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Betel Adultos – 3º Trimestre de 2017 – 16/07/2017 – Lição 3: A evangelização urbana

12/07/2017

Este post é assinado por: Cláudio Roberto

TEXTO ÁUREO

Mateus 9:35
35 E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. (ARC)

TEXTO DE REFERÊNCIA

Lucas 8:1-3
1 E aconteceu, depois disso, que andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus; e os doze iam com ele,
2 e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios;
3 e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com suas fazendas. (ARC)

INTRODUÇÃO

A organização das cidades (grandes e pequenas) como temos hoje, é resultado de um processo de crescimento natural de países desenvolvidos que teve seu grande boom com o advento da revolução industrial.

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A partir da revolução industrial, o processo de crescimento das cidades se acelerou por duas razões:

1. A necessidade de mão-de-obra nas indústrias e;

2. A redução do número de trabalhadores no campo.

A industrialização promoveu de modo simultâneo os dois eventos, um de atração pela cidade, outro de expulsão do campo. Antes da revolução industrial não havia nenhum país onde a população urbana predominasse. No começo do século passado, apenas a Grã-Bretanha possuía a maior parte de sua população vivendo em cidades (Munford 1982). Pode-se afirmar que o Século XX é o século da urbanização, pois nele se acentuou o predomínio da cidade sobre o campo. Salvo regiões muito atrasadas, que permanecem com características nitidamente rurais, o processo de urbanização prossegue em marcha acelerada.
https://www.educoas.org/Portal/bdigital/contenido/interamer/BkIACD/Interamer/Interamerhtml/Mellohtml/MelloII.htm

Essa nova realidade, tem conduzido a igreja a buscar formatos para a pregação da mensagem do evangelho que se adequem ao cenário atual. Cenário este, bem diferente dos tempos da igreja primitiva até o final do século XVII e meados do século XVIII, onde depois desta data, a sociedade sofreu uma transformação, tornando-se mais urbana que rural. Perceba que o formato pode ser diferente e não o evangelho.

Segundo o relatório (Perspectivas da Urbanização Mundial) produzindo pela ONU (Organização das Nações Unidas), hoje, 54 por cento da população mundial vive em áreas urbanas, uma proporção que se espera venha a aumentar para 66 por cento em 2050. As projeções mostram que a urbanização associada ao crescimento da população mundial poderá trazer mais 2,5 mil milhões de pessoas para as populações urbanizadas em 2050.
http://www.unric.org/pt/actualidade/31537-relatorio-da-onu-mostra-populacao-mundial-cada-vez-mais-urbanizada-mais-de-metade-vive-em-zonas-urbanizadas-ao-que-se-podem-juntar-25-mil-milhoes-em-2050

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No entanto essa realidade no Brasil, é diferente e o número da população urbana é bem mais acentuado do que a estatística mundial. O Censo de 2010, registrou que 29.852.986 pessoas vivem em área rural no país, o que representa 15,65% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população urbana soma 160.879.708 (84,35%) pessoas.
Estes números no Brasil se apresentam estáveis desde 1940.
http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/11/cerca-de-30-milhoes-de-pessoas-vivem-no-campo-desde-1940-diz-ibge.html

Esta lição abordará a questão da evangelização urbana. Um panorama sempre desafiador para qualquer comunidade cristã que tenha a mensagem das boas novas como tarefa primordial.

1 – NECESSIDADE DA EVANGELIZAÇÃO URBANA

Diante das estatísticas acima, é óbvio que as grandes cidades se tornaram o grande alvo missionário da igreja contemporânea. Vivemos e servimos a Deus nelas e embora existam dificuldades, as mesmas não nos isentam de levarmos a mensagem aos pecadores perdidos.

Colossenses 1:13
13 Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor, (ARC)

Nós já compreendemos a realidade das trevas, pois a maioria de nós já andamos apalpando por elas, e agora precisamos anunciar que existe uma luz, a luz do mundo (Jo 8.12) e este é o grande desafio que sempre esteve a nossa frente.

1.1 – As boas novas de salvação

O ganhador de almas não escolhe o campo para semear a Palavra de Deus.

Willian Carrey disse: “Na mente divina não há distinção entre missões estrangeiras e missões nacionais. Onde houver um a alma perdida, aí está um campo missionário”.

Baseados na vontade de Deus de que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade (I Tm 2.4), bem como na obrigação que a igreja foi conferida de ir aos perdidos anunciar as boas novas (Mc 16.15), entendemos a dimensão do propósito Divino – Que todos ouçam o Evangelho!

Pessoas que habitam no campo tem um padrão de vida comum, com hábitos simples, enquanto nas cidades, há uma complexidade de gentes com nacionalidades diferentes reunidos em um mesmo lugar (as vezes no mesmo apartamento), com ideologias, comportamentos e costumes desiguais. Posicionamentos políticos, classes sociais diferentes e inúmeras crenças religiosas que repousam no coração do homem urbano. Essas desigualdades promovem muitos atritos entre eles ou nós, pois todos desejam impor as suas convicções aos outros, resultando em preconceitos e intolerâncias.

