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Betel Adultos – 2º Trimestre de 2017 – 28/05/2017 – Lição 9: O Senhor é soberano entre as nações

23/05/2017

Este post é assinado por: Cláudio Roberto

TEXTO ÁUREO

Jeremias 27:6
6 E, agora, eu entreguei todas estas terras nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, meu servo, e até os animais do campo lhe dei, para que o sirvam. (ARC)

TEXTO DE REFERÊNCIA

Jeremias 27:2-5
2 Assim me disse o SENHOR: Faze umas prisões e jugos e pô-los-ás sobre o teu pescoço.
3 E envia-os ao rei de Edom, e ao rei de Moabe, e ao rei dos filhos de Amom, e ao rei de Tiro, e ao rei de Sidom, pelas mãos dos mensageiros que vêm a Jerusalém ter com Zedequias, rei de Judá.
4 E lhes darás uma mensagem para seus senhores, dizendo: Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Assim direis a vossos senhores:
5 Eu fiz a terra, o homem e os animais que estão sobre a face da terra, pelo meu grande poder e com o meu braço estendido, e os dou a quem me agrada. (ARC)

INTRODUÇÃO

Deus possui características que lhe são peculiares e que a teologia chama de Atributos de Deus. Os atributos de Deus indicam vários aspectos do seu caráter.
Entre os vários atributos pertencentes a Deus, nesta lição, abordaremos um daqueles que se refere ao seu relacionamento com o universo ou tudo àquilo que foi criado por suas mãos – A SOBERANIA de Deus.

Jeremias evidenciará nesta lição que Deus age soberanamente na terra entre os povos. A supremacia de Deus sobre todas as coisas é tal que nada pode frustrar os seus desígnios conforme bem relatou Jó: “Bem sei eu que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido” Jó 42:2.

1 – A AFLIÇÃO DE UM PROFETA

Como Deus poderia poupar Judá e sua capital Jerusalém da destruição tendo eles cometido tantas injustiças?

Jeremias 5:1,3
1 Dai voltas às ruas de Jerusalém, e vede agora, e informai-vos, e buscai pelas suas praças, a ver se achais alguém ou se há um homem que pratique a justiça ou busque a verdade; e eu lhe perdoarei.
3 Ah! SENHOR, não atentam os teus olhos para a verdade? Feriste-os, e não lhes doeu; consumiste-os, e não quiseram receber a correção; endureceram as suas faces mais do que uma rocha; não quiseram voltar. (ARC)

Dentre o povo, nas praças onde se reuniam, nas ruas por onde caminhavam, mesmo realizando uma busca minuciosa, não se pôde achar um justo sequer (Rm 3.10) ou alguém que buscasse a verdade, se achasse, o perdão de Deus seria garantido.
Sodoma e Gomorra teriam sido salvas se ao menos dez justos pudessem ter sido encontrados lá (Gn 18.23-33); Jerusalém precisava apenas de um.
O que se viu, foi um povo que mesmo ferido pela correção do Senhor, continuaram na prática de seus pecados.

Jeremias 17:1
1 O pecado de Judá está escrito com um ponteiro de ferro, com ponta de diamante, gravado na tábua do seu coração e nos ângulos dos seus altares. (ARC)

Os pecados de Judá foram escritos com ponteiro de ferro, indicando a gravidade dos mesmos. Russel Shedd, afirma que o ponteiro de ferro era usado para fazer marcas permanentes sobre superfícies como as de rochas (Jó 19.24).

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De acordo com o Dicionário Enciclopédico da Bíblia, “diamante” no hebraico é “sãmír”; pedras de corindon conhecidas dos antigos por sua dureza e utilidade em gravar sobre objetos duros.

Sabendo que o diamante é um dos objetos mais duros que se conhece. Para escrever em corações tão endurecidos pelo pecado, somente algo mais duro que a superfície deles; por isso Deus usa a figura do diamante para escrever na tábua do coração de Judá, petrificada pelos muitos pecados.

Jeremias era o homem e profeta que caminhava por Jerusalém extremamente sensibilizado pelo estado espiritual do seu povo. Jeremias via a dureza deles em não se arrependerem.

1.1 – O alerta de Jeremias

No livro de Êxodo 4.23, encontramos a razão pela qual Deus retirou o seu povo do cativeiro egípcio “E eu te tenho dito: Deixa ir o meu filho, para que me sirva; mas tu recusaste deixá-lo ir; eis que eu matarei a teu filho, o teu primogênito” .

Ou seja, a libertação tinha um objetivo explícito – o de servir a Deus.

A partir do momento que o povo liberto do cativeiro egípcio já não mais atendia ao propósito de sua libertação, deveriam voltar novamente ao cativeiro, desta vez o babilônico, a fim de serem corrigidos e assim voltarem a servir ao Senhor.

Era isso que Jeremias anunciava. Considerando que o livro da Lei achado pelo rei Josias tenha sido o de Deuteronômio, e que este tenha sido o mesmo livro que Jeremias meditava, o profeta tinha muito vivida a lembrança lida sobre a saída do seu povo do Egito (Dt 4.20). Ele sabia quão formidavelmente Deus operou para retirá-los da opressão, e desta forma, utilizava constantemente tais memorias em suas mensagens como destacou o pastor comentarista desta lição, Clementino de Oliveira Barbosa em Jr 2.2,6; 7.22, 25; 11.4, 7; 16.14.

