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Betel Adultos – 2º Trimestre de 2017 – 18/06/2017 – Lição 12: Judá é levado para o cativeiro da Babilônia

14/06/2017

Este post é assinado por: Cláudio Roberto

TEXTO ÁUREO

Jeremias 52:13
13 E queimou a Casa do SENHOR, e a casa do rei, e também a todas as casas de Jerusalém, e incendiou todas as casas dos grandes. (ARC)

TEXTO DE REFERÊNCIA

Jeremias 52:14-16,28
14 E todo o exército dos caldeus que estavam com o capitão da guarda derribou todos os muros que rodeavam Jerusalém.
15 E os mais pobres do povo, e a parte do povo que tinha ficado na cidade, e os rebeldes que se haviam passado para o rei da Babilônia, e o resto da multidão, Nebuzaradã, capitão da guarda, levou presos.
16 Mas dos mais pobres da terra deixou Nebuzaradã, capitão da guarda, ficar alguns, para serem vinhateiros e lavradores.
28 Este é o povo que Nabucodonosor levou cativo no sétimo ano: três mil e vinte e três judeus. (ARC)

INTRODUÇÃO

A rebeldia sempre terá um final doloroso. Após Judá se embebedar no cálice da idolatria e viver “comungando” com o verdadeiro Deus e os deuses cananeus, todas as advertências, ameaças e por fim, as predições pronunciadas pelos profetas, agora seriam cumpridas.

Não podemos em hipótese alguma esquecer que embora a punição do cativeiro seria neste momento executada, o amor de Deus regava cada ação por Ele exercida contra o seu povo.

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O castigo teria início e fim. 70 anos seria o período de tempo que a nação rebelde ficaria exilada.

1 – O PROPÓSITO DE DEUS QUANTO AO EXÍLIO

Êxodo 19:5-6
5 agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha.
6 E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel. (ARC)

Israel negligenciou a tão nobre responsabilidade de se portar como nação eleita de Deus, propriedade peculiar dentre todos os povos, reino sacerdotal e povo santo.
O reino do Norte, foram os primeiros a serem conduzidos ao cativeiro pelos Assírios.
Cerca de 135 anos depois (essa data pode variar entre os estudiosos), chegou a vez do reino do Sul receber a mesma punição – O cativeiro.

Jeremias 7:13,23-26
13 Agora, pois, porquanto fazeis todas estas obras, diz o SENHOR, e eu vos falei, madrugando e falando, e não ouvistes, chamei-vos, e não respondestes,
23 Mas isto lhes ordenei, dizendo: Dai ouvidos à minha voz, e eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; e andai em todo o caminho que eu vos mandar, para que vos vá bem.
24 Mas não ouviram, nem inclinaram os ouvidos, mas andaram nos seus próprios conselhos, no propósito do seu coração malvado; e andaram para trás e não para diante.
25 Desde o dia em que vossos pais saíram da terra do Egito até hoje, enviei-vos todos os meus servos, os profetas, todos os dias madrugando e enviando-os.
26 Mas não me deram ouvidos, nem inclinaram os ouvidos, mas endureceram a sua cerviz e fizeram pior do que seus pais. (ARC)

Jeremias 11:6-7
6 E disse-me o SENHOR: Apregoa todas estas palavras nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém, dizendo: Ouvi as palavras deste concerto e cumpri-as.
7 Porque, deveras, protestei a vossos pais, no dia em que os tirei da terra do Egito, até ao dia de hoje, madrugando, e protestando, e dizendo: Dai ouvidos à minha voz. (ARC)

Mesmo sendo solenemente advertidos, não deram ouvidos, antes marcharam resolutamente para o abismo dos seus pecados até se depararem com o obstáculo posto pelo próprio Deus a fim de freá-los e no futuro, torná-los para Si novamente.

A panela fervente do primeiro capítulo do livro de Jeremias (Jr 1.13), torna-se uma dura realidade no último capítulo do seu livro – Judá é levado ao cativeiro da Babilônia (Jr 52.27).

1.1 – As causas que levaram o povo ao exílio

No decorrer da sua história, Israel, muito aborreceu ao Senhor com o seu comportamento; vivendo aquém dos propósitos que Deus estabeleceu a eles, revelados em sua Lei.

Deuteronômio 10:15
15 Tão somente o SENHOR tomou prazer em teus pais para os amar; e a vós, semente deles, escolheu depois deles, de todos os povos, como neste dia se vê (ARC).

Em primeiro lugar, Deus amou a Israel e depois escolheu. Note que o amor vem antes da escolha.
No evangelho de João encontramos essa verdade em dois atos.

Primeiro ato: “Deus amou o mundo de tal maneira…” (Jo 3.16a).

Segundo ato: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós…” (Jo 15.16).

