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Betel Adultos – 3º Trimestre de 2017 – 24/09/2017 – Lição 13: A perseverança do discípulo de Jesus Cristo

19/09/2017

Este post é assinado por: Cláudio Roberto

TEXTO ÁUREO

Lucas 8:15
15 e a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom e dão fruto com perseverança. (ARC)

TEXTO DE REFERÊNCIA

Hebreus 12:1-3
1 Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta,
2 olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.
3 Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos. (ARC)

NOTA

Saudações nobres irmãos!

Como combinamos, estou deixando mais uma vez aqui a capa da revista do próximo trimestre deste ano…

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O tema é uma espécie de homenagem ao aniversário de 500 anos da reforma protestante que se comemora em 31 de outubro. Nisto, nada melhor que percorrermos as doutrinas fundamentais da igreja de Cristo, revisando o legado que a Reforma Protestante nos deixou. Até lá!

INTRODUÇÃO

Pela graça e misericórdia de Deus, chegamos juntos ao final de mais um trimestre, onde fomos despertados a prática da principal vocação da igreja – A obra missionária, evangelística e discipuladora.

Encerraremos com a lição 13, onde abordaremos o tema perseverança, pois é sabido que em qualquer atividade que nos engajamos e desejamos realizá-la com o selo da excelência, exige-se tal qualidade.

O discípulo de Jesus deve necessariamente ser perseverante na busca pela semelhança do seu Mestre.

1 – A IMPORTÂNCIA DA PERSEVERANÇA

Qual o papel da perseverança na vida cristã?

Eu diria que é essencial, pois de nada adiantará vivermos toda a nossa vida servindo a Deus e ao final dela desistirmos.

A perseverança é a “ferramenta” que nos permitirá prosseguirmos mesmo diante das adversidades.

Sem ela, podemos até iniciar a carreira junto de Cristo, mas certamente não iremos concluí-la. Diante disso, temos a advertência: “Tu, porém, vai até ao fim” (Dn 12.13).

1.1 – O que significa ser perseverante?

Há diversos significados encontrados nas Escrituras para a palavra perseverança. E de fato também, há muitos sentidos da palavra em seu original grego.

Para Strong a palavra “perseverança” tem no grego o seu equivalente “makrothumeo” e pode ser:

1) ser de um espírito paciencioso, que não perde o ânimo;

   1a) perseverar pacientemente e bravamente ao sofrer infortúnios e aborrecimentos;

   1b) ser paciente em suportar as ofensas e injúrias de outros;

      1b1) ser moderado e tardio em vingar-se;

      1b2) ser longânime, tardio para irar-se, tardio para punir;

Ou ainda “hupomone”, também citada pelo Bispo Oídes tanto como perseverança como paciência e pode ser:

1) estabilidade, constância, tolerância;

   1a) no NT, a característica da pessoa que não se desvia de seu propósito e de sua lealdade à fé e piedade mesmo diante das maiores provações e sofrimentos;

     1b) pacientemente, firmemente;

2) paciente, que espera por alguém ou algo lealmente;

3) que persiste com paciência, constância e perseverança.

O Dicionário Enciclopédico da Bíblia ainda acrescenta que perseverar é se esforçar em aplicar-se a alguma coisa!

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Gosto quando a perseverança se associa com a paciência (longanimidade), pois ambas as palavras têm significados entrelaçados, como vimos acima.

O cristão tem que praticar a perseverança para com o seu semelhante (Ef 4.2; Cl 3.12.13). Essa virtude deve ornamentar a vida do fiel (Tt 2.2; l Tm 6.11). As Escrituras do AT recomendam a paciência muitas vezes, como Abraão perseverou na promessa, ou como José que não desfaleceu em seu ânimo, antes, porém perseverou no Senhor, ou o próprio Jó que pacientemente também aguardou no Senhor. A paciência contribui para uma convivência pacífica (Pv 15.18; 16.32).

Romanos 5:3
3 E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; (RA)

Como os sofrimentos e contratempos podem, mais cedo ou mais tarde, vir sobre qualquer um, o homem precisa saber que então a paciência ou a perseverança lhe será absolutamente necessária (Rm 15.4; Tg 1.3-4; 5.11).