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Em meio a este furacão de diferenças, está o ganhador de almas, apresentando um único Deus, um único caminho e um único Salvador. Em a uma sociedade libertina onde todos os lados reclamam por direitos, surge o cristão anunciando que o homem precisa renunciar os seus pecados e se arrepender para assim herdar a vida eterna. Parece loucura? Não, não parece, é loucura!

1 Coríntios 1:18
18 Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. (ARC)

1 Coríntios 1:21
21 Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. (ARC)

As cidades são territórios onde se desenrolam grandes conflitos e declarações como mantras afirmando que “tal cidade é do Senhor Jesus” não surtem efeito algum sem que haja o engajamento da igreja e a efetiva evangelização da região.

Pastor Ted Haggard em seu livro ‘Propósito Principal’, explica que as igrejas dos grandes centros têm experimentado um inchaço e não um crescimento. Uma igreja ter crescido em número, não significa necessariamente que ela ganhou almas e subtraiu vidas da perdição, mas ocorre que houve uma transferência de crentes de uma igreja para outra. Uma cresceu e a outra diminuiu e o número de almas ganhas e perdidas permanecem o mesmo naquela região.

Muitas lideranças de igrejas se contentam com este vai e vem e até já existe um jargão que soa comum entre eles, mas não deveria ser… “Se sair, Jesus envia outro”. Falta amor e discernimento quanto a responsabilidade de manter os que estão dentro do aprisco e trazer os que estão fora.

Primeiro o amor pelas almas fará lutarmos por cada uma para que não venha se perder e segundo, o papel de trazer outros para igreja é nosso. Jesus nos mandou ir e não esperar os perdidos virem.

Lucas 8:1-3
1 E aconteceu, depois disso, que andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus; e os doze iam com ele,
2 e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios;
3 e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com suas fazendas. (ARC)

O texto de referência desta lição, nos traz importante reflexão sobre o cuidado de Jesus Cristo em proclamar as boas novas. Jesus ia a frente, os doze o seguiam; o seu ministério não tinha regalia alguma, mas apenas uma mensagem que apontava para o Reino de Deus untada com amor. Seu ministério terreno ainda era marcado pelas curas e libertações demoníacas e suas necessidades eram supridas pela disposição de mulheres que o servia com suas posses.

As boas novas anunciam que “é chegado o Reino…” (Mt 4.17), o sentido é profético, referindo-se tanto à presença do Reino no presente quando no futuro. A atual manifestação do Reino de Deus implica salvação do poder do pecado, mas quanto ao futuro, a libertação da presença do pecado (I Co 15.20-25, 42-57).

Como Cristo, de forma “incansável” percorria todos os cantos de Israel com a mensagem transformadora, a Igreja do mesmo modo, deve ser laboriosa e constante, anunciando as boas novas “a tempo e fora de tempo” (II Tm 4.2).

1.2 – A vida urbana e suas carências

A simplicidade da vida no campo, até pode facilitar a penetração da Palavra de Deus no coração do sertanejo, enquanto que a agitação, pressa, stress, ansiedades, o imediatismo, doenças (viroses e epidemias), competitividade, falta de saneamento, vícios variados, segurança precária, moradia, corrupção desenfreada, prostituição, homicídios, idolatria, misticismo e tantos outros, podem ocupar de tal forma o coração do homem citadino, que este dificultará a mensagem do evangelho.

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As almas que serão objeto da exposição do evangelho na região urbanizada possuí esse perfil, e com certeza esta é a geração mais difícil de ser evangelizada devido o que foi exposto acima.
Além disso, acrescenta-se que nas grandes cidades, são produzidos e desenvolvidos todo tipo de pecados, os mesmos são consumidos por uma população “zumbificada” pelo estado natural de pecaminosidade. O apetite é carnal e desenfreado.

Agora mesmo, há um processo de isolamento das pessoas ocorrendo nos grandes centros urbanos. O advento tecnológico das redes sociais tem causado este fenômeno social. A virtualização das amizades e relacionamentos levam homens e mulheres, jovens e adolescentes a se afastarem do calor humano.

No Japão, os homens estão se divorciando de suas mulheres para se relacionar com bonecas sexuais com rosto e corpo de crianças.

Essa amostra é mínima do que ocorre nas grandes cidades e demonstram o grande desafio da igreja em ministrar a única mensagem que pode mudar a vida de uma pessoa, de uma família, de uma sociedade e de uma cidade inteira – A mensagem do Evangelho. Não é exagero da minha parte tal afirmação, pois no século XVII Jonathan Edwards e George Withefield em um período de 5 anos ganharam juntos cerca de 50 mil pessoas para Cristo na Nova Inglaterra.