O coração do homem de Deus andava atribulado por que tornar a ser cativo novamente, era de fato uma grande realidade para Judá.

Jeremias 4:1-2
1 Se voltares, ó Israel, diz o SENHOR, para mim voltarás; e, se tirares as tuas abominações de diante de mim, não andarás mais vagueando,
2 e jurarás: Vive o SENHOR, na verdade, no juízo e na justiça; e nele se bendirão as nações e nele se gloriarão. (ARC)

Deus prometeu dar uma resposta positiva para Judá em caso deles se voltarem para Deus com arrependimento verdadeiro. O seu retorno deveria vir acompanhado de comportamentos e práticas diferentes daquelas que estavam habituados. Judá deveria deixar os ídolos e a apostasia.

Norman R. Champlin afirma que a tentação é parte do crime, quando os homens continuam fracassando, por muitas e muitas vezes seguidas, contudo “o grande crime de um homem é que ele pode voltar-se para o Senhor a qualquer momento, mas não o faz” (Rabbit Bunam).

Champlin quer dizer que o maior pecado do homem é rejeitar a porta escancarada do arrependimento sempre disponível a ele, mas que insiste em não entrar por ela.
Apesar do forte apelo ao arrependimento, Judá não se arrependia, aliás, mergulhava cada vez mais em suas transgressões.

Jeremias 31:31-34
31 Eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que farei um concerto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá.
32 Não conforme o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, porquanto eles invalidaram o meu concerto, apesar de eu os haver desposado, diz o SENHOR.
33 Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.
34 E não ensinará alguém mais a seu próximo, nem alguém, a seu irmão, dizendo: Conhecei ao SENHOR; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior, diz o SENHOR; porque perdoarei a sua maldade e nunca mais me lembrarei dos seus pecados. (ARC)

Para R.K. Harrison, a aliança mosaica não será suficientemente flexível para a nova época da graça divina, e por isto terá de ser substituída. A nova aliança será inscrita profundamente na vontade dos israelitas, que lhe obedecerão por escolha, não mais por obrigação. A apostasia será substituída por uma atitude de fidelidade a Deus, e a nação nunca mais servirá a nenhuma outra.

O futuro apontaria Jesus Cristo, filho de Davi, o Messias prometido como aquele que seria o intermediário da Nova Aliança, que teria legalidade em seu próprio sangue (Hb 8.6; 9.15; 12.24).

Romanos 11:25-27
25 Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.
26 E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades.
27 E este será o meu concerto com eles, quando eu tirar os seus pecados. (ARC)

Israel havia tropeçado, mas não ficaria prostrado no chão a ponto de não mais poder se levantar. A queda de Israel proporcionou a benção do Evangelho ser estendida aos gentios.

Do mesmo modo que no tempo de Elias, houve sete mil que não prestaram cultos a Baal, no tempo do apóstolo Paulo, houve uma minoria de judeus que abraçaram as Boas Novas de salvação em Cristo, sendo o próprio Paulo e os discípulos, alguns deles.

F.F. Bruce diz que Paulo fazia parte da descendência de Abraão por meio de um dos filhos de Israel, contudo, era crente em Jesus, como o eram muitos outros dos seus compatriotas “segundo a carne”. Constituíam um remanescente fiel, escolhido pela graça de Deus, e sua existência era, em si mesma, uma prova de que Deus não abandonara a Israel, nem renunciara ao Seu propósito para ele. Mesmo que Israel em massa tivesse falhado em alcançar seu propósito, o remanescente eleito o cumpriria.

Isto posto, concluímos que Deus nunca retirou a esperança do coração do povo que Ele escolheu e que Jeremias tinha sua confiança alimentada por esta certeza. Ela foi plenamente satisfeita em Cristo.

1.2 – Deus usa líderes pagãos para realizar Seu propósito

Vale ressaltar a colocação do comentarista da revista ao afirmar que Judá não caiu, ela foi entregue. Nabucodonosor não prendeu o rei, Deus o entregou.

Salmos 103:19
19 O SENHOR tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo. (ARC)

Apesar de Israel ser o povo escolhido por Deus para revelar a sua Lei e se fazer conhecido das demais nações, Ele não é um Deus tribal. A questão do Salmos 103.19 é universalizada. Deus é grande demais para interessar-se apenas por uma nação ou agir através somente dela.

Champlin, afirma que Deus pôs um dedo em Jerusalém, em Sião, no templo, mas colocou Seu coração em todo o mundo (ver João 3.16).

Salmos 22:28
28 Porque o reino é do SENHOR, e ele domina entre as nações. (ARC)

Deus não é espectador da história; ela está sob o seu controle e domínio. Tudo o que acontece na terra passa pela sua vontade e determinação. O reino deste tão grande mundo com seus povos e nações, líderes e reis estão sob a autoridade de Deus. A Pilatos Jesus respondeu que nenhum poder teria contra Ele, se de cima não fosse dado (Jo 19.11).

