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Betel Adultos – 3º Trimestre de 2019 – 06-10-2019 – Lição 1: Preparados para responder sobre a fé cristã

02/10/2019

Este post é assinado por Mirtes Ester

TEXTO ÁUREO

“Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”. (1 Pe 3.15)

TEXTO DE REFERÊNCIA

At 17.16-19 

16 E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria. 

17 De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos e, todos os dias, na praça, com os que se apresentavam. 

18 E alguns dos filósofos epicureus e estoicos contendiam com ele. Uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos. Porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição. 

19 E, tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas?

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Estudar a importância da Apologética Cristã; 
  • Ensinar sobre o uso da Apologética na refutação; 
  • Mostrar o uso da Apologética na defesa.

INTRODUÇÃO

Queridos irmãos (ãs), Graça e Paz!

Esta é a primeira lição deste trimestre, onde estudaremos sobre a importância da apologética.

O termo apologética “é derivado do verbo grego apologeomai, significando “dar uma resposta”, ‘”responder”, “defender a posição de alguém”, e do substantivo grego apologia”. (PFEIFFER et. al, 2007, p.158).

Apologética é definida pelo Dicionário de Filosofia (1998) como “disciplina que tem por objeto a defesa (apologia) de determinado sistema de crenças”.

O escritor Champlin (2001, p. 234), confirma essa definição, citando que a apologética é a “ciência ou disciplina racional que se esforça por apresentar a defesa da fé religiosa”.

E sob uma perspectiva cristã, apologética é a “disciplina que lida com a defesa racional da fé cristã”. (GEISLER, 2002, p. 56)

Em suma, apologética é uma disciplina (área de estudo), que busca defender toda oposição ao cristianismo, utilizando a razão e podendo incluir estudos científicos, filosóficos, teológicos. Mas ela pode também ser definida como uma simples resposta sobre o cristianismo.  

1 – A IMPORTÂNCIA DA APOLOGÉTICA CRISTÃ

Como disciplina, a apologética “procura por meio de processos racionais e sistemáticos, apoiada em outras ciências, defender cientificamente o Cristianismo”. (SALES, 2015)

“A Apologética perpassa por diversas áreas tais como: teologia, filosofia, biologia, arqueologia, história, antropologia, matemática e linguística. Nestas áreas ela pode estudar lógica, manuscritos, línguas originais da Bíblia, teoria da evolução etc. A apologética é processual e sempre está em via de transformações e aperfeiçoamentos”. (SALES, 2015)

Como conceito, a apologética “é a habilidade de responder fundamentado com provas adequadas e sólidas à fé cristã perante os ataques das filosofias seculares e crenças religiosas”. (SALES, 2015)

“Em seu sentido mais estrito, significa a defesa da fé do cristão individual. Em um sentido mais amplo, é a resposta do cristão a ataques sobre si, sua doutrina e sua fé, e toda a revelação dada nas Escrituras. Em seu sentido total, a apologética é a defesa e a justificação da fé cristã e da revelação dada nas Santas Escrituras contra o ataque dos duvidosos e incrédulos”. (PFEIFFER, 2007, p. 158)

Há alguns que se opõe contra a apologética, “supondo que o conhecimento da verdade por meio da revelação é perfeito, e não requer qualquer raciocínio humano em sua defesa”. (CHAMPLIN, ano, p. 234)

“Porém, a ideia que a revelação, coada por mentes humanas, é perfeita, capaz assim de produzir um perfeito corpo de verdades conhecidas, não passa de um dogma formulado pelo homem, e não uma doutrina da própria Bíblia”. (CHAMPLIN, ano, p.234) 

Porque quando analisamos algumas passagens bíblicas, percebemos que apologética é uma ordem da parte de Deus, “há razões importantes para participar da tarefa apologética. […], Deus a ordenou”. (GEISLER, 2002, p. 57)

Vejamos essa interpretação realizada pelo escritor McGrath (2013, p.13):

“Antes, reverenciai a Cristo como Senhor no coração. Estai sempre preparados para responder [oferecer uma apologia] a todo o que vos pedir a razão [logos] da esperança que há em vós”. (1 Pedro 3.15) 

Todo cristão pode e deve defender sua fé. 

“…retendo firme a palavra fiel, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para exortar na sã doutrina como para convencer os contradizentes” (Tt. 1.9) 

1.1 – Coração e mente comprometidos com a fé

Proibida a cópia parcial ou total deste material – Sujeito a penas legais https://ebdcomentada.com 

A carta de 1 Pedro, foi escrita pelo próprio Pedro e destinada “para todo o corpo de Cristo que habitava a região da Ásia Menor […], incluíam tanto judeus quanto gentios”. (TAYLOR et. al, 2006, p. 205)

“Com um tom enérgico, Pedro insta os cristãos dispersos à coragem, paciência, esperança e santidade de vida diante dos maus tratos dos seus inimigos. […] Somente dessa forma eles poderiam desfrutar a aprovação divina e refutar as acusações falsas e difamadoras que seus inimigos estavam apresentando contra eles, visto que eles não se comprometiam com as práticas idólatras comuns daqueles que viviam no meio deles”. (TAYLOR et. al, 2006, p. 207, grifo nosso)

E no capítulo 3, na primeira parte do versículo 15: “Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração” (1 Pe 3.15), Pedro lhes orienta a ter uma vida de santidade e temor.