Fomos escolhidos por causa do amor de Deus. O amor Dele é o princípio de sua benevolência e seu favor a nós.
Ele primeiro ama e depois escolhe…

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Não entender este princípio poderá causar dores e incompreensões, pois existem pessoas que focam suas vidas na igreja baseando-se nas promessas que Deus lhes fez. Deus escolheu torná-lo isso ou aquilo em sua obra, porém a demora no cumprimento, pode causar frustração, e o indivíduo se esquece do amor de Deus sobre a sua vida que vem e está em primeiro lugar. Ele inverte as prioridades e se atribula.

Quando perdemos a principal referência de que Deus nos ama acima de tudo, corremos riscos de vivermos a parte do seu principal propósito, que é o próprio amor. Quando entendemos isso, estaremos seguros e inseparáveis Dele no amor (Rm 8.38-39).

Por sua vez, o amor deve cumprir a “lei” da reciprocidade. Devemos amar a Deus acima de todas as coisas, “… de todo o coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento”. (Mc 12:30). A única forma de comprovar se o amor que sentimos por Deus está no padrão ou no nível que Ele espera, é a observação de guardarmos a sua Palavra… Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14:21 – ver também Js 23.11-13 e I Jo 5.3).

Deus nos amou primeiro (I Jo 4.19), dando o seu filho como prova do seu amor, e depois, nós amamos a Deus quando observamos os seus mandamentos, e por último, Ele se manifesta novamente, derramando mais do seu próprio amor em nosso coração (Rm 5.5).

Os filhos de Israel se misturaram com os povos canaanitas, praticaram os seus costumes e se curvaram aos seus deuses.
Israel, não guardou a lei do Senhor, e nesta atitude, temos explícito que eles negaram o seu amor a Deus.

Seguem abaixo, alguns pecados listados de Judá:

  1. Idolatria (Jr 7.18; 9.13);
  2. Exploração (Jr 9.2, 4);
  3. Não pagar salário (Jr 33.13);
  4. Desprezo pelos órfãos e viúvas (Jr 7.6; 22.3);
  5. Mentira (Jr 8.10);
  6. Assassinato de inocentes (Jr 22.17);
  7. Sacrifício de crianças e falsos deuses (Jr 19.4; 7.31; 22.3);

Entendemos que mesmo antes do pecado de idolatria, a ausência de amor a Deus, levou Judá a cometer todos os tipos de transgressões.

Também nós, quando pecamos, demostramos a ausência de amor a Deus, pois quem ama a Deus, evita o pecado a fim de lhe ser sempre agradável.

1.2 – Uma vida sem perspectiva

O dramaturgo grego Ésquilo, que apesar de pagão escreveu um poema cujas palavras valem a observação:

“Quer alguém durma, ande ou esteja à vontade,
A Justiça, invisível e muda, lhe segue os passos,
Ferindo sua vereda, à direita e à esquerda,
Pois tudo o erro nem a noite esconderá!
O que fizeres, de algum lugar, Deus te vê
E pensas que poderás torcer a sabedoria divina?
E pensas que a retribuição jaz remota, longe dos mortais?
Bem perto, invisível, sabe muito bem a quem deve ferir.
Mas tu não sabes a hora quando, rápida e repentinamente,
Ela virá e varrerá da terra os iníquos.”

Ésquilo

Jeremias 7:9-10
9 Furtareis vós, e matareis, e cometereis adultério, e jurareis falsamente, e queimareis incenso a Baal, e andareis após outros deuses que não conhecestes,
10 e então vireis, e vos poreis diante de mim nesta casa, que se chama pelo meu nome, e direis: Somos livres, podemos fazer todas estas abominações? (ARC)

A vida espiritual de Judá era vacilante e ambígua, pois ao mesmo tempo que adoravam as divindades pagãs, frequentavam o Templo e ali ofereciam sacrifícios a Deus em um escandaloso e escancarado cinismo.

O pecado havia amortecido a consciência e cristalizada a capacidade de reflexão mental.
Costumo dizer que o pecado tem efeito anestésico e quem o pratica não sente a dor que ele causa. Mas chegará uma hora que o efeito da “xilocaína espiritual” passará e a dor do pecado será manifesta na alma do ser.

O pecado também tem o poder de fazer o homem se esquecer de Deus, mesmo por um momento. Esquece-se também que Ele está contemplando tudo.

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Salmos 33:13-15
13 O SENHOR olha desde os céus e está vendo a todos os filhos dos homens;
14 da sua morada contempla todos os moradores da terra.
15 Ele é que forma o coração de todos eles, que contempla todas as suas obras. (ARC)

Em outro momento, o Salmista Davi, reconhece que o Senhor o sonda e o conhece. Até mesmo os seus pensamentos estão claros para Deus e então passa a conjecturar uma forma de se esconder de Deus e afirma que mesmo subindo até o céu, não poderia; e mesmo que descendo até o inferno, ali também o encontraria; e se ainda fosse até a extremidade do mar, a mão do Senhor o guiaria e o sustentaria; e por último, se fizesse das trevas o seu cobertor, a própria noite seria luz ao seu redor. Desta maneira, não existe como o homem viver ou estar neste mundo sem que os olhos do Senhor o vejam continuamente e constantemente (Sl 139).