A encarnação do poder de Deus foi Jesus Cristo, quem mesmo declarou “ter todo o poder nos céus e na terra” (Mt 28.18) e a quem é chamado de “Reis dos Reis e Senhor dos Senhores” (Ap 19.16).

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Até poderia ser considerado natural, pensarmos que não seria justo Deus usar um rei pagão que se dobrava e servia falsos deuses como vara punitiva em suas mãos, senão conhecêssemos a verdade de que Ele é soberano sobre tudo e sobre todos.

Jeremias 27:5-6
5 Eu fiz a terra, o homem e os animais que estão sobre a face da terra, pelo meu grande poder e com o meu braço estendido, e os dou a quem me agrada.
6 E, agora, eu entreguei todas estas terras nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, meu servo, e até os animais do campo lhe dei, para que o sirvam. (ARC)

A mensagem de Jeremias não se resumia somente a Judá, mas também as nações vizinhas que lhe havia enviado mensageiros a fim de sugerirem uma aliança política/militar (Jr 27.3) e assim resistirem o avanço da Babilônia. Cinco nações estavam dispostas a lutarem por sua independência, mas o inimigo a enfrentar não era a Babilônia, mas a vontade soberana de Deus em entregar toda a terra nas mãos de Nabucodonosor.

Antes de declarar ter entregue todas as terras nas mãos do rei da Babilônia, Deus reclama para si mesmo a autoria da criação da terra e de tudo o que nela há (Jr 27.5), a fim de atestar o direito de fazer o que lhe apraz (Is 46-9-11).

O bom conselho de Deus era para que todos se rendessem a Babilônia, sob pena de serem destruídos se assim não fizessem (Jr 27.8).

Isaías 44:28
28 quem diz de Ciro: É meu pastor e cumprirá tudo o que me apraz; dizendo também a Jerusalém: Sê edificada; e ao templo: Funda-te. (ARC)

Em demonstração da sua soberania no governo do mundo, a história ainda revelaria outro famoso rei pagão também levantado pelas mãos de Deus e que puniria a Babilônia.

Me refiro a Ciro, o Grande, o rei Medo-Persa cujo nome significa “possua tu a fornalha”, a quem o Senhor chama de seu pastor e servo  “cumprirá tudo o que me apraz”; e também seu ungido (Is 45.1).
Mais uma vez, Deus inicia informando aos leitores que Ele é autor da criação (Is 44.24) e só depois revela a quem levantou para reedificar Jerusalém e o Templo – Ciro, o Grande.

Embora Ciro naquela oportunidade tornou-se o governador do mundo, por Deus foi chamado de seu servo a fim de denotar que o verdadeiro Grande é Deus, o verdadeiro governador do mundo é o Senhor.

1.3 – O perigo da contaminação

Antes de possuírem a terra da promessa, Israel fora advertido solenemente quanto a não se contaminarem com as práticas daquele povo que lá habitavam antes deles (Dt 4.15.24). A recomendação Divina era:

1. Não se inclinar diante dos deuses cananeus – Ex 23.24;
2. Não servi-los – Ex 23.24;
3. Não praticar as obras dos cananeus – Ex 23.24; Lv 18.3;
4. Não andar nos estatutos dos cananeus – Lv 18.3;
5. Não deveriam perguntar sobre os deuses cananeus e não serem enlaçados por eles – Dt 12.30.

Antes deveriam fazer:

1. Lançar fora os moradores da terra – Nm 33.52;
2. Destruir todas as suas figuras e imagens de adoração – Nm 33.52; Dt 7.5;
3. Destruir os seus locais de adoração – Nm 33.52; Dt 7.5

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Ceder culto as divindades cananeias,adorá-las ou servi-las seria sem dúvidas, ponto de contaminação.

Segundo a Concordância Bíblica de Strong, “contaminar” significa: “tingir com outra cor, colorir; manchar, poluir, sujar, ficar sujo; manchar com pecados”;

Salomão bem disse no livro de Eclesiastes “Em todo o tempo sejam alvos os teus vestidos” Ec 9.8a, isto é, sem manchas, sem sujeiras!

Pode ser ainda usado como metáfora que implica em vícios ou sujeira que contamina alguém através de sua relação com os ímpios ou pessoas descrentes.

Quando Deus se manifestou ao seu povo no Horebe ou Sinai, Moisés fez questão de destacar que naquela ocasião não houve ali nenhuma manifestação de figura ou imagem. Eles nada viram senão o monte que ardia em fogo, trevas e nuvens de escuridão (Dt 4.11,12).

Havia uma promessa feita por Deus a eles que em caso de se contaminarem com a idolatria dos cananeus, seriam destruídos.

Deuteronômio 4:25-26
25 Quando, pois, gerardes filhos e filhos de filhos, e vos envelhecerdes na terra, e vos corromperdes, e fizerdes alguma escultura, semelhança de alguma coisa, e fizerdes mal aos olhos do SENHOR, para o provocar à ira,
26 hoje, tomo por testemunhas contra vós o céu e a terra, que certamente perecereis depressa da terra, a qual, passado o Jordão, ides possuir; não prolongareis os vossos dias nela; antes, sereis de todo destruídos. (ARC).

