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Betel Adultos – 4º Trimestre de 2018 – 04-11-2018 – Lição 5: Enfrentando os problemas econômicos e sociais

29/10/2018

Esse post é assinado por Cláudio Roberto de Souza

TEXTO ÁUREO

2 Timóteo 1:7
7 Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação. (ARC)

TEXTO DE REFERÊNCIA

Neemias 5:1-6
​1 Foi, porém, grande o clamor do povo e de suas mulheres contra os judeus, seus irmãos.

2 Porque havia quem dizia: Com nossos filhos e nossas filhas, nós somos muitos; pelo que tomemos trigo, para que comamos e vivamos.

3 Também havia quem dizia: As nossas terras, as nossas vinhas e as nossas casas empenhamos, para tomarmos trigo nesta fome.

4 Também havia quem dizia: Tomamos dinheiro emprestado até para o tributo do rei, sobre as nossas terras e as nossas vinhas.

6 Ouvindo eu, pois, o seu clamor e essas palavras, muito me enfadei. (ARC)

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Mostrar a luta de Neemias contra a injustiça social;
  • Apresentar as características de um líder excelente;
  • Enfatizar as considerações sobre o querer de Deus.

INTRODUÇÃO

Paz seja convosco!

É bom te ver aqui novamente. Estudar o livro de Neemias é instigante e tenho como um dos meus mais preferidos nas prateleiras do meu coração.
Neste ponto da história do livro de Neemias, vamos nos deparar com um problema que assola a humanidade desde sempre – as injustiças sociais.

Ela sempre golpeia uma sociedade de forma violenta e cruel. Experimentá-la é dolorido e em muitos casos gera traumas irrecuperáveis. É só lembrar dos grandes problemas nesta área que estão ocorrendo na Venezuela por exemplo.

O ex-copeiro do rei Artaxerxes, agora, deveria encarar um outro problema tão grave quanto a reconstrução dos muros. Ele deveria tratar da desigualdade social e dos abusos cometidos pelos mais ricos sobre os mais pobres.

1 – A LUTA CONTRA A INJUSTIÇA SOCIAL

Deus está no controle de todas as situações. Ele é o comandante do universo. Ele o fez, Ele o rege. Desde o primeiro momento que Neemias se dispôs a ser instrumento de Deus na recuperação dos muros e das portas de Jerusalém, havia também outros propósitos que também exigia urgência e que só foram revelados depois, após chegar em Jerusalém e ouvir o lamento dos habitantes daquela terra.

O povo judeu padecia pelas mãos de seus patrícios. Eles deixaram o julgo babilônico quando o imperador Persa permitiu que voltassem para a sua terra, mas agora estavam sob o julgo dos seus próprios irmãos. A injustiça social estava instaurada em Jerusalém (Ne 5.1-5).

Norman Russell Champlin explica que “A narrativa de Neemias sobre os problemas com os inimigos de seu povo de súbito muda de tom, para enfocar uma aguda dificuldade entre o próprio povo, uma dificuldade que tem um som curiosamente contemporâneo”.

Por que contemporâneo? Porque é um problema que mesmo havendo tantos progressos sociais, as injustiças ainda permeiam as sociedades. 

Como se caracteriza ou se define injustiça social? Atualmente a definição de injustiça social tende a ser múltipla, a depender do aspecto e das condições em que é analisada. De modo simples e sucinto, o padrão de injustiça ocorre quando dois indivíduos semelhantes e em iguais condições recebem tratamento desigual.

Para que haja um parâmetro no tratamento dado pela Justiça, alguns critérios foram estabelecidos no decorrer da história:

a) a justiça considera nas pessoas, as virtudes ou os méritos;

b) a justiça trata os seres humanos como iguais;

c) trata as pessoas de acordo com suas necessidades, suas capacidades ou tomando em consideração tanto umas quanto outras.

Vimos em lições anteriores que neste período, alguns judeus que vieram no primeiro retorno junto com Esdras, tinham condições econômicos favoráveis, pois já vieram do cativeiro com recursos e haveres (Ed 1.5-11; 2.66-67). Eles se tornaram ainda mais prósperos, porém cruéis com os seus conterrâneos.

