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Betel Adultos – 3º Trimestre de 2017 – 02/07/2017 – Lição 1: A tarefa de testemunhar de Cristo

28/06/2017

Este post é assinado por: Cláudio Roberto

TEXTO ÁUREO

Atos 1:8
8 Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra. (ARC)

TEXTO DE REFERÊNCIA

Marcos 16:15-19
15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
16 Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
17 E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas;
18 pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.
19 Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus. (ARC)

INTRODUÇÃO

Neste trimestre iremos tratar de um tema extremamente importante para o cristão – Evangelismo, missões e discipulado, a tarefa primordial da Igreja.

Penso que as mensagens contidas em cada uma das 13 lições dispostas nos próximos meses, poderá servir como um chicote nos lombos daqueles que estão descuidados quanto a esta responsabilidade.

Atos 1:8
8 Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra. (ARC)

Nosso Senhor Jesus Cristo, momentos antes de ascender aos céus, estabeleceu o caráter evangelizador, missionário e discipulador dos seus seguidores.

Aquilo que Ele mesmo deu início (mensagem de Boas Novas – Mt 4.17), deveria necessariamente ser continuado por seus discípulos (Mt 28.19-20; Mc 16.15).

Sua igreja, que seria fundada no capítulo 2, estaria imbuída da autoridade do Espírito Santo para testemunhar de Jesus Cristo. Segundo Norman Champlin, esse testemunho foi duplo:

  1. O testemunho das obras, o testemunho do ministério de ensino, e, acima de tudo, o testemunho acerca da ressurreição de Cristo;
  2. O testemunho do Pai, segundo revelado no Filho.

Todos os quatro evangelhos, como também o livro de Atos, enfatizam a Grande Comissão, um dos primeiros temas do cristianismo, que destaca a universalidade da mensagem cristã, em que fica eliminado o caráter provincial do judaísmo. Cristo é o Salvador potencial de todas as nações, bem como o Senhor dos céus e da terra; e o seu reino haverá de propagar-se de mar a mar. Porém, para que isso ocorra, é necessário que os seus mensageiros levem o evangelho para além dos limites da cidade de Jerusalém, para além dos limites da Palestina, para além das regiões imediatamente vizinhas à Palestina, para além do mundo mediterrâneo, levando o evangelho até aos confins da terra. Podemos observar com justiça que os apóstolos originais de Jesus cumpriram a Grande Comissão em Jerusalém, na Palestina, em Samaria e no mundo Mediterrâneo. Agora faz parte da tarefa da igreja cristã universal completar essa Grande Comissão, conquistando o mundo.

1 – O EVANGELISMO E SUA ESSÊNCIA

Originalmente, a palavra “Evangelho” foi usada para descrever as “boas novas” da vitória militar trazida de um mensageiro ao seu comandante. Em seguida, passou a significar simplesmente uma mensagem “boa”.
A própria Escritura nos dá exemplos deste conceito passado. (II Sm 1.2,4-5; 4.10; 18.26).

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De acordo com o dicionário Vine, o termo “Evangelho”, corresponde a palavra grega “euangelion”, originalmente denotava recompensa por dar boas novas. Mais tarde, a ideia de recompensa caiu e a palavra passou a representar as próprias “boas novas”. Em português, a palavra “evangelho”, ou seja, “boas novas”, é a equivalente de euangelion (em português, “evangelho”).

No Novo Testamento, denota as “boas novas” do Reino de Deus e da salvação por meio de Cristo, a serem recebidas pela fé, com base em Sua morte expiatória, sepultamento, ressurreição e ascensão (por exemplo: At 15.7; 20.24; 1 Pe 4.7).

O apóstolo Paulo usa o termo “evangelho” acerca de duas coisas associadas, contudo, distintas:

(a) – Os fatos básicos da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo (por exemplo: 1 Co 15.1 -3);

(b) – A interpretação destes fatos (por exemplo: Rm 2.16; Gl 1.7-11; 2.2);

Na letra “a”, o Evangelho é visto historicamente, e na letra “b” doutrinariamente.

As expressões a seguir são usadas em conexão com o “Evangelho”:

(a) com respeito ao seu testemunho:

(1) kerussõ, “pregá-lo como arauto” (por exemplo: Mt 4.23; Gl 2.2);

(2) laleõ, “falar” (1 Ts 2.2);

(3) diamarturomai, “testemunhar (completamente)” (At 20.24);

(4) euangelizõ, “pregar” (por exemplo: 1 Co 15.1; 2 Co 11.7; Gl1.11);

(5) katangellõ, “proclamar” (1 Co 9.14);

(6 ) douleuõ eis, “servir a” (Fp 2.22);

(7) sunathleõ em, “laborar com em” (Fp 4.3);

(8) hierourgeõ, “ministrar” (Rm 15.16);

(9) pleroõ, “pregar completamente” (Rm 15.19);

(10) sunkakopatheõ, “sofrer adversidade com” (2 Tm 1.8).

(b) com respeito à sua recepção ou não:

(1) dechomai, “receber” (2 Co 11.4);

(2) hupakouõ, “dar atenção a” ou “obedecer” (Rm 10.16; 2 Ts 1.8);

(3) pisteõ em, “acreditar em” (Mc 1.15);

(4) metastrephõ, “perverter” (Gl 1.7).

