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Betel Adultos – 2º Trimestre de 2019 – 23-06-2019 – Lição 12: A Igreja de Filadélfia, um modelo para os nossos dias

20/06/2019

Este post é assinado por Leonardo Novais de Oliveira

TEXTO ÁUREO

“E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi, o que abre, e ninguém fecha, e fecha, e ninguém abre” (Ap 3.7)

TEXTO DE REFERÊNCIA

Ap 3.8,11-13 

8 Eu sei as tuas obras; eis que diante de te pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome. 

11 Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. 

12 A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome. 

13 Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Descrever os aspectos históricos, culturais e políticos da cidade e da igreja de Filadélfia; 
  • Mostrar como Cristo se apresenta a esta igreja; 
  • Enaltecer e incentivar as qualidades desta igreja;

INTRODUÇÃO

Caros irmãos (ãs), Paz do Senhor.

Nesta lição, estudaremos sobre a Igreja que estava na cidade de Filadélfia.

Por intermédio de João, o discípulo que estava preso na Ilha de Patmos, Jesus profere palavras sobre a atuação das sete igrejas que estavam no continente asiático, dentre elas: Éfeso (Apocalipse 2:1-7); Esmirna (Apocalipse 2:8-11); Pérgamo (Apocalipse 2:12-17); Tiatira (Apocalipse 2:18-29); Sárdes (Apocalipse 3:1-6); Filadélfia (Apocalipse 3:7-13) e Laodiceia (Apocalipse 3:14-22).

Cada uma destas igrejas vivenciava situações específicas e, por isto, o Senhor aconselha seus anjos (pastores) sobre o que deveriam fazer.

É importante salientarmos que nas cartas que foram endereçadas a estas igrejas, o Senhor começa o assunto se apresentando através de alguma característica e EM TODAS, Ele diz que conhece as obras daquela igreja, ou seja, o Senhor sabia exatamente o que estava acontecendo e o que cada um dos pastores destas igrejas estava vivendo. Logo após esta introdução, lhes foi dada um conselho e uma orientação sobre a perseverança.

Dentre as sete igrejas, somente duas não sofreram repreensões, a que estava na cidade de Esmirna e a que estava em Filadélfia.

Para compreendermos o Livro do Apocalipse é importante destacarmos que existem algumas maneiras de interpretá-lo que foram amplamente discutidas ao longo de quase dois mil anos de história, vejamos alguns deles:

  • O ponto de vista preterista: Esse ponto de vista dá a entender que todas as ocorrências aludidas no livro de Apocalipse tiveram lugar no império romano, no primeiro século de nossa era, embora talvez haja acontecimentos referentes ao segundo século. Os eruditos liberais normalmente tomam esse ponto de vista em geral, porquanto supõem que o livro não pode ser uma profecia genuína, mas tão-somente um escrito simbólico e uma avaliação mística dos acontecimentos daquela porção do mundo para onde o livro foi originalmente enviado.
  • O Ponto de vista histórico: Os intérpretes que assumem essa posição procuram encaixar todos os acontecimentos previstos no Apocalipse em várias épocas da história humana.
  • O ponto de vista futurista: Há os futuristas extremos, que pensam que o livro inteiro é preditivo, incluindo os capítulos dois e três (as cartas às sete igrejas), que representariam sucessivos estágios da história eclesiástica, até à vinda de Cristo. Mas há os futuristas moderados, que admitem que os capítulos dois e três referem-se ao passado (ou ao presente); mas que a começar no quarto capítulo temos o futuro, o que deverá ocorrer imediatamente antes do segundo advento de Cristo.
  • A interpretação simbólica ou mística: Alguns eruditos creem que o livro de Apocalipse não é essencialmente profético e nem histórico, mas é um a vívida coletânea de símbolos místicos, que visam ensinar lições espirituais e morais. Isso significa que não esperemos qualquer cronologia de acontecimentos passados ou futuros nesse livro.

Este que vos escreve, bem como a quase totalidade das denominações pentecostais, acredita e aceita o ponto de vista futurista, adotando a postura moderada.

Vejamos o que o ponto de vista futurista diz sobre as sete igrejas da Ásia:

Essas cartas são proféticas quanto a sete estágios da história da igreja, que talvez se devam arrumar como segue:

  1. Éfeso, a igreja apostólica (século I d.C.);
  2. Esmirna, a igreja perseguida (séculos II e III d.C.);
  3. Pérgamo, a igreja sob favor imperial (312 a 500 d.C.); 
  4. Tiatira, a igreja da Idade das Trevas (500 d.C. ao século XVI);
  5. Sardes, a igreja da Reforma e da renascença (séculos XVI a X V III); 
  6. Filadélfia, a igreja das missões modernas (séculos IX até primórdios do século XX); 
  7. Laodiceia, a igreja do tempo do fim (meados do século XX até à vinda de Cristo —sendo essa a igreja morna).

Estudaremos sobre algumas das características desta igreja, que lutou contra o mal e permaneceu fiel.

Que o Senhor nos abençoe ricamente em Cristo Jesus.

1 – ASPECTOS HISTÓRICOS E GEOGRÁFICOS

A igreja da cidade de Filadélfia compunha as sete que receberam cartas enviadas por João, quando estava preso na Ilha de Patmos.

Conforme mencionamos, a esta igreja não recebeu repreensões da parte do Senhor, mas sim, recomendações para que permanecesse fiel.

