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Betel Adultos – 1º Trimestre de 2019 – 20-01-2019 – Lição 3: Tratando de comportamentos persistentes de desobediência

16/01/2019

Este post é assinado por Cláudio Roberto de Souza

TEXTO ÁUREO

Atos 9:5

5 E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. (ARC)

TEXTO DE REFERÊNCIA

Juízes 17:1,5-7

1 E havia um homem da montanha de Efraim cujo nome era Mica,

5 E tinha este homem, Mica, uma casa de deuses, e fez um éfode e terafins, e consagrou a um de seus filhos, para que lhe fosse por sacerdote.

6 Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada qual fazia o que parecia direito aos seus olhos.

7 E havia um jovem de Belém de Judá, da tribo de Judá, que era levita e peregrinava ali.

10 Então, lhe disse Mica: Fica comigo e sê-me por pai e sacerdote; e cada ano te darei dez moedas de prata, e vestuário, e o teu sustento. E o levita entrou. (ARC)

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Apresentar o que é TOD;
  • Mostrar o quão prejudicial este transtorno pode ser para a vida espiritual;
  • Ensinar meios para indicar o TOD.

INTRODUÇÃO

Paz seja convosco!

Com certeza, poderemos considerar como sendo um dos cúmulos da insensatez, quando o homem voluntariamente, confronta a Deus – a criatura se rebela contra o seu Criador.

É verdade que o néscio, o estúpido e tantos outros que ignoram a Deus, quando o contrapõem, o fazem por uma ação natural do seu caráter cético e descrente, no entanto, tal atitude pode não ser um simples ato de desafiar ao Senhor, mas um transtorno de comportamento que será estudado neste capítulo – o TOD (Transtorno de Oposição Desafiante).

1 – UMA VISÃO GERAL DO TOD

O Transtorno de Oposição Desafiante (TOD) ou Transtorno Desafiador Opositivo (TDO) como é denominado no CID-10 (catálogo de enfermidades reconhecidas pela ciência) como CID-91.3, é um tipo de transtorno de conduta.

Trata-se de um distúrbio frequentemente observado em crianças e adolescentes, mas também constatado em adultos. Caracteriza-se por perturbações e conflitos com os outros, com as normas morais e sociais e com as autoridades.

Suas características principais são: comportamento desafiador, desobediente ou perturbador. Podendo avançar para atos delinquentes ou manifestações mais extremas de agressividade ou comportamento antissocial.

Para diagnosticar corretamente esse tipo de transtorno é necessário que os demais critérios gerais citados em F91 na CID-10 (classificação de distúrbios de condutas restritos ao ambiente familiar) sejam cumpridos.

Travessuras graves ou a desobediência em si não são suficientes para o diagnóstico. Deve-se ser cauteloso no diagnóstico desta categoria, especialmente em crianças mais velhas, porque um “transtorno de conduta clinicamente significativo geralmente será acompanhado por um comportamento dissocial ou agressivo, que vai além da mera rebeldia ou de desorganização.”

O Transtorno Opositivo Desafiador é mais comum em crianças que apresentam Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno do Espectro Autista (TEA), e seus principais sintomas incluem:

  • Irritabilidade;
  • Comportamento desafiador;
  • Agressividade;
  • Impulsividade;
  • Dificuldades de relacionamento com colegas;
  • Comportamento vingativo;
  • Raiva;
  • Ansiedade;
  • Comportamento antissocial;
  • Depressão.

O Transtorno Opositor Desafiador não possui uma causa específica. Acredita-se que a origem do distúrbio esteja associada a uma combinação de fatores psicológicos, ambientais e predisposição genética.

Óbvio que biblicamente, a desobediência e a rebeldia contra as regras, normas, indivíduos e ao próprio Deus é consequência do pecado praticado no Éden. Logo, o homem tem em si uma natureza instável e de tendência a teimosia, porém além desta inclinação peculiar, devemos atentar se tal resistência a obediência não é causada pelo TOD (também enfermidade oriunda do pecado original, mas que deve ser abordada de forma diferente da desobediência por má índole de um caráter negativo).