Diante do exposto, sintetizamos a palavra “Evangelho” conforme o resumo de Strong: “Evangelho são as boas novas da salvação através de Cristo; É a proclamação da graça de Deus manifesta e garantida em Cristo”.

O próprio Cristo, seu amor, sua vida, obra, morte e ressurreição são a essência do Evangelho.

O anúncio da mensagem de “boas novas”, é de inteira responsabilidade da Igreja. Ao se prontificar a isto, ela (a igreja), se posiciona em harmonia com o projeto de Deus em atingir toda a humanidade com a “notícia” de que Deus se interessa por cada homem (gênero humano), e está à disposição de salvá-los da condenação eterna, mediante a credibilidade que eles darão a exposição do evangelho – “Quem deu crédito a nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do Senhor?” (Is 53.1).

Atos 4:10-12
10 seja conhecido de vós todos e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dos mortos, em nome desse é que este está são diante de vós.
11 Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina.
12 E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. (ARC).

Note que recai sobre a Igreja do Senhor (eu e você), o dever de informar a todos os homens acerca da salvação através e unicamente de Jesus Cristo.

1.1 – A vital importância do evangelismo

Somente quem algum dia, ganhou uma alma para Cristo, sabe compreender a alegria que sentimos quando isso acontece. A sensação de dever cumprido e a alegria que emana do coração, excede qualquer satisfação anteriormente experimentada. Quem não está entendo o que menciono, sugiro anunciar a Cristo e ganhar almas, deste modo, compreenderá.

Como servos do Senhor, fomos alistados por Ele com um propósito principal – Evangelizar, ganhar almas, transportar vidas do reino das trevas para o reino da luz, despovoar o inferno e povoar o céu, arrancar pessoas das garras do diabo e depositá-las nas ternas mãos do Senhor.

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Erroneamente, há muitos que imaginam que a incumbência de ganhar almas recai somente sobre os obreiros ou corpo ministerial, principalmente aqueles com o título eclesiástico de pastores, evangelistas e missionários.

Mateus 28:19-20
19 Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
20 ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém! (ARC)

Mateus 28:19-20
19 Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século. (RA)

O texto acima (disposto nas versões Revista Corrigida e também na Atualizada), é chamado pelos estudiosos das Escrituras como: “A Grande Comissão”.

O comentário Beacon afirma que A Grande Comissão é dada nos versículos 18-20. Blair a chama de “a passagem chave deste Evangelho”, e acrescenta: “Aqui se compreendem muitas das ênfases do livro”. Ele menciona:

1. “A totalidade do poder de Jesus;

2. “O seu caráter derivativo”;

3. A ordem de evangelizar o mundo todo;

4. A natureza do discipulado;

5. A certeza da presença de Jesus”.

Se cremos no poder de Jesus e que a sua presença é garantida a todos os seus seguidores (e realmente é), a responsabilidade de fazer discípulos e ensinar a todos, também o é na mesma equivalência de fé!

O dever de evangelizar não é restrito a obreiros consagrados ao santo ministério, mas a todos que compõe o corpo de Cristo.
Enquanto muitos, por falta de ensinamento ou esclarecimento quanto a sua responsabilidade no reino de Deus, estão acomodados dentro de quatro paredes, o mundo perece.

Eles imaginam que sua função é apenas frequentar os cultos, tocar o seu instrumento, alçar o seu louvor a Deus dentro da congregação e cultuá-lo junto com a irmandade, e não percebem que a negligência quanto ao IDE de Jesus, está contribuindo para que as almas não venham ao conhecimento da verdade e consequentemente, estejam privadas de experimentarem a vida eterna em Cristo.

Romanos 10:14-15
14 Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?
15 E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas (RA)

O comentário Beacon ainda retrata de forma magnífica e esclarecedora o texto acima como sendo elos de uma cadeia que necessariamente devem estar conectados, bem como as dependências entre eles. Ele diz que: “Os homens devem invocar o nome do Senhor para serem salvos; mas eles não irão invocar esse nome, a menos que tenham sido motivados a crer nele; eles não podem crer nele, a menos que tenham ouvido falar dele; eles não podem ouvir falar dele, a menos que alguém lhes proclame o evangelho; e ninguém pode lhes proclamar a palavra salvadora a menos que tenha sido enviado. Assim, o pregador pode ser considerado um “apóstolo” (enviado) no sentido mais básico da palavra”. (Acréscimo meu).

1.2 – O alcance do evangelismo

A obra evangelística da igreja, ou seja, o trabalho de anunciar as boas novas de salvação aos perdidos não está cerceado por qualquer obstáculo, seja ele físico ou mesmo geográfico. A igreja vai e a igreja envia.

Não existem limites ou barreiras suficientes para deter o avanço da Igreja, desde que ela se disponha a ir.

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Jesus pode salvar em qualquer culto onde a sua Palavra é anunciada.
Em décadas passadas, a igreja avançou muito com os cultos realizados ao ar livre e hoje continuam sendo uma boa prática de evangelização. Há poucas semanas atrás, aqui mesmo em Porto Velho – RO, um culto como esse, salvou 143 almas.
Neste tipo de culto, a mensagem abarca a todos indistintamente, e o Espírito do Senhor atua em conjunto com aqueles que estão nos bastidores intercedendo durante o trabalho, e também com aqueles que estão à frente do culto (dirigentes, músicos e pregadores).
A obra é válida e produz os seus frutos, no entanto, existem trabalhos de bem menor envergadura, porém com propósitos tão sublimes quanto o anterior – Ganhar almas.