No século XV, John Knox da mesma forma ganhou milhares de pessoas na Escócia, cujo efeito positivo do seu evangelismo, ecoa até os dias de hoje naquele país.

Pedro em sua primeira pregação, anunciando as boas novas, quase 3 mil almas se converteram a Cristo (At 2.38,41) e o segundo sermão outros milhares, beirando quase 5 mil almas (At 4.4).

Deixo um vídeo de pouco mais de 13 minutos abaixo, onde encontramos a conversão de uma cidade a Cristo. Almolonga na Guatemala possuía um passado mergulhado em toda sorte de pecados encontrados em grandes cidades e hoje é conhecida como a cidade que Deus transformou, é conhecida como a ‘Cidade de Deus’.

https://youtu.be/XjzrnFW45Mo

O grande “segredo” desses homens e igrejas que revolucionaram suas comunidades e até seus países, foi a pregação do evangelho combinado com as orações, jejuns e o conhecimento da Palavra de Deus.

1.3 – Dificuldades da evangelização

Mateus 16:18
18 Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. (ARC)

O versículo acima nos revelam que a Igreja não deve posicionar-se defensivamente ao evangelizar as cidades, ao contrário, deve ter uma postura de ataque, pois existe uma promessa de que as portas do inferno (as oposições do reino das trevas) não prevalecerão, uma vez que as chaves das portas do céu, ou seja, poder e autoridade lhe foram concedidos para combater o mal.

Ciente desta promessa fiel, a Igreja tem apenas a opção de avançar, porém, como bem apontou o comentarista da revista, há dois tipos de dificuldades que abrangem a evangelização.

1. Falta de iniciativa das igrejas para evangelizar;

2. A intensa vida pecaminosa da cidade;

Sobre a primeira dificuldade (falta de iniciativa das igrejas em evangelizar) é grave, pois tal igreja não conhece a sua identidade e tão pouco a sua missão na terra. Muitos se perderam com os labores internos e administrativos e outros simplesmente não demonstram interesse em atuar na obra evangelizadora, negando a sua vocação. Se tornaram incapazes de ouvir o clamor e o gemido das almas, “Tira a minha alma da prisão…” (Sl.142:7a).

A segunda dificuldade está relacionada a oposição das potestades imperantes na região. Precisamos conhecer o pecado prevalecente de nossa cidade, do nosso bairro, para desta forma direcionarmos as nossas orações, jejuns e mensagens com foco no problema principal detectado.

Morei em uma importante cidade do Triângulo Mineiro, chamada Uberaba, onde neste lugar podemos identificar diversos tipos de pecados, porém os que mais se destacam são o envolvimento da população com o espiritismo e a idolatria, logo, o foco da igreja deve ser nesses dois pontos preponderantes.

Qual o perfil de pecados de sua cidade, do bairro que você congrega? Quais são os principais ou os que se destacam?

Consuma o seu tempo, o tempo da igreja ou grupo que lidera com atividades de orações e propósitos que objetivam minar tais barreiras. Procure anunciar o evangelho buscando na Palavra de Deus, mensagens que vão de encontro as principais necessidades de sua comunidade.

2 – ESTRATÉGIAS DA EVANGELIZAÇÃO URBANA

Repetirei aqui o que escrevi na lição 9 do 2° trimestre deste ano (O Senhor é Soberano entre as nações). Edward McKendree Bounds, certa feita disse a celebre frase ecoada nos lábios dos tantos escritores e também servos piedosos do Senhor: “DEUS NÃO UNGE MÉTODOS, DEUS UNGE HOMENS”.

Hoje há uma corrida vertiginosa de se buscar a melhor estratégia, o melhor processo, o melhor MÉTODO para se ganhar almas para o reino de Deus. Ao invés de simplesmente irem, estão parados esperando surgir um plano mirabolante, outros dizem estar orando a fim de Deus revelar uma tática perfeita e formidável para então saírem. Nunca haverá um método infalível e “matador” se o instrumento principal (o ganhador de almas) não estiver na presença de Deus, se a sua vida não estiver no altar da oração.

Neste tópico, será abordado alternativas de evangelização que podem trazer um bom desfecho na árdua e jubilosa tarefa de ganhar almas.

2.1 – Através dos templos

Essa forma de levar a Palavra de Deus é a mais utilizada por todas as igrejas. Os cultos de adoração a Deus podem ser verdadeiros cultos de evangelismo, aproveitando a presença dos não convertidos ou afastados do evangelho de Cristo.

Nestes casos, a membresia exerce importante papel em convidar amigos e parentes a participarem dos cultos a Deus, para assim terem a oportunidade de ouvirem a mensagem que poderá mudar o seu destino eterno. A ideia aqui é dar importância aos convites que podemos fazer ao próximo e que normalmente negligenciamos. Esta atitude poderá valer a salvação de alguém, pense nisso!