Para Strong a perseverança em Romanos 5.3 é a estabilidade, constância e tolerância como características da pessoa que não se desvia de seu propósito e de sua lealdade a fé e a piedade mesmo diante das maiores provações e sofrimentos. Ela pacientemente e firmemente é perseverante. Ela espera por alguém ou algo lealmente, ela persiste com paciência, constância e perseverança.

O mundo pós-moderno impõe ao homem, inclusive aos cristãos, uma pressa descabida. Os psicólogos têm se desdobrado para entender e tratar os problemas dessa nova sociedade.

O Bispo Oídes destaca a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA) que segundo a psicologia é produzida por uma hiper construção de pensamentos, numa velocidade tão alta que estressa e desgasta o cérebro.

Este mal atinge hoje cerca de 80% dos indivíduos de todas as idades, principalmente aqueles que tem trabalho intelectual mais intenso. Há pessoas com dores de cabeça sem causa aparente, dores musculares e uma fadiga tão grande que parecem carregar o seu corpo de tão cansados que estão. Há outros com Déficit de memória, porque não administram sua psique adequadamente, o cérebro então, bloqueia a memória para pensar menos e poupar energia.

O grande male de tudo isso, é que a SPA contrapõe a perseverança ou a paciência requerida pela Palavra de Deus e muitos já deixaram ela exercer papel importante em sua relação com o Senhor.

Ao cristão é recomendável, mesmo diante das impossibilidades e falta de recursos próprios, esperar pacientemente em Deus, perseverando nas promessas e na vida cristã piedosa, pois desta forma, chegará até o fim (Hb 3.6).

1.2 – Cultivando hábitos saudáveis

Há muitos argumentos que explicam a falta de perseverança de alguns, no entanto são injustificáveis perante Deus.

O discípulo de Cristo dever ter consciência que sua vida será cheia de altos e baixos. O cristão ganha, mas também perde, o cristão colhe sucessos, mas também fracassos, o cristão triunfa, mas também sofre derrotas, porém nada disso decreta o nosso fim ou mesmo, poderá nos separar do amor de Deus (Rm 8.35).

A principal vitória do discípulo de Cristo, consiste em preservar a sua fé em Deus mesmo diante dos dissabores da vida.

E esta vitória se conquista através da perseverança, pois “É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma”. (Lc 21.19)!

Ao discípulo é conveniente criar hábitos saudáveis para que a sua vida espiritual alcance a plenitude proposta por Deus, porém este exercício demandará tempo, e tempo é exatamente contrário àquilo que vimos no tópico anterior.

A vida cristã exige tempo para se fazer as coisas. O próprio Deus nos deixou exemplo na ocasião da criação. Ele não fez tudo em único dia, mas cada coisa no seu tempo, no seu dia (Gn 1.3-31; 2.1-3).

Bispo Oídes cita alguns hábitos saudáveis que devemos observar. Tais hábitos devem ser executados com atitude de devoção e amor a Deus e nunca com motivações superficiais ou desinteressadas dEle. Vejamos:

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  1. Leitura Bíblica: Nunca conseguiremos ler a bíblia toda em um dia, mas iniciamos em um momento e precisamos de perseverança para continuarmos a lê-la diariamente com pausas e meditações necessárias para que a mensagem penetre o coração (At 2.42);
  1. Oração: Do mesmo modo como a leitura bíblica, a oração pode ser iniciada a qualquer momento, mas exigira perseverança para prosseguir. Quantos iniciaram tantas campanhas de oração, mas desanimaram ao meio do caminho. Faltou-lhes perseverança! Orar não deve ser uma penitência ou mesmo efetuada quando se comente um erro, um pecado como fazem os católicos, mas orar é o momento impar do nosso relacionamento com Deus. É a conversa com o nosso melhor Amigo; é a exposição de nossas necessidades, mas também o momento de glorificarmos a Ele. Portanto a oração deve ser prazerosa e não tediosa (At 2.42; Cl 4.2);
  1. Participar dos cultos: Sei que nem sempre é possível estarmos presentes em todos os cultos da congregação, mas precisamos nos esforçar (este é outro significado da palavra perseverança – item 1.1 desta lição). A labuta do dia pode exaurir nossas forças físicas e somente através do esforço perseverante conseguiremos marcar a nossa presença na solene reunião de adoração que os santos prestam ao Senhor (Hb 10.24.25);
  1. Ceia do Senhor: Ignorar ou fazer pouco caso do culto da Ceia do Senhor é grave! Sei que para muitos, cerimônias podem ser enfadonhas, mas esta não! Pois é nela que publicamente declaramos e renovamos a nossa aliança com Deus. Nela ensaiamos o que virá a ser as bodas do Cordeiro (Lc 13.29; 22.29-30).
  1. Evangelização: Evangelizar não é apenas executar este trabalho algumas vezes por empolgação de um seminário, congresso, ou seja, lá o que fez ir…, mas evangelizar é cumprir o principal protocolo deixado por Cristo (Mc 16.15; Mt 28.19-20). Evangelizar sistematicamente também requer perseverança!