Nos dias de Neemias, estava ocorrendo um contraste alarmante na sociedade, a ponto de o povo iniciar um grande protesto contra seus companheiros judeus, do qual até as mulheres participaram. Alguns diziam: “Temos famílias grandes. Se não tivermos comida, vamos morrer!” (Ne 5.1-2).

Havia uma desigualdade econômica inquietante, pois uns tinham demais e outros de menos. Neemias então é procurado para ser informado sobre a agonia e decepção com os que tinham poder. Quais eram as queixas:

1 – Falta de alimento (Ne 5.2,3);

2 – Tiveram que hipotecar campos, vinhos e casas para não perecerem (Ne 5.3);

3 – Tiveram que tomar dinheiro a juros para pagar os impostos do governo (Ne 5.4);

4 – Reclamaram da sorte de seus filhos comparando com a sorte dos filhos dos ricos, alegando que os seus filhos eram tão bons quanto os dos outros (Ne 5.5);

5 – Protestaram que por causa das dívidas teriam que vender os filhos como escravos (Ne 5.5);

6 – Afirmaram que algumas de suas filhas já haviam sido vendidas como escravos para quitação de dívidas, mas que já não tinham mais propriedades (Ne 5.5).

Diante das exposições dramáticas dos judeus, Neemias toma atitudes severas contra os seus irmãos mais abastados (Ne 5.6-18), no entanto é o seu próprio exemplo que revela ser mais pesado que as suas palavras: “Também desde o dia em que fui nomeado seu governador na terra de Judá, desde o ano vinte até ao ano trinta e dois do rei Artaxerxes, doze anos, nem eu nem meus irmãos comemos o pão do governador.
Mas os primeiros governadores, que foram antes de mim, oprimiram o povo e tomaram-lhe pão e vinho e, além disso, quarenta siclos de prata; ainda também os seus moços dominavam sobre o povo; porém eu assim não fiz, por causa do temor de Deus”
(Ne 5.14-15). Por isso Paulo exortou-nos:
“Sê o exemplo dos fieis” (1Tm 4.12).

As injustiças devem incomodar o cidadão do céu. Neemias se enfadou ao ouvir (Ne 5.6). A passividade diante de situações como essas pode indicar insensibilidade, falta de amor e compaixão para com o semelhante, no entanto, a Palavra de Deus nos ensina a condoermos com aqueles que sofrem e isso inclui os que são injustiçados (Mt 5.6; 9.36; 18.27,33; Lc 7.13; Rm 12.15).

1.1 – Descobrindo o cerne do problema

Havia inimigos internos, e não somente externos. E algumas vezes nossos inimigos internos podem ser mais devastadores que os externos.

O capitulo 4 nos informa que a obra foi feita debaixo de intensa oposição dos inimigos, provocando desanimo, confusão, ameaça e destruição. O capitulo cinco aponta um perigo mais difícil de ser enfrentado: a usura dos nobres.

Neemias lida agora não com um problema externo, mas interno; não procedente dos inimigos, mas oriundo dos irmãos. O exército de Sambalate é menos perigoso do que a avareza dos nobres.

Cyril Barber diz que entre todas as tensões que operam na sociedade, poucas são tão perigosas quanto as que existem entre os ricos e os desprovidos.

Em Jerusalém havia um pequeno grupo que retinha uma grande parte do dinheiro. O problema não estava no motivo de serem ricos, mas no fato que mesmo vendo a miséria do povo, insistiam em aplicar-lhes severos juros e a medida que não conseguiam pagar, também iam retirando suas propriedades e até escravizando os seus filhos. Isso é monstruoso e impiedoso. Um gesto abominável aos olhos do Senhor.

Hernandes Dias Lopes afirma que os primeiros judeus que voltaram para Jerusalém tinham vindo amplamente supridos com bens materiais (Ed 1.5-11; 2.66,67). Mas os nobres aproveitaram o momento de crise financeira do povo para enriquecer explorando os pobres (Ne 5.3).

Há sempre aqueles que aproveitam o momento de desespero do pobre para enriquecer (Ne 5.5). As nações ricas muitas vezes vivem nababescamente as custas das nações pobres. Estas tornam-se dependentes e escravas financeiramente das superpotências econômicas.

Tiago em sua epístola, condena os ricos que exploram os seus trabalhadores. Ele se apresenta como o profeta da justiça social (Tg 5.1-6). Ele clama contra o descaso dos ricos em não usar seu dinheiro para o alívio da necessidade humana.