Viver como se não tivesse que dar satisfações a Deus é a maior loucura que o homem pode cometer.
Salomão lança sobre toda a consciência humana duas verdades e duas realidades. A primeira o homem poderá se esquivar, mas da segunda, ninguém poderá escapar:

Eclesiastes 12:13-14
13 De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem.
14 Porque Deus há de trazer a juízo toda obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau. (ARC).

O homem poderá existir e viver toda a sua vida sem temer a Deus ou guardar quaisquer de seus mandamentos (apesar de ser um dever), mas nenhum homem poderá fugir de um dia estar diante de Deus para dar conta de todas as suas obras, quer sejam boas ou más (Ap 20.11-15).

Em nenhum momento não encontramos Judá reconhecendo seus pecados, antes se manteve numa postura rebelde e autossuficiente. Tão diferente da atitude do homem segundo o coração de Deus (I Sm 13.14 – Davi) que ao ter o seu pecado confrontado pelo profeta Natã, não se desculpou ou tentou achar um culpado, antes sem hesitação, confessou imediatamente: “PEQUEI CONTRA O SENHOR” (I Sm 12.13).

1 Pedro 2:1
1 Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências, (RA)

Judá não tinha vida de Deus, pois vivia as margens dos Seus desígnios. Sua espiritualidade era uma farsa e seus cultos maquiados.

Hipocrisia vem do grego hypokrinein ou hypokrisía, que significava inicialmente “separar gradualmente” ou “representar um papel”, “fingir”. Hipocrisia significava a representação no teatro, dos atores que usavam máscaras (normalmente feitas de cera), de acordo com o papel que representavam em uma peça. Tais atores, durante as apresentações fingiam ser outras pessoas.

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Deus agora, iria remover a cera da face de Judá e a sua verdadeira “cara” estaria a mostra.

Em pensar que mesmo em nossos dias, “…rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas…” (Hb 12.1), muitos se embaraçam e pecam contra o Senhor. Estão no templo (igreja), vestidos com a máscara da santidade e de servo, mas fora dele, retiram a máscara e mostram como verdadeiramente são. Muitos se prostituem, adulteram, roubam, mentem, enganam, não pagam suas dívidas, são idólatras, lascivos e promíscuos.
Os tantos escândalos que atualmente “pipocam” no meio cristão, nada mais são do que o próprio Deus retirando as máscaras da hipocrisia de muitos, assim como fez com Judá no passado.

1.3 – O cativeiro agora era uma realidade

As advertências do Senhor até podem ser ignoradas pelo homem, no entanto a execução do seu furor não!!!
O homem sente e geme…

Jeremias 51:7
7 A Babilônia era um copo de ouro na mão do SENHOR, o qual embriagava a toda a terra; do seu vinho beberam as nações; por isso, as nações enlouqueceram. (ARC)

Russel Norman Champlin, sobre o versículo acima faz interessantes considerações…
“A Babilônia tinha sido uma taça de ouro na qual Yahweh vertera Seu vinho de retribuição. As nações em derredor foram forçadas a beber daquela taça, o que significava a sua destruição. As nações embriagavam-se e enlouqueciam ao beber aquele vinho. Endoidecidas, calam na calamidade de suas aflições. Cf. Jer. 25.15-19 e Apo. 17.3-4 e 18.6. O paralelo no capítulo 25 menciona a espada, como operação do vinho, pelo que as matanças vinham por beber o vinho. “O copo é chamado de ouro para expressar o esplendor e a opulência da Babilônia. Cf. Dan. 2.38: a cabeça da imagem era feita de ouro. Ver também Isa. 14.4” (Fausset, in loc.). Cf. Apo. 14.8 e 17.4 quanto ao mesmo simbolismo.”

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Paulo escrevendo aos Coríntios, disse: “…Fugi da idolatria” (I Co 10.14).

Deus sempre exigiu esta fidelidade do seu povo – serem monoteístas; prestar culto e adoração ao único Deus. A exigência foi feita primeiramente a Israel e depois a sua igreja.

A imagem acima é proposital… Qualquer semelhança com algum show gospel, é mera “coincidência”…

Moisés, quando repetia a Lei, “gritou” ao povo dizendo: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR.” (Dt 6:4).

Israel, desde a sua entrada em Canaã, caminhou em direção oposta a Palavra anunciada por Moisés.
No final da liderança de Josué, este povo foi reunido e recebeu a exortação de permanecerem fieis ao único e verdadeiro Deus sob juramento, e em caso de desobediência seriam consumidos (Js 23.6-8; 12,13,16; 24.24-28).

Josué é enfático e não contemporiza com aquele povo ao exclamar:

Josué 24:14-15
14 Agora, pois, temei ao SENHOR, e servi-o com sinceridade e com verdade, e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do rio e no Egito, e servi ao SENHOR.
15 Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. (ARC)

Agora, no tempo de Jeremias, depois de séculos resistindo a voz corretiva de Deus, chegou o fatídico dia de serem lançados no cativeiro Babilônico. Não havia mais nada que pudesse reverter a situação. A sentença já estava lavrada e Babilônia era o instrumento de execução. Judá seria punida!