Transcrevo aqui, a ilustração deixada pelo Pastor Eliel Goulart, que também escreve neste blog os esboços das lições da CPAD – Classe Adultos:

Ilustração – Quando uma congregação decidiu não mais ter a reunião semanal de oração, em razão da diminuição constante da frequência pelos crentes locais, uma das crentes declarou que ela estaria lá, mesmo se ninguém mais estivesse. E sendo fiel à sua palavra, assim o fez, estendendo a oração por mais horas. E na manhã seguinte alguém lhe perguntou em tom de brincadeira: “Você esteve na reunião de oração ontem à noite?” – “Sim, eu estive!” – “Quantos estavam presentes?” – “Quatro!”, respondeu ela. “Mas eu ouvi dizer que você estava lá sozinha…”. – “Não”, ela disse, “eu era a única pessoa visível. Mas o Pai estava lá, e o Filho estava lá, e o Espírito Santo estava lá, e todos concordamos em oração.” Nas outras reuniões, houve uma revitalização e essa congregação prosperou na perseverança dessa crente.

O verdadeiro discípulo de Jesus é perseverante nas boas práticas cristãs e nelas se esforça cotidianamente para agradar a Deus e inflamar aos outros.

1.3 – É necessário um novo coração

Lucas 8:15
15 A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança. (RA)

Leon L. Morris, explica que o semeador na Palestina semeava primeiro e arava depois (conforme ainda faz). A semente à beira do caminho talvez se refira a um caminho que o agricultor estava para passar o arado por cima, embora a referência à semente pisada dê a impressão de um trilho regular. De qualquer maneira, as aves podiam comer a semente. A pedra deve ser terreno rochoso onde uma leve cobertura de terra existe espalhada sobre as rochas, sem ter profundidade de solo para reter umidade. As plantas que crescem ali logo passam a murchar. Os espinhos são plantas espinhudas de crescimento vigoroso. Crescem mais rapidamente do que o trigo e sufocam o bom grão.
Em contraste com as demais porções de sementes, alguma caiu em boa terra, onde deram uma colheita abundante.

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Há duas maneiras de entender esta parábola. Uma delas vemos encorajando os discípulos com o contraste entre os pequenos inícios e a rica colheita final. A despeito das vicissitudes das sementes que caíram em lugares improdutivos, o resultado final era impressionante. A outra enfatiza a importância de uma reação certa ao ouvir a palavra. Se a assimilarmos, o resultado será uma rica colheita, mas se reagirmos como o caminho, a rocha, ou os abrolhos, acabaremos tendo nada.

Isto é, o homem de bom coração deverá receber a Palavra do Senhor (semente) e o seu senhorio em sua vida e aquilo que se principiou apenas como uma pequena semente frutificará em abundância (Mt 13.13).

Não devemos atentar ao tamanho pequeno da semente, mas prosseguir com perseverança até nos tornarmos frondosos e frutíferos, pois para isso fomos nomeados por Ele (Jo 15.16).

Bispo Oídes, cita a abnegação imposta pelo servir a Deus registrado no livro de Lucas 14.28-30, quando todos aqueles que se decidem por assumir a identidade de filho de Deus, se assemelha ao empreendedor que decidiu construir uma torre e considerou em seus cálculos iniciais os custos e os riscos daquela obra. A ponderação aqui se restringe mais uma vez não no fato de iniciar, mas principalmente de terminar aquilo que se iniciou.

Somente com a perseverança em Deus, em Sua Palavra; em Suas promessas e com os bons hábitos que a vida cristã requer, seremos capazes de dar continuidade e concluiremos àquilo que foi iniciado.

2 – “A CARREIRA QUE NOS ESTÁ PROPOSTA”

O egresso de alguém no mundo se dá pelo seu nascimento natural; a entrada na faculdade vem com a sua passagem no vestibular; o início de sua profissão vem com a sua formação profissional; mas o princípio da carreira cristã vem com o novo nascimento (Jo 3.3). Sem ele não há vida com Deus e é impossível iniciar a carreira proposta por Cristo!