Estou me referindo agora ao Evangelismo pessoal…

Considerando que uma alma é de extremado valor (Mt 16.26). Para Deus, o evangelismo pessoal tem o mesmo peso que o evangelismo em massa, pois neles, o objetivo é um só, levar a pessoa ou a multidão até Cristo.

Alguns consideram o diálogo do Mestre com a mulher samaritana, como a maior mensagem pregada por Jesus. Naquela ocasião, estavam tão somente Ele e uma mulher à beira de um poço (Jo 4).

A vantagem neste tipo de abordagem é que a atenção se volta exclusivamente a uma única pessoa e desta forma, os esclarecimentos são orientados segundo as dúvidas do indivíduo. Os problemas podem ser revelados e conhecidos de maneira mais profunda, e desta forma, a mensagem pode ser dirigida com mais clareza ao pecador.

O capítulo anterior, Jesus também falou a sós com Nicodemos (Jo 3) e o resultado pareceu ser bem proveitoso (Jo 7.50-51; 19.39-42).

Em Atos 8:37-38, temos o exemplo do evangelismo pessoal praticado por Filipe e que será visto mais adiante.

Evangelizar não produz apenas o crescimento da igreja, mas também proporciona bênçãos na vida daqueles que se prontificam a esta tarefa. Listo algumas delas:

  1. Cumpre a vontade de Deus (Mt 28.19-20; Mc 16.15);
  2. Experimenta uma alegria mais excelente (Lc 10.17);
  3. Proporcionam o verdadeiro regozijo na vida daqueles que ouvem e aceitam o Evangelho de Cristo (At 8.39);
  4. Vivenciam os milagres (Mc 16.15-18; At 2.43; 3.6-8; 6.8; Hb 2.4)
  5. São mais sábios do que os demais (Pv 11.30);
  6. É cooperador de Deus na salvação das almas e contribui para encobrir uma multidão de pecados do convertido (Tg 5.20), entre outros…

1.3 – Evangelizar é falar do sacrifício de Cristo

A Bíblia é clara e enfática: o desejo de Deus é que todos sejam salvos (I Tm 2.4) e, por isso, Ele disponibilizou a salvação para toda a humanidade. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

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Norman Geisler afirma que: “A origem da salvação está na natureza de Deus, que é um Ser amoroso (na sua onibenevolência). A liberdade de Deus está fundamentada no seu amor imutável; Ele não pode agir de maneira contrária à sua própria natureza. Por exemplo, como Deus é a verdade “é impossível que Deus minta” (Hb 6.18; cf. Tt 1.2), e como Deus é amor, é impossível que Ele não ame tudo aquilo que for bom”.

Deus disse:

“Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Com amor eterno te amei; também com amável benignidade te atraí” (Jr 31.3).

“Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).

“Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo, todos morreram” (2 Co 5.14).

“Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)” (Ef 2.4-5).

“Andai em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si m esmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus” (Ef 5.2).

“Mas, quando apareceu a benignidade e caridade de Deus, nosso Salvador, para com os homens, não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia” (Tt 3.4-5).

“Vede quão grande caridade nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus” (1 Jo 3.1).

A mensagem das boas novas, necessariamente passa pelos seguintes pontos ou abrange os seguintes aspectos:

1. O evangelho passa pelo amor de Deus que enviou o seu único Filho, a fim de que pela fé em seu sacrifício, o homem venha a ser salvo (Jo 3.15-16). Não existe evangelho sem a demonstração do amor de Deus. Ele é o centro, o equilíbrio, a mola mestre, o eixo e o fundamento pelo qual a salvação em Cristo Jesus é executada;

2. A genuína mensagem do evangelho, aponta a necessidade do homem em se arrepender dos seus pecados (Mt 3.2; 4.17; At 2.38), ela revela a sua real condição eterna e provê um meio de escape (Ef 2.1-10; Cl 1.13);

3. O evangelho passa pelo calvário e vislumbra a morte de Jesus. Sem calvário, não haveria reconciliação, não haveria perdão, não haveria redenção. Foi no calvário que Jesus sofreu e morreu em nosso lugar (sacrifício vicário). Foi no calvário que Jesus verteu o seu sangue e assim cumpriu as exigências da lei do sacrifício do cordeiro imaculado para expiação do pecado (Mt 27.32-56; Jo 1.29);

4. As boas novas asseveram com legitimidade a ressurreição de Jesus, a primícias dos que dormem e a fonte da nossa maior esperança (Mt 28.1-10; I Co 15.20; Cl 1.5; I Ts 2.19);

5. Por último, a mensagem de boas novas assegura o seu retorno glorioso para buscar a sua igreja, arrebatando-a para que onde Ele esteja, estejamos nós também (Jo 14.3; I Co 15.51-54; I Ts 4.13-18).

Em meio as tantas bênçãos conferidas ao converso em Cristo, soma-se também o seu terno cuidado. Sua presença constante e seu zelo, são facilmente vistos em sua provisão e livramentos.

