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Betel Adultos – 1º Trimestre de 2019 – 03-02-2019 – Lição 5: Vencendo o desespero e o medo

30/01/2019

Este post é assinado por Cláudio Roberto de Souza

TEXTO ÁUREO

João 14:27

27 Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. (ARC)

TEXTO DE REFERÊNCIA

Salmos 46:1-2,10

1 Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.

2 Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.

10 Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; serei exaltado sobre a terra. (ARC)

 Provérbios 1:33

33 Mas o que me der ouvidos habitará seguramente e estará descansado do temor do mal. (ARC)

 Isaías 35:4

4 Dizei aos turbados de coração: Esforçai-vos e não temais; eis que o vosso Deus virá com vingança, com recompensa de Deus; ele virá, e vos salvará. (ARC) 

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Mostrar qual a origem do pânico;
  • Ensinar o que ocasiona a Síndrome do Pânico;
  • Revelar como a Síndrome do Pânico deve ser tratada.

INTRODUÇÃO

Paz seja convosco!

Neste ponto do nosso estudo acerca das enfermidades da alma, abordaremos a Síndrome do Pânico, isto é, o conjunto de sinais e sintomas que definem a patologia do pânico.

Assim como outras enfermidades da alma, este mal tem levado muitos a terem a sua qualidade de vida reduzida a níveis muito baixos, pois são frequentemente achadas incapacitadas de lidarem com situações comuns do dia a dia, já que um medo avassalador as envolve completamente, gerando nelas desespero e profundas crises de agonia.

1 – ORIGEM DO PÂNICO

Antes de entrarmos no estudo sobre a Síndrome do Pânico, vamos trazer alguns conceitos válidos para melhor compreensão do assunto.

A palavra “pânico” vem do grego “panikon”, que significa “susto” ou “pavor repetitivo”. A psicologia afirma que o pânico como síndrome se caracteriza por ser o medo do medo, ou seja, quem padece desta enfermidade, tem medo de sofrer um ataque do pânico a todo instante, fazendo-os evitar ao máximo situações que propiciem as crises.

A origem do pânico ainda pode ser contada através da história mitológica; uma pseudo divindade grega chamada Pã ou Pan, também chamado de Lupercus em Roma, os latinos chamavam-no também de Fauno e Silvano, o deus dos caçadores, dos bosques, dos campos e até da fertilidade na mitologia grega.

Mesmo a psicologia moderna cita o conto de Pã para trazer a definição da origem da palavra pânico. Baseado nesta mitologia, pânico significa o medo que vem de Pã, deus da mitologia grega, como vimos. Ele é descrito como uma figura monstruosa e assustadora, representada por uma mistura de bode com homem. Tratava-se de uma criatura bizarra, pois era homem coberto de pelos negros da cintura para cima, porém possuía chifres e orelhas de bode na cabeça, além de pernas e pés também do mesmo animal.

O deus Pã era tão feio que ao nascer, sua própria mãe correu assustada. Sua origem de nascimento é tão incerta quanto o nosso conhecimento da verdadeira causa do pânico. Por ser um deus primitivo, alguns mitólogos o descrevem como sendo da primeira geração divina (Urano e Géia). Enquanto outros como proveniente da segunda geração (Crono e Réia). Mas, a maioria o coloca como descendente da terceira geração: Zeus e Hibris ou Zeus e Calisto.

Porém, é mais provável que seu pai tenha sido Hermes (o mensageiro dos deuses). Não se sabe se sua mãe teria sido Driope, Onus, Penélope ou Almatéia (a cabra). Pela aparência física do deus Pã, é bem provável que sua mãe tenha sido esta última.

Pã é um deus que representa a divindade pastoral grega. Vivia confinado nas montanhas da Arcádia, uma das regiões mais primitivas da Grécia. Ele se divertia aparecendo subitamente na presença de pessoas que passavam por essa região. Causava-lhes reação de medo intenso e de pânico. Os atenienses ergueram um santuário ao deus Pã, perto da praça pública (ágora).

Algumas pessoas tinham medo (phobos) de frequentar o lugar; daí a origem do termo agorafobia, para designar o medo de lugares públicos. A agorafobia é uma das mais frequentes complicações e limitações que o pânico impõe ao indivíduo.