A recomendação ao povo de Deus é fugir da idolatria, “Portanto meus amados, fugi da idolatria” (I Co 10.14) e buscar a santificação, “Porque não nos chamou para imundícia, mas para a santificação” (I Ts 4.7).

Ao servo de Deus convêm viver uma vida separada dos padrões e comportamentos deste mundo pervertido.
Aqueles que andam flertando com tais padrões, de certa forma, já estão sendo influenciados e correndo sérios riscos de no final serem contaminados.

Na Bíblia existem diversos casos daqueles que se contaminaram, porém, dois casos se destacam:

1. Sansão se contaminou envolvendo-se com prostituta e por fim com uma mulher filisteia que veio culminar em sua morte (Jz 16.1; 20-22; 30);

2. Salomão se contaminou ao deixar-se levar pelo amor das mulheres, as quais lhe perverteram o coração, fazendo-lhe inclinar a outros deuses (I Re 11.1-4).

Outros, porém também ficaram em evidência por não se contaminarem, são eles:

1. Noé talvez tenha habitado no pior mundo que já tenha existido (estamos caminhando para o mesmo cenário), no entanto não se contaminou (Gn 6.5,8);

2. José mesmo vivendo no Egito e sendo seduzido pela bela mulher do capitão da guarda de Faraó, Potifar, não se contaminou e por isso amargou a prisão (Gn 39.7-9, 20);

3. Daniel e seus amigos não se contaminaram com os manjares do Rei da Babilônia que antes de serem servidos, eram oferecidos aos deuses babilônicos (Dn 1.8).

Os que permanecem puros para Deus, usufruem da graça e da paz proporcionada pelo Senhor (I Co 1.2,3).

No caso de Judá, estavam eles tão envolvidos com as práticas pecaminosas dos cananeus e seus falsos deuses que o seu coração já não podia mais ouvir a voz do verdadeiro Deus.

A influência do pecado trabalha em alguns sentidos do homem:

1. Lhe cega não permitindo ver ou reconhecer o verdadeiro Deus (At 9.1-18);

2. Lhe ensurdece não permitindo ouvir a voz de Deus (Sl 81.11);

3. Lhe arranca a sensibilidade daquilo que é espiritual (I Co 2.14);

4. Lhe retira o paladar, não permitindo saborear a doçura de sua Palavra (Ap 10.9);

5. Lhe arranca o olfato espiritual que é o cheiro suave da Salvação em Cristo (II Co 2.15);

Portanto, entendemos o quanto o profeta Jeremias se lamentou por um povo, cego, surdo, insensível, sem gustação e sem faro espiritual. Mesmo as diversas exortações ao arrependimento (Jr 9.1; 13.17; 14.17; 15.17,18; Lm 1.2; 2.11, 18) não surtiram qualquer efeito no coração contaminado e totalmente influenciado pelo pecado.

Lembre-se que as “más conversações corrompem o bom costume” (I Co 15.33), isto é, as más companhias e as más conversações produzem homens maus. Aqueles que querem manter a sua pureza devem andar em boa companhia.

Matthew Henry afirma que o erro e o vício são  contagiosos, e para evitar o contágio (contaminação), devemos ficar longe daqueles que os têm (grifo meu).

2 – DEUS ADVERTE O POVO

Orlando Boyer, esclarece que a palavra advertência é o ato de avisar, exortar, admoestar!

O papel profético de Jeremias era similar à de outros profetas que em tempos de crise espiritual, admoestava o povo a restauração. Agora Jeremias os orientava a sujeição do jugo Babilônico.

Jeremias 27:3-4
3 E envia-os ao rei de Edom, e ao rei de Moabe, e ao rei dos filhos de Amom, e ao rei de Tiro, e ao rei de Sidom, pelas mãos dos mensageiros que vêm a Jerusalém ter com Zedequias, rei de Judá.
4 E lhes darás uma mensagem para seus senhores, dizendo: Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Assim direis a vossos senhores: (ARC)

Apesar de toda a terra ter sido entregue a Nabucodonosor (Jr 27.6), Edom, Moabe, Amon, Tiro, Sidom e Judá são nações que recebem a profecia de forma exclusiva, pois intentavam no coração resistir a servidão Babilônica.

2.1 – O profeta das nações

Jeremias 1:5
5 Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta. (ARC)

O ministério profético de Jeremias já tinha contornos relevantes diante das autoridades de Judá, pois deles já era conhecido e desprezado.
Neste momento, Deus cumpre suas primeiras palavras dirigidas a Jeremias, na ocasião de sua chamada – Jeremias fora chamado e santificado mesmo antes de nascer para ser profeta não somente do seu povo, mas também as nações a ele foram entregues por profeta.

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Outros profetas na Bíblia podem ser considerados também como profetas das nações por seu conteúdo profético. Isaías, Ezequiel e Daniel se destacam como tais, pois suas mensagens englobavam não somente o povo de Israel, mas também outros povos.