2 – A CONVOCAÇÃO AO ARREPENDIMENTO

Jeremias foi vocacionado e chamado por Deus para ser um arauto do caos. Ele recebeu a mais dura missão que um profeta poderia adquirir… Apregoar contra o pecado do seu povo e vaticinar o seu terrível fim.

Em meio as tantas profecias que Jeremias anunciou e que estudamos no decorrer deste trimestre, vale ressaltar que elas sempre vieram escoltadas pela mensagem de arrependimento. Não se tratava de um Deus nervoso com o seu povo e pronto a destruí-los sem que houvesse um sentimento afetuoso “porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho” (Hb 12.6).

Antes de Judá estar sob a vara disciplinadora e o castigo de Deus, eles estavam envolvidos sob o manto do Seu grande amor e benevolência. Corrigir tão duramente àquela altura dos acontecimentos, era uma necessidade imbuída de total afeição e afabilidade de Deus para com o seu povo.

A punição tinha uma finalidade excelsa, o arrependimento de Judá!

2.1 – Os profetas no exílio

Jeremias 52:27
27 E o rei da Babilônia os feriu e os matou em Ribla, na terra de Hamate; assim Judá foi levado da sua terra para o cativeiro. (ARC)

Como uma história dramática que vai se desenvolvendo, Judá está humilhada e grande parte dos judeus (cerca de 4600 almas) estão caminhando para um lugar distante de sua terra para o exílio na Babilônia.

Entre as almas que deixaram Jerusalém em direção a Caldeia, se encontravam, Daniel e Ezequiel (que foi levado nove anos após o primeiro). Em Jerusalém ficou Jeremias.
Os três profetas foram contemporâneos e seriam instrumentos de Deus para falar ao povo durante os anos de cativeiro.

O povo de Deus não estaria sozinho no exílio ou na assolada Jerusalém. Daniel e Ezequiel trariam consolo e uma mensagem de esperança mesmo em terra estrangeira (Dn 9.1-19; Ez 36). Jeremias, do mesmo modo, com o povo em terra arrasada (Lm 4.1-22), traria o mesmo sermão de consolação aos habitantes de Jerusalém (Jr 30.1-24; 33.6-13).

Mesmo vivendo um período de tristeza indescritível, Deus não apartou a sua presença do povo que Ele amava.
Deus será sempre achado fiel, mesmo diante da nossa infidelidade (II Tm 2.13). O Senhor havia feito uma promessa quando Moisés passava o “bastão” da liderança do povo de Israel a Josué, pelo que ele cantou…; O juramento foi que não iria desamparar aquele povo (Dt 32.36).

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A assistência de Deus, mesmo Judá estando em cativeiro, era comprovação do seu amor e de sua fidelidade para com eles.

Quão grande consolo tem aqueles que mesmo enfrentando a adversidade e até mesmo a punição do Senhor, percebem o seu amor e a sua presença constantes.

2.2 – É preciso louvar ao Senhor

O calendário das festas anuais do povo de Deus era bastante movimentado. Haviam sete festas datadas para que os hebreus observassem e somente uma, denominada “Dia da Expiação”, era celebrada com pesar.

1. Festa da Páscoa

2. Pães Asmos;

3. Primícias;

4. Festa de Pentecostes ou das Semanas;

5. Festa das Trombetas (ano novo);

6. Dia da Expiação;

7. Festa dos Tabernáculos.

Após o exílio babilônico, foram acrescentadas as festas de Purim que significa sorte (Et 9.23-28) e da Dedicação (Jo 10.22).

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As suas festas eram chamadas de “santas convocações”. A maioria delas se relacionava com as atividades agrícolas e os acontecimentos históricos da nação hebreia. As três principais festas foram constituídas como parte do concerto do Sinai (Ex 23.14-19). Todos os varões israelitas estavam obrigados a participar das três festas dos peregrinos, são elas: Páscoa, Pentecostes e dos Tabernáculos.

Jeremias 52:13
13 E queimou a Casa do SENHOR, e a casa do rei, e também a todas as casas de Jerusalém, e incendiou todas as casas dos grandes. (ARC)

O Templo, era o lugar das santas convocações, lá eram oferecidos os holocaustos, as ofertas e o culto a Deus, porém, após a invasão da Babilônia o templo foi saqueado e destruído.
Desta forma, os que foram levados cativos para a Babilônia estavam longe não somente de sua pátria, mas também do lugar de adoração ao Deus verdadeiro – O TEMPLO. Para os que ficaram em Jerusalém, não houve diferença alguma, pois, o Templo estava aniquilado e seus utensílios saqueados.

O lugar era de tamanha importância para o judeu que mesmo cativo, Daniel deu mostras dessa verdade, pois o mesmo orava três vezes ao dia com as janelas de seu quarto abertas em direção a Jerusalém (Dn 6.10).

Uma vez o templo destruído e o povo distante do local de adoração, a necessidade dos piedosos judeus cativos em cultuar a Deus, os levaram a improvisar lugares para executarem os seus cultos. Desta forma então, surgiram as Sinagogas.