Pã também se tornou símbolo do mundo por ser associado à natureza e simbolizar o universo. Em Roma, chamado de Lupércio, era o deus dos pastores e de seu festival, celebrado no aniversário da fundação de seu templo, denominado de Lupercália, nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro.

Pã foi associado com a caverna onde Rômulo e Remo foram amamentados por uma loba. Os sacerdotes que o cultuavam vestiam-se de pele de bode.

Nos últimos dias de Roma, os lobos ferozes vagavam próximos às casas. Os romanos então convidavam Lupercus para manter os lobos afastados.

Em sua obra, Plutarco, conta que ao longo das ilhas do mar Egeu, nos tempos do imperador Tibério, a tripulação de um navio ouviu uma estranha voz que gritou por três vezes: “O grande Pã morreu”. Em seguida, ouviam – se lamentos e gemidos. Nesse exato momento, o cristianismo nascia na Judéia! Aleluia!

Para o judeu messiânico Mario Moreno, a explicação sobre a origem do Pânico, associada a mitologia grega, leva muitos a concluir quando uma pessoa está “em pânico” ou “sente-se em pânico”, ela está na realidade sentindo a presença de um demônio que está causando o sentimento de pavor à esta pessoa.

Para estes que assim interpretam, o pânico nada mais é do que a presença de um ser espiritual, maligno, que tem diversas finalidades, entre elas a de desestabilizar a pessoa que ele está oprimindo, fazendo assim que ela perca seu foco e consequentemente não consiga chegar ao alvo desejado. Para eles, este demônio age em diversos lugares e de diversas formas, mas todas as vezes que qualquer pessoa com discernimento espiritual tiver este sentimento, deve repreender o mesmo em nome de Jesus e a sensação do “pânico” sumirá imediatamente!

Veremos, no entanto, que a Síndrome do Pânico (quando detectada como patologia da alma) nada haver tem com presença ou influência demoníaca, mas trata-se de um distúrbio que dever ser cuidado com medicamentos e psicoterapia e não com exorcismos.

1.1 – O que é a Síndrome do Pânico

Proibida a cópia parcial ou total deste material – Sujeito a penas legais – https://ebdcomentada.com

O ser humano é uma criação bastante complexa, tanto que a própria ciência, a cada descoberta que realiza sobre o corpo humano se espanta com tal complexidade. Se o corpo é complexo, imagine a alma, a psiquê do homem!

O homem em sua complicada formação é dotado de um sentimento ou sensação chamada medo.

Tecnicamente, o medo é uma emoção que se caracteriza por um intenso sentimento habitualmente desagradável, provocado pela percepção de um perigo, seja ele presente ou futuro, real ou suposto. O medo dispara a sensação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. É uma das emoções primárias que resultam da aversão natural à ameaça, presente tanto nos animais como nos seres humanos.

Sob a perspectiva da biologia, o medo é um esquema adaptativo e constitui um mecanismo de sobrevivência e de defesa que permite ao indivíduo responder face a situações adversas rápida e eficazmente.

Para a neurologia, o medo é uma forma comum de organização do cérebro primário dos seres vivos, com a ativação da amígdala alojada no lóbulo temporal.

Do ponto de vista da psicologia, o medo é um estado afetivo e emocional, necessário para o organismo se adaptar ao meio.

Relativamente ao aspecto social e cultural, o medo faz parte do carácter de uma pessoa ou de uma organização social; Algumas tribos de aborígenes por exemplo temem o sol e a lua; posto isto, pode-se aprender a não temer.

Percebe-se que o medo faz parte da essência humana, isto é, todos nós sentimos medo e não existe ninguém que não tenha essa sensação chamada medo. O saudoso pastor Jackson Rodrigues, ao discorrer sobre tema, chegou a afirmar que nós só estamos vivos porque sentimos medo! Ele exemplifica a sua afirmação ao narrar fatos do nosso cotidiano: “Todas as vezes que vamos atravessar uma avenida movimentada, nós paramos e olhamos para um lado e depois para o outro, mas porque fazemos isso? Porque temos MEDO de morrer atropelado; e só não fomos ainda atropelados porque temos medo”. Outro exemplo: “Porque não colocamos a mão no fogo? Porque temos medo de queimá-la; porque colocamos o cinto de segurança quando entramos no veículo, porque temos medo que se acontecer algum acidente, não venhamos nos ferir gravemente ou até mesmo morrer; porque ao sairmos de casa trancamos as portas e janelas? Porque temos medo de sermos roubados!”

