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Betel Adultos – 1º Trimestre de 2018 – 11/02/2018 – Lição 6: O sacrifício pela culpa

06/02/2018

Este post é assinado por Cláudio Roberto de Souza

TEXTO ÁUREO 

Levítico 7:2

2 No lugar onde degolam o holocausto, degolarão a oferta pela expiação da culpa, e o seu sangue se espargirá sobre o altar em redor. (ARC)

TEXTO DE REFERÊNCIA

Levítico 5:15-19

15 Quando alguma pessoa cometer uma transgressão e pecar por ignorância nas coisas sagradas do SENHOR, então, trará ao SENHOR, por expiação, um carneiro sem mancha do rebanho, conforme a tua estimação em siclos de prata, segundo o siclo do santuário, para expiação da culpa.

16 Assim, restituirá o que ele tirou das coisas sagradas, e ainda de mais acrescentará o seu quinto, e o dará ao sacerdote; assim, o sacerdote, com o carneiro da expiação, fará expiação por ela, e ser-lhe-á perdoado o pecado.

19 Expiação de culpa é; certamente se fez culpada ao SENHOR. (ARC)

INTRODUÇÃO

Paz do Senhor meus irmãos!

Nesta lição abordaremos o sacrifício pela culpa.

Para alguns estudiosos, o capítulo cinco de Levítico forma uma espécie de apêndice ao capítulo 4, e trata de determinadas situações em que era requerida a oferta pelo pecado ou pela culpa.

Em Lv 5.1-6, temos quatro exemplos relacionados, nos quais uma pessoa podia incorrer em culpa por negligência. Essas são ofensas de tipos bem diferentes, que têm em comum o fato de que o ofensor traz culpa sobre si mesmo pela retenção de informações sobre ofensas de que ele tem conhecimento, mesmo sendo um conhecimento posterior, isto é, passou a saber que era pecado.

  1. Ocultamento de um crime visto ou sabido (Lv 5.1).
  2. Contato com coisa imunda de um animal (Lv 5.2).
  3. Contato com coisa imunda de um homem (Lv 5.3).
  4. Falso juramento (Lv 5.4).

Precisamos ter em mente que todo o pecado torna o homem culpado diante de Deus, pois Ele é santo, portanto totalmente, completamente e plenamente separado do pecado!

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Myer Pearlman afirma que a santidade de Deus significa a sua absoluta pureza moral; ele não pode pecar nem tolerar o pecado. O sentido original da palavra “santo” é “separado”. Em que sentido está Deus separado?

1 – Ele está separado do homem no espaço — Ele está no céu, o homem na terra;

2 – Ele está separado do homem quanto à natureza e caráter — Ele é perfeito, o homem é imperfeito; Ele é divino, o homem é humano; Ele é moralmente perfeito, o homem é pecaminoso.

Vemos, então, que a santidade é o atributo que mantém a distinção entre Deus e a criatura. Não denota apenas um atributo de Deus, mas a própria natureza divina.

Levítico 11:45b

… porque eu sou santo. