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Betel Adultos – 3º Trimestre de 2019 – 15-09-2019 – Lição 11: A Páscoa desejada

12/09/2019

Este post é assinado por Leonardo Novais de Oliveira

TEXTO ÁUREO

“E disse-lhes: Desejei muito comer esta páscoa, antes que padeça”. (Lc 22.15)

TEXTO DE REFERÊNCIA

Lc 22.17-20

E, tomando o cálice e havendo dado graças, disse: Tomai-o e reparti-o entre vós,

porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o Reino de Deus.

E, tomando o pão e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isso em memória de mim.

Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Explicar a instituição da Páscoa;
  • Mostrar os preparativos para última Páscoa;
  • Entender como a Páscoa judaica ganhou um novo sentido em Jesus.

INTRODUÇÃO

Caros irmãos (ãs), Paz do Senhor.

Estudaremos um tema de extrema importância para o cristianismo, bem como para o judaísmo, a Páscoa.

O advento da Páscoa foi uma ordenança do Senhor para o povo de Israel, porém, está intimamente ligada ao plano da salvação.

Conforme a Bíblia nos ensina, o A.T. revela sombras das coisas que aconteceriam no N.T. (Hb 8.5) e é exatamente isto que a Páscoa faz.

Veremos nesta lição como a Páscoa que começou no A.T. está relacionada a Jesus e em que isto está relacionado com os cristãos.

1 – A TRADIÇÃO PASCOAL

Conforme mencionamos na introdução deste assunto, a Páscoa foi ordenada pelo Senhor ao povo de Israel quando este era escravo no Egito e a partir daquele momento, todos os anos os judeus comemoravam a Páscoa.

A Páscoa judaica apontava para o sacrifício de Cristo, que é o cordeiro pascal que foi sacrificado de uma vez por todas em nosso lugar.

É maravilhoso ver que Deus é ordeiro e zela pela Sua Palavra para que se cumpra.

Assim como a Páscoa no A.T. mostrava aos judeus o poder de Deus para livrá-los da escravidão, Jesus foi morto para nos livrar da escravidão do pecado e da condenação eterna.

Uma curiosidade é que a contagem de anos do povo judeus começou no dia da primeira páscoa, sendo o ano 1 do calendário judaico.

Em 2018/2019 eles estão no ano 5779.

1.1 – Sua instituição

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Conforme mencionamos na introdução deste assunto, a Páscoa foi ordenada pelo Senhor ao povo de Israel quando este era escravo no Egito.

Leiamos:

“E falou o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo: Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada casa. Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então, tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; conforme o comer de cada um, fareis a conta para o cordeiro. O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras e o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. E tomarão do sangue e pô-lo-ão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães asmos; com ervas amargosas a comerão. Não comereis dele nada cru, nem cozido em água, senão assado ao fogo; a cabeça com os pés e com a fressura. E nada dele deixareis até pela manhã; mas o que dele ficar até pela manhã, queimareis no fogo. Assim, pois, o comereis: os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a Páscoa do SENHOR. E eu passarei pela terra do Egito esta noite e ferirei todo primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e sobre todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o SENHOR. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito. E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo”. (Ex 12.1-14 – ARC)

O povo estava vivendo em escravidão durante mais de 400 anos e, assim como o Senhor havia dito (Gn 15.13,14) que julgaria o povo que os escravizasse e que eles sairiam com grande fazenda, assim aconteceu.

Conforme lemos, após ferir os egípcios com as conhecidas pragas do Egito o Senhor prepara o povo para sair daquele lugar e daquela vida de escravidão.

Começava ali o plano de libertação de Israel com destino à Terra Prometida.

Deus disse aos judeus que eles deveriam tomar um cordeiro por casa (família) e aspergir o sangue dele, após mata-los, sobre os umbrais da porta das casas de todos os judeus e aquele sangue seria um sinal para o anjo da morte que visitaria o Egito e mataria todos os primogênitos humanos e de todos os animais. Desta forma, quando o anjo passasse na porta da casa dos judeus que tivessem o sangue aspergido na porta ele PULARIA a casa. Tudo aconteceu exatamente como o Senhor havia dito e, após a morte do primogênito de Faraó, o Senhor usa Moisés para libertar e guiar aquele numeroso povo.

A palavra “páscoa” vem do hebraico “pesah” e significa “pular por cima”, fazendo alusão ao que aconteceu com o anjo da morte e os judeus.

