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Betel Adultos – 3º Trimestre 2023 – 24-09-2023 – Lição 13 – Malaquias – um alerta sobre o perigo da prática religiosa vazia e sem vida

22/09/2023

Evangelista Leonardo Novais de Oliveira

TEXTO ÁUREO

“Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que o não serve.” Malaquias 3.18

TEXTOS DE REFERÊNCIA

MALAQUIAS 1 

1 Peso da palavra do Senhor contra Israel, pelo ministério de Malaquias. 

MALAQUIAS 3 

1 Eis que eu envio o meu anjo, que preparará o caminho diante de mim; e, de repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o anjo do concerto, a quem vós desejais; eis que vem, diz o Senhor dos Exércitos.

6 Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos. 

MALAQUIAS 4 

6 E converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha e fira a terra com maldição.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Apresentar o cenário do profeta Malaquias. 
  • Falar acerca das ofertas contaminadas. 
  • Extrair lições do livro de Malaquias para hoje.

INTRODUÇÃO

Olá, irmãos(ãs), paz do Senhor.

Chegamos ao final de mais um trimestre e podemos afirmar que até aqui nos ajudou o Senhor.

Estudamos durante 13 domingos sobre os Profetas Menores, que foram homens tremendamente usados por Deus e à frente de seu tempo.

A história bíblica nos mostra que Deus sempre levantou mensageiros para que sua vontade fosse conhecida pelo povo, a fim de orientá-los, exortá-los e consolá-los.

Enquanto os sacerdotes eram o elo entre o povo e Deus, os profetas faziam a direção contrária, sendo a voz de Deus ao povo.

Assim como Ageu e Zacarias, o profeta Malaquias profetizou aos judeus que haviam voltado do cativeiro babilônico e estavam recomeçando sua história, com um pequeno período de diferença.

O profeta Malaquias teve uma grande importância no contexto judaico daquela época e abordou assuntos extremamente relevantes, como citado abaixo.

1) Infidelidade religiosa: Malaquias repreende o povo de Israel por sua falta de devoção e infidelidade a Deus. Ele acusa os sacerdotes de oferecerem sacrifícios imperfeitos e de não honrarem a Deus como deveriam, pois existiam leis específicas para cada uma destas situações.

2) Divórcio e casamento misto: Malaquias condena a prática do divórcio e o casamento com mulheres estrangeiras, enfatizando a importância da união matrimonial e a necessidade de manter a fé em Deus.

3) O dia do Senhor: Malaquias fala sobre o “dia do Senhor”, um momento de julgamento divino que virá para purificar e restaurar o povo de Israel.

4) A vinda do Messias: Malaquias profetiza sobre a vinda de um mensageiro que prepararia o caminho para o Messias, que ele chama de “Meu mensageiro” ou “Elias”, referindo-se a João Batista, que preparou o caminho para Jesus Cristo.

1 – O CENÁRIO DO PROFETA MALAQUIAS

O cenário em que o profeta Malaquias viveu como uma atalaia de Deus foi marcado por um tipo de meio termo entre uma vida na presença de Deus e uma vida distante de Deus.

De acordo com o texto do capítulo 1, versículos 7 a 10, o templo do Senhor já havia sido construído, o que nos dá a noção de que já haviam se passado alguns anos desde o retorno.

“Ofereceis sobre o meu altar pão imundo e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto, que dizeis: A mesa do Senhor é desprezível. Porque, quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não faz mal! E, quando ofereceis o coxo ou o enfermo, não faz mal! Ora, apresenta-o ao teu príncipe; terá ele agrado em ti? Ou aceitará ele a tua pessoa? — diz o Senhor dos Exércitos. Agora, pois, suplicai o favor de Deus, e ele terá piedade de nós; isto veio da vossa mão; aceitará ele a vossa pessoa? — diz o Senhor dos Exércitos. Quem há também entre vós que feche as portas e não acenda debalde o fogo do meu altar? Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a oblação.” (ARC)

O povo estava servindo a Deus de qualquer forma, deixando de cumprir as ordenanças do Senhor para com o serviço de adoração e o cuidado com a obra.

O profeta foi usado pelo Senhor para alertar e orientar os judeus sobre como deveriam viver, demonstrando que existia um padrão de conduta e que a maneira que estavam fazendo não estava agradando a Deus.

O ensino sempre ocupou uma enorme importância na vida dos judeus, haja vista, os ensinos de Moisés terem sido perpetuados por séculos através da Lei escrita e da Tradição Oral.