Vejamos no mapa abaixo onde estavam localizadas tais igrejas.

1.1 – A cidade de Filadélfia

Proibida a cópia parcial ou total deste material – Sujeito a penas legais https://ebdcomentada.com 

A história nos mostra algumas particularidades sobre a Igreja que estava na cidade de Filadélfia, vejamos:

Filadélfia era a mais jovem das sete cidades e fora fundada por colonos provenientes de Pérgamo sob o reinado de Átalo II nos anos de 159 a 138 a. C. A cidade estava situada num lugar estratégico, na principal rota do Correio Imperial de Roma para o Oriente e era chamada “A porta do Oriente”. Também era chamada de pequena Atenas, por ter muitos templos dedicados aos deuses. A cidade estava cercada de muitas oportunidades.

John Stott comenta que era também chamada a cidade dos terremotos. Tremores de terra eram frequentes e tinham levado muitos antigos habitantes a deixar a cidade em busca de lugar mais seguro. O violento terremoto que devastou Sardes no ano 17 d.C., quase destruiu completamente Filadélfia.

Átalo amava tanto a seu irmão Eumenes que o apelidou de “philadelphos”, o que ama a seu irmão. Daí vem o nome da cidade.

Filadélfia fica num vale aos pés de um platô montanhoso. Os reis de Pérgamo fundaram Filadélfia como um posto avançado do seu reino no século II a.C. A cidade estava localizada ao longo de uma importante estrada de viagem que ligava Pérgamo ao norte com Laodiceia ao sul. Nos tempos do Novo Testamento, Filadélfia fazia parte da província Romana da Ásia. Filadélfia foi reconstruída com ajuda do imperador Tibério.

A antiga cidade de Filadélfia é hoje ocupada pela cidade turca Alaşehir, situada a 130 km ao leste de Esmirna.

1.2 – Uma igreja perseguida

Proibida a cópia parcial ou total deste material – Sujeito a penas legais – https://ebdcomentada.com

O início da Igreja foi marcada por terríveis perseguições e, até o ano 70 d.C., as coisas não foram fáceis para os cristãos.

O Imperador Nero Claudius Cæsar Augustus Germanicus (Nero), provou ser um grande perseguidor a ponto de acusá-los de ter colocado fogo na cidade de Roma e, por causa disto, foram massacrados.

Leiamos um dos pontos marcantes desta história:

O senador e historiador Romano Públio Cornélio Tácito relata que, depois do incêndio, a população buscou um bode expiatório e começaram a circular rumores de que Nero era o responsável. Para afastar as culpas, Nero acusou os cristãos e ordenou que alguns fossem jogados aos cães, enquanto outros fossem queimados vivos e crucificados.

Tácito descreve-o assim: Contudo, nem por indústria humana, nem por larguezas do imperador, nem por sacrifícios aos deuses, foi conseguido afastar a má fama de que o incêndio tinha sido mandado. Assim pois, com o fim de extirpar o rumor, Nero inventou uns culpáveis, e executou com refinadíssimos tormentos os que, aborrecidos pelas suas infâmias, chamava o vulgo cristãos. O autor deste nome, Cristo, foi mandado executar com o último suplício pelo procurador Pôncio Pilatos durante o Império de Tibério e, reprimida a perniciosa superstição, irrompeu de novo não somente por Judeia, origem deste mal, senão pela urbe própria, aonde conflui e se celebra quanto de atroz e vergonhoso houver por onde quer. Assim, começou-se por deter os que confessavam a sua fé; depois pelas indicações que estes deram, toda uma ingente multidão ficaram convictos, não tanto do crime de incêndio, quanto de ódio ao gênero humano. A sua execução foi acompanhada por escárnios, e assim uns, cobertos de peles de animais, eram rasgados pelos dentes dos cães; outros, cravados em cruzes eram queimados ao cair o dia como se fossem luminárias noturnas. Para este espetáculo, Nero cedera os seus próprios jardins e celebrou uns jogos no circo, misturado em vestimenta de auriga entre a plebe ou guiando ele próprio o seu carro. Daí que, ainda castigando os culpáveis e merecedores dos últimos suplícios, tinham-lhes lástima, pois acreditavam que o castigo não era por utilidade pública, mas para satisfazer a crueldade dele próprio.

Os imperadores romanos exigiam que seus súditos os adorassem como deuses e por isso, surgiu o conhecido “culto ao imperador”.

Como só devemos adorar ao Senhor, os cristãos foram perseguidos vorazmente.

Apesar de existir uma certa “Teoria da Prosperidade”, que afirma que o cristão fiel não vive situações difíceis, a Bíblia nos garante o contrário, leiamos:

“Eu falei tudo isso para que tenham a paz no coração e na alma. Aqui na terra vocês terão muitos sofrimentos e tristezas; mas tenham ânimo, porque Eu venci o mundo”. (Jo 16.33 – BV)

Vale a pena comentarmos que o Brasil, apesar das diversas confusões envolvendo algumas denominações, vive em paz e liberdade, pois podemos servir ao Senhor sem nenhuma reprimenda, mas, às vezes, eu me pergunto se esta liberdade não nos tornou negligentes e acomodados.

Pensemos nisto…

1.3 – Uma igreja que ama

Evangelista Leonardo Novais de Oliveira

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Deus lhe abençoe ricamente!!!

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