O novo nascimento transforma o coração do homem, tornando-o suscetível a receber, praticar e guardar a sua Palavra para evitar o pecado (Sl 119.,11)!

2.1 – A necessidade de priorizar

Quando recebemos a Cristo em nossas vidas, devemos redefinir a ordem de prioridades que até então possuíamos.

É comum que muitas pessoas sequer pensem nisso. Veja o exemplo de algumas celebridades que vem a Cristo, mas que mantem a sua agenda de compromissos com o mundo. Se houver tempo serão instruídos, discipulados e ensinados, senão ficam como estão. Não privilegiam o que é sagrado, antes optam por conservar suas conveniências mundanas.

Lucas 9:57-62
57 Indo eles caminho fora, alguém lhe disse: Seguir-te-ei para onde quer que fores.
58 Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.
59 A outro disse Jesus: Segue-me! Ele, porém, respondeu: Permite-me ir primeiro sepultar meu pai.
60 Mas Jesus insistiu: Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e prega o reino de Deus.
61 Outro lhe disse: Seguir-te-ei, Senhor; mas deixa-me primeiro despedir-me dos de casa.
62 Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus. (RA)

No texto acima, Jesus decide pôr a prova os que queriam segui-lo e nos apresenta mais lições acerca do discipulado!

Neste texto, voluntariamente duas pessoas se propuseram seguir Jesus e a outra Ele mesmo chamou…

O primeiro disse: “seguir-te-ei”, no entanto Jesus colocou em teste àquela dedicação replicando: “As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”.
O primeiro homem expressa sua disposição para seguir. Nada há de errado com o modo de ele declarar-se: está pronto a ir para onde Jesus levar. Mas a resposta mostra que não levou em conta o que isto significa. Os animais e as aves têm seu lugar de habitação, “mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. Jesus está falando o que lhe custou a encarnação e demonstra que aquele que deseja segui-lo, não deve contar com uma vida de luxo ou algum tipo de regalo natural aqui neste mundo.

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Ao segundo é o próprio Cristo que o convida: “Segue-me”, mas ele apresentou o argumento de primeiro ir sepultar o seu pai. Leon L. Morris diz que este segundo homem foi chamado por Jesus. Respondendo ele, pediu licença para sepultar seu pai. Seu pedido era para ficar em casa até que seu pai morresse. Isto poderia ter significado um atraso indefinido, e as questões do reino não podem ser adiadas. Mas as palavras teriam uma urgência ainda maior se o pai já tivesse morrido. Os judeus contavam importantíssimo um sepultamento apropriado. O dever do sepultamento tomava precedência sobre o estudo da Lei, o serviço do Templo, o matar do sacrifício da Páscoa, a observância da circuncisão e a leitura da Megillah (um pergaminho contendo parte da Bíblia hebraica, especialmente o pergaminho contendo o livro de Ester). Mas as exigências do reino eram ainda mais urgentes. Jesus não poderia esperar até que o homem passasse por todas as cerimônias envolvidas num sepultamento. Diz, portanto: “Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos”. Jesus chamara o homem, e ele deveria pregar o reino de Deus. Que aqueles sem visão espiritual cumpram o tipo de dever que sabem fazer tão bem. O sepultamento é uma atividade em harmonia com aqueles que estão espiritualmente mortos. Mas o homem que viu a visão não deve negar ou atrasar sua vocação celestial. (Grifo meu).

O terceiro e último, também diz: “Seguir-te-ei”, mas impõe uma condição: mas deixa-me primeiro despedir-me dos de casa”. Parece ser razoável a sua petição, mas neste caso evidentemente ocultava alguma relutância quanto a dar o passo decisivo. Jesus indica que o reino não tem lugar para aqueles que olham para trás quando são chamados para avançar (Lc 9.62).

Matthew Henry, sobre este versículo afirma que isso pareceu um pedido sensato; foi o que Eliseu desejou quando Elias o chamou: “Deixa-me beijar a meu pai e minha mãe” (I Re 19.20), e lhe foi permitido. Mas o ministério do evangelho é preferível e o serviço é mais urgente do que o dos profetas; portanto, isso não seria permitido aqui.

