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Betel Adultos – 4º Trimestre de 2017 – 24/12/2017 – Lição 13: A atualidade dos dons espirituais

20/12/2017

Este post é assinado por: Cláudio R. de Souza

TEXTO ÁUREO

  • 1 Coríntios 12:1
    1 Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. (ARC) 

TEXTO DE REFERÊNCIA 

  • 1 Coríntios 12:1
    1 Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.
    7 Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.
    11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.
    31 Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente. (ARC) 
  • 1 Coríntios 14:12
    12 Assim, também vós, como desejais dons espirituais, procurai sobejar neles, para a edificação da igreja. (ARC) 

INTRODUÇÃO

A paz do Senhor!

Assim como a lição anterior, esta abordará um tema polêmico não somente no meio pentecostal, mas na relação com outras correntes de interpretação teológica quanto ao assunto. O próprio título da lição é uma apologia a contemporaneidade dos dons espirituais!

Obviamente que cremos na atualidade dos dons espirituais e não nos baseamos em experiências espirituais presentes para o alicerce da nossa crença como alguns alegam, mas nossa fundamentação se acha nas Escrituras como qualquer outra doutrina se alicerça.

Os dons de Deus fazem parte do Seu programa gracioso concedido a igreja para capacitá-la a exercer diferentes ministérios em sua obra.

Se a Igreja primitiva, deles necessitou, também a Igreja contemporânea, deles necessitam!

1 – OS DONS ESPIRITUAIS E A IGREJA

A primeira carta do apóstolo Paulo aos Coríntios é o maior tratado acerca dos dons espirituais exposto nas Escrituras.

Nela encontraremos os subsídios que fundamentam esta valiosa dádiva oriunda de Deus e destinada a Igreja.

Entender a conjuntura na qual o apóstolo Paulo discorreu sobre o tema é importante para a nossa compreensão sobre o assunto, e ele o fez quando se dirigiu aos irmãos de Coríntios.

Qualquer cristão, mesmo aqueles que são obreiros ou exercem até funções de professores na Escola Dominical que desejam compreender a dinâmica da vida de uma igreja, necessariamente precisa ler na íntegra a primeira epístola de Paulo a estes irmãos de Coríntios, pois nela encontraremos o perfil de uma igreja com todos os seus problemas e defeitos, bem como o tratamento para o seu aperfeiçoamento, destacando que mesmo uma igreja irregular (característica de todas elas), a manifestação dos dons espirituais é uma realidade e uma necessidade.

1.1 – O Evangelho chega em Corinto

Peter Wagner diz que I Coríntios provavelmente tem mais conselhos práticos para os cristãos do nosso tempo do que qualquer outro livro da Bíblia. Estudar essa carta é fazer um diagnóstico da igreja contemporânea, é ver suas vísceras e entranhas. E colocar um grande espelho diante de nós mesmos.

Vamos lançar um pouco de luz histórica sobre a cidade onde residia os irmãos destinatários da carta de Paulo.

O apóstolo Paulo plantou a igreja de Corinto no final de sua segunda viagem missionária. Ele passou um ano e seis meses pregando a Palavra de Deus naquela grande cidade (At 18.11) e, nesse tempo, ele gerou esses crentes em Cristo (4.15). Depois, Paulo foi para a cidade de Éfeso, na Ásia Menor. De lá mandou essa carta para a igreja de Corinto.

Paulo era um missionário que trabalhava utilizando-se de estratégias. Ele escolhia as cidades para as quais se dirigia com muito critério e cuidado. Corinto era uma das maiores e mais importantes cidades do mundo como também Roma, Éfeso e Alexandria. Por que Paulo escolheu Corinto? Por que ele permaneceu dezoito meses nessa cidade?

O reverendo Hernandes Dias Lopes elenca algumas razões pelas quais o apóstolo Paulo escolheu a cidade de Corinto para plantar uma igreja.