Como os judeus haviam permanecido por 70 anos no cativeiro, muitos não possuíam conhecimento a respeito dos detalhes da Lei, nem tampouco experiências que os ajudariam a recomeçar.

Existe um enorme perigo relacionado ao comodismo espiritual, pois podemos incorrer no erro de acreditar que o Senhor aceitará nosso culto de qualquer forma, pelo simples fato de estarmos cultuando.

Além disto, precisamos nos lembrar que o Senhor havia capacitado pessoas para continuar sua obra e continua fazendo isto, porém, a responsabilidade sobre o desenvolvimento daquilo que nos foi dada é inteiramente nossa.

A parábola dos dez talentos deixa isto bem claro (Mt 25.14-30).

Por este motivo, juntamente com Esdras e Neemias, o profeta Malaquias foi crucial para o desenvolvimento dos judeus naquele período.

1.1 – Um pouco mais sobre o profeta Malaquias

 O nome Malaquias מלאכי vem do hebraico significa “meu mensageiro”.

Ainda que alguns estudiosos acreditem que este não era o nome do profeta, mas um título, não existem motivos para a existência desta dúvida, pois era um nome comum.

O versículo 1 do primeiro capítulo do livro de Malaquias deixa isto claro.

“Peso da palavra do Senhor contra Israel, pelo ministério de Malaquias.” (ARC)

Não temos nenhuma informação bíblica a respeito do profeta e, por este motivo, não podemos fornecer aos alunos nenhuma conjectura.

1.2 – A mensagem do profeta

Conforme mencionamos na introdução a esta lição, o profeta Malaquias profetizou após o retorno do cativeiro babilônico.

As condições sociais e religiosas que transparecem no livro Indicam que ele profetizou algum tempo depois que foi reconstruído o segundo templo de Jerusalém.

Além disso, a ausência de qualquer referência ao trabalho efetuado por Esdras e Neemias entre os judeus que tinham voltado da servidão na Babilônia parece indicar uma data anterior às reformas religiosas, efetuadas em 444 A.C.

Por essas várias considerações, a maioria dos intérpretes postula um tempo de composição em torno de 450 A.C., que se mostra coerente com as evidências internas do próprio livro.

Sua mensagem teve um teor de exortação que envolvia os líderes religiosos da época, ou seja, aqueles que tinham como função, levar os judeus à adoração.

Dá-nos a entender que o povo estava vivendo um esfriamento espiritual e permitindo que a desobediência fosse algo comum.

O teólogo americano Norman Champlim nos mostra que o povo já estava vivendo um período de abatimento espiritual. 

“Isso nos permite perceber que aquele entusiasmo inicial que deve ter assinalado a inauguração do segundo templo, nos dias de Malaquias já devia ter-se abrandado muito, e, juntamente com o abatimento do zelo, aparecera também o abatimento moral, com o consequente afrouxamento da obediência às prescrições levíticas do culto. Essa negligência geral manifesta-se até mesmo no pagamento dos dízimos exigidos pelo Senhor (Mal. 3.8-10), extremamente importantes para a manutenção tanto do templo de Jerusalém quanto do seu sacerdócio, naquele período formativo e crucial que se seguiu ao exílio.”

Malaquias denunciou a desobediência dos sacerdotes quanto à maneira de oferecer sacrifícios ao Senhor, deixando claro que eles não estavam honrando a Deus como Senhor.

É importante mencionarmos que naquela época havia uma rigidez no tocante à maneira de adorar a Deus, pois existiam regras claras sobre como isto deveria acontecer e os sacerdotes haviam virado as costas para as ordenanças de Deus.

Isto nos ensina sobre o quanto é importante termos sacerdotes fiéis oficiando na casa do Senhor, pois quando isto não acontece, o povo é extremamente prejudicado.

Temos visto, nos dias hodiernos, muitos lobos em pele de cordeiro, que só tem interesse nas ofertas das ovelhas, fazendo coisas terríveis em nome da fé.

Existem casos em que supostos pastores roubam os bens dos irmãos sem conhecimento, prometendo-lhes as bençãos de Deus.

Na época do profeta Malaquias, as coisas eram um pouco diferentes, pois os judeus eram muito criteriosos quando à transmissão da Lei.

Outro ponto importante, mencionado por Malaquias era o casamento misto, ou seja, o casamento entre judeus e outros povos.