Também, todas as vezes que estamos diante do desconhecido, sentimos medo. Alguns diante do medo, correm, outros ficam paralisados, outros partem para cima daquilo que o assustou. A isso chamamos de reações diante do medo.

Alguns especialistas afirmam que o medo pode ser encarado como um mal necessário, pois ele garante segurança e em muitas situações sobrevivência. É um mecanismo de defesa, prevenção e cuidado de nossa integridade física e da própria vida.

Diferentemente do medo, a Síndrome do Pânico é nociva à saúde e prejudicial, pois diminui o sabor da vida e atenta contra ela.

A psicologia explica que esta síndrome é um tipo de transtorno de ansiedade no qual ocorrem crises inesperadas de desespero e medo intenso de que algo ruim aconteça, mesmo que não haja motivo algum para isso ou sinais de perigo iminente.

O psicólogo Artur Scarpato diz que na década de 1960, várias pesquisas científicas começaram a diferenciar inesperados ataques de ansiedade de outras manifestações de ansiedade. A classificação diagnóstica oficial de Síndrome do Pânico ocorreu em 1980, com a publicação, pela Associação Americana de Psiquiatria, do DSM III (Diagnostic and Statistical of Mental Disorders, 3rd Edition). Em 1987, o DSM III – R, versão revisada do manual, delimitou os critérios válidos até hoje. 

Segundo a classificação do DSM, a Síndrome do Pânico pertence à classe dos Transtornos de Ansiedade, junto com as Fobias, o Estresse Pós-Traumático, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo e o Distúrbio de Ansiedade Generalizada. 

As crises de pânico ou ataques de pânico, consistem em períodos de intensa ansiedade, geralmente com início súbito e acompanhados por uma sensação de catástrofe iminente. A frequência das crises varia de pessoa para pessoa e a duração também, geralmente durando alguns minutos. O pastor Israel Maia, assim como outros psicanalistas e psicólogos, afirma durar em média entre 15 a 40 minutos.

A Dra. Nicole Geovana afirma que a Síndrome do Pânico é cerca de três vezes mais comum nas mulheres e os sintomas geralmente se manifestam na adolescência e início da vida adulta, no entanto é sabido que tal transtorno já afeta crianças e idosos.

Enquanto nas fobias a pessoa teme uma situação ou um objeto específico fora dela, como na fobia de altura, por exemplo, na Síndrome do Pânico a sensação é de que o perigo vem de dentro.  Frente ao corpo aparentemente descontrolado, há uma interpretação catastrófica destas reações corporais, como se fossem perigosas.

As crises de pânico podem tanto começar com uma reação inesperada do corpo ou a partir de pensamentos negativos. Nas crises surge o medo de perder o controle e os pensamentos catastróficos vão acentuando a ansiedade, intensificando a crise.

Para o psicólogo Artur Scarpato, há quatro tipos principais de pensamentos catastróficos que aparecem nas crises de pânico:

(1) de perda o controle;

(2) de que se vai desmaiar;

(3) que vai morrer e/ou;

(4) que está enlouquecendo.

Ao acreditar nestes pensamentos catastróficos negativos, a pessoa fica aprisionada na dinâmica da Síndrome do Pânico.

Conheço um irmão e amigo que sofreu por um tempo com a Síndrome do Pânico e me recordo de suas narrativas bastante impressionantes quando lhe sobrevinha as crises. Foi através da Palavra de Deus e tratamento adequado com profissional competente que hoje ele está muito bem!