Daquele momento em diante, todos os anos os judeus deveriam comemorar a Páscoa trazendo a memória o grande livramento que o Senhor havia feito por eles, assim como o Senhor dissera.

Vejamos o que o Comentário Beacon nos mostra sobre este texto:

“Como é necessário o homem de Deus saber em primeira mão qual é mensagem a entregar! Deviam usar um molho de hissopo para aplicar o sangue do cordeiro na verga da porta, e em ambas as ombreiras. Esta planta era muito “apropriada para aspergir sangue” e “por seu uso frequente para este propósito veio a ser símbolo de purificação espiritual” (cf. SI 51.7). A ordem era para que os israelitas esperassem até à manhã para saírem da casa onde o sangue fora aspergido. Moisés assegurou aos anciãos que o Senhor passaria sobre Israel quando fosse ferir os egípcios com o destruidor. O primogênito não seria atingido quando Deus visse o sangue. Era necessário providenciar o sangue e que este fosse aspergido — fato significativo para nossos dias em referência à expiação de Cristo (1 Pe 1.18,19). Este culto seria renovado anualmente como lembrança, ou lição prática, para os filhos. Quando os israelitas se inteiraram dos planos de Deus, inclinaram-se e adoraram. A promessa de Deus de favorecê-los com exclusividade os fez humildes e despertou neles emoções santas. Tendo encontrado Deus na adoração, foram os filhos de Israel e fizeram… como o SENHOR ordenara. Não só Faraó e seus servos, mas todos os egípcios apertavam ao povo israelita para que fossem logo embora. “Os egípcios pressionavam o povo para que se apressasse em sair do país” (NVI). Temiam que todos fossem mortos. A tradução de Moffatt do versículo 34 indica a pressa com que o povo de Israel saiu: “Assim o povo agarrou apressadamente a massa, antes mesmo de levedar, e embrulhou as amassadeiras nas roupas, levando-as nos ombros”. Já haviam pedido joias dos egípcios em tamanha quantidade que os egípcios ficaram empobrecidos. Temos a impressão que muitos ajudaram Israel a se aprontar antes mesmo da Páscoa. Agora insistiam que fossem depressa. Foi assim que Israel fugiu da escravidão egípcia depois de espantosa noite de vitória. O verbo hebraico sha’el “pediram” pode ser traduzido igualmente por “pediram” ou “exigiram”. Os hebreus tinham a receber quantia considerável em salários pelo trabalho involuntário e não pago”. 

Que maravilhosa história e ensinamento o Senhor fizera aos judeus.

Assim como os judeus aprendiam desde novos acerca da Páscoa do Senhor, faz-se necessário que os cristãos conheçam a história e o propósito da Páscoa para compreenderem porque Jesus teve que morrer.

1.2 – Seu objetivo ao longo das gerações

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Assim como estudamos, a partir da primeira páscoa, todos os anos na mesma data, os judeus deveriam comemorar este evento que marcava sua libertação da escravidão.

Para nós que cremos em Jesus Cristo como o Messias enviado por Deus, a história da Páscoa nunca pode ser esquecida, pois nos explica o propósito da salvação oferecida pelo Cristo.

Os judeus ensinavam seus filhos desde novos sobre o acontecimento que marcou sua história.

De forma contínua eles estudam sobre sua história utilizando o método que o Senhor lhes dera, vejamos:

“Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o SENHOR, vosso Deus, para se vos ensinar, para que os fizésseis na terra a que passais a possuir; para que temas ao SENHOR, teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida; e que teus dias sejam prolongados. Ouve, pois, ó Israel, e atenta que os guardes, para que bem te suceda, e muito te multipliques, como te disse o SENHOR, Deus de teus pais, na terra que mana leite e mel. Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder. E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por testeiras entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas”. (Dt 6.1-9 – ARC) 

O método que hoje é utilizado pelas pedagogas para ensinar as crianças, conhecido como método da repetição, foi utilizado por Deus há milênios.

O principal motivo da comemoração da Páscoa todos os anos era lembrar os judeus que a libertação fora efetuada pelo Senhor de forma miraculosa e exigiu obediência, pois, caso o anjo passasse na casa de algum judeu que não tivesse aspergido o sangue do cordeiro nos umbrais, os primogênitos (ser humano e animais) seriam mortos.

Com este ensino o Senhor preparou o lugar para o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, Jesus o Cristo.

1.3 – O contexto pascoal do tempo de Jesus

Evangelista Leonardo Novais de Oliveira

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