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Antigamente, as Sinagogas também foram utilizadas para a anunciação das boas novas. Apesar delas estarem abertas todos os dias, eram aos sábados (Shabbat) que os judeus as frequentava com maior assiduidade. Nelas se reuniam para ouvir a porção semanal da Lei (Parashat haShavuá). Jesus aproveitava essas ocasiões para apresentar o Reino de Deus aos judeus (Mt 4.23; 9.35; Mc 1.39; Lc 4.15,44; 13.10; Jo 18.20). Lá Ele ensinava acerca das boas novas.

Os seus discípulos do mesmo modo, utilizavam os espaços das Sinagogas para explanarem o evangelho de Jesus Cristo (At 9.2,20; 13.5,14,43; 17.10; 18.4; 22.19; 26.11).

As nossas EBDs também podem ser celeiros de novos conversos, principalmente crianças que são conduzidas as Escrituras desde a tenra idade e em seus lares produzem frutos. Seus pais notam a diferença e então vão aos cultos e lá também tem um encontro real com Deus. Já vi isso acontecer, não poucas vezes!

O pastor Neuton Pereira de Abreu, contou-nos uma experiência bastante interessante de quando assumiu determinada igreja em Goiânia (GO). Ele diz que solicitou um levantamento sobre o número de pessoas que estavam afastadas do convívio daquela igreja e ficou surpreso, pois este número passava de 1000 pessoas. Organizou um culto especial para receber esses irmãos e mandou confeccionar cartas convites nominais e enviou para cada um deles. Destes um número expressivo compareceram ao culto e quase metade deles reconciliaram com o Senhor.

Uma atitude simples, mas com resultados fantásticos – Salvação de almas para Cristo.

2.2 – Através do lares

Em minha modesta opinião, este é um dos trabalhos mais frutíferos do evangelismo, porque já existe um laço de relacionamento entre a pessoa que recebe o culto no lar ou mesmo que esteja presente em culto como este na casa de um amigo, parente ou conhecido.

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O comentarista menciona um dos cuidados essenciais para este tipo de trabalho que é a anuência do pastor da igreja, a fim de evitar tantos problemas que já ouvimos e vimos acontecer por estabelecerem trabalhos como estes sem dialogar com o pastor, gerando desgastes desnecessários e até consequências bem piores.

Mateus 10:12
12 E, quando entrardes nalguma casa, saudai-a; (ARC)

Atos 5:42
42 E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo. (ARC)

Este tipo de culto era bastante comum nos tempos de Jesus e dos apóstolos. Tantos nos templos (sinagogas) como nas casas e depois veremos também ao ar livre, a mensagem de Deus era ensinada.

O comentarista enumera alguns cuidados relevantes para a execução dos cultos nos lares:

1. Comunicar e ter a autorização pastoral (já citado acima);
2. Organizar o local onde ocorrerá o culto;
3. Preparo espiritual daqueles que estarão na direção do culto (oração, jejum, conhecimento da Palavra);
4. Horários definidos de início e término – O culto doméstico ou no lar tem tempo inferior ao culto na igreja;
5. Entonação da voz de quem irá pregar. Pregar como se estivesse conversando;
6. Cantar dois hinos e reduzir as oportunidades, priorizando o tempo da ministração da Palavra de Deus;
7. Ao final do culto, não existe obrigatoriedade de servir um lanche, mas se o fizer, que seja simples para que não fuja do propósito principal e cative as pessoas a voltarem no próximo culto.

Quando temos conhecimento de algum vizinho, amigo ou alguém que tenhamos certa intimidade e que esteja passando por algum drama na vida, podemos nos dispor a realizar o culto em seu lar. Muitos se renderam a Cristo através de cultos como esses, onde Jesus, curou, libertou, agiu de alguma forma em favor da pessoa e este se rendeu a Ele.

2.3 – Na evangelização pessoal

Nem todos os lugares podemos fazer cultos evangelísticos ou mesmo podemos adentrar em todos os lares, mas uma conversa informal acerca do Reino de Deus na rua, no ponto de ônibus, no banco de uma praça ou seja lá onde for conveniente, torna este método único.

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O grande ganhador de almas, D.L. Moody foi salvo quando trabalhava no interior de uma sapataria; fruto de evangelismo pessoal.
O irmão R.A. Torrey nos dá cinco características de uma boa oportunidade em público. Ei-las:

1. Quando a pessoa está só;
2. Quando desocupada;
3. Quando de bom humor;
4. Quando comunicativa;
5. Quanto em atitude séria.