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Em primeiro lugar, a razão geográfica. Corinto era uma cidade grega, de grande importância. Ela ficava bem próxima de Atenas, a grande capital da Grécia, e a capital intelectual do mundo. Corinto era uma cidade banhada por dois mares, o mar Egeu e o mar Jônico. Em Corinto, ficava um dos mais importantes portos da época, o porto de Cencréia. Portanto, a cidade de Corinto recebia gente de várias partes do mundo todos os dias. Era uma cidade onde pessoas de diversas culturas fervilhavam pelas ruas e praças diariamente; uma cidade de intenso intercâmbio cultural. Corinto era uma cidade cosmopolita. O mundo inteiro estava dentro dela. Evangelizar Corinto era um plano estratégico, pois o evangelho a partir de Corinto poderia se espalhar e alcançar o mundo inteiro. Essa foi uma das razões por que Paulo se concentrou nessa cidade.

Em segundo lugar, a razão social. Corinto era uma grande e importante cidade. Era riquíssima, em virtude do seu intercâmbio comercial com outras cidades importantes do mundo.

William Barclay diz que todo o tráfego da Grécia passava por ela. A maior parte do comércio entre o Oriente e o Ocidente do Mediterrâneo optava passar por Corinto.

Não apenas o comércio era robusto, mas, também, Corinto era uma cidade florescente com respeito à cultura. Havia um grande auditório musical (odeon) localizado em Corinto, com capacidade para dezoito mil pessoas sentadas.

A cidade de Corinto fora destruída e totalmente arrasada pelos romanos no ano 146 a.C. Ficou coberta pelas cinzas do opróbrio e do abandono por cem anos. Somente por volta do ano 46 a.C. é que César Augusto a reconstruiu.

David Prior diz que a partir de 46 a.C., Corinto emergiu para uma nova prosperidade, adquirindo um caráter cada vez mais cosmopolita. Quando Paulo chegou a Corinto, ela já era uma cidade nova. A psicologia da religião sinaliza que uma igreja numa cidade nova e florescente tem mais probabilidade de crescimento do que em uma cidade antiga, onde a tradição religiosa já esteja arraigada. Paulo entendeu que o florescimento da cidade favorecia a semeadura do evangelho e pavimentava o caminho para a plantação de uma nova igreja.

Em terceiro lugar, a razão cultural. Corinto era uma das cidades mais importantes do mundo, naquela época, e isso por três razões:

1 – Pelo seu comércio. Repetimos um pouco aqui que Corinto, por ser uma cidade marítima tinha um porto, e, naquela época, era uma rota comercial importante e o comércio do mundo passava por ali. Isso foi visto por Paulo como uma porta aberta para a pregação. Plantar uma igreja em Corinto era abrir janelas de evangelização para o mundo. Pessoas entravam e saíam de Corinto todos os dias. Essa cidade fazia conexão com o mundo inteiro. Paulo entendia que o maior “produto” a ser exportado daquela cidade cosmopolita era o evangelho de Cristo;

2 – Pela sua tradição esportiva. Corinto era, também, uma cidade importantíssima na área dos esportes. A prática dos jogos ístmicos de Corinto só era superada pelos jogos olímpicos de Atenas. Corinto era uma cidade que atraía gente do mundo inteiro para a prática esportiva. Ali a juventude fervilhava e a cidade pulsava vida. E, então, Paulo entendeu que aquela era uma cidade que precisava ser alcançada pelo evangelho da graça de Deus. Na sua visão missionária, Paulo não subestimou a importância dos jovens.

Se Paulo vivesse hoje, certamente ele encontraria meios de influenciar a juventude que vibra com o esporte. Ele buscaria meios de entrar com a boa-nova da salvação nos estádios, nas quadras, nos autódromos. Paulo construía pontes entre a verdade revelada de Deus e a cultura. Ele lia o texto das Escrituras e estudava o povo. Ele fazia exegese tanto da Bíblia quanto da cidade. A contextualização de Paulo, porém, não era para enfraquecer o sentido da verdade, mas para aplicá-la com mais pertinência. A verdade de Deus é imutável, mas os métodos de apresentá-la podem variar.

