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Betel Adultos – 2º Trimestre de 2019 – 28-04-2019 – Lição 4: A história da Igreja até a Reforma Protestante

25/04/2019

Este post é assinado por Leonardo Novais de Oliveira

TEXTO ÁUREO

“O Senhor tem estabelecido o Seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo”. (Sl 103.19)

TEXTO DE REFERÊNCIA

Dn 2.19-22 

19 Então, foi revelado o segredo a Daniel numa visão de noite; e Daniel louvou o Deus do céu. 

20 Falou Daniel e disse: Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força; 

21 ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos inteligentes. 

22 Ele revela o profundo e o escondido e conhece o que está em trevas; e com ele mora a luz.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Explanar a história da Igreja até a Reforma Protestante;
  • Descrever os pontos que fizeram a igreja se desviar do seu projeto inicial;
  • Explicar a importância da reforma para os nossos dias.

INTRODUÇÃO

Caros irmãos (ãs), Paz do Senhor.

A Igreja inaugurada em Jesus Cristo, que teve o trabalho iniciado através da primeira pregação de Pedro onde quase três mil almas foram salvas (At 2), vivenciou as mais diversas situações ao longo de seus quase dois mil anos de existência.

A Bíblia nos mostra que esta Igreja não seria sobrepujada pelo inferno, porém, a história apresenta homens e mulheres que lutaram para que esta não fosse destruída por aqueles que negavam os ensinamentos de Cristo e eram amantes de si mesmos. A estes homens, que foram arautos do Deus Vivo em Nome de Jesus, o Cristo, o que a Palavra afirma em Mt 16.18 se cumpre na íntegra.

“Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

Como servos do Senhor, que nos chamou e deu-nos dons para a continuação do trabalho que Ele começou, precisamos estudar sobre a história da Igreja e descobrir o que aconteceu após a morte de Jesus e dos discípulos.

Estudaremos nesta lição, os acontecimentos que marcaram algumas fases na história da Igreja.

Que o Senhor nos abençoe.

1 – A HISTÓRIA DA IGREJA ATÉ CONSTANTINO

O Livro de Atos narra em seus 28 capítulos o que aconteceu após a morte de Jesus.

É evidente que a obra continuou, pois temos ao redor do mundo milhões de pessoas que aceitaram a fé em Jesus e tudo isto começou há 2000 anos atrás. Deste modo, o livro de Atos é a única escritura que tem início, mas ainda não teve o seu fim, já que a história da igreja permanece sendo escrita.

Após a morte e ressurreição de Jesus, a ordem recebida pelos discípulos era para permanecer em Jerusalém, até que do alto fossem revestidos de poder, leiamos:

“E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse e, ao terceiro dia, ressuscitasse dos mortos; e, em seu nome, se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. E dessas coisas sois vós testemunhas.  E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder”. (Lc 24.46-49 – grifo nosso). 

No capítulo 2 de Atos, após 10 dias da ordem de Jesus e 50 dias após sua morte, o Espírito Santo é derramado sobre quase 120 pessoas e ali, cheio do poder de Deus, Pedro profere sua famosa pregação e as primeiras almas são inseridas no contexto da Igreja.

Daquela data para frente muito aconteceu, como a salvação de Saulo de Tarso, as viagens missionárias deste homem e por final sua morte.

Paulo morreu, TODOS os 12 apóstolos morreram, mas a Igreja continuou.

Você já se perguntou o que teria acontecido após a morte dos discípulos?

Vale a pena comentarmos sobre a importância de lermos livros que falam sobre a história da Igreja, pois a Bíblia não descreve o que aconteceu e, por este motivo, precisamos dos fatos históricos.

Você já se perguntou o motivo pelo qual Jesus, o Cristo, nasceu na época em que o Império Romano dominava o mundo conhecido?

Roma era o centro político do mundo e tinha estradas para todas as partes e, por isto, o evangelho foi levado às nações com maior facilidade.

Sabe por que Saulo de Tarso foi salvo por Jesus e descrito como “o vaso escolhido” em At. 9.15?

Saulo era cidadão Romano, e por isto, tinha acesso a qualquer localidade onde este império reinava. Falava vários idiomas e isto facilitou suas viagens missionárias.

Tristemente, ainda existem pessoas que acreditam que não é necessário estudar para fazer a obra do Senhor…

1.1 – O período da perseguição

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A perseguição aos cristãos começou com os judeus que não acreditavam que Jesus era o messias prometido e por isto “taxaram” o cristianismo como algo falso (At 13.45; 14.19).

Saulo de Tarso (natural da cidade de Tarso), foi um dos grandes perseguidores judeus da Igreja e o livro de Atos nos mostra isto, vejamos:

“E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote e pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens, quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém”. (At 9.1,2)

Porém, nesta viagem este homem foi visitado pelo responsável pela “seita” que fez a famosa pergunta a ele: “Saulo, Saulo, por que me persegue? Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões” .