Outrossim, pastor Antônio Gilberto, afirma que pessoas atingidas por infortúnios, desgraças, catástrofes, etc., ouvindo do poder salvador de Cristo, poderão render-se a ele. Quando uma pessoa se acha no centro de tais acontecimentos, esvaem-se-lhe a vaidade, o egoísmo, os pontos de vista, os preconceitos, etc. Numa situação assim, o Evangelho dever ser indicado como a felicidade eterna. Há pessoas que em condições normais não dão qualquer importância ao assunto da salvação, mas atingidas pela adversidade, tornam-se receptivas e muitos tem sido salvos em tais circunstâncias.

Pastor Antônio Giberto ainda destaca que Cristo realizou também este tipo de evangelização – Evangelização pessoal.

1. Nicodemos (Jo 3.1-21);
2. Zaqueu, o publicano (Lc 19.1-28);
3. O cego Bartimeu (Mc 10.46-52);
4. O malfeitor da cruz (Lc 23.39-43);
5. O doutor da Lei (Lc 10.25-37);
6. O jovem rico (Mt 19.16-30);
7. A mulher adúltera (Jo 8.1-11);
8. A mulher enferma (Mc 5.25-34);
9. A mulher siro-fenícia (Mc 7.24-30);
10. O paralítico de Cafarnaum (Mc 2.1-12);

Neste tipo de evangelização é importante termos noção do tempo que possuímos para falar de Jesus ao pecador.

1. Quando há muito tempo: É mais interessante e proveitoso travar primeiro conhecimento e ganhar a confiança da pessoa, antes de entrar no assunto. Isto levará pouco tempo. Seja como for, é bom atender para o que diz Tiago: “Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece” (Tg 4:14).

2. Quando há pouco tempo: Quando o tempo é reduzido, como em um transporte (metrô, ônibus, avião, etc.), e provavelmente não veremos a pessoa outra vez, o melhor é entrar logo no assunto. Às vezes, o próprio pecador ao mencionar um acontecimento, fornece o tema para a entrada no assunto. É melhor entrarmos assim, de modo natural, do que nós mesmos darmos origem.

3. Quando há um mínimo de tempo: Em situações em que não é possível falar senão algumas palavras, pode-se dar início ao assunto por meio de um folheto, jornal ou porções da Bíblia. Quantos têm sido salvos por meio da página impressa (próximo tópico), e de modo especial, as Escrituras?

Quanto aos grupos de pessoas, alvos do evangelismo, existem dois tipos:

1. Os não crentes: Eles não conhecem o evangelho e se forem pessoas sinceras, brandas, gentis e que sinceramente desejam ser salvas, aplica-se o plano de salvação com mais brandura:

1.1 – Mostrando que devemos buscar o Senhor enquanto podemos achá-lo (Is 55.6);
1.2 – Apontar Cristo como aquele que pode saciar a sede de satisfação de todo homem (Jo 7.37);
1.3 – A suficiência de Cristo para salvar a todos que se chegam a Ele e que está a interceder por eles (Hb 7.25);
1.4 – Mostrar a realidade da vinda do Senhor e da bem-aventurança daqueles que guardam as palavras das Escrituras (Ap 22.7).

Em caso do não crente ser pessoa indiferente, despercebida, desinteressada, cheia de desculpas, zombeteira, religiosa ou oposta à religião, podemos começar mostrando-lhe que:

1.5 – A vida pecaminosa conduz a perdição (Mt 7.22,23; Rm 6.23; I Co 6.9,10; Ap 21.8);
1.6 – Que Cristo a ama, apesar de seus pecados (Jo 3.16; Rm 5.8);
1.7 – Mostrar-lhe o resultado final de persistir no pecado (Rm 2.4,5; 6.23; Tg 1.15).

2. Os desviados: Estes são os que, uma vez salvos, deixaram o caminho do Senhor. É importante saber a causa de se desviarem. Seguem algumas delas:

2.1 – Não terem recebido a devida orientação espiritual (Ez 34.5,6);
2.2 – Manterem amizade e comunhão com incrédulos (II Cr 19.2; I Co 15.33; II Co 6.12-17; Tg 4.5);
2.3 – Vida espiritual superficial (Lc 8.13);
2.4 – Desobediência consciente à Palavra de Deus (Pv 4.6);
2.5 – Exaltação ao ser abençoado e esquecimento de Deus (II Cr 26.14-16);
2.6 – Viver vazio e seco espiritualmente (Ef 5.18);
2.7 – Falta de discernimento e percepção espiritual (Jo 6.66-69);
2.8 – Encanto, admiração e apego pelo mundo e suas coisas pecaminosas (Tg 4.4-6; I Jo 2.15, 5.19).

A este grupo de pessoas o ganhador de almas deverá mostrar-lhes:

2.9 – O caminho de volta para Deus (II Cr 7.14; Is 55.7);
2.10 – O grande amor de Deus para com os desviados (Is 43.23-25; Jr 3.22; Ez 18.23,30-32, Os 14.1-4; Jo 15.32);
2.11 – Exemplificar de como Deus aceitou outras pessoas na mesma situação, mostrando a sua misericórdia e amor:

2.11.1 – O apóstolo Pedro (Mc 16.7);
2.11.2 – O rei Manassés (II Cr 33.2, 12, 13);
2.11.3 – O filho Pródigo (Lc 15.9-32);

Se o desviado clamar, Deus o ouvirá (Dt 4.29,30; Lm 3.31,32,55-57; Jn 2.1,2).