Os pontos levantados acima parecem tão diferentes do “evangelho” que tem sido anunciado nos programas televisivos e em muitos de nossos púlpitos. Isto demonstra o quanto se faz necessário, homens e mulheres, terem sério compromisso com o verdadeiro Evangelho, e assim combater as distorções, exageros e até as heresias que tanto presenciamos em nosso meio.

2 – PORQUE DEVEMOS EVANGELIZAR?

A pergunta deste tópico, dirigida aos cristãos (estamos em uma EBD) pode parecer incoerente e desnecessária, mas fica somente na aparência, pois a mesma é de extrema necessidade em nossos dias, haja vista que muitas igrejas perderam a veia evangelística, sua vocação e razão de ser.

Marcos 16:15
15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. (RA)

A igreja existe por uma causa, e esta causa é a evangelização do mundo.

Após a ressurreição, Jesus se ocupou em instruir seus discípulos (aqueles que ele mesmo os fizera pescadores de homens – Mt 4.19) quanto a obrigatoriedade desta missão.

Evangelismo, missões e discipulado devem nortear a vida de qualquer igreja cristã.

2.1 – Porque é uma ordenança

O conceito de ordenança é: Uma decisão, uma lei, uma prescrição ou um mandado. Embora seja um termo caído em desuso, refere-se ao tipo de norma jurídica que faz parte de um regulamento e que está subordinada a uma lei. Estes tipos de decisões são emitidas por autoridades com competência para exigir o respectivo cumprimento.
http://conceito.de/ordenanca

Dewey M. Mulholland, em seu comentário sobre o livro de Marcos, afirma que Marcos 16.1-8 não é uma conclusão, mas uma transição projetada para conduzir o leitor a seguir o Cristo ressurreto dentro do mundo. Os primeiros crentes ficaram perto de Jerusalém, apesar da ordem de Jesus para irem até os confins do mundo (At 1.8). Somente quando a grande perseguição começa eles se dispersam e começam a pregar a Palavra onde quer que vão (At 8.1,4). Marcos deixa claro que Deus ordena que o evangelho seja pregado a todas as nações, e que Jesus mesmo conduz seus discípulos (16.7) no cumprimento dessa missão.

O mandamento de seguir Jesus nunca foi anulado. O avanço do governo de Deus entre homens e mulheres é responsabilidade de todo crente. A identidade messiânica permanece um segredo para muitas pessoas enquanto que os atuais discípulos de Jesus permanecem calados. Marcos desafia os discípulos a completar sua parte na narrativa em termos de proclamação da ressurreição de Jesus aos demais homens. Estar calado é um perigo maior que a perseguição e morte. O evangelho só é boas novas se for compartilhado.

A pregação do evangelho começou, mas ainda não terminou. Não terminou com a ressurreição de Jesus. Continua mesmo hoje, quando seus seguidores proclamam sua morte e ressurreição. Esse é uma boa maneira de encerrar a narrativa do começo do evangelho.

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O IDE de Jesus deve ser cumprido ao menos sob dois aspectos:

1. Por obediência, pois trata-se de uma ordenança estabelecida pelo próprio Deus aos seus discípulos (nós). Tal ordenança foi imposta pela autoridade mor da criação – DEUS.

2. Por amor, pois a mensagem das boas novas deve ser regada ou temperada com o amor de Deus que foi derramado em cada coração (Rm 5.5). Quem ama o seu próximo, não deseja vê-lo perdido eternamente e por isso, o amor o impulsiona a conduzi-lo a Cristo.

O bastão da responsabilidade da pregação do Evangelho foi passado de Jesus para os seus discípulos e apóstolos, posteriormente a outros e assim sucessivamente, até chegar a nós, igreja atual.

Que possamos refletir por um instante nas consequências trágicas se falharmos em compartilhar as boas novas.

2.2 – Porque a morte não espera

Enquanto estudamos esta lição, mais de 28 milhões de pessoas já morreram este ano. A ONU (Organização das Nações Unidas) aponta que 102 pessoas morrem por minuto no mundo. Parece assustador?

A única certeza universal, crida por crédulos e incrédulos é a morte física.

Hollywood produziu uma franquia chamada “Premonição”, onde jovens tentavam enganar a morte, porém, sem sucesso. No entanto, não é um filme que irá nos convencer de que ninguém poderá escapar da morte física, pois ela é uma certeza universal.

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As escrituras elucidam essa verdade ao afirmar que “aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo” (Hb 9.27; Ec 9.10).

O grande drama, é que a morte física é uma expectativa concreta, porém ninguém sabe quando ela ocorrerá e isso também é maravilhoso (Ec 3.2a).

Cônscios da realidade da morte (salvo se formos arrebatados), aumenta a urgência missionária da igreja, pois não temos um calendário que nos mostre quem irá morrer hoje ou amanhã. A morte pode ser surpreendente (acidente, bala perdida, assalto, etc.), como pode ser anunciada por uma enfermidade ou estilo de vida descomedido (drogas, prostituição, bandidagem e outros comportamentos nocivos a vida).