Note que há uma emergência e uma singularidade no exercício de anunciar o Reino de Deus. Aqueles que almejam ser discípulos de Cristo devem se submeter a rigorosa seleção de não aspirarem absolutamente nada desta vida, e que necessariamente devem priorizar tal obra, não permitindo em suas vidas as distrações dos deveres cristãos, onde até mesmo os relacionamentos mais próximos devem ser relegados a segundo plano, conforme Cristo nos orientou em Mt 6.33: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

Ao priorizarmos o Reino de Deus em nossas vidas temos a garantia dada pelo próprio Deus que as demais coisas nos serão adicionadas!

Nenhuma desculpa deve ser admitida contra a obediência ao chamado de Cristo!

2.2 – A pessoa de Jesus, nossa maior motivação

O que deve nos encorajar a perseverarmos no Reino de Deus não são as posições eclesiástica que podemos galgar no ministério, tão pouco o status (já que este termo hoje está tão em voga), ou mesmo a capacidade de tornar-se um influenciador no meio. Tudo não passa de vaidades humanas.

O nosso estimulo ou a nosso incentivo neste contexto deve se única e exclusivamente Cristo.

Bispo Oídes apresenta como exemplo de verdadeira motivação dos discípulos a resposta dada por Pedro a Jesus, quando após um discurso mais duro, viu a multidão se dispersarem. O funil ou a peneira sempre é posta quando engrossamos o tom de voz e apresentamos as determinações ou requisitos de um discípulo. Foi assim com Jesus e será assim conosco. Não adianta amenizar, florir, adocicar, abrandar o Evangelho. Ser discípulos tem suas implicações e elas são sérias.

Ao ver o povo ir embora, Jesus questiona aos seus discípulos: “Isto vos escandaliza?” (Jo 6.61). Em outras palavras, Jesus perguntava se aquilo era pedra de tropeço para eles.

Ainda mais forte é o texto que afirma que “Desde então, muitos dos seus discípulos tornaram para trás e já não andava com ele” (Jo 6.66). Essas pessoas certamente traziam consigo a insígnia de serem discípulos de Jesus Cristo, mas as motivações que os faziam segui-lo eram espúrias, débeis e frágeis, sendo que ao serem confrontados, desistiram, não perseveraram, antes revelaram um coração não quebrantado (Sl 34.18; 51.17), mas quebradiço!

Matthew Henry comenta: “Veja o retrocesso desses discípulos. Muitos deles voltaram para suas casas, famílias e chamados que tinham deixado para trás a fim de seguir a Cristo; um voltou para a sua fazenda, e outro para seu mercado, assim como Orfa fez, para seu povo e deuses (Rt 1.15). Eles estiveram na escola de Cristo, mas retornaram; deixaram Cristo e Sua doutrina para sempre. Assim acontece muitas vezes quando algum retrocede, muitos retrocedem com ele; a doença é contagiosa. Eles não voltaram mais para Ele e não mais serviram ao Seu ministério (Hb 6.4-6)”.

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Jesus, agora aponta o seu olhar para os apóstolos escolhidos e lhes pergunta: “Quereis vós também retirar-vos” (Jo 6.67). Aquele era o momento propício para testar a sua firmeza e confirmá-los na fé.

Perceba que Jesus Cristo, não retém ninguém contra a sua vontade. A fé dada por Deus é voluntária e espontânea, assim como tudo em Sua obra o é. Ninguém deve fazer coisa alguma por opressão!

Pedro então toma a palavra e então afirma: “Senhor, para onde iremos nós?” (Jo 6.69-70).

Considerando que havia a esperança de que Jesus iria implantar um reino secular que suplantaria o império romano e alçaria Israel ao estado de independência e supremacia sobre as demais nações, a confissão de Pedro não se fundamenta em uma expectativa de poder galgar uma posição de eminência neste reino, ao contrário, demonstra um total desapego a qualquer tipo de benção proveniente pela suposta ocasião. O que motivava o apostolo Pedro a continuar seguindo era apenas o fato de Jesus ser simplesmente Jesus… o Senhor, o caminho, o que falava de vida eterna, o Cristo, o Filho de Deus!

E quanto a nós? O que nos motiva a segui-lo?

2.3 – A Palavra de Deus como fundamentação

A Palavra exerceu papel de destaque no ministério de Cristo e foi através dela que Jesus se fez conhecido, foi através dela que Jesus apresentou a sua doutrina.