1. Isaías profetizou contra Judá e Jerusalém (Is capítulos 3 a 5), contra Israel, o reino do Norte (Is 7; 8; 9.8-21) mas também a outros onze povos – Síria, Babilônia, Assíria, Filisteus, Moabe, Damasco e Samaria, Etiópia, Egito, Edom, Arábia e Tiro (Is 7, 8, 13.1 a 23.18);

2. Ezequiel profetizou à apóstata Judá e Jerusalém (Ez capítulos 1 a 24), mas também a sete nações estrangeiras ao seu redor – Amom, Moabe, Edom, Filisteus, Tiro, Sidom e Egito (Ez capítulos 25 a 32);

3. Daniel teve visões proféticas acerca de Israel (Dn 9 e 11) e também quanto aos grandes impérios – Babilônia, Medo Persa, Grécia e Roma (Dn 7.1-28), e outras nações – Egito e Síria (Dn 11.5-35).

Deus em seu senhorio sobre a criação, sobretudo as nações, elege profetas para anunciar os seus decretos. Os mesmos são revestidos da autoridade do próprio Deus, de maneira que pátrias e governos inteiros em sua força e poder, não podem impedir as deliberações anunciadas pela boca dos seus servos (Jr 1.17-19).

2.2 – O Senhor da criação

Para o cristão, não existe qualquer dificuldade em compreender e aceitar as palavras contidas em Gênesis capítulo 1, onde a criação é revelada como vontade e obra de Deus.
No entanto o relato desse texto bíblico tem sido controverso para os ateus, céticos e até cristãos adeptos da teologia liberal.

Dr. Haroldo L. Willmington explica as diversas filosofias que contrapõe a criação no quadro abaixo:

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A Bíblia não se preocupa em convencer ninguém sobre tal fato (crê-se pela fé); apesar de acreditar que é necessário o homem ter muito mais “fé” para crer que tudo que existe ao nosso redor seja obra do acaso.

Norman Geisler afirma que Deus se revela na natureza de duas formas básicas: como Criador e como Sustentador. Ele é tanto a causa da origem quanto da operação do universo. O primeiro termo se refere a Deus como o originador de todas as coisas: “Porque nele foram criadas todas as coisas”, e “todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.16,17). Deus “fez o mundo”, e Ele também “sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder” (cf. Hb 1.2,3); Ele “criou todas as coisas”, e por vontade dele todas as coisas “foram criadas” (Ap 4.11).
Além de ser o originador, Deus é também o sustentador de tudo. Ele não esteve ativo somente na origem do universo, mas também continua ativo na sua continuidade presente. O salmista se refere a esta segunda função divina quando declara, sobre Deus: “Tu que nos vales fazes rebentar nascentes que correm entre os montes […] Ele faz crescer a erva para os animais e a verdura, para o serviço do homem, para que tire da terra o alimento” (Sl 104.10,14).

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A Palavra de Deus está recheada de passagens que o atestam como autor da criação.
Os salmistas afirmaram Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (SI 19.1); “Os céus anunciam a sua justiça, e todos os povos vêem a sua glória” (SI 97.6).

Jó também acrescenta: “Mas, pergunta agora às alimárias, e cada uma delas to ensinará; e às aves dos céus, e elas to farão saber; ou fala com a terra, e ela to ensinará; até os peixes do mar to contarão. Quem não entende por todas estas coisas que a mão do SENHOR fez isto?” (Jó 12.7-9).

Paulo pregou aos homens: “… convertais … ao Deus vivo, que fez o céu, e a terra, e o mar, e tudo quanto há neles; o qual, nos tempos passados, deixou andar todos os povos em seus próprios caminhos; contudo, não se deixou a si mesmo sem testemunho, beneficiando-vos lá do céu, dando-vos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria o vosso coração” (At 14.15-17).

Ele fez lembrar aos filósofos gregos: “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens. Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas” (At 17.24,25).

Paulo declara que até mesmo os pagãos permanecem culpados diante do Deus Criador: “Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis” (Rm 1.19,20).

Diante disto, o salmista conclui: “Disseram os néscios no seu coração: Não há Deus” (SI 14.1).

Recentemente, assistimos a rede Record de televisão apresentar uma matéria referente ao “Design Inteligente”. FICAMOS EMOCIONADOS!! Pois, os cientistas descobriram que nosso DNA tem um código com cinco números 10,5, 6, 5 que esses números convertido em letras segundo o tetragrama bíblico significam YHWH sendo JAVÈ….Isso mesmo! ´É um grande privilégio saber que Jeová ou Javé como eles falaram assinou sua criação em cada um de nós, temos o nome de Deus no DNA.
Como um artista que assina a sua obra de arte, cada espécime humano, tem em seu DNA a assinatura Daquele que o criou.

Assista a reportagem abaixo (todos os direitos reservados ao YouTube):

https://youtu.be/UG0TF27QHq4

Desta forma, não há como negar a criação de Deus e que Ele como criador e mantenedor de tudo, é quem estabelece reinos e também quem os desintegra. Ele é quem levanta e abate a sua criação (I Sm 2.6-7).

Nesta ocasião, Nabucodonosor foi aquele a quem Deus escolheu entregar as terras e suas nações (Jr 27.5-6), não levando em conta a sua malignidade que seria tratada posteriormente (Dn 4.24-28; 30-33).