Salomão bem disse que: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque ali se vê o fim de todos os homens; e os vivos o aplicam ao seu coração.” (Ec 7:2).
Mesmo os ímpios, em sua vida desregrada, em momentos que compartilham da morte de alguém, principalmente de um ente querido, param, mesmo por algumas horas e refletem sobre a questão. Eis uma grande porta aberta para apresentar o Cristo ressurreto.

Um homem que muito conquistou nesta terra, foi interpelado por Jesus com uma sonora advertência: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será?”. (Lc 12:20).
Ao contrário do que muitos pensam, a morte não é fim das coisas, mas o início delas. Todos os homens precisam conhecer essa verdade e estar atentos de que há uma vida eterna pós morte que será desfrutada no céu ou atormentada no inferno. Todos os homens precisam saber disso e você é o encarregado de Deus para transmitir essa verdade (II Tm 4.2).

Há muitos que vivem suas vidas sem conhecerem o plano de salvação traçado por Deus e é de nossa competência e encargo, anunciar tal plano, apresentar a cada um deles os dois caminhos existentes e únicos (Mt 7.13-14).

O que impeliu homens como Hudson Taylor ou Carlos Finney a pregar o Evangelho de Cristo com tanto fervor, foi a urgência da morte. Dizem que certo dia, Carlos Finney estava orando na floresta, suplicando a presença de Deus, e de repente Deus lhe deu como que uma visão de almas de homens e mulheres caindo no inferno como uma cachoeira. A partir daquele dia, Finney levantou-se como um dos mais poderosos evangelistas que o mundo já conheceu.

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Sobre esse assunto, costumo dizer que se fosse possível, cada cristão fazer um estágio de 30 segundos no inferno, daria um excelente evangelista, tamanho é o assombro daquilo que está acontecendo lá neste instante.
Isto não é possível e o próprio Jesus afirmou que os homens deste mundo, tem a Lei e os profetas para anunciarem a salvação e o livramento de um lugar tão terrível como este possa ser (Lc 16.19-31).

Assista abaixo o comovente vídeo de 1 minuto e 38 segundos, onde uma irmã em Cristo, anunciou a salvação em Jesus a um homem ferido de bala (um bandido), que após a ministração e o apelo, veio a óbito, mas me parece que semelhante ao ladrão da cruz, fora salvo no último instante…. (as imagens não são de boa qualidade).

https://youtu.be/Ljtlmw45ynE

O mundo precisa saber que não importa a gravidade dos pecados cometidos, porque em Cristo, temos toda a graça de Deus necessária para alcançarmos o perdão e a remissão dos pecados. Bem disse o apóstolo Paulo aos Romanos: “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;” (Rm 5:20).

2.3 – Porque a vinda do Senhor é próxima

Assim como a morte é uma certeza, a vinda do Senhor também o é, porém não é uma crença universal como a primeira. Não são todos que acreditam na vinda do Senhor Jesus.

Uma pesquisa realizada recentemente nos Estados Unidos mostrou que 48% dos norte-americanos acreditam que Jesus voltará nos próximos 40 anos.

A pesquisa não tinha caráter de previsão, mas pretendia colher as impressões dos cristãos no país a respeito das profecias bíblicas e seu cumprimento, além do quadro social atual.
Elaborada e aplicada pelo Pew Research Center, a pesquisa constatou ainda que embora quase metade creiam que a segunda vinda de Jesus ocorrerá em breve, outros 38% acreditam que provavelmente isso não vá acontecer.
http://adcriciuma.com.br/2014/pesquisa-revela-que-48-dos-cristaos-acreditam-que-jesus-voltara-nos-proximos-40-anos/

Apesar da descrença de muitos quanto a volta de Cristo, ela será uma dura realidade para os que ficarem e a Igreja deve cumprir o seu papel em fazê-los saber dessa verdade, mesmo que não a aceitem.

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Afirmar que a volta de Jesus é eminente, pode fazer mais sentido agora do que nos tempos da igreja primitiva. Naqueles dias já havia uma enorme expectativa com relação a esta promessa do retorno do Messias, o que dirá agora que se passaram mais de 2000 anos e o nosso contexto social, político, moral e religioso corrobora para esta constatação.

Enquanto o arrebatamento se aproxima, junto com ele os desavisados pela Igreja perecem ou não são comunicados do tão célebre acontecimento que resultará na retirada dos salvos pela fé em Cristo deste mundo tenebroso.

Neste intervalo de tempo, entre a ascensão de Cristo e a sua vinda, a Igreja deve dar continuidade ao trabalho iniciado pelo próprio Cristo de anunciar o Evangelho até que Ele venha.

Marcos 13:7-13
E, quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos perturbeis, porque assim deve acontecer; mas ainda não será o fim.
8 Porque se levantará nação contra nação, e reino, contra reino, e haverá terremotos em diversos lugares, e haverá fomes. Isso será o princípio de dores.
9 Mas olhai por vós mesmos, porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; sereis açoitados e sereis apresentados ante governadores e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho.
10 Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações:
11 Quando, pois, vos conduzirem para vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer; mas o que vos for dado naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo.
12 E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai, o filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais e os farão morrer.
13 E sereis aborrecidos por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo. (ARC).

Em Marcos 13, tendo predito sofrimentos comum a toda a humanidade antes do fim, Jesus sublinha os sofrimentos que os seguidores devem esperar ao cumprir sua missão.