Retornando ao texto do tópico anterior em que Pedro afirma:

João 6:68-69
68 Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna;
69 e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus. (RA)

Pedro declara reconhecidamente algumas verdades neste texto:

  1. “Senhor” – Cristo é o Senhor e Ele tem o senhorio de suas vidas;
  1. “para onde iremos nós” – Não existe outra doutrina ou outro caminho que conduz a vida eterna;
  1. “tu tens as palavras da vida eterna” – Cristo é o Pai da eternidade (Is 9.6) e somente Ele possui a mensagem que que sacia o homem sedento por esta vida; Mesmo sem conhecer completamente a mensagem da cruz, os discípulos estavam satisfeitos com a doutrina até aqui apresentada por Jesus;
  1. “nós temos crido” – Cristo despertou neles a verdadeira fé salvadora;
  1. “conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus” – A vida e obra de Jesus revelou ao coração dos discípulos que Ele era de fato o Messias prometido, esperado e que havia encarnado para trazer vida e salvação a todos os homens;

O que impulsionava a Pedro declarar o que disse foi a pessoa de Cristo e aquilo que ele aprendeu ouvindo Suas palavras.

A doutrina de Cristo apresentava a vida eterna (Jo 5.24).

Para Wiersbe, a pregação da Palavra de Deus sempre serve para “peneirar” o coração dos ouvintes. Deus chama os pecadores para junto do Salvador pelo poder da Palavra. Os que rejeitam a Palavra, rejeitam o Salvador. Os que recebem a Palavra, recebem o Salvador e experimentam o novo nascimento, a vida eterna.

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O único erro de Pedro em sua declaração, foi usar o pronome pessoal nós, envolvendo ou falando por todos os doze discípulos, pelo que Jesus o corrige no versículo 70 dizendo: “… Um de vós é o diabo”. Judas foi convincente em sua máscara apostólica, mas não perseverou e por isso sucumbiu à tragédia do suicídio (Mt 27.5).

Em um mundo repleto de recreação e prazeres, é necessário atenção e cuidados redobrados para não nos perdermos como fizeram alguns:

  1. O próprio Judas Iscariotes (Mt 27.5);
  2. Ananias e Safira (At 5.1-9), não perseveraram na doutrina dos apóstolos, mas decidiram mentir ao Espírito Santo porque foram seduzidos pelo materialismo e a riqueza;
  3. Himeneu e Alexandre (I Tm 1.1-20), que naufragaram na fé por não perseverarem nela e na boa consciência, blasfemaram!

Mas os que perseveraram na Palavra, alcançaram êxito. Veja o exemplo da igreja primitiva que se destacou pela perseverança que tinha na doutrina dos apóstolos – Palavra de Deus (At 2.42)!

3 – ATITUDES DE PERSEVERANÇA

O perseverante é aquele que não toma atalhos para chegar em algum lugar. Mesmo que o terreno esteja difícil de trafegar, ele persevera na boa consciência que o amarrou a Cristo e se esforça ao máximo para agradar Àquele que o chamou.

3.1 – Perseverar na Palavra de Deus

A confissão de fé labial deve vir acompanhada da confissão interior que se dá no coração daquele que também crê. O primeiro não pode vir desassociado do segundo. A conjunção de ambos resulta em salvação!

Romanos 10:9
9 a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. (ARC)

Jesus chamou a atenção desta realidade. Não bastava que a multidão se aglomerasse junto Dele senão estivessem dispostos a crer em suas palavras. A Palavra precisava penetrar em seus corações!

João 8:31
31 Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; (RA)

Para Strong, a palavra “crido” neste texto vem da palavra “pisteuo” no grego e quer dizer: “pensar que é verdade”, “estar persuadido de acreditar”, “depositar confiança em algo que se crê” e ainda pode sim, até significar “fé salvadora”!

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Havia um forte indicio de aceitação da Sua doutrina, então Jesus lança o desafio àquela fé que germinava no coração dos judeus… “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos”. Mais uma vez, o Senhor Jesus põe a prova a fé daqueles que se dizem discípulos.