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Nas traduções mais tradicionais da Bíblia, o termo sinagoga é encontrado apenas no Novo Testamento.

O Dicionário Enciclopédico da Bíblia explica que a palavra grega significa originariamente tanto o povo reunido (Ex 16,1; At 13,43; Tg 2,2) como a própria comunidade do povo (Ex 12.19; At 9.2; Ap 2.9; 3.9); nos tempos posteriores, sinagoga é também o nome do edifício em que os judeus celebravam as suas reuniões religiosas (Mt 4.23; 6.2, etc.). O líder da sinagoga tinha o dever de selecionar os leitores ou mestres na sinagoga, examinar os discursos dos oradores públicos, e ver que todas as coisas fossem feitas com decência e de acordo com o costume ancestral (tradição judaica).

Strong conceitua também a palavra sinagoga da seguinte maneira: Ela vem da palavra grega “συναγωγη – sunagoge” e quer dizer:

1) Ajuntamento, recolhimento (de frutas);

2) no NT, uma assembleia de homens;

3) Sinagoga ainda seria mais detalhadamente, uma assembleia de judeus formalmente reunidos para ofertar orações e escutar leituras e exposições das escrituras; reuniões deste tipo aconteciam todos os sábados e dias de festa; mais tarde, também no segundo e quinto dia de cada semana; nome transferido para uma assembleia de cristãos formalmente reunidos para propósitos religiosos.

4) ainda se referia as construções onde aquelas assembleias judaicas solenes eram organizadas. Parece ser que as sinagogas tiveram sua origem durante o exílio babilônico. Na época de Jesus e dos apóstolos, cada cidade, não apenas na Palestina, mas também entre os gentios, se tivesse um considerável número de habitantes judeus (mínimo 10), tinha pelo menos uma sinagoga. A maioria das sinagogas nas grandes cidades tinha diversas, ou mesmo muitas. As sinagogas eram também usadas para julgamentos e punições.

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Conclui-se que Sinagoga então, era um lugar separado para que o povo de Deus viesse a se reunir com o propósito de ler e explanar as Escrituras e obviamente, adorá-lo.
Este local tem uma finalidade específica e parece ter sido bem aceita por Deus, já que o próprio Jesus as frequentava (Mt 4.23; 9.35; Mc 1.39; Lc 4.15,44; 13.10; Jo 18.20). Os apóstolos também costumavam estar presentes nelas (At 9.2,20; 13.5,14,43; 17.10; 18.4; 22.19; 26.11).

Hoje, os templos e as igrejas são as sinagogas atuais, onde nos reunimos com o mesmo propósito do passado.

2.3 – Mesmo no cativeiro, Deus cuida do Seu povo

Era facultada a Judá, quando ainda estava em liberdade, adorar a Deus com sinceridade e retidão, porém, não o fizeram, mas antes se inclinaram as diversas divindades canaanitas.

A lição do cativeiro era bastante simples, mas difícil de realizar. Agora, sob o chicote opressor de Nabucodonosor, eles deveriam demonstrar lealdade a Deus em sua adoração em terra estranha, e inseridos em uma cultura completamente hostil ao monoteísmo (existência de uma única divindade digna de adoração), já que na babilônia, o politeísmo (existência de vários deuses “dignos” e adorados) era praticado.

Como exemplo de que o remédio amargo prescrito por Deus a Judá fazia o efeito desejado, temos três exemplos grandiosos no livro de Daniel em que no exílio, e sob forte pressão, não cederam as contaminações que pairavam no ar daquela terra pagã.

1. Daniel e seus três amigos ( Ananias, Misael e Azarias) se recusaram a ingerir do alimento que a eles fora oferecido, por terem consciência que os mesmos eram antes, oferecidos aos deuses babilônicos (Dn 1.8);

2. Ananias, Misael e Azarias também se recusaram a se dobrar diante da estátua construída por Nabucodonosor, a qual, fazia menção e adoração de si mesmo. A fidelidade ao Deus de Israel, os levou ao interior de uma fornalha aquecida (Dn 3);

3. Daniel, deliberou em seu coração, não alterar a sua agenda de oração ao verdadeiro Deus, e mesmo sob ameaça de morte, manteve-se fiel e por consequência, foi lançado dentro de uma cova repleta de leões famintos (Dn 6).

Entenda que a fidelidade a Deus no cativeiro estava sob fogo e que retroceder não era uma possibilidade aceitável para Deus. Daniel e seus amigos são provas indeléveis dessa verdade. Eles deveriam manter-se puros e ilibados em meio a um lugar poluído e corrupto em todos os sentidos.

Maravilhoso saber que mesmo estando em situações de extremo perigo em que a nossa fidelidade é testada, Deus também se mostra fiel e nos concede graça para suportamos e atravessarmos as fornalhas e as covas que nos lançam.
O seu povo estava sendo observado e preservado mesmo estando em cativeiro.