Dewey M. Mulholland em seu comentário do livro de Marcos, afirma que não há nenhuma sugestão de que o evangelho conquiste o mundo. Pelo contrário, os discípulos fiéis serão traídos até mesmo por filhos rebeldes (v. 12). Como o próprio Jesus (3.21ss; 6.1ss), eles serão rejeitados pelos parentes mais íntimos e por alguns de dentro da família dos seguidores de Jesus (14.1 Os, 44s). Ódio, conflito e guerra continuarão caracterizando esta era até a vinda do Filho do homem.

A perseguição nunca foi motivo ou obstáculo para deter a igreja, ao contrário, ela foi usada para o seu avanço (At 8.1).

Enquanto aqui, não aproveitamos a liberdade que possuímos para anunciar a Cristo, em outros lugares no mundo, principalmente em países dominados pelo Islã e o comunismo, o evangelho é restrito ou mesmo proibido. Pregar a Jesus por lá é correr risco de ser morto.
Os cultos são realizados às escondidas e as páginas da Bíblia são retiradas e repassadas em partes aos irmãos da igreja para que possam ler ocultamente.

Veja no vídeo abaixo, a alegria de alguns irmãos chineses, onde há grandes restrições quanto ao Evangelho, ao receberem suas bíblias escrita em sua própria língua. É arrepiante!
Alguém empenhou esforço, dedicação e arriscou a própria vida para fazer chegar aqueles poucos chineses a Palavra do Senhor. Isso também é missão!

https://youtu.be/t6qWzf5Sw4E

Onde está a sua Bíblia agora? Qual foi a última vez que a abriu? Que a leu? Qual foi a última vez (se é que existe) que compartilhou com alguém a revelação de salvação contida nela?

Hebreus 10:37
37 Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá e não tardará. (ARC)

Devemos evangelizar porque o relógio da volta de Cristo avança e a Igreja deve estar comprometida em dar esperanças a um mundo desapontado com tanta violência e corrupção em todas as esferas. Esperança esta, que não se resume a esta vida, mas principalmente no porvir.

É como cantamos no hino 300 da nossa harpa cristã…

“Nossa esperança é Sua vinda
O Rei dos reis vem nos buscar;
Nós aguardamos, Jesus, ainda,
Té a luz da manhã raiar.

Nossa esperança é Sua vinda
O Rei dos reis vem nos buscar;
Nós aguardamos, Jesus, ainda,
Té a luz da manhã raiar.”

3 – O PERFIL DE UM BOM EVANGELIZADOR

Nunca se existiu tantos seminários teológicos e escolas preparatórias para missões. Nunca tivemos uma igreja tão intelectualmente e teologicamente capacitada como em nosso tempo, nunca tivemos tanto ouro e tanta prata como agora. Púlpitos abarrotados de obreiros e campos ministeriais que se gabam por terem um número expressivo de convencionais, mas que não se reflete em obras de evangelismo e missões.

Obras sociais e assistências são importantes na Igreja, mas não é a sua missão principal.

Entendemos que existam as funções administrativas que devem ser contempladas e geridas pela igreja, no entanto, elas parecem tomar mais tempo do que o necessário, ou ainda ocupar nossos obreiros com aquilo que não é mesmo primordial para a Igreja. Enquanto estão trancafiados dentro de gabinetes e salas administrativas condicionadas no ar refrigerado, as almas estão perecendo.
Infelizmente, há poucos laborando na Seara (Mt 9.37).

Definitivamente, este não é o perfil de um bom evangelizador, mas qual seria?

3.1 – Aquele que não tem preconceito

Hoje, a palavra preconceito está na moda, principalmente contra os cristãos.

Mas o que significa isso?
O preconceito é a ação e o efeito de formar um julgamento sem razão objetiva e de forma antecipada. Trata-se, por conseguinte, de uma opinião que é dada sobre algo ou alguém sem fundamento ou análise crítica, o que acontece quando se conhece mal ou não se conhece de todo essa coisa/pessoa.
http://conceito.de/preconceito

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O ganhador de almas ou o evangelizador, deve olhar para o pecador sem qualquer julgamento condenatório; não deve ter em seu coração, a capa do preconceito ou da intolerância causada pela diferença.
Ele precisa olhar para si mesmo e ter consciência que antes, também estivera na mesma condição daquele que está a evangelizar. Quem está em trevas, está também cego e precisa do colírio que o evangelizador porta para o fazer enxergar as coisas como realmente são (Is 42.7).

Jonas foi modelo de um evangelista extremamente preconceituoso quanto a salvação de um povo diferente de sua nacionalidade – Os ninivitas. Deus havia enviado o seu profeta até Nínive com a intenção de pregar a eles o arrependimento, mas Jonas não se conforma com o quebrantamento daquela nação e a misericórdia de Deus em anular a sentença de destruição.

A igreja da mesma forma, ao anunciar a salvação através de Cristo, também altera o destino eterno dos indivíduos que aceitam a Jesus como o seu Salvador e Senhor.
Assim como há alegria no céu por um pecador que se arrepende (Lc 15.7,10), o coração do evangelizador deve sentir o mesmo regozijo, a não ser que ele seja preconceituoso.