2.3 – O pecado das nações contemporâneas

Nossos dias são turbulentos (Mt 24.6). Como exemplo temos os constantes conflitos entre palestinos e judeus; entre o oriente e também os judeus e agora mais recentemente a crise na Coreia do Norte, onde nações disputam quem tem mais poderio bélico. Alianças políticas e militares estão sendo alinhavadas e despertando com isso forte preocupação no mundo de implodir uma terceira guerra mundial.

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Em nome da falsa paz respiram ameaças de guerra umas contra as outras. Possuem instituições mundiais cuja intenção é promover a paz (ONU – Organizações das Nações Unidas), no entanto não logram sucesso, pois o mundo caminha de mal a pior devido o pecado do homem, sua ganância, seu desejo desenfreado em viver a parte de Deus. Somente quando atentarem para Cristo é que conheceram a verdadeira paz que não significa ausência de guerras ou atritos (Jo 14.27), mas na reconciliação do homem com Deus (Rm 5.1,10).

O apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos narra sobre a degradação do homem (Rm 1.18-32) e posteriormente o gemido do próprio homem e também da criação devido a corrupção de todos os seres (Rm 8.22,23)

1 Timóteo 2:3-4
3 Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador,
4 que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade. (ARC)

O desejo expresso do coração de Deus é que todos os homens se salvem e venham a ter o conhecimento Dele.

O início do texto de I Timóteo, chama a atenção da igreja para a oração de intercessão “… em favor de todos os homens, pelos reis e por todos que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador” (I Tm 2.1-3)

A vida agitada e preocupada de nosso tempo, governos corruptos, violências, maldades e contendas talvez seja resultado da falta de oração da igreja. Engana-se aqueles que pensam que a igreja deva viver alheia ao poder civil. Como cidadãos, devemos exercer a nossa cidadania nos pleitos e expor a nossa opinião quanto a assuntos que ferem os princípios aprendidos na Palavra de Deus, como aborto, casamento de pessoas do mesmo sexo, eutanásia, pena de morte e outros tantos, contudo não preterir a oração.

O mesmo texto também afirma que um governo debaixo das orações dos santos permite o seu povo usufruir de uma vida quieta e sossegada.

Sabendo desta verdade, o salmista antecipa a alegria e a bem-aventurança do povo que é governado por Deus ao expressar: “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para a sua herança.” (Sl 33:12)

Davi é profundo quando fala desta verdade: “Para que nossos filhos sejam, como plantas, bem desenvolvidos na sua mocidade; para que as nossas filhas sejam como pedras de esquina lavradas, como colunas de um palácio; para que as nossas despensas se encham de todo o provimento; para que os nossos gados produzam a milhares e a dezenas de milhares em nossas ruas; para que os nossos bois sejam fortes para o trabalho; para que não haja nem assaltos, nem saídas, nem clamores em nossas ruas. Bem-aventurado o povo a quem assim sucede! Bem-aventurado é o povo cujo Deus é o SENHOR! (Sl 144:12-15).

À igreja é imposta a obrigação de jamais se calar, mas antes deve denunciar o pecado de seu povo, regando a mensagem com a oração.

Assim como Jeremias falou as autoridades do seu tempo, denunciando os seus pecados e suas consequências, o deputado estadual pelo Rio de Janeiro, Cabo Daciolo no Congresso Nacional, nos deu um exemplo, onde sem timidez delatou os pecados dos poderosos do Brasil (assista o vídeo abaixo – Todos os direitos reservados do YouTube).

https://youtu.be/ZsdCnIVx_BY

3 – DEUS CONVOCA AO ARREPENDIMENTO

Como Deus é soberano, Ele tem as melhores regras para que o homem possa viver bem nesta terra.

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O homem está envolto ao pecado e todos necessitam se arrependerem para assim agradarem a Deus. O arrependimento proclamado por Deus tem princípios estipulados por Ele.

Lucas 5:32
32 Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento. (ARC)

Para Strong, arrepender-se é mudar a mente; mudar a mente para melhor, emendar de coração e com pesar os pecados passados; como acontece a alguém que se arrepende, mudança de mente (de um propósito que se tinha ou de algo que se fez).

Para que haja uma mudança na mente humana, se faz necessário haver um outro pensamento contra dissente ao anterior. No aspecto salvífico, o pensamento, a ideia ou mesmo ensinamento (doutrina) que contradiz tudo aquilo apresentado pelo mundo, se encontra nas Escrituras. É nela que o homem achará a contraposição para uma mudança da sua mente; é nela que o homem encontrará o significado do pecado e suas consequências; é nela que encontrará o meio aceito por Deus para a sua justificação e perdão – o sangue de Jesus Cristo na ocasião da sua morte é a propiciação pelo nosso pecado (I Jo 1.7; 2.2; 4.10).

A triste realidade é que morte de Cristo para muitos tem valor de salvação, mas o mesmo sacrifício para outros terá valor de condenação (I Pe 2.7-8).