A vida de oração fez de Daniel, o maior representante da possibilidade de servimos a Deus e a ele mantermos dedicados, mesmo em ambientes totalmente desfavoráveis.
Ainda que na condição de escravo, galgou os principais postos de ocupação política durante os principais reinos de sua época: Abaixo, a relação dos reis a quem Daniel serviu:

Nabucodonosor – Império Babilônico – Capítulos 1 a 4;

Belsazar – Império Babilônico – Capítulos 5, 7, 8;

Dario – Império Medo / Persa – Capítulos 6, 9;

Ciro – Império Medo / Persa – Capítulos 10 a 12.

Oração ainda é o meio mais antiquado e eficiente para se manter comunhão com Deus, aliás, o único método que efetivamente funciona.

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Por fim, a companhia de Deus entre eles, mesmo estando em terra estranha, desmontou a falsa consciência de que o Senhor se fazia presente somente no Templo, e este era venerado e tido como uma espécie de amuleto contra as assolações (Jr 7.4). A fé ritualista sempre será uma mentira quando separada da fé sentida no coração (Pv. 4.23).

3 – A HORA DE VOLTAR PARA CASA

Toda aflição não é para sempre. Toda provação não é ininterrupta ou perpétua.
Como é aliviador saber disso…

Jeremias 30:10
10 Não temas, pois, tu, meu servo Jacó, diz o SENHOR, nem te espantes, ó Israel; porque eis que te livrarei das terras de longe, e a tua descendência, da terra do seu cativeiro; e Jacó tornará, e descansará, e ficará em sossego, e não haverá quem o atemorize. (ARC)

Mesmo diante do terror e do espanto provocados pelo cativeiro, Deus traz ao coração de Judá uma doce expectativa de que dias melhores viriam sobre eles. Dias em que possuiriam novamente a sua terra, dias de descanso e sossego.

Deus, como Senhor da história, conhece as páginas subsequentes de cada evento que se passa nesta terra.

Assim, Ele usa os seus instrumentos (profetas) não somente para apregoar os dias maus, mas também os dias de bonança que ressurgiria depois… (Dt 30.1-5; I Rs 8.46-53; Ez 39.25-27; Am 9.13-15; Sf 2.7; 3.20).

Isso nos faz lembrar o cântico do salmista… “… O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30.5b).

3.1 – A restauração do povo de Israel

Do mesmo modo que para os israelitas, ficou marcado o período áureo de quando saíram do Egito e todas as maravilhas realizadas pelo Senhor em seu favor, ficou marcado também, o período em que saíram de sua terra humilhados e estiveram no cativeiro babilônico.

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Tanto os que estavam exilados como os que ficaram em Jerusalém, sofriam demasiadamente. Os exilados tinham saudades da terra e os que ficaram nela, não acreditavam no que viam. A majestosa Jerusalém, agora estava demolida, o templo derribado e os muros da cidade queimados.

As casas, a cidade e o Templo foram devastados, porém, o maior estrago se deu no coração de cada judeu.
Durante o cativeiro, o povo pôde refletir sobre a sua desobediência a Deus e ponderar sobre os seus erros. A alegria que não existia mais, tinha uma causa – a desobediência e o pecado!

Salmos 137:1-4
1 Junto aos rios da Babilônia nos assentamos e choramos, lembrando-nos de Sião.
2 Nos salgueiros, que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.
3 Porquanto aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos um dos cânticos de Sião.
4 Mas como entoaremos o cântico do SENHOR em terra estranha? (ARC)

O salmo 137 é o perfeito retrato de como se achava o coração do povo exilado na Babilônia.
Este salmo é uma lamentação coletiva dos judeus exilados na Babilônia e é conhecido como o “O cântico do exilado”.

Sobre esse Salmo, Champlin diz que os exilados judeus, até agora distantes das terras pátrias, estavam assentados na postura de lamentação, pois, até onde podiam ver as coisas, Judá, seu templo e tudo quanto era importante para eles, estava morto. Ademais, eles eram pouco mais do que cadáveres vivos, cortados de tudo quanto lhes tinha sido importante. Assim sendo, eles choravam quando se lembravam de Sião, símbolo de sua fé e de seu país. As margens dos rios eram consideradas lugares bons para a oração, porquanto esses rios fluíam com a água da vida e representavam o fluxo eterno da vida e da existência.

Alguns dos judeus viam nas correntes de águas da Babilônia, um símbolo de suas lágrimas incessantes (Lm 2.18; 3.48). Suas habitações eram normalmente próximas a rios (Ez 3.15). Daniel se viu em visão junto ao rio Ulai na Babilônia (Dn 8.2) e Ezequiel teve algumas visões as margens do rio Quebar, também na Babilônia (Ez 1.1).