A Lei do Senhor era clara quanto a este assunto.

“Quando o Senhor, teu Deus, te tiver introduzido na terra, a qual passas a possuir, e tiver lançado fora muitas nações de diante de ti, os heteus, e os girgaseus, e os amorreus, e os cananeus, e os ferezeus, e os heveus, e os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu; e o Senhor, teu Deus, as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não farás com elas concerto, nem terás piedade delas; nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos e não tomarás suas filhas para teus filhos; pois elas fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós e depressa vos consumiria.” (Dt 7.1-4 – ARC)

O texto de Malaquias usa a expressão “repúdio” e não separação ou divórcio e significa um abandono literal, por motivos fúteis, para ficar com outra mulher.

1.3 – Israel e sua falta de amor a Deus

A história de Israel é repleta de “altos e baixos”, demonstrando a instabilidade dos seres humanos, ainda que eles tivessem experimentado as mais gloriosas obras do Senhor.

Desde o início da monarquia, Israel nunca deixou de desobedecer ao Senhor nas mais diversas questões, porém a situação piorou drasticamente com a separação das tribos, sendo que o reino do norte não teve êxito em seus caminhos, sendo subjugado pela Assíria e posteriormente o reino do sul também foi levado em cativeiro.

Porém, o Senhor sempre levantou profetas para trazê-los de volta, demonstrando seu amor e compromisso para com eles.

Existiram inúmeros motivos para que o povo fosse levado cativo e, mesmo tendo ficado 70 anos como escravos, eles voltaram a praticar alguns destes erros.

O teólogo americano Gerard Van Groningen apresenta quatro razões para o exílio que merecem ser enumeradas aqui:

1. O povo estava sendo punido por sua desobediência. 2. Para cumprir a lei mosaica em relação ao direito de propriedade sobre a terra, conforme referido na Lei do Jubileu (Lv 25.23,55; Dt 31.10). Todas as vezes que o pacto de propriedade fosse quebrado, o povo seria punido. 3. Um propósito didático: o povo deveria compreender que Deus era verdadeiramente Yahweh, Senhor da aliança e sustentador de tudo. O caráter exclusivista de Deus deveria ser apreendido pelo povo na prática interna e em suas relações com os demais povos. Todos deveriam reconhecer que o Senhor é o único Deus (Ez 30.8,19,25-26; 32.15; 35.9,15; 38.23; 39.6). 4. O exílio serviu também para demonstrar que Yahweh provê para o seu povo, cuida dele e o pastoreia. Várias foram as mensagens dos profetas apontando este cuidado. Além disso, a questão não era apenas naquele momento, mas anuncia a chegada da Nova Aliança e a preservação de Deus por meio de Cristo Jesus.

O povo que voltara do cativeiro tinha tudo para seguir a Deus de uma forma correta, porém voltaram à desobediência de forma bem rápida.

Isto demonstra muitas coisas, mas o mais impactante é a falta de amor para com o Senhor e sua Lei.

Na época de Malaquias eles estavam sendo desobedientes a vários princípios do Senhor e a profecia deste arauto foi clara e impactante.

O profeta Malaquias denunciou o estado de corrupção pelo pecado em que o povo de Israel se encontrava. Naquela época o povo estava desanimado, tomado pela desilusão e com muitas dúvidas, pois acreditavam que as promessas de Deus que diziam respeito à restauração após o cativeiro babilônico não haviam se cumprido.

Além dessa angústia, Judá ainda estava sob o domínio de uma nação estrangeira, os persas, e uma pesada carga de impostos era cobrada do povo, o que acabava gerando muita pobreza e problemas financeiros, como também a hostilidade das nações vizinhas.

Esse cenário fez com que o povo deixasse de lado o zelo pela obra do Senhor, e o culto a Deus acabou prejudicado. Isso fica claro durante a mensagem do profeta Malaquias registrada em seu livro, onde percebemos que o povo oferecia as sobras ao Senhor, ao invés de oferecer o que tinham de melhor.

O profeta Malaquias então falou sobre a realidade do amor de Deus (Ml 1:1-5), denunciou a infidelidade de Israel (Ml 1:6-2:16) e exortou sobre a certeza da justiça de Deus que julgará adequadamente o justo e o ímpio (Ml 2:17-4:6).

2 – AS OFERTAS CONTAMINADAS

Evangelista Cláudio Roberto de Souza

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Postado por ebd-comentada


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