaram de Israel toda mistura.

30 Assim, os alimpei de todos os estranhos e designei os cargos dos sacerdotes e dos levitas, cada um na sua obra, (ARC)

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Mostrar que a obra do Senhor requer constante vigilância;
  • Ensinar o perigo de tolerarmos o mal;
  • Enfatizar a prática da oração como base de toda a atividade da igreja.

INTRODUÇÃO

Paz seja convosco!

Louvamos a Deus por chegar ao final de mais um trimestre e também de mais um ano. Do mesmo modo que Samuel reconheceu que Deus era o autor das bênçãos sobre o seu povo, nós também o fazemos:

1 Samuel 7:12
12 […] Até aqui nos ajudou o SENHOR. (ARC)

Aproveitamos também o ensejo para agradecer e felicitar aqueles que se utilizam dos nossos esboços e que nos tem apoiado no trabalho missionário através dos planos de assinaturas – Um FELIZ ANO NOVO! E que as bênçãos do Altíssimo repousem sobre a sua vida, família e ministério. São os votos da Equipe EBD Comentada!

Desde o primeiro capítulo do livro de Neemias, vislumbramos o caráter esmerado de um homem cuja bondade se refletiu em sua compaixão pelos seus irmãos conterrâneos. Neemias se propôs voluntariamente a fazer algo em benefício do seu povo e da cidade dos seus pais.

Neemias é o tipo de homem que devemos nos espelhar. É o tipo de homem que aos olhos de Deus é aprovado.

O seu gesto de bondade tornou-se um marco na história do seu povo, suas atitudes, uma após a outra, eram confirmadas pelo Criador.

Salmos 37:23
23 Os passos de um homem bom são confirmados pelo SENHOR, e ele deleita-se no seu caminho. (ARC)

Quando Deus acha bondade genuína em nós, tudo o que fazemos é por Ele chancelado. De antemão nos conhece por dentro como conheceu os irmão de Davi (1Sm 16.7) e o próprio Davi (1Sm 13.14) que por Ele foi tremendamente abençoado.

Norman Russell Champlin diz que uma providência divina especial está disponível para o homem bom. De fato, cada passo que ele dá ao longo do caminho é determinado pelo Senhor.

Para ele, Yahweh deleita-se no caminho do homem bom, porquanto este enveredou pela senda correta. Mas o caminho do homem bom foi determinado pelo Senhor. Afinal, esse caminho foi divinamente estabelecido; consiste na obediência à lei, juntamente com os resultados favoráveis que esse tipo de caminhar naturalmente traz.

Adam Clarke vai na mesma linha de raciocínio quando diz que o Senhor se deleita no caminho do homem “porque é por aquele caminho que o Seu próprio Espírito o tem orientado. Ou o homem se deleita no caminho de Deus, na lei e nos testemunhos de seu Criador” – Aleluia!

1 – HÁ SEMPRE ALGUMA COISA A SER FEITA

A vida é um ciclo do que fazemos e daquilo que está por ser feito. Uma rápida olhadela ao redor e perceber-se-á o quanto de muito está concluído e muito mais está inacabado. Ao homem resta arregaçar as mangas e colocar as mãos diariamente na massa.

Ao olharmos no retrovisor da história do livro de Neemias encontramos diversos registros que nos levaria a pensar que ele já havia feito muito e que nada mais restava senão passar o resto do tempo regozijando-se no Senhor, afinal o objetivo de reconstrução estava cumprido, na verdade, ele já havia ido até mais além da proposta inicial, pois enfrentou os inimigos da obra de Deus, tratou das questões sociais, da observação da Lei do Senhor, do arrependimento e da renovação do pacto do povo com Deus; Neemias até participou de um dos maiores avivamentos experimentados por Israel. No entanto, havia algo mais a ser feito, pois sempre que concluímos qualquer atividade, outra sempre se apresentará diante de nós para ser tratada.

Vejamos o que mais Neemias realizou antes de concluir o seu livro.

1.1 – Removendo os abusos

Proibida a cópia parcial ou total deste material – Sujeito a penas legais https:\\ebdcomentada.com

Moddy afirma que o clímax das reformas do dia da dedicação chegou com a separação dos israelitas da multidão mista. Durante a longa ausência de Neemias de Judá, muitos abusos se infiltraram na vida da nação, tais como a aliança de Eliasibe com Tobias, o povo deixando de sustentar os levitas, a violação do sábado e os casamentos com pagãos. Mas com a ajuda de Deus, Neemias valentemente purificou a nação desses abusos, e estabeleceu novamente as devidas observâncias religiosas.

Esse capítulo lida com cinco problemas:

Estrangeiros (Ne 13.1-3);

O templo (Ne 13.4-9);

Os levitas (Ne 13.10-14);

O Sábado (Ne 13.15-22) e o;

Casamento (Ne13.23-31).