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Champlin complementa que é comum cantarmos quando estamos alegres, mas no caso daquele povo, não havia motivo de alegrias (estavam como escravos), e consequentemente não podiam cantar. As “harpas” seriam tangidas para acompanhar as alegres canções de Sião, mas agora elas jaziam penduradas, porquanto nada havia para os judeus celebrarem. A alegria tinha desaparecido. As pessoas no exílio não têm o coração voltado para a música.
O homem tinha trabalhado arduamente o dia todo como escravo de seus captores, e à noite teria sido natural aliviar a tensão com a música, mas se não havia música no coração, de que adiantava tocar música.
As harpas são os instrumentos de acompanhamento da música jubilosa (Gên. 31.27; II Sam 6.5). Pois estávamos longe de nossa pátria, Sião, onde Deus revela Sua presença, e, por conseguinte, distantes de toda alegria (Isa 24.8; Jó 30.31; Apo 18.22).

Sobre os salgueiros, estes eram arbustos que se desenvolviam as margens dos rios e são chamados de árvores “choronas”, por causa da posição de sua folhagem junto ao rio.
Podemos até de certa uma forma romanceada, descrever o cenário…

“As harpas dos judeus que simbolizavam o cântico e a alegria se juntam agora a tristeza da árvore chorona e as lágrimas dos judeus se misturam com as águas dos rios da Babilônia.”

O arrependimento estava acontecendo…

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Jeremias 30:3
3 Porque eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que farei tornar do cativeiro o meu povo de Israel e de Judá, diz o SENHOR; e torná-los-ei a trazer à terra que dei a seus pais, e a possuirão. (ARC)

Mesmo na calamidade da escravidão, havia uma promessa de liberdade, de retorno e restauração.
Após o arrependimento de Judá, Deus iria restituir a sua porção e eles seriam novamente plantados em sua terra.

3.2 – O Senhor é Soberano

Já falamos exaustivamente sobre a soberania de Deus. As lições 9 e 10 trataram este assunto de modo especial.

Deus sempre faz o melhor mesmo que não estejamos entendendo.
Ele usa reis e reinos, forte e fracos, grandes e pequenos para executar os seus intentos.

Da mesma forma que Deus usou o rei ímpio (Nabucodonosor) para destruir a Jerusalém e o Templo, e para levar o seu povo cativo (Jr 27.6), Ele agora, usaria outro rei ímpio (Ciro) para trazê-los de volta a sua pátria e reconstruir tudo o que antes fora destruído (Ed 1.1-3).

Salmos 115:2-3
2 Por que dirão as nações: Onde está o seu Deus?
3 Mas o nosso Deus está nos céus e faz tudo o que lhe apraz. (ARC)

De sua habitação (o céu), Deus controla e rege toda a terra. O domínio de Deus se estende por todo o universo.

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Salmos 126:1-2
​1 Quando o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham.
2 Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de cânticos; então, se dizia entre as nações: Grandes coisas fez o SENHOR a estes. (ARC)

O mesmo profeta (Jeremias) que predisse o cativeiro, também vaticinou o final dele.

Os versículos 1-3 do Salmo 126 falam do retorno dos exilados do cativeiro babilônico. Um período de alegria sem paralelo foi experimentado quando os exilados retornaram da Babilônia.

Norman Russel Champlin comenta: “Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião. Houve uma alegria geral entre os judeus quando, por meio do poder de Yahweh e por decreto do imperador persa, Ciro, os cativos voltaram do cativeiro babilônico para Jerusalém. Foi tudo como um belo sonho que, para os exilados que retornavam, em breve se tornou um pesadelo, uma vez que despertaram para a dura realidade da vida. Mas não! Não foi apenas um sonho, pelo que entraram em um estado de êxtase. Eles prorromperam em risos e louvores, reconhecendo que Yahweh é que tinha feito aquilo tudo.”

Salmos 118:23-24
23 Foi o SENHOR que fez isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos.
24 Este é o dia que fez o SENHOR; regozijemo-nos e alegremo-nos nele. (ARC)

A lamentação e o gemido foram substituídos pelo riso e pelos cânticos de alegria, a ponto de os próprios pagãos reconhecerem que algo de incomum havia acontecido. Quando o povo de Israel entrou no cativeiro e suas terras foram habitadas por outras pessoas, para impedir a reocupação, parecia que a situação era permanente. Mas eis que o remanescente de Judá voltou à Terra Prometida apenas após setenta anos!

Champlin complementa dizendo que o cativeiro ocorreu como um castigo da parte de Yahweh, por motivo de apostasia; e a volta à Terra Prometida ocorreu por causa de Yahweh, em vista do arrependimento de Israel. O poder divino tinha movimentado os babilônios e posteriormente movimentou Ciro, rei da Pérsia, para estabelecer seu decreto misericordioso e benevolente.

Desta forma, a soberania de Deus operou uma vez mais segundo o seu propósito!!

3.3 – Deus é Deus em qualquer circunstância

A forma como Deus administra o universo é impressionante, principalmente quando comparamos com a forma que lidamos quando algo sai do nosso controle.
No caso de Deus e sua criação, nada escapa da sua gerência! Mesmo o aparente caos que se apresenta hoje, tem um objetivo perfeito amanhã.

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Essa realidade, quando bem compreendida pelo cristão, permite desfrutar de Deus, mesmo em meio a perturbação e a desordem. Saber que Deus tem o poder e o controle sobre os céus e a terra (Mt 28.18), possibilita que o seu servo, sempre tenha tranquilidade em sua alma, mesmo que tudo pareça perdido.