O profeta Isaías, do mesmo modo chama a atenção dos que acumulam riquezas sobre riquezas como quem não tem responsabilidade com o próximo, ou seja, não tem responsabilidade social (Is 5.8).

No caso da história de Neemias, Hernandes Dias Lopes diz que os opressores são irmãos dos oprimidos. Os oprimidos estão engajados na mesma obra dos opressores, a reconstrução dos muros. Aqueles que foram injustiçados estão angustiados porque seus filhos são iguais aos filhos dos exploradores (Ne 5.5): os seus filhos também têm vontade, sentimento, desejos, necessidades.

Neemias diz que os nobres estavam explorando não inimigos e estranhos, mas seus “irmãos” (Ne 5.7). A lei de Deus era clara nesse sentido: “Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te haverás com ele como credor que impõe juros” (Êx 22.25). Quem ama, não explora, mas dá e reparte (1Jo 3.17,18; Tg 2.14-17).

O fruto da bênção em possuir ou ter riquezas na vida do servo de Deus, não deve em hipótese alguma servir de razão apenas para a sua autossatisfação e deleite (Is 55.2). Ele precisa necessariamente ter visão de Reino e esta visão aponta para as necessidades de sua expansão e também olha para as necessidades do seu próximo (Rm 15.26; 1Co 16.1).

Hoje é muito comum grandes lideranças gozarem do fruto conquistado a custo do Reino de Deus, porém não movem uma unha para aplicar neste mesmo reino. A obra é carente, obreiros necessitados, missionários à míngua, enquanto, grandes usufruem de toda a mordomia.

Neemias combatia este comportamento, pois durante tanto tempo, os judeus se importavam apenas consigo mesmos, enquanto aquilo que referenciava a obra do Senhor estava destruído e desamparado.

Quantas vezes retemos por que pensamos em nós mesmos e em como melhorar aquilo que já nos é suficiente? Reflita isso com os seus alunos.

1.2 – Combatendo os aproveitadores

As pessoas procuraram Neemias para expor que estavam sendo exploradas pelos mais abastados. Os ricos deste episódio podem com facilidade ser comparados a sanguessugas que minam e extraem o básico para a sobrevivência do carente e necessitado. Agiram com tamanha vileza que até o ânimo de vida daquele povo foi arrancado (Ne 5.2).

Como se não bastasse a fome e as dívidas que adquiriram para comerem, eles precisam pagar os pesados impostos a Pérsia. A renda era baixíssima e ainda assim, precisavam repassar boa parte dela para manter o luxo e a prosperidade dos que estavam na eminência.

Sabemos que o Brasil tem um dos tributos mais pesados do mundo. De tudo o que se compra, desde o mais básico como um pacote de sal, um remédio qualquer, uma peça de vestuário, até um automóvel, quase a metade e em muitos casos, mais que a metade do preço é destinado a impostos. O que mais agride os mais pobres e que os impostos que pagam não retornam a eles em benefícios.  

Hernandes Dias Lopes afirma que na verdade, o pobre passa fome para manter o sistema, muitas vezes corrupto. Cada vez que se cria mais impostos, o dinheiro que deveria vir para ajudar os pobres, cai no ralo da corrupção. As ratazanas esfomeadas que circulam pelos corredores do poder, mordem sem piedade, não apenas o naco que pertence ao pobre, mas devoram os próprios pobres, porque estes, sem pão, sem teto, sem esperança, sucumbem impotentes diante de tamanha selvageria. Como sanguessugas, esses gananciosos insaciáveis, se alimentam do sangue do povo.

O resultado desse sistema vampiresco e a perda dos bens daqueles que precisam sobreviver. Os pobres perderam suas casas e suas terras e tornaram-se reféns dos poderosos. Eles trabalham, mas não desfrutam. Eles calejam as mãos, mas não usufruem. São vítimas de uma injusta opressão econômica.

O fato é que os nobres na grande maioria das vezes se beneficiaram com as crises. Sempre alguém lucra com a crise. A miséria do povo sempre beneficia os gananciosos e aproveitadores.

1.3 – O antídoto para a ganância sem fim

Por Cláudio Roberto de Souza

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