O Reverendo Hernandes Dias Lopes apresenta o retrato deste profeta com uma mensagem de arrependimento, porém, hostil, intolerante e preconceituoso.

“Tão surpreendente quanto a conversão de Nínive, foi a reação de Jonas frente ao resultado.
Jonas tinha um espírito indignado, um preparo insatisfatório, para muitos uma mensagem medíocre, mas com um resultado fantástico. Jonas foi o único pregador que ficou frustrado com o sucesso de sua mensagem.
Jonas demonstrou uma enorme insensibilidade para com o próximo, ser vingativo, nacionalista e implacavelmente soberbo.
Jonas fica desgostoso com Deus não por causa da sua ira, mas por causa da sua misericórdia.
A conversão dos ninivitas provoca festa no céu, mas tristeza e luto no coração de Jonas.
Enquanto os anjos celebram a conversão dos ninivitas, Jonas pede para morrer.
A grande verdade do livro de Jonas é que Deus se recusa a odiar os nossos inimigos.
Ele salva até mesmo aqueles a quem queremos condenar.
Jonas fazia do seu zelo patriota, do seu nacionalismo extremado uma bandeira maior do que a obra de Deus para a salvação de Nínive.
Isso ocorre ainda hoje, quando nos tornamos denominacionais, colocamos a nome da nossa igreja, nossa denominação acima dos interesses de salvação do próprio Deus.
Repense o seu conceito e aceite Deus ser soberano e misericordioso com quem Ele quer ser!”

Jesus, ao contrário de Jonas, rompeu a fronteira da diferença e do preconceito entre Judeus e Samaritanos ao dialogar com uma mulher de nacionalidade samaritana e rompeu outra barreira por ser ela uma mulher e de conduta social questionável (Jo 4).

Me recordo que há muitos anos atrás, evangelizávamos as pessoas que naquele domingo visitava um mini zoológico que havia naquela cidade. A região era predominantemente católica e espírita. O líder do evangelismo era uma pessoa muito sábia e ao entregar um folheto para um senhor, ele respondeu com um rosto carrancudo: “Eu sou espírita!”. O irmão com um largo sorriso no rosto respondeu: “Não tem importância, meu senhor, Deus não faz acepção de pessoas.”.
Nunca esqueci daquele dia! Evangelizar é colocar Cristo acima de tudo!

Quem está interessado em ganhar almas, quem enxerga uma alma acima de quaisquer diferenças que possam existir, é de fato um bom evangelizador!

3.2 – Aquele que conhece bem a Palavra de Deus

Atos 8:30-31
30 E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías e disse: Entendes tu o que lês?
31 E ele disse: Como poderei entender, se alguém me não ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse. (ARC)

O evangelista da igreja primitiva, Filipe, nos dá exemplo de que devemos conhecer a Palavra de Deus para evangelizarmos outros.
Ele se aproxima do eunuco etíope, chefe dos mordomos de Candace, rainha dos Etíopes. Filipe mostrou a ele que Jesus era o Messias revelado nas antigas escrituras, culminando na conversão daquele homem, onde se comprovou com o batismo nas águas (At 8.38 – arrependimento).
O eunuco etíope lia o profeta Isaías, mais precisamente Isaías 53.7-8, porém não compreendia as Escrituras.
A Bíblia irá nos revelar que Filipe, conhecia a Palavra de Deus. Conhecia-a para si mesmo e a conhecia para os demais. “Entendes tu o que lês?”, foi a pergunta que encaminhou ao viajante ilustre.

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Pastor Geziel Gomes comenta que para conhecermos a Bíblia, precisamos seguir alguns passos capitais, descritos na própria Palavra de Deus. O crente que lê a Bíblia, deve:

  1. Nela meditar de dia e de noite (Js 1.8; Sl 1.2);
  2. O crente que medita na Bíblia, deve guardar tudo quanto nela está escrito (Sl 119.11);
  3. O crente que guarda o está na Bíblia, esforça-se por proclamar as suas verdades (II Tm 4.21);
  4. O crente que anuncia a Palavra de Deus esforça-se por viver de acordo com tudo o que ela ensina. Daí a razão do deleite espiritual incomensurável que havia no coração de Davi, o salmista de Israel (Sl 119.72);

Quem deseja ganhar almas deve fazer como Filipe: “Começar por esta escritura” (At 8.35). E depois que começar, nunca mais terminará, pois, o “poço é fundo” (Jo 4.11) e as revelações nunca cessam.

3.3 – Aquele que tem profunda compaixão pelos perdidos

De acordo com o Dicionário Vine, compaixão pode ser derivada das seguintes expressões gregas:

1. oikteirõ, e significa “ter piedade, um sentimento de aflição pelas adversidades dos outros”, é usado acerca da compaixão de Deus (Rm 9.15);

2. splanchnizoniai e significa “ser movido como pelas entranhas (splanchna) da pessoa, ser movido por compaixão, sensibilizar-se por compaixão”, é com frequência registrado a respeito de Jesus para com as multidões e pessoas que sofrem (Mt 9.36; 14.14; 15.32; 18.27; 20.34; Mc 1.41; 6.34; 8.2; 9.22, acerca do apelo de um pai pelo filho possesso por demônio: Lc 7.13; 10.33): do pai na parábola do filho pródigo (Lc 15.20).