Romanos 8:28
28 E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto. (ARC)

A Bíblia nos dá muitos exemplos de pessoas que mesmo inseridas em um contexto de adversidade e aparente destruição, demonstraram bastante confiança na mão Daquele que maneja a história, veja alguns:

1. José foi vendido por seus irmãos, foi caluniado e preso, porém, não há registros de lamentações na vida daquele jovem e ao final de tudo, tornou-se o segundo homem mais importante do mundo de sua época (Gn 37; 39; 40; 41);

2. Ananias, Misael e Azarias, demonstraram muito otimismo quando foram ameaçados e depois lançados na fornalha de fogo ardente (Dn 3);

3. Daniel, não esperneou quando foi lançado na cova dos leões, mas antes também demonstrou total confiança em Deus (Dn 6);

4. Pedro, na noite que antecedia a sua acusação, dormia tranquilamente (At 12.7);

5. Paulo e Silas após serem chicoteados, foram lançados na prisão e mesmo sob a eminência da morte, louvaram a Deus com a alma serena, alegre e bem-disposta (At 16.22-26).

A maioridade espiritual do cristão é atingida quando se alcança este nível de conhecimento sobre o Deus que ele serve.

Jó, após a dura provação a qual foi submetido, compreendeu os planos de Deus e extraiu a preciosa lição que os projetos do Senhor não podem ser frustrados, e que ele estava equivocado quanto ao conhecimento que tinha do Senhor ao expressar “Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te veem os meus olhos. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza”. (Jó 42:5-6).

Lamentações 2:17
17 Fez o SENHOR o que intentou; cumpriu a sua palavra, que ordenou desde os dias da antiguidade: derribou e não se apiedou; fez que o inimigo se alegrasse por tua causa, exaltou o poder dos teus adversários. (ARC).

Independentemente do que está acontecendo conosco, se estamos vivendo dias bons e maravilhosos ou dias escurecidos pela tempestade desoladora (Lm 3.1,2), Deus tem conhecimento de tudo e nossa história está sendo escrita de acordo com o script determinado por Ele. Descanse e não tenha medo, pois, contudo, “eu sei que o meu redentor vive e que no fim se levantará para me defender e vindicar ainda que eu esteja no pó do meu túmulo” (Jó 19.25 – Versão King James Atualizada).

O cantor e compositor Delino Marçal compôs a música “Deus é Deus”!

Nela, ele exalta exatamente o que o comentarista da nossa revista expôs como título deste sub tópico – 3.3 – Deus é Deus em qualquer circunstância.

Encerraremos essa lição com a letra e o vídeo desta canção…

https://youtu.be/ybyIkyD4N_0

Música: Deus É Deus

Cantor: Delino Marçal

Minha fé não está firmada

Nas coisas que podes fazer

Eu aprendi a Te adorar pelo que és

Dele vêm o sim e o amém

Somente dele e mais ninguém

A Deus seja o louvor

Se Deus fizer, Ele é Deus

Se não fizer, Ele é Deus

Se a porta abrir, Ele é Deus

Mas se fechar, continua sendo Deus

Se a doença vier, Ele é Deus

Se curado eu for, Ele é Deus

Se tudo der certo, Ele é Deus

Mas se não der, continua sendo Deus

Não o adoro pelo que Ele faz

Eu o adoro pelo que Ele é

Haja o que houver, sempre será Deus

Deus é Deus

https://www.letras.mus.br/delino-marcal/deus-e-deus

CONCLUSÃO

Judá nos traz um exemplo sério das consequências em insistir na desobediência a Deus.
Deus é severo em sua punição, no entanto o seu amor é ainda maior.

Hebreus 12:5-6
5 E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor e não desmaies quando, por ele, fores repreendido;
6 porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho. (ARC)

Mesmo que passemos pela vara corretiva do Senhor, e mesmo que sentimos que Ele tenha se levantado como nosso adversário (Lm 2.5), tenhamos em mente que a execução é para bem e não para mal.

Lamentações 3:33
33 Porque não aflige nem entristece de bom grado os filhos dos homens. (ARC)

O próprio Deus, não tem prazer ou se alegra quando seus filhos estão sob castigo. Este será um tempo de aprendizado, desenvolvimento e crescimento no conhecimento e obediência a Ele.

É alentador saber que esses dias de correção estão contados, e que no final deles, estaremos mais próximos de Deus do que estivemos no princípio.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

Bíblia Eletrônica Olive Tree – Versão Revista e Corrigida / Revista e Atualizada / NVI / King James Atualizada;
Dicionário da língua portuguesa;
Comentário Champlin – VT – Norman R. Champlin – Editora Hagnos;
Bíblia de Estudo Pentecostal – Versão Revista e Corrigida – CPAD;
Dicionário Enciclopédico da Bíblia – Editora Hagnos;
Dicionário Bíblico Strong – James Strong – Sociedade Bíblica do Brasil;
Site da internet mencionado quando citado no texto;

Por: Cláudio Roberto


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