A conversão de Saulo aconteceu na viagem até Damasco.

As primeiras pregações de Paulo aconteceram nas sinagogas judaicas e somente após a perseguição dos judeus é que eles começaram a se reunir na casa das pessoas (At 5.42; 13.15; 20.20).

Após a conversão de muitos gentios (aqueles que não eram judeus) ocorreu o que chamamos de judaização do evangelho, pois, os judeus desejavam que os cristãos continuassem seguindo as tradições religiosas judaicas, como circuncisão, guarda do sábado, dentre outras, vejamos:

“Então, alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se vos não circuncidardes, conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos. (At 15.1)

Isto causou a primeira grande reunião entre os apóstolos, conhecida como Concílio de Jerusalém, que definiu o que era correto para os cristãos, no tocante às proibições judaicas e isto marca o início do conhecido “Período Apologético”.

É muito importante comentarmos que após o Concílio de Jerusalém (51 d.C.) a Igreja continuou sendo terrivelmente perseguida pelos Romanos, pois crescia vertiginosamente e trazia medo ao imperador.

No ano 70, por ordem do Imperador Tito, Jerusalém foi destruída e os cristãos foram acusados de rebeldia, sendo expulsos da cidade.

No ano 135 o Imperador Adriano destrói o que havia restado.

1.2 – O período apologético

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A palavra “apologética”, de acordo com o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa quer dizer o seguinte:

“Parte da Teologia que ensina a defender a religião contra os seus detratores.

De forma mais completa, apologética é a disciplina teológica própria de uma certa religião que se propõe a demonstrar a verdade da própria doutrina, defendendo-a de teses contrárias. Esta palavra deriva-se do Deus Grego Apolo, que utilizava um arco e flecha para as batalhas.

O período denominado “Patrístico”, conhecido como período dos “Pais da Igreja” iniciou-se após a morte dos apóstolos.

É muito importante definirmos um conceito nesta etapa de nosso estudo. O termo CATÓLICO, vem do grego “katholikos”, e quer dizer aquilo que é conforme o todo, e também quer dizer UNIVERSAL, fazendo alusão a todos os que faziam parte da Igreja de Jesus Cristo.

O primeiro documento histórico que contém o adjetivo católica referindo-se à Igreja é uma carta de Santo Inácio de Antioquia à Igreja de Esmirna, escrita após a sua prisão, que o levou ao martírio em Roma:

“Segui ao Bispo, vós todos, como Jesus Cristo ao Pai. Segui ao presbítero como aos Apóstolos. Respeitai os diáconos como ao preceito de Deus. Ninguém ouse fazer sem o Bispo coisa alguma concernente à Igreja. Como válida só se tenha a Eucaristia celebrada sob a presidência do bispo ou de um delegado seu. A comunidade se reúne onde estiver o Bispo e onde está Jesus Cristo está a Igreja Católica. Sem a união do Bispo não é lícito Batizar nem celebrar a Eucaristia; só o que tiver a sua aprovação será do agrado de Deus e assim será firme e seguro o que fizerdes.”

A igreja nesta época tinha líderes como Atanásio, Eusébio de Cesareia, Ambrósio de Milão, Agostinho de Hipona, Policarpo de Esmirna, Inácio de Antioquia, dentre outros, conhecidos como “Pais da Igreja” ou “Padres da Igreja”, e estes promoveram Cristo após a morte dos apóstolos de Jesus.

O período apologético culminou com a discussão sobre a Trindade que foi a responsável por vários concílios, tais como o Concílio de Nicéia, Calcedônia e Constantinopla.

Todos estes foram convocados para que os líderes da igreja discutissem se um suposto ensinamento estava de acordo com a Palavra de Deus.

Por ordem do Imperador Constantino, foi convocado o Concílio de Nicéia que ficou marcado pela discussão a respeito do Arianismo, doutrina filosófico-cristã que defendia que Jesus era subordinado ao Pai, não sendo Deus.  Afirmava que Deus não era um ser pessoal e não podia ser conhecido.

Por causa das declarações de Ário, fundador desta doutrina, o mundo religioso foi abalado pela primeira vez na história, causando muitas divisões entre os cristãos de várias partes do mundo.

É importante lembrar que o Imperador tinha interesses econômicos nos cristãos, pois a igreja havia crescido de forma muito forte e ter um aliado deste nível era de suma importância.

É correta a afirmação do pastor Sergio Nascimento da Costa: “os bispos estavam tão preocupados com a heresia teológica, que não perceberam a verdadeira intenção de Constantino”.

Daí para frente, a união entre o Estado e a igreja assumiria proporções catastróficas, culminando com a separação da igreja entre o oriente e ocidente.

1.3 – Constantino

Por Leonardo Novais de Oliveira 

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