Mais especificamente, registra a separação dos estrangeiros, a purificação do templo, a restauração dos levitas, a aplicação do Sábado e a condenação dos casamentos mistos.

Neemias 13:1-3
​1 Naquele dia, leu-se no livro de Moisés aos ouvidos do povo; e achou-se escrito nele que os amonitas e os moabitas não entrassem jamais na congregação de Deus,
2 porquanto não tinham saído ao encontro dos filhos de Israel com pão e água; antes, assalariaram contra eles a Balaão para os amaldiçoar, ainda que o nosso Deus converteu a maldição em bênção.

3 Sucedeu, pois, que, ouvindo eles esta lei, apartaram de Israel toda mistura. (ARC)

Para Champlin, Neemias 12.44 à 13.3 fala sobre a comunidade ideal, que tinha de ser pura, separada dos gentios, separada dos pagãos.

A leitura da lei de Moisés revela que os amonitas e moabitas não tinham parte na comunidade de Israel, por causa de infrações causadas no passado, quando eles procuraram impedir a conquista da Terra Prometida por parte de Israel (Dt 23.35).

Não se trata de um Deus perverso que escolhe um e descarta outros, de um Deus hostil, racista e preconceituoso, pois verdadeiramente não é como se pode comprovar na própria Escritura que o revela (Dt 10.18; 16.19; 2Cr 19.7; At 10.34), mas a questão aqui é manter o seu povo dentro da pureza espiritual que Ele mesmo propôs em sua aliança (Lv 20.7). Tal separação dos povos gentílicos permitiria maior grau de pureza da nação Israelita, já que a união traria também os péssimos costumes pagãos de adoração a outros deuses e práticas não condizentes com a Lei do Senhor.

Os moabitas tinham ido tão longe, nessa oposição, que chegaram a contratar Balaão (Ne 13.2) para amaldiçoar Israel (Nm 22-25), pelo que se tinham tomado malignamente culpados. Balaque era o homem que tivera a ideia diabólica de contratar Balaão para amaldiçoar Israel, e, embora nenhuma maldição tivesse sido permitida por Deus, os casamentos mistos com os moabitas arruinaram a separação e distinção de Israel como nação.

Para Warren W. Wiersbe, o misto de gente nas igrejas de hoje nos chama a seguir a filosofia de Balaão e a fazer o que o mundo deseja.

No palco do Israel pós-exílio, os amonitas eram o povo liderado pelo horrendo Tobias (Ne 2.10 e 13.4-8). Os moabitas também estiveram envolvidos em planos contra o projeto de Neemias.

Dentro do contexto antigo, tanto os moabitas quanto os amonitas estavam vedados de entrar na comunidade de Israel, devido a altiva oposição (Dt 23.3). Seus atos, no tempo de Neemias, foram suficientes para desqualificá-los de participar na comunidade ideal estabelecida por Neemias.

Para Hernandes Dias Lopes a proibição de Deus não é racial, mas religiosa. Os amonitas e moabitas adoravam outros deuses. Eles não só foram hostis ao povo de Deus, mas contrataram um profeta amante do dinheiro para amaldiçoá-lo. A tolerância com o mal foi a causa da quebra da aliança firmada!

As concessões que se fazem hoje afetam o presente e tragicamente o futuro. Quando toleramos tudo aquilo que contraria a Palavra de Deus hoje, certamente isto se tornará em um tão grande empecilho amanhã que os frutos terão gosto de fel.

Earl D. Radmacher afirma que a primeira área de apostasia para aquele povo foi o seu relacionamento com estrangeiros. Embora o capítulo 9.2 declare que a geração de Israel se apartou de todos os estranhos, o povo, mais uma vez, permitiu estrangeiros em sua congregação. Relacionamentos entre o povo judeu e os não judeus na terra fizeram com que os israelitas violassem o mandamento divino (1Co 15.33).

A Igreja enfrenta fortes adversários em seu interior, que desejam que as correias do evangelho se afrouxem. Que não são simpáticos quando o pecado é condenado. São liberais na doutrina e fracos no espírito.

Wiersbe relata que durante o seu ministério com programas de rádio, o gerente de uma emissora cristã telefonou para ele, a fim de reclamar de suas mensagens sobre Ló e o estilo de vida mundano de pessoas que se diziam cristãs. Na opinião dele, Wiersbe havia sido duro demais. “Se continuar nessa linha”, disse ele, “vamos tirar seu programa do ar!”

Anos atrás, Oswald Chambers escreveu: “Hoje, o mundo tomou tantas coisas da igreja e a igreja tomou tantas coisas do mundo que é difícil saber onde estamos”.