Do mesmo modo que achamos na Bíblia diversas ocasiões em que homens falharam em obedecer a Deus e se revoltaram voluntariamente contra Ele (Gn 11.3-4), na igreja nos deparamos com aqueles que se dizem cristãos, mas que resistem a Palavra a Deus. A contradição pode residir no fato que o indivíduo tenha na realidade, o Transtorno de Oposição Desafiante (TOD).

Quando passamos a conhecer os sintomas desta enfermidade, seremos mais ponderados em nossas opiniões quando nos depararmos com irmãos que deliberadamente se opõe a Deus, a Sua Palavra e a sua liderança, e assim teremos melhores habilidades para até ajudá-los neste problema tão grave.

1.1 – TOD nas crianças

Proibida a cópia parcial ou total deste material – Sujeito a penas legais – https://ebdcomentada.com

Os sintomas do TOD podem aparecer em qualquer momento da vida, porém é mais comum entre os 6 e 12 anos.

Quem de nós nunca se deparou com uma criança extremamente opositiva, desafiadora, que discute por qualquer coisa, que não assume seus erros ou responsabilidades por falhas e que costuma sempre se indispor com os demais de seu grupo ou de sua família de maneira a demonstrar que a cada situação será sempre difícil convencê-lo, mesmo que a lógica mostre que suas opções estão evidentemente equivocadas? Se você conhece uma criança assim, provavelmente ela tem Transtorno Opositivo Desafiador.

A pediatra e psicóloga infantil, Raquel Guimarães Del Monde, afirma que tal quadro leva a severas dificuldades de tempo e de avaliação para analisar regras e opiniões alheias e intolerância às frustrações, levando a reações agressivas, intempestivas, sem qualquer diplomacia ou controle emocional.

Essas crianças costumam ser discriminadas, perdem oportunidades e desfazem círculos de amizades. Não raro, sofrem bullying e são retiradas de eventos sociais e de programações da escola por causa de seu comportamento difícil. Os pais evitam sair ou passear com elas e muitas vezes as deixam com parentes ou em casa. Entre os irmãos, são preteridos, mal falados e considerados como “ovelhas negras” tratados, assim, diferentes e mais criticados pelos pais.

Para a psicóloga Camila M. Fernandes, no TOD o comportamento da criança vai além de uma simples birra, até porque alguns comportamentos opositivos temporários são comuns em determinadas faixas etárias e fazem parte do desenvolvimento normal da criança. “No TOD lidamos com crianças que apresentam sintomas severos que podem gerar prejuízos em várias áreas da vida, atrapalhando principalmente o relacionamento familiar.”

Vale ressaltar que nem toda agitação de uma criança é sinal de algum transtorno, há agitações comuns em crianças. Crianças costumam ter bastante energia e de vez em quando acabam desobedecendo regras ou até mesmo desafiando adultos, com o objetivo de testar sua autoridade, mas a preocupação dos pais ou responsáveis deve existir quando esse comportamento agitado e desafiador começa a prejudicar a vida da criança em família, na escola e na sociedade como um todo.

A avaliação e diagnóstico devem ser feitos por um Neuropsiquiatra ou Neurologista, ambos infantis.

Dentre os fatores que favorecem o desenvolvimento do transtorno opositivo desafiador estão:

1) Características da criança

Temperamento negativo, instabilidade emocional, alterações de humor e transtornos no desenvolvimento neurológico.

2) Características dos pais

Agressividade, abuso de álcool e outras substâncias, transtornos mentais, paternidade e maternidade precoces, atitudes autoritárias ou muito permissivas.

3) Relacionamentos familiares

Relacionamentos conturbados, negligência, ausência, falta de disciplina, incoerência na hora de disciplinar e disciplina impulsiva.

4) Ambiente social

Ambiente desregrado e sem limites, proximidade com a criminalidade e violência, miséria, entre outras vulnerabilidades socioeconômicas.