“Nos dias de Pedro, quando os cristãos eram vistos como malfeitores e acusados de posições religiosas heréticas e maus costumes, sua melhor defesa não era uma argumentação veemente mas um bom procedimento (conduta) em Cristo, o testemunho silencioso de uma vida santa centrada no Senhor Jesus”. (TAYLOR, 2006, p. 233) 

O comentarista Henry (2008, p. 875) faz a seguinte explicação sobre santificação: 

“Nos santificamos o Senhor Deus em nosso coração quando com sinceridade e fervor o adoramos, quando nossos pensamentos acerca dele são de admiração e reverência, quando confiamos no seu poder, confiamos na sua fidelidade, nos submetemos a sua sabedoria, imitamos sua santidade e lhe damos a glória devida as suas mais resplandecentes perfeições. Santificamos a Deus diante dos outros quando nos comportamos de tal maneira que convida e encoraja outros a glorificá-lo e honrá-lo”. 

E na parte b do versículo 15: “e estai sempre preparados para responder […] qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”, Pedro “os motiva a interagir com seus críticos e com quem os questiona, e assim a explicar a essas pessoas a base e o conteúdo de sua fé”. (MCGRATH, 2013, p.13)

“Quando esse princípio estiver estabelecido profundamente no seu coração, a próxima coisa, concernente aos homens, é estar sempre preparado, isto é, capaz e disposto, para responder, ou fazer uma apologia ou defesa da fé que vocês professam, e isso a qualquer que pedir razão da esperança que há em vós, que tipo de esperança vocês tem, ou pela qual sofrem tantas provações neste mundo”. 

O comentarista Henry (2008, p. 875) explana:

“Deve ser dada uma boa razão para a religião; ela não é uma fantasia, mas um esquema racional revelado do céu, adequado a todas as necessidades dos miseráveis pecadores, e centrada totalmente na glória de Deus por meio de Jesus Cristo. […] todo cristão tem de dar razão pela esperança que tem e deve defendê-la. Os cristãos devem estar preparados para apresentar a razão do seu cristianismo, para que fique claro que não são motivados por tolice ou fantasia. Essa defesa pode ser necessária mais do que uma vez ou duas, por isso que os cristãos devem estar preparados para apresentá-la sempre, seja diante de um magistrado, se ele exigir, ou a qualquer curioso, que deseja sabê-lo para sua informação ou crescimento”. 

1.2 – O fortalecimento da fé cristã

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Segundo pesquisa realizada pelo repórter Lisboa (2017), no Brasil, as principais vítimas de homicídio, são jovens de 15 a 29 anos. “E entre 2012 e 2015, mais de 30 mil pessoas nessa faixa etária foram assassinadas por ano no país”. 

Em um artigo publicado por Marques, na Revista Ultimato (2009), alguns questionamentos sobre este censo, foram realizados, entre eles: “Caro jovem cristão, você está inserido nesta pesquisa”? Onde estão os jovens que resistirão as pressões da cultura dominante? Quem permanecerá firme em seu comprometimento com a autoridade da Escritura? Os grupos de jovens que existem nas igrejas estão desenvolvendo e nutrindo os valores do reino de Deus?

A verdade é que não somente os jovens, mas crianças e adultos que professam o cristianismo estão sob o ataque violento de uma sociedade promíscua (degradação moral) e incrédula, que tem atraído e seduzido a muitos.

E a igreja local, tem o papel de cuidar, nutrir e preparar essas pessoas, em especial os jovens universitários para esse enfrentamento público.

Mas o conformismo que Paulo cita em Romanos, no capítulo 12, versículo 2, adentrou as portas de muitas igrejas:                                      

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. 

O comentarista Henry (2008) explica parte deste versículo:

“Cuidai para que uma mudança salvífica seja operada em vós e que continue”. A conversão e a santificação são a renovação da mente, não uma mudança de substância da alma, mas de suas qualidades. É o mesmo que criar um novo coração e um novo espirito – novas disposições e inclinações, novas simpatias e antipatias; o entendimento iluminado, a consciência suavizada, os pensamentos corrigidos; a vontade submetida a vontade de Deus, e os sentimentos tornados espirituais e celestiais; de maneira que o homem não é o que era – as velhas coisas já passaram, tudo se fez novo; ele age a partir de novos princípios, novas regras, com novos desígnios”.  (HENRY, 2008, p. 385) 

Paulo não faz essa alerta a um grupo específico, mas a todos, incluindo os líderes, pastores, mestres e demais componentes do campo interno, cujo conformismo tem adentrado na mente e em seus corações.

São os pastores e líderes das igrejas que irão ensinar e preparar os membros corpo de Cristo para a defesa (apologia) de sua fé em um campo externo.

O comentarista Greathouse (2006, p. 161) reforça essa prática: 

“Transformai-vos tem a força de “continuem sendo transformados”. Ao invés de nos entregarmos às influências que tendem a nos moldar à semelhança das coisas que estão ao nosso redor, devemos, dia após dia, empreender uma mudança na direção oposta”.

Que possamos olhar para a juventude das nossas igrejas e perceber, que mudanças precisam ocorrer, atividades precisam ser repensadas, objetivos do grupo precisam serem revistos e que possamos retornar ao discipulado bíblico, alimentando, fortalecendo e instruindo o corpo de Cristo, com um olhar especial na nossa juventude.

1.3 – Apologética e evangelização

Mirtes Ester

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Postado por ebd-comentada


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