3. sumpatheõ e significa “sofrer com o outro (formado de sun, “com”, e paschõ, “sofrer”), ser afetado semelhantemente” (em português, “simpatia”). “ter compaixão de”. Em Hb 4.15, diz respeito a Cristo como Sumo Sacerdote; em Hb 10.34, fala de “compadecer-se” dos que estão nas prisões.

4. eleeõ e significa “ter misericórdia (eleos, “misericórdia”), mostrar generosidade, mediante beneficência ou ajuda”, ocorre em Mt 18.33; Mc 5.19 e Jd 22.

O ganhador de almas é uma pessoa completamente enternecida e comovida com o seu próximo, não somente no que tange a algum tipo de drama que o seu semelhante esteja enfrentando como por exemplo, a separação causada pela morte, uma doença, uma tragédia familiar ou seja lá o que for, o evangelizador se compadece pela alma do homem que ainda não conhece a Deus. Por isso ele chora e ele geme em oração e clamores intensos a Deus para que lhe dê almas, pois tem compaixão delas.

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Relato aqui alguns momentos onde piedosos servos do Senhor lutaram por compaixão das almas:

“Dirigi-me sozinho ao meu retiro, entre as rochas. Chorei muito e implorei ao Senhor que me desse almas(T. Collins).

“Inúmeras vezes eu o vi descer as escadas, de manhã, após haver passado várias horas em oração, com os olhos inchados de tanto orar. Não demorava a fazer alusão ao motivo de sua ansiedade, dizendo: ‘Sou um homem de coração partido. Sim, é verdade, sou um homem infeliz. Não por mim mesmo, mas por causa dos outros. Deus me deu tal visão do valor imenso das almas que não sou capaz de viver se elas não estiverem sendo salvas. Oh, dá-me almas, pois de outro modo morrerei! ’(David Brainerd).

“Aproximando-se o meio da tarde, Deus permitiu-me que lutasse ardentemente em intercessão por meus amigos. Mas, foi justamente ao começar a noite que o Senhor me visitou de maneira maravilhosa, em oração. Penso que a minha alma nunca passara antes por tal agonia. Não sentia nenhuma restrição, visto que os tesouros da graça divina se abriram para mim. Lutei em favor de meus amigos, pela colheita de almas, por multidões de pobres almas, e por muitos que eu pensei serem filhos de Deus. Mantive-me nessa tremenda agonia desde meia hora depois que o sol surgira no horizonte, até quase fazer-se escuro, e isso me deixou inundado de suor” (David Brainerd).

“Onde os resultados que ele desejava não se manifestavam em seu ministério, ele passava dias e noites quase constantemente de joelhos, chorando e pleiteando perante Deus; e deplorava especialmente a sua inaptidão para realizar a grande obra da salvação de almas. Quando não percebia qualquer movimento no templo, ele sofria, literalmente, agonias de parto de almas para que nascessem almas preciosas, até que via Cristo magnificado na salvação delas(Vida de John Smith).

Dá-me a Escócia senão morro(John Knox).

A ênfase aqui não é a oração, mas a oração pelas almas no nível que estes homens faziam, de forma agonizante e sofrendo como se fosse morrer junto com elas – isso é compaixão pelas almas!

CONCLUSÃO

A Bíblia afirma que: “quão suaves são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina” (Is 52:7). Ganhar almas é trabalhar para Jesus e não existe atividade capaz de enobrecer tanto o homem como esta.

Este é sem dúvida um trabalho gratificante, porém não pode ser realizado a qualquer modo.

Quando Davi, compõe o salmo 51, ele confessa o seu pecado e clama pelo perdão e purificação da sua alma; sua oração é desesperadora em busca da reconciliação com Deus e por fim ele diz: “Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salvação e sustém-me com um espírito voluntário. Então, ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão. (Sl 51:11-13).

Perceba que somente depois de confessar o seu pecado, ser perdoado por Deus e experimentar a alegria da salvação novamente é que o salmista Davi se encontra apto e se prontifica a ensinar os transgressores os caminhos do Senhor e só com essa postura, os pecadores se converteriam a Deus.

Para ganhar almas, o nosso testemunho vai a frente de nossas palavras!

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

Bíblia Eletrônica Olive Tree – Versão Revista e Corrigida / Revista e Atualizada / NVI;
Dicionário da língua portuguesa;
Comentário NT – Jeremias – Norman Champlin – Editora Hagnos;
Dicionário Vine – E. W. Vine – CPAD;
Dicionário Bíblico Strong – James Strong – Sociedade Bíblica do Brasil;
Comentário Bíblico Beacon – Volume 8 – Vários autores – CPAD;
Teologia Sistemática – Volume 2 – Norman Geisler – CPAD;
Comentário Marcos – Série Cultura Bíblica – Dewey M. Mulholland – Editora Vida Nova;
Jonas – Comentário Expositivo – Hernandes Dias Lopes – Editora Hagnos;
Geziel Gomes – Coleção Lições Bíblicas – Volume 8 (1971 a 1975) – CPAD;
Paixão pelas almas – Oswald Smith – Editora Vida;
Site da internet mencionado quando citado no texto;

Por: Cláudio Roberto


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