É evidente que todos os casos é preciso orar e ter a direção do Espírito Santo. Deus tem interesse nesse tipo de trabalho e nos conduzirá evidentemente.

Segue abaixo o link do livreto gratuito que contém breves instruções de como realizar o evangelismo pessoal, gentilmente cedido pela Agência Evangélica de Busca e Salvação.
http://www.evangelismovivo.com.br/media/MEP-Texto_153_kb_.pdf

3 – OUTROS MODOS DE EVANGELIZAÇÃO

João 4:35
35 Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa. (ARC)

Todo cristão deve andar com olhos levantados não como sinal de altivez, mas para ver as terras, os campos já brancos para a colheita.

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Severino Pedro da Silva afirma que era o mês de dezembro, quando Jesus falou aos seus discípulos. Ele havia deixado a Judéia e seguia para a Galileia. A rota lhe faria passar por Samaria e lá, mais precisamente na cidade de “Sicar, junto a herdade que Jacó tinha dado ao seu filho José” (Jo 4.5), sua visita foi marcada pelo seu extraordinário encontro com a mulher samaritana. É exatamente nessa ocasião que Jesus mostra para os seus discípulos que a colheita do trigo daquela região ainda estava distante; contudo, a colheita das almas já tinha chegado.

No princípio do seu ministério terreno, Jesus falou da seara e dos ceifeiros. “A seara”, em primeiro momento, referia-se à nação de Israel, porém, mais tarde Jesus incluiu também o mundo inteiro. Então a “seara” tornou-se muito maior (Mt 9.37; 28.19-20).

Conforme disse acima o pastor Severino, ainda faltavam quatro meses para que a ceifa do trigo começasse. Era o mês de dezembro, e eles tinham que esperar até os meses de abril/maio. Mas Jesus chamou a atenção para a ceifa das almas dos samaritanos e por extensão a colheita do mundo inteiro. Em uma de suas parábolas sobre a semeadura, o Mestre falou: “… O reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente à terra… Porque a terra por si mesma frutifica; primeiro, a erva, depois a espiga, e, por último, o grão cheio de espiga. E, quando já o fruto se mostra, mete-lhe logo a foice, porque está chegada a ceifa” (Mc 4.26,28,29).

No último tópico vimos que a semente (a Palavra de Deus), é lançada quando anunciamos a Cristo em nossos cultos no templo, através dos cultos domésticos e mesmo, por meio do evangelismo pessoal.
Neste tópico acrescentaremos outras formas de anunciarmos o evangelho, pois a seara está madura e ela é o nosso foco.

3.1 – A distribuição de folhetos

Alguém certa feita disse: “Diz-me o que lês e te direi quem és”. Na batalha que se trava no mundo inteiro para ganhar as almas dos homens, a página impressa é uma das armas mais eficazes. Jornais, revistas, livros, panfletos e FOLHETOS: tudo isto está formando a opinião do leitor, modelando-lhe o caráter e traçando o curso de sua vida.

Pastor Josué Gonçalves diz que a página impressa pode ser usada para vida ou para a morte; para o bem ou para o mal. A sensualidade, o materialismo, o humanismo – os desejos da carne, a cobiça dos olhos e a soberba da vida – exalam seu mau cheiro de morte das muitas publicações que se acham nas livrarias e nas bancas de jornais.

Os representantes das falsas doutrinas vão de porta em porta vendendo livros ou distribuindo publicações que propagam seus erros e a igreja que possui o mais puro evangelho, faz pouco ou nada faz.

As redes sociais tornaram-se outro meio de levarmos a mensagem de Cristo através do folheto digital, no entanto, não anula o folheto impresso. A igreja que evangeliza deve aproveitar-se do primeiro sem desprezar o segundo.
Bilhões de pessoas tem algum conteúdo para ler todos os dias. São ávidos por qualquer material impresso que possam lhe cair as mãos.

Quanto as vantagens, o folheto possui:

1. Permanência – Na evangelização verbal, você passa e vai embora, a literatura fica produzindo efeito;

2. Retenção – A pessoa pode ler várias vezes e reter a mensagem, que pode resultar em conversão;

3. Multiplicação – Muitos poderão ler o mesmo folheto que foi entregue (família, parentes ou mesmo amigos daquele que recebeu);

4. Autoridade – Na sua intimidade, o leitor pode ser confrontado com o seu pecado;

5. Estudo objetivo – Conforme a literatura, o leitor poderá estudar o material bíblico de forma objetiva e sistemática;

6. Identificação com o leitor – Muitas vezes existem histórias para ilustrar a mensagem. O personagem tem a ver com a pessoa que está lendo. Está identificação é muito importante no convencimento da pessoa a aceitar Jesus.