Outros transtornos associados

É comum que crianças e adolescentes com Transtorno de Oposição Desafiante apresentem outros transtornos associados, como TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção por Hiperatividade) frequente em 50% dos casos, ansiedade, transtornos de humor, depressão, dificuldade na linguagem e aprendizagem e baixo rendimento escolar.

Evidências mostram que também existem fatores genéticos e neurofisiológicos predispondo o seu desenvolvimento.

Os primeiros sintomas do Transtorno Opositor Desafiador começam a se manifestar na idade pré-escolar, sendo rara a ocorrência das primeiras manifestações na adolescência.

O tratamento inclui psicoterapia individual, terapia familiar e orientação aos pais e professores, isto é, depende de três eixos: medicação, psicoterapia comportamental e suporte familiar/escolar.

A medicação auxilia em boa parte dos pacientes e melhora a auto regulação de humor frente às frustrações; a psicoterapia deve centrar em mudanças comportamentais na família com medidas de manejo educacional (dar bons exemplos, dialogar com a criança, ter paciência ao falar, explicar o motivo das ordens dadas, etc.); e, em relação ao suporte escolar, deve-se oferecer apoio, reforço e abertura para um bom diálogo, pois esta abertura melhora o engajamento do aluno opositor às regras escolares e a se distanciar de maus elementos.

A Bíblia recomenda que os pais devem ensinar os seus filhos no caminho correto que devem andar e tal ensinamento lhe será útil até quando chegar a velhice (Pv 22.6). Aos filhos se recomenda obedecer em tudo (Cl 3.20) a boa instrução recebida dos pais, pois tais “conselhos serão como coroa em sua cabeça em sinal de orgulho, dignidade e honra” (Pv 1.9 – Bíblia: A Mensagem).

1.2 – Adolescentes indesejados

Proibida a cópia parcial ou total deste material – Sujeito a penas legais – https://ebdcomentada.com

O Transtorno Opositor Desafiador tem cura, porém se não for devidamente tratado, pode evoluir para outros distúrbios, como o Transtorno de Conduta (TC) e o Transtorno de Personalidade Antissocial.

Quem tem filhos que passaram ou estão na fase da adolescência, sabe que a educação neste estágio é um grande desafio, pois existe uma “rebeldia” peculiar nesta faixa etária. O adolescente costuma pensar que já conhece o mundo e todos os seus atalhos, e então desafia a experiência e os conselhos dos seus pais; prefere ficar com sua interpretação dos fatos ou seguir os amigos de sua idade, o que normalmente não é um bom caminho (1Re 12.10-14).

No entanto, o adolescente cristão, obstinado em sua rebelião, tem comportamentos tão hostis a comunidade cristã que muitos podem confundir as suas atitudes como alguém que esteja sob o domínio ou a influência de demônios, quando na verdade, o mesmo, pode estar apresentando sintomas do TOD não tratado quando ainda era criança.

A psicologia já comprovou que na adolescência, o TOD pode aumentar o risco de transtorno de ansiedade, abuso de álcool, uso de drogas e delinquência.

Quanto mais cedo o tratamento do Transtorno Opositivo Desafiador tiver início, maiores são as chances de recuperação e de prevenir que o distúrbio evolua para quadros mais graves.

Tenho em minha família um parente que nitidamente padece deste mal. Desde a infância, nunca soube lidar com a negação ou com os limites. A sua vontade sempre deve prevalecer. Hoje com mais de 25 anos não tem respeito pelos pais, pelos avós, ou por quem quer que seja, inclusive autoridades civis. O comportamento é sempre agressivo, provocador e briguento. Quando algo sai do ponto que em sua cabeça pensa ser o correto, ele passa a atacar sem qualquer pudor quem estiver a sua frente, seja com palavras ou arremessando objetos ao chão (chegou a quebrar mobília, pôr fogo no quarto, esmurrar o pai e outras coisas). Antes cristão, agora o seu prazer é atacar os crentes, a nossa fé, pois ele sente prazer em machucar outros.