O nosso lema deveria ser: “Ligados ao nosso tempo, mas ancorados à Rocha”. Se entendermos nosso tempo (1Cr 12:32), poderemos nos relacionar com as pessoas mais facilmente e aplicar a Palavra com maior precisão, mas não devemos imitar o mundo a fim de testemunhar a ele.

A grande verdade é que Deus nunca ordenou ao seu povo a se unir com os pagãos com o fim de ganhá-los, como alguns até alegam. A ordem de Deus é sempre: “Retirai-vos do meio deles…” (2Co 6.17). “Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cumplices de seus pecados e para não participardes de seus flagelos” (Ap 18.4). Neemias diz que o povo, ao ouvir a Palavra de Deus, apartou de Israel todo elemento misto (13.3).

A sociedade atual é relativista e permissiva. O conceito de certo e errado, tornou-se subjetivo, pessoal e de particular interpretação, logo ser cristão e observar a Palavra de Deus é um grande desafio, no entanto, devemos manter os nossos valores intactos e jamais abrirmos concessões a nossa fé, pois enquanto o Livro estiver aberto, Deus continuará falando e trabalhando em cada vida.

Não somos orientados pela Bíblia a vivermos de forma alienada como que se não fôssemos deste mundo, mas somos orientados a vivermos na verdade que liberta e santifica!

João 17:15-17
15 Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.

16 Não são do mundo, como eu do mundo não sou.
17 Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. (ARC)

1.2 – Falando uma mesma língua

Proibida a cópia parcial ou total deste material – Sujeito a penas legais https:\\ebdcomentada.com

Um líder eficaz possui ao seu lado subalternos de caráter e vida ilibados. Homens e mulheres de índole, temperamento, personalidade, natureza comprovadamente íntegros.

O líder deve fazer escolhas assertivas de pessoas que sejam de fato confiáveis e fieis a Palavra de Deus. Optar por obreiros(as) de convicções morais decentes para estar ao seu lado. São características raras nos dias de hoje, já que muitos pendem para aquilo que lhe possa propiciar melhor benefício, abandonando princípios, crenças, diminuindo a sua conduta ética em prol de vantagens pessoais.

As pessoas escolhidas devem reproduzir os ideais de sua liderança, assemelhar-se com os pensamentos e caminhar junto com o seu líder, sempre que este observar a Palavra do Senhor.

Neemias, dá exemplo de dois personagens (Hanani e Hananias), típicos servos que se caracterizaram por serem exemplos conhecidos da sociedade de Jerusalém. Observando-os, nada lhes desabonavam. Tratava-se de homens que certamente poderiam ser postos em cargos de estrita responsabilidade e confiança, já que o testemunho de ambos falava altamente por eles mesmos.

Será que também somos pessoas desta estirpe? Será que a nossa liderança pode confiar absolutamente em nós? Ou somos daquele tipo leva e traz, daquele tipo vendável, ou daquele tipo que se oferecer mais benefícios, cedemos?

O irmão de Neemias, Hanani, que originalmente lhe havia informado sobre as más condições locais (Ne 1.2,3), e que havia aparentemente retornado com ele para ajudar na restauração dos muros, havia sido colocado na posição de responsável pela cidade. Ao seu lado, havia outra pessoa com um nome semelhante (Hananias) que seria o principal administrador da importante cidadela, ou torre vizinha à área norte do Templo.

Esse último, é descrito como homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos. Sua principal tarefa era garantir a segurança da cidade e torná-la novamente habitável, exatamente como no período antes do exílio.

Champlin comenta que estes eram também homens íntegros, dotados de sabedoria e profundas convicções espirituais. Ambos eram tementes a Deus.

Note o leitor como a espiritualidade era uma das qualificações dos políticos de Neemias, algo ignorado hoje em dia em nossa política corrupta. Por conseguinte, continuam os escândalos dia após dia.

O Dr. Bob Jones “Sênior” costumava dizer: “A maior das habilidades é a confiabilidade”. Se temermos ao Senhor de coração, seremos fiéis na execução do trabalho que ele nos chamou a realizar. Quando os líderes temem as pessoas em vez de temerem a Deus, acabam caindo numa armadilha (Pv 29:25), e é justamente isso que leva ao fracasso.

Falar a mesma língua é estar de acordo e sintonia com a liderança; significa entendimento entre líder e liderados; é concordância mútua acerca de um mesmo assunto. É ter a mesma visão e o mesmo objetivo!

Urge que falemos a mesma língua de nossa liderança, repito, sempre que a mesma também esteja alinhada com os propósitos divinos. Se não estiver, estamos descomprometidos de tal obrigação (At 5.29).

1.3 – Sempre haverá oposição

Por Cláudio Roberto de Souza

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Postado por ebd-comentada


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