Willian MacDonald afirma que Jesus fez uma distinção entre aqueles que são discípulos e aqueles que são verdadeiramente Seus discípulos. Um discípulo é alguém que professa ser um aprendiz, mas o verdadeiro discípulo é aquele que tem uma forma real do Senhor Jesus Cristo. Aqueles que são verdadeiros crentes têm estas características – permanecer em Seu Verbo (Palavra) -. Isso significa dar continuidade aos ensinamentos de Cristo. Não se afastar dEle. A verdadeira fé sempre tem a qualidade de permanência. Não somos salvos por permanecer em Sua Palavra, mas permanecem em Sua Palavra, porque eles são salvos.

3.2 – Perseverar no amor

Paulo escrevendo aos Coríntios afirma que o amor “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (I Co 13.7). Aqui encontramos o esforço para suportar os desafios da fé cristã em amor. A única forma de amarmos mesmo em situações que não somos amados, ou até mesmo naquelas que estamos sendo odiados, é perseverando em amar (II Co 12.15). Lembrando mais uma vez que um dos significados da palavra perseverança é esforço, ou mesmo suportar o mau pacientemente.

Além do mais, o amor é a credencial que legitima o verdadeiro discípulo de Jesus.

Jesus deixa-nos uma mensagem forte, contundente e de enorme responsabilidade sobre este tema:

João 13:35
35 Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. (ARC)

Aqueles homens eram conhecidos pelos outros como discípulos de Jesus por causa da figura sempre presente do seu Mestre, mas se aproximava o dia de Sua morte e ressurreição, onde após a ausência física do Senhor, deveriam assumir o protagonismo da obra e ainda permanecerem identificáveis como sendo discípulos de Jesus aos outros.

Para MacDonald, o emblema do discipulado cristão não é uma cruz que é realizada ao redor do pescoço ou na lapela ou um tipo diferente de roupa. Qualquer um pode professar discipulado desta maneira. A verdadeira marca de um cristão é o amor para seus irmãos cristãos. Isso exige poder divino, e este poder é dado apenas para aqueles em que o Espírito habita.

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A palavra “amardes” neste texto ainda nos dá uma maior compreensão da altura ou do nível do amor que Jesus requer dos seus discípulos. Amardes aqui é no grego “ágape”, isto é, o amor mais nobre que existe; o amor que não exige nada encontra, portanto, incondicional!

Não se trata de escolhermos a quem vamos amar ou nos dedicar, mas trata-se de amar uns aos outros sem distinção; e se negligenciarmos o amor ou faltar com o amor a quem quer que seja, somos devedores – A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei” (Rm 13.8).

Paulo ainda complementa afirmando que “o amor não faz mal ao próximo” (Rm 13.10) e se lhe falta amor, não desanime, pois, ele é fruto da graça de Deus e “está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5.5).

Lembro-me de ter lido a muito tempo atrás, a história de uma comunidade cristã que viveu no período do século XIII, quando a peste negra devastou um terço de toda a população da Europa.

Pais abandonavam seus filhos nas ruas, filhos expulsavam os pais contaminados pela peste de suas casas, de maneira que havia muita animosidade entre as pessoas. De um lado os doentes postos a morrerem à mingua e do outro, os poucos sadios que restavam, mas não queriam os doentes próximos.

Em meio a tudo isso, se destacou a comunidade cristã que socorria os abandonados pelas pestes, e os servos de Deus, mesmo estando sadios, não temiam abraça-los e confortá-los com gesto de amor. Tal atitude chamou a atenção dos demais que enxergaram naquele comportamento amoroso, a própria manifestação de Deus. Diz a história que houve um grande número de conversões que se iniciou porque alguns decidiram expressar o amor de Deus!

Deixo aqui uma palavra de discernimento sobre os tantos tele evangelistas que utilizam os seus espaços na TV para se digladiarem uns aos outros. Posam de discípulos, milagreiros, mentores, espirituais, mas é a Palavra de Deus que os julga – “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. Cuidado com os seus “ídolos”… Se não há amor, não é discípulo, mas é impostor!

Esta é a evidencia maior da presença de Jesus em nossas vidas e que podemos mostrar ao mundo – o amor!

3.3 – Perseverar na frutificação

João 15:1-8
1 Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.
2 Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.
3 Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado.
4 Estai em mim, e eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.
5 Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer.
6 Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.
7 Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.
8 Nisto é glorificado meu Pai: que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. (ARC)

A capacitação do discípulo de Jesus engloba muitas facetas e agora Jesus discorre sobre a frutificação da vida do crente.

A nossa nomeação para o Reino de Deus, envolve frutificação e permanência desse fruto – “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça…” (Jo 15.16).