3.1 – Deus é soberano sobre as nações

A soberania de Deus, implica em afirmar que Deus é soberano. Segundo Myer Pearlman, Deus tem o direito absoluto de governar suas criaturas e dispor delas como lhe apraz (Dn 4.35; Mt 20.15; Rm 9.21). Ele tem esse direito em virtude de sua infinita superioridade, de seu domínio absoluto de tudo e de todas as coisas dependerem totalmente dele para continuar a existir. Dessa maneira, censurar os caminhos do Senhor é insensatez e transgressão. Pearlman cita a observação de D.S. Clarke: “A doutrina da soberania de Deus é uma doutrina muito útil  e animadora. Se fosse para escolher, o que seria preferível: ser governado pelo fatalismo cego, pela sorte caprichosa, pela lei natural irrevogável, pelo “eu” pervertido cuja visão é de curto alcance, ou ser governado por um Deus sábio, santo, amoroso e poderoso? Quem rejeita a soberania de Deus pode escolher ser governado por qualquer um dos fatores restantes”.

Salmos 22:28
28 Porque o reino é do SENHOR, e ele domina entre as nações. (ARC)

O salmista Davi era soberano Rei de Israel, tinha o governo daquele povo em suas mãos, no entanto ele também tinha plena consciência da soberania divina quando expressa que “Ele domina entra as nações”.

A soberania de Deus não tem rivais, não tem concorrências ou competidores. Ele reina soberanamente!

Daniel se dirigindo a Nabucodonosor, a quem todas as terras e nações e até os animais lhe fora dado menciona: “… até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer” (Dn 4.25);

O próprio Jeremias menciona tamanho domínio ao declarar: “Mas o Senhor é verdadeiramente Deus; ele é o Deus vivo e o Rei eterno; do seu furor treme a terra, e as nações não podem suportar sua indignação” (Jr 10.10).

A soberania de Deus é total sobre a sua criação. Ele não governa apenas reis e nações, mas toda a obra criada atende a sua voz de comando.

Deus é soberano quanto as leis naturais, pois exerceu seu poder ao converter o dia em trevas e enviar chuva de pedras no Egito, ao abrir o mar Vermelho, o rio Jordão, quando fez água brotar da rocha, água amarga se tornar potável, ao fazer o “sol parar” em Aijalom e Josué prevalecer na batalha, ao enviar uma tempestade na embarcação que estava Jonas, ao fazer a mesma tempestade acalmar, quando o fogo não queimou os amigos de Daniel: Hananias, Mizael e Azarias na fornalha, quando Jesus do mesmo modo acalmou a tempestade e andou por cima do mar, quando transformou água em vinho e tantas outras manifestações de sua soberania.

Deus demonstra sua soberania no reino animal, quando ordenou as rãs, piolhos e gafanhotos povoarem o Egito, quando ordenou corvos alimentarem o profeta Elias, quando fechou a boca dos leões na cova onde Daniel foi lançado, quando deu ordem ao grande peixe para tragar a Jonas e depois vomitá-lo na terra, quando ordenou o bicho que ferisse a aboboreira e que veio a secar e outras tantas;

Deus demostra a sua soberania no reino vegetal quando fez nascer uma aboboreira do dia para a noite a fim de fazer sombra ao profeta, quando Jesus deu ordem a uma figueira para secar-se e secou-se imediatamente e outras.

Deus demonstra a sua soberania sobre a vida ao ressuscitar mortos.

Paulo, sabedor de tamanha supremacia Divina exclamou: “Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém” (l Tm 1.17).

3.2 – Como alcançar as nações para o Senhor?

Edward McKendree Bounds, piedoso servo de Deus que viveu entre os séculos dezoito e dezenove, foi escritor, advogado e também membro do clero Sul Episcopal da Igreja Metodista americana. Foi ele quem disse a celebre frase ecoada nos lábios dos tantos escritores e também servos piedosos do Senhor: “DEUS NÃO UNGE MÉTODOS, DEUS UNGE HOMENS”.

Hoje há uma corrida vertiginosa de se buscar a melhor estratégia, o melhor processo, o melhor MÉTODO para se ganhar almas para o reino de Deus. Ao invés de simplesmente irem, estão parados esperando surgir um plano mirabolante, outros dizem estar orando a fim de Deus revelar uma tática perfeita e formidável para então saírem.

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Bom, devo dizer que Jesus foi simples em sua estratégia e os apóstolos também o foram. Eles simplesmente decidiram sair e anunciar as boas novas, confiados no poder e no auxílio do Espírito Santo. O extraordinário acontece quando estamos no campo, quando as mãos estão no arado, quando estamos no meio da seara e não nos escritórios e gabinetes.

A Igreja nasceu com a vocação missionária, a sua aptidão é de ganhar almas. Ela até pode fazer outras coisas que agreguem valor a sua missão, mas nunca negligenciar o seu papel principal ou motivo principal pelo qual existe.