Recentemente, durante e agora depois do processo eleitoral onde elegemos o presidente do Brasil, quem discordasse de sua ideologia política era fortemente atacado com palavras ásperas, rudes e com capacidade de ferir a alma dos outros, fazendo até mesmo acabar o grupo de whastapp da família (acredite). Desempregado, usuário de drogas e recentemente pai solteiro.

Todas as características citadas acima é de alguém que conheço, que peguei no colo na maternidade quando nasceu e que já me indispus com ele por diversas vezes, inclusive tendo que deixar a casa dos meus pais em um evento de natal antes da data, devido as confusões que este rapaz traz consigo.

Este exemplo é para que saibam o quanto o TOD pode ser nocivo a uma pessoa. Como pode ser destrutivo a ele mesmo e como tenciona as relações, seja familiar ou mesmo extrafamiliar. Conviver com um adolescente assim é terrível e esta relação é tão perturbadora que pode influenciar até mesmo a nossa comunhão com Deus, já que temos que lidar com ofensas que podem causar raiva ou algum tipo raiz de amargura, no entanto, o pior sempre permanecerá naquele que sofre de tal enfermidade, já que sua vida é uma constante frustração pessoal, pois mesmo que em sua cabeça, tudo deve girar em seu entorno, a vida não é assim e ela não se submete a ninguém.

Desta forma, pessoas que sofrem com o TOD são desiludidas, raivosas, perigosas, não respeitam ninguém, não sabem lidar com os eventuais fracassos, são ingratas aqueles que os suportam e o ajudam em suas necessidades. São pessoas que carecem de amparo, de compreensão e que devem ser encaminhadas a profissionais da psicologia ou mesmo psiquiatria para tratamento urgente.

Com o tratamento adequado, é possível controlar os sintomas do Transtorno de Oposição Desafiante. Através da psicoterapia, o adolescente aprende a controlar as emoções, sobretudo a raiva, lidar com as frustrações e relacionar-se socialmente. Para os pais, a terapia familiar e as orientações do psicólogo ajudam a elaborar melhores métodos de disciplina.

É importante frisar que o sucesso do tratamento depende muito das mudanças que devem ocorrer nos ambientes sociais e familiares que o cercam. Por isso, os resultados podem demorar para aparecer e o tratamento pode levar anos.

Na Bíblia, encontramos como exemplo, os filhos de Davi (ainda que os mesmos não eram adolescentes), cujas atitudes denotam não haver limites para que se obtenha o que se deseja. Claro que tudo se valeu das consequências do seu pecado de adultério e de ter sido o mandante do assassinato de Urias o Heteu, porém o desajuste na família real é nítido no comportamento de seus herdeiros e podemos até tentar enxergar o TOD instaurado na alma de alguns dos filhos de Davi, como por exemplo, de Amnon.

Amnon cobiçou a sua irmã Tamar e a possuiu (2Sm 13.1. A Bíblia diz que Amnon angustiou-se até adoecer (2Sm 13.2), e então coloca o seu plano de estrupo em prática, pois quem padece de TOD não conhece limites, conquanto que seus desejos sejam satisfeitos, sua vontade prevaleça, mesmo que não seja correta (2Sm 13.11-14). Após forçar Tamar, a sua vontade mudou e passou a desprezá-la e mesmo que ela insistisse em não fazer tal mal, a sua vontade mais uma vez prevaleceria (2Sm 13.15-18).

Perceba como essas pessoas, impõe o seu arbítrio a outras, não medem consequências de suas atitudes, pois o que deve valer são as prevalências das suas ânsias.

Desta forma, por onde passam e com quem se relacionam, deixam um rastro de dor e sofrimento.

Orientemos e guiamos para tratamento, aqueles que se manifestam com os sintomas do TOD!

1.3 – Adultos perigosos

Por Cláudio Roberto de Souza

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