A Bíblia relata que após a crucificação de Jesus, os discípulos se trancafiaram na casa de algum deles em Jerusalém com medo dos judeus representados pelos fariseus. Posso até imaginar Pedro olhando pelo “buraco da fechadura” e Thiago pela fresta da janela se não tinha nenhum fariseu rondando a casa para apanhá-los, até que Jesus inexplicavelmente e miraculosamente surgiu no meio da sala com as palavras “Paz seja convosco!” (Jo 20.19).

A saudação de Jesus: “…Paz seja convosco!” era uma saudação oriental bastante comum. Neste caso, porém, tendo saído dos lábios do Senhor Jesus ressurreto, se revestia de um sentido todo especial, pois trazia nelas, a segurança e a proteção divina ante ao perigo que trazia medo aos discípulos.

Note que Jesus falou por duas vezes as palavras “Paz seja convosco” (Jo 20.19,21), pois o pânico havia atingido a alma daqueles irmãos, no entanto, Jesus estava substituindo aquele sentimento perturbador e inibidor em alegria e coragem! As palavras de Cristo dissiparam imediatamente o pânico que havia entre os discípulos.

A palavra “paz” no original grego é “eirene” e gosto de alguns de seus significados: “estado de tranquilidade nacional!”; “Segurança!”; “Paz e harmonia que fazem e mantêm as coisas seguras e prósperas!”!

Somente a presença da paz de Cristo pode remover completamente qualquer sorte de pânico que esteja enraizada a alma humana!

1.2 – Sintomas perigosos

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A psicóloga Estela Noronha explica que os primeiros sintomas da Síndrome do Pânico, foram detectadas em 1.871, na guerra franco-prussiana por Marion Da Costa. Esta foi denominada então como “coração irritável” e posteriormente rebatizada como “Síndrome de Da Costa”, pois apresentava dores intensas nas regiões precordial, palpitações, turvação da visão, vertigens e ataques de diarreia. Este autor, no entanto, não reconhecia o papel central que a ansiedade exercia na manifestação dos sintomas. O reconhecimento veio a ocorrer de imediato pelo psicanalista Sigmund Freud, ao descrever uma crise típica de pânico de uma jovem paciente de 18 anos.

Somente recentemente, em 1980 que o Transtorno de Pânico (TP) foi reconhecido como uma entidade diferente dos outros transtornos de ansiedade, quando foi descrito pelo Manual de Diagnóstico e Estatística, da Associação Americana de Psiquiatria. Deste então não houve mudanças essenciais no diagnóstico do TP, o que demostra sua estabilidade ao longo do tempo. Os sintomas podem variar pouco de um indivíduo para outro ou, no mesmo indivíduo, de um período para outro. Porém, os sintomas básicos (nucleares) são encontrados em quase todos os indivíduos, independentemente de sexo e do contexto sócio-econômico-cultural.

O ataque de pânico é descrito como um período de intenso medo ou desconforto, no qual quatro (ou mais) dos seguintes sintomas se desenvolvem abruptamente e atingem um pico dentro de dez minutos.

De acordo com o CID-10, esta doença é caracterizada pelos seguintes sintomas:

A)  O indivíduo experimenta ataque recorrentes de pânico que não são consistentemente associados a uma situação ou objeto específico e que com frequência ocorrem espontaneamente (isto é, os episódios são imprevisíveis). Os ataques de pânico não estão associados a exercício intenso ou a exposição a situações perigosas ou de ameaça de vida.

B)  Um ataque de pânico é caracterizado por tudo o que segue:

  • Ele é um episódio distinto de medo ou desconforto intenso;
  • Começa abruptamente;
  • Alcança um pico em poucos minutos e dura pelo menos alguns outros minutos.

Tipos de sintomas detectados durante a crise de Pânico:

A – Sintomas de excitação autonômica:

  • Palpitações, batimentos cardíacos fortes ou aumento da frequência cardíaca;
  • Sudorese;
  • Tremor ou estremecimento;
  • Boca seca (não decorrente de medicação ou desidratação.

B – Sintomas envolvendo tórax e abdômen:

  • Dificuldade de respirar;
  • Sensação de sufocação;
  • Dor ou desconforto torácico;
  • Náusea ou desconforto abdominal (por exemplo: estômago revirando).