Recentemente vi na parede de uma congregação aqui em Porto Velho (Congregação Sol da Justiça, pastoreada pelo irmão e amigo, pastor José Ângelo), um cartaz com os dizeres mais ou menos parecido com o que o nobre comentarista da revista expõe: Faça missões, Indo, Orando, Enviando ou Contribuindo.
Não existe argumentação suficientemente convincente que nos impeça de participarmos da obra missionária, pois tal obrigação é uma imposição dada por Cristo (Mt 28,19-20; Mc 16.15; Lc 24.47). Se você é impedido de ir por diversas circunstâncias, você pode contribuir e se não tem como fazê-lo, ainda resta dobrar os joelhos e orar por aqueles que estão no campo missionário.

Os apóstolos e a igreja primitiva cumpriram com méritos o IDE de Jesus (At 2.38; Rm 10.18. Cl 1.23), a geração que nos antecedeu nas Assembleias de Deus no Brasil, também o fizeram bem, e quanto a nós? O que estamos fazendo com o IDE?

John Knox, presbiteriano que viveu no século 15 certa feita disse em oração: “Dá-me a Escócia senão morro!!!”.

1 Coríntios 9:16
16 Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho! (ARC)

Para o apóstolo Paulo, pregar o evangelho era um dever, uma obrigação. Se não fizermos devemos prestar contas a uma autoridade maior.

As igrejas que experimentam o maior crescimento entre os seus membros e milagres em seu meio, são aquelas que tem compromisso evangelístico.

Contam uma história sobre Moody, que este quando pregava a um homem recebeu a seguinte palavra: “Vai cuidar dos teus negócios rapaz”. Moody respondeu: “Mas este é o meu negócio”.

Ganhar almas era o negócio de um dos maiores ganhadores de almas que este mundo já conheceu.

Precisamos resgatar a nossa identidade evangelística, termos o coração incendiado pelo fogo do Espírito Santo e não nos aquietar até que estejamos completamente imersos na realidade de fazer missões, pois ganhar almas é o negócio da igreja.

“O melhor remédio para uma igreja enferma é uma dieta missionária”.

3.3. Toda chamada tem um preço a ser pago

A chamada divina não é um documento que atesta a isenção de sofrimento, ao contrário, trata-se de um convite a padecer pela causa e o nome do Senhor (At 9.16).

Jeremias, foi um homem escolhido por Deus para levar a sua mensagem a um povo rebelde e apóstata. A sua vocação implicou em severos sofrimentos, levando o homem de Deus a praguejar o dia em que havia nascido (Jr 20.14), a acusar de Deus de tê-lo iludido (Jr 20.7), a ele foi negado o direito de contrair matrimônio (Jr 16.2). Tudo fazia parte do preço a ser pago pelo seu ministério tão grandioso.

Entenda que o preço de nossa salvação já foi pago por Jesus no Calvário e não há nada mais a ser acrescentado ou melhorado nisto. O sacrifício foi perfeito e totalmente aceito (Jo 19.30)!

Depois de salvos em Cristo, precisamos negar a nós mesmos (nossas vontades, desejos, projetos, sonhos) e nos submeter aos planos de Deus, tomar a nossa cruz e segui-lo (Mt 16.24).

Quanto maior for a obra que Deus tem a realizar na vida de alguém mais pontiagudos serão os espinhos a lhe atravessar.

CONCLUSÃO

Nesta lição ficou patente a grandeza de Deus expressa em sua soberania. Como o seu poder supremo percorre a história de povos, nações, reis, líderes e aqueles que estão na eminência para assim executar os seus decretos conforme lhe apraz.
A história dos homens está em suas mãos e os seus desígnios não podem ser frustrados (Jo 42.2).

Não existe acaso e tão pouco descontrole de tudo que está acontecendo. A batuta está nas mãos de Deus e Ele rege o universo.

Ele levantou a igreja como porta voz de sua vontade ao homem. Suas credenciais foram patenteadas por aquele que a vocacionou. A noiva caminha para frente e não se intimida diante dos grandes e poderosos da terra, pois ela sabe que Grande é Deus (Ap 1.8).

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

Bíblia Eletrônica Olive Tree – Versão Revista e Corrigida / Revista e Atualizada / NVI;
Bíblia de Estudo Matthew Henry – Versão Revista e Corrigida – Central Gospel;
Bíblia de Estudo Pentecostal – Versão Revista e Corrigida – CPAD;
Bíblia Shedd – Russel Shedd – Editora Vida Nova;
Dicionário da língua portuguesa;
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Pearlman – Editora Vida;
Dicionário Enciclopédico da Bíblia – Editora Hagnos;
Comentário VT – Jeremias – Norman Champlin – Editora Hagnos;
Comentário de Jeremias e Lamentações – R.K. Harrison – Série Cultura Bíblica – Editora Vida Nova;
Comentário de Romanos – F.F. Bruce – Série Cultura Bíblica – Editora Vida Nova;
Dicionário Bíblico Strong – James Strong – Sociedade Bíblica do Brasil;
Pequena Enciclopédia Bíblica – Orlando S. Boyer – Editora Vida;
Bíblia de Estudo Pentecostal – Versão Revista e Corrigida – CPAD;
Teologia Sistemática – Volume 1 – Norman Geisler – CPAD;
Enciclopédia da Bíblia Merril – Merril C. Tenney – Editora Cultura Cristã;
Missão no coração de todos – Josué Gonçalves – Editora Mensagem para todos.

Por Cláudio Roberto


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