7. Satisfação – Muitas pessoas fazem do hobby a leitura; ler lhe dá satisfação. Neste caso, a mensagem escrita é sempre bem-vinda;

8. Penetração – Existem muitos lugares que dificilmente poderíamos entrar pessoalmente para ministrar a Palavra do Evangelho, mas através da literatura os obstáculos podem ser vencidos;

Quanto ao conteúdo, o folheto deve ter:

1. Leitura interessante;

2. O título deve despertar interesse do leitor e criar o desejo de ler;

3. A mensagem deve ser clara, interessante e apropriada;

4. Ao selecionar literaturas, devemos pensar no leitor e observar as regras da boa comunicação;

5. A literatura deve ser bem escrita e correta quanto a gramática;

6. Antes de começar a distribuir qualquer literatura, é preciso lê-la completamente e entendê-la;

7. A literatura destinada a evangelizar deve dizer ao leitor onde pode obter ajuda.

O ganhador de almas precisa ter consciência de que a mensagem da Palavra de Deus possui em si mesma um poder sobrenatural e que prosperará naquilo para que foi enviada (Is 55.11).
Ciente disso, o simples folheto (objeto de evangelização desprezado por muitos evangelistas), contém a Palavra de Deus e isto é suficiente para alcançar o pecador.

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Bispo Oídes, sabiamente comparou o folheto a uma boa isca para atrair o peixe, o ponto de contato entre o pregador e o pecador não arrependido.

O famoso cantor Mattos Nascimento, por exemplo, converteu-se a Cristo através de um folheto que lhe entregaram e ele guardou no bolso; depois de algum tempo, o achou novamente e passou a lê-lo. Nele dizia: “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?” (Mt 16.26). Essa mensagem estremeceu os alicerces da alma daquele homem que vivia mergulhado no pecado, mas que tão logo se viu envolvido pelo manto amoroso da salvação de Jesus Cristo. Um simples folheto, mas com uma mensagem poderosa!

Pense no quanto a literatura mudou vidas, destinos, ensinou, criou sonhos, deu novos objetivos… Pense no quão importante tem sido a Palavra escrita de Deus nos últimos 3000 anos (Antigo Testamento e Novo Testamento) !!!

Qualquer pessoa capaz de sorrir e de estender a mão, pode distribuir folhetos!

3.2 – O culto ao ar livre

George Whitefield, (16 de dezembro de 1714 – 30 de setembro de 1770) foi um pastor conhecido como o “príncipe dos pregadores ao ar livre”, foi o evangelista mais conhecido do século XVIII.
Pregou durante 35 anos na Inglaterra e nos Estados Unidos, quebrou as tradições estabelecidas a respeito da pregação e abriu o caminho para a evangelização de massa.

Interessante que Whitefield passou a pregar ao ar livre, depois que muitas igrejas o impediu de ministrar em seus púlpitos em Londres, talvez por inveja; isto fez com que ele quebrasse a tradição de sua época, pois não se usava pregar fora das igrejas. Ele tinha sua vida consagrada a Cristo e orava frequentemente. A quantidade de pessoas que se reunia para ouvir os seus sermões tornara-se tão numerosa que impressionara John Wesley, que concordou em utilizar o mesmo método de pregação ao ar livre nos Estados Unidos.

A Igreja do Evangelho Quadrangular, também nasceu através do seu fundador George Jeffreys pregando suas mensagens ao ar livre.

As Assembleias de Deus têm utilizado este método desde a sua fundação, e apesar de muitos considerarem ultrapassado, não deve ser desprezado, pois enquanto o evangelismo no lar atinge um grupo reduzido de pessoas e o evangelismo pessoa uma única pessoa ou grupo menor ainda que o anterior, o culto ao ar livre tem alcance inimagináveis, pois pode penetrar no coração de pessoas que não estão ao alcance dos nossos olhos. Pessoas que no interior do seu lar, estão ouvindo atentamente a mensagem de salvação. Como poderíamos ignorar uma forma de evangelismo como esta?

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Não obstante, sempre se faz necessário o preparo da equipe de evangelismo ao ar livre. Devem-se dedicar a oração, jejuns, consagrações e leitura da Palavra, pois quando está em jogo a alma do homem, estamos também travando um imenso conflito espiritual. Se não houver instrução e capacitação da equipe, podemos colocar tudo a perder.