C – Sintomas envolvendo o estado mental:

  • Sentimentos de atordoamento, desequilíbrio, desfalecimento ou estonteamento;
  • Sentir que os objetos são irreais (Desrealização) ou que o EU está distante ou “não está realmente aqui” (despersonalização);
  • Medo de perder o controle, ficar louco ou desmaiar;
  • Medo de morrer.

D – Sintomas Gerais:

  • Ondas de calor ou calafrios;
  • Sensação de entorpecimento ou formigamento.

A faixa de variação individual de conteúdo e gravidade é tão grande, que dois graus moderados e graves, podem ser especificados:

Transtorno de pânico moderado:

Pelo menos quatro ataques de pânico em um período de quatro semanas.

Transtorno de pânico grave:

Pelo menos quatro ataques de pânico por semana por um período de quatro semanas.

Complicações do Transtorno de Pânico (à medida que as crises do pânico vão se repetindo, os pacientes podem desenvolver as seguintes complicações):

  • Ansiedade entre as crises e hipocondria;
  • Fobias de situações em que se sentem vulneráveis ou desprotegidos.

Nestes casos acima, quando os sujeitos portadores desta síndrome entram numa crise de pânico e não conseguem evitar a situação ou receber ajuda, surge a ansiedade de antecipação. Esta por sua vez, alimenta as fobias, principalmente a agorafobia, bem como a outro sentimento de insegurança e dependência, os quais, podem levar à auto desmoralização, à depressão e eventualmente ao abuso de álcool ou drogas para alívio das sensações desagradáveis.

Geralmente as crises de pânico se iniciam a partir de um susto consciente ou não em relação a estas reações. Sempre que as reações do corpo reaparecem, dispara-se automaticamente ansiedade e pode se iniciar uma crise de pânico.

O início repentino e rápido dos sintomas, associado ao aumento da frequência cardíaca, muitas vezes leva o indivíduo a pensar que vai ter um ataque cardíaco.

Os sintomas são como uma preparação do corpo para fuga de uma ameaça real (sistema simpático). A adrenalina provoca alterações fisiológicas que preparam o indivíduo para o enfrentamento desse perigo.

Destacamos os sintomas mais comuns e sempre presentes em uma crise de Pânico:

  • Aumento da frequência cardíaca (com concentração do sangue na cabeça e membros);
  • Aumento da frequência respiratória (hiperventilação);
  • Ressecamento da boca;
  • Sensação de falta de ar (ocasionada pela não estimulação dos nervos sensitivos intranasais);
  • Medo de morte iminente!

O psicólogo Artur Scarpato afirma que numa crise de pânico a pessoa reage frente aquilo que seu cérebro interpreta como um perigo. Não há um perigo real, apenas uma hiperativação do circuito do medo que dispara um alarme na presença de algumas reações corporais que ficaram associadas a perigo.

A presença destes gatilhos corporais pode disparar ansiedade (entende-se aqui como um alarme do corpo para prevenção do perigo eminente) mesmo quando a pessoa não tem consciência deles. Pesquisas apontam, por exemplo, que numa crise de pânico noturna, estados corporais que ficaram associadas a perigo surgem com a pessoa ainda dormindo e disparam uma reação de ansiedade que acorda a pessoa, muitas vezes já tendo uma crise.

É comum a pessoa viver ansiosamente e experimentar sensações e sentimentos variados. Numa situação que poderia despertar alegria, a pessoa se sente ansiosa; numa situação que provocaria raiva ela também se sente ansiosa. Qualquer reação interna ou sentimento pode disparar reações de ansiedade.

É praticamente impossível alguém se ver livre do pânico sem a ajuda médica, sem um tratamento específico e sem a ingestão de medicamentos que irão controlar a ansiedade e combater o transtorno.

Enfatizamos que Deus é o nosso “socorro bem presente na angustia” (Sl 46.1b) para nos consolar, aliviar e nos livrar de toda a sorte de males, inclusive da Síndrome do Pânico. O Senhor, nosso Deus, opera em nosso benefício e não há mal algum que possa durar para sempre quando a Ele recorremos (Sl 34.17).

1.3 – Uma mal que atinge a alma

Por Cláudio Roberto de Souza

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Postado por ebd-comentada


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