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Matthew Henry sobre o texto de João 15.1-8 afirma que Jesus Cristo é a Videira, a Videira verdadeira. A união da natureza divina com a humana, e a plenitude do Espírito que há nEle, lembram a raiz da vida que frutifica pela umidade da boa terra. Os crentes são os ramos desta Videira. A raiz não se vê e nossa vida está escondida com Cristo; a raiz sustenta a árvore, lhe difunde a seiva, e em Cristo estão todos os sustentos e provisões. Os ramos da videira são muitos, mas ao unificar-se na raiz enquanto a lugar e opinião, se unem em Cristo. Os crentes, como os ramos da videira, são fracos e incapazes de permanecer, senão como nasceram.

O Pai é o Dono da videira. Nunca houve um dono tão sábio, tão cuidadoso com sua vinha como Deus por sua Igreja que, por isso, deve prosperar. Devemos ser frutíferos. Esperamos uvas de uma videira, e do cristão esperamos um temperamento, uma disposição e uma vida cristã. Devemos honrar a Deus e fazer o bem, isto é, levar fruto.

Os estéreis são cortados. Até os ramos frutíferos necessitam poda porque, no melhor dos casos, temos ideias, paixões e humores que requerem ser eliminados, coisa que Cristo tem prometido fazer por sua Palavra, Espírito e Providência. Se são usados meios drásticos para avançar a santificação dos crentes, eles estarão agradecidos por eles.

A palavra de Cristo se dá a todos os crentes; e há nessa palavra uma virtude que limpa ao operar a graça e desfazer a corrupção. Quanto mais fruto demos, mais abundaremos no que é bom, e mais glorificado será nosso Senhor.

Ainda a palavra fruto segundo Strong neste contexto, é no grego “karpos” e significa simplesmente “fruta”, “fruto das árvores”, “das vinhas”; “colheitas”.

Segundo o Bipo Oídes, na Bíblia encontraremos a palavra “fruto” como:

  1. Fruto de arrependimento (Mt 3.8);
  1. Fruto com boa obra (Cl 1.10);
  1. Fruto do Espírito Santo (Gl 5.22);

Para frutificar, devemos permanecer em Cristo, devemos estar unidos a Ele pela fé. O grande interesse de todos os discípulos de Cristo é manter constante a dependência de Cristo e a comunhão com Ele. Os que não permanecem em Cristo, embora floresçam por um tempo na profissão de sua fé externa, terminam em nada. O fogo é o lugar mais adequado para os ramos murchos; não são bons para outra coisa. Procuremos viver mais simplesmente da plenitude de Cristo, e crescer mais frutíferos em todo bom dizer e fazer, para que seja pleno nosso gozo nEle e em sua salvação.

CONCLUSÃO

Nesta lição aprendemos que ser discípulo de Jesus vai muito além da nomenclatura e que a perseverança é vital para aqueles que desejam se estribar em caminhar pelas veredas do Senhor, cultivando bons hábitos da vida cristã, tendo um coração plenamente convertido pelas verdades expostas por Cristo, bem como estarmos com os olhos fitos em Jesus, “autor e consumador da nossa fé” (Hb 12.2).

A perseverança nos auxiliará em nossa permanência na Palavra, no amor e na produção de frutos na presença de Deus, dos santos e do mundo…

Lembre-se que eu e você devemos sempre perseverar pois a perseverança nos conduzirá a salvação (Mt 24.13); nos tornará santos (Cl 1.22) e nos fará trabalhadores abundantes na seara do Senhor (I Co 15.58).

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

Bíblia Eletrônica Olive Tree – Versão Revista e Corrigida / Revista e Atualizada / NVI;
Dicionário da língua portuguesa;
Dicionário Bíblico Strong – James Strong – Sociedade Bíblica do Brasil;
Dicionário Enciclopédico da Bíblia – Editora Paulus;
Lucas – Série Cultura Bíblica – Leon L. Morris – Editora Vida Nova;
Bíblia de Estudo Matthew Henry – Versão Revista e Corrigida – Central Gospel;
Comentário Bíblico Popular – Novo Testamento – Willian MacDonald – Editora Mundo Cristão;
Comentário Bíblico de Matthew Henry – Novo Testamento – CPAD;
Site da internet mencionado quando citado no texto;
Todos os direitos de imagens são de seus respectivos proprietários;

Por Cláudio Roberto


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