Semelhantemente ao culto doméstico ou no lar, o culto ao ar livre é diferente do culto no templo, pois a liturgia é reduzida a poucos cânticos, poucas oportunidades, uma mensagem objetiva e de cunho evangelística. Os integrantes do evangelismo devem ser pessoas ousadas no espírito (At 4.13,29,31; 13.46; 26.26) e não tímidas (II Tm 1.7)

Nos cultos ao ar livre devemos ter muita atenção para o apelo, aliás, sempre que estivermos em cultos evangelísticos, a igreja deve estar combatendo em oração, para que o Senhor, através do Espírito Santo exerça o poder de convencimento no pecador, acerca do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8).

3.3 – A integração e os cuidados com o novo cristão

A palavra integração tem origem no termo latim integratĭo. Trata-se da ação e efeito de integrar ou integrar-se (constituir um todo, completar um todo com as partes que faltavam ou fazer com que alguém ou algo passe a pertencer a um todo).
http://conceito.de/integracao

A Igreja de Cristo é um corpo (I Co 12.12-27) e quando alguém é convencido acerca dos seus pecados (Jo 16.8), é introduzido ou integrada neste corpo.
O processo de integração do novo convertido a igreja, é tão importante quando o da pregação das boas novas que o levaram a responder positivamente ao convite de Jesus.

Sua fé agora, precisa ser estruturada. Esse cuidado se baseia em um dos últimos conselhos de Jesus aos seus discípulos. Ele disse: “… ide, fazei discípulos de todas as nações… ensinando-os a observar (guardar) todas as coisas que vos tenho mandado…” (Mt 28.19,20). Isso significa que Cristo não se preocupava somente com a conversão dos pecadores, mas também com o aperfeiçoamento deles.

Há muitos anos atrás, tínhamos um trabalho evangelístico que mesclava todos os formatos de evangelização apresentados até aqui. Todos os domingos à tarde, percorríamos algum bairro entregando folhetos, falávamos do amor de Deus, entrávamos em algumas casas para orar e ali evangelizar a família, em outros casos falávamos individualmente sobre a salvação e a noite encerrávamos com um culto ao ar livre. Em determinado dia, houve dezenas de conversões, e empolgados fomos relatar ao pastor o resultado, pelo que ele respondeu:“Vocês pescaram os peixes, agora retirem as escamas!”.

O Evangelista João Moreno, afirma que devemos entender que uma evangelização integral exige que, após o período de conversão, haja o ensino das Escrituras, o discipulado, para fortalecer o novo convertido na fé e permitir que esse construa uma estrutura espiritual adequada para caminhada cristã.

O trabalho pós conversão irá preparar o novo convertido para o batismo nas águas, e após ser batizado, o processo ainda continuará. O mesmo deverá ser discipulado nas principais doutrinas bíblicas.
Considero como essenciais, as que disponho abaixo, baseado no livro ‘Conhecendo as Doutrinas Bíblicas’ de Myer Pearlman:

1. As escrituras;

2. Deus;

3. Os anjos;

4. O homem;

5. O Pecado;

6. O Senhor Jesus Cristo;

7. A expiação;

8. A salvação;

9. O Espírito Santo;

10. A Igreja;

11. As últimas coisas.

A falta de embasamento bíblico do novo convertido é falta grave da igreja que deixa de cumprir completamente o IDE de Jesus, e coloca em risco a permanência do mesmo no corpo de Cristo.

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Quando estou a ensinar sobre este tema, costumo dizer que é mais difícil manter o novo converso na igreja do que trazê-lo para ela, pois o trabalho posterior a conversão é mais metódico, exige acompanhamento, visitas, cuidados constantes até que ele venha adquirir maturidade suficiente para andar com os próprios pés.

Se uma igreja tem disposição para ir até as almas perdidas, deverá ter também a mesma disposição para as ensinarem.

CONCLUSÃO

Perceba você, irmão em Cristo que a cidade que residimos, são na verdade um campo branco pronto para a ceifa.
Temos total responsabilidade pelo campo que o Senhor nos confiou e nada fazer é desmazelo com a ordenança de Deus.

A igreja deve empreender todas as formas conhecidas de evangelismo, pois uma certamente complementará a outra.

“Evangelização é um mendigo contando a outro onde encontrar pão” (D.T. Niles).

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

Bíblia Eletrônica Olive Tree – Versão Revista e Corrigida / Revista e Atualizada / NVI;
Dicionário da língua portuguesa;
Propósito principal – Ted Haggard – Editora Danprewan;
Dicionário Enciclopédico da Bíblia – Editora Hagnos;
A prática do evangelismo pessoal – Antônio Gilberto – CPAD;
… E Samaria – Severino Pedro da Silva – CPAD;
Missão no coração de todos! – Josué Gonçalves – Editora Mensagem para Todos;
Biografia de George Whitefield – Editora dos Clássicos;
Evangelismo, a tarefa suprema da igreja – João Moreno – IBAD;
Conhecendo as doutrinas bíblicas – Myer Pearlman – Editora Vida;
Site da internet mencionado quando citado no texto;
Todos os direitos de imagens são de seus respectivos proprietários;

Por Cláudio Roberto


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