3 – Pela sua abertura a novas ideias. Corinto era uma cidade altamente intelectual. O principal hobby da cidade era ir para as praças e ouvir os grandes filósofos e pensadores exporem suas ideias. Era uma cidade que transpirava cultura e conhecimento. Paulo entendia que o evangelho poderia chegar ali e mudar a cosmovisão da cidade.

O evangelho não é anti-intelectualista, ao contrário, ele é dirigido à razão.

Também concordo com John Stott, quando disse que crer é também pensar. O evangelho precisa entrar nas universidades, influenciar a imprensa e alcançar os formadores de opinião da sociedade. Precisamos orar para Deus levantar escritores evangélicos cheios do Espírito Santo, com talento e conhecimento. Precisamos rogar a Deus que desperte pessoas para usar os recursos modernos da tecnologia disponíveis para tornar mais eficiente o processo da evangelização.

4 – A razão moral. Embora Corinto fosse uma cidade acentuadamente intelectual, era ao mesmo tempo profundamente depravada moralmente.

David Prior diz que, como a maioria dos portos marítimos, Corinto se tornou tão próspera quanto licenciosa. Talvez Corinto tenha ganhado a fama de ser uma das cidades mais depravadas da história antiga.

A palavra ‘korinthiazesthai’, ‘viver como um coríntio’, chegou a ser parte do idioma grego, e significava ‘viver bêbado e na corrupção moral’.

A nova moralidade que estamos vendo hoje nada mais é do que a velha moralidade travestida com roupagem um pouquinho diferente.

A cidade de Corinto era corrompida por algumas razões:

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1 – A prostituição. Em Corinto se confundia religião com prática sexual. Naquela cidade, a deusa Afrodite era adorada e tinha o seu templo sede na Acrópole, uma montanha com mais de 560 metros de altura, na parte mais alta da cidade. Afrodite era considerada a deusa do amor.

Peter Wagner afirma que aproximadamente mil sacerdotisas trabalhavam como prostitutas cultuais nesse templo de Afrodite. Milhares de coríntios adoravam seus deuses “visitando” essas “sacerdotisas”. Se não bastasse isso, essas prostitutas cultuais, à noite, desciam para a cidade de Corinto e se entregavam aos muitos marinheiros e turistas que ali chegavam de todos os cantos do mundo. E, então, o clima da cidade era profundamente marcado pela promiscuidade sexual.

2 – O homossexualismo. Corinto era a cidade onde ficavam os principais monumentos de Apolo. Esse deus grego representava o ideal da beleza masculina. A adoração a Apolo induzia a juventude de Corinto bem como a juventude grega em geral a se entregar ao homossexualismo. Talvez Corinto fosse o centro homossexual do mundo na época. Se você quer ter uma vaga ideia do que significava Corinto, lembre-se que Paulo escreveu sua carta aos romanos dessa cidade. Parece que Paulo escreveu Romanos 1.24-28 abrindo a janela da sua casa e olhando para a cidade de Corinto. A cidade estava entregue às práticas homossexuais sem nenhum pudor. Muitos membros da igreja de Corinto, antes da sua conversão, tinham vivido na prática do homossexualismo (I Co 6.9-11).

3 –  a razão espiritual. Corinto era uma cidade com muitos deuses e muitos ídolos. Até hoje, quando se visita Corinto, pode se visualizar enormes estátuas e monumentos que foram dedicados aos deuses. Por ver a cidade perdida no labirinto de uma infinidade de deuses, Paulo entendeu que eles estavam precisando do Deus verdadeiro.

Paulo sempre esteve atento à cultura do povo que queria alcançar. Onde ele encontrava uma sinagoga, aí ele iniciava o seu trabalho de evangelização.

Peter Wagner diz que, como em todo o império romano, havia na sinagoga três tipos de pessoas: judeus, prosélitos, e tementes a Deus. A sinagoga era uma ponte. Paulo usou essa ponte para levar o evangelho para toda a cidade. 

Diante de tantos desafios, Paulo se viu obrigado a lá permanecer por longo tempo 18 meses (At 18.11), a fim de fincar a bandeira do Evangelho de forma tão firme que não mais poderia ser arrancada do coração dos antes pervertidos coríntios.

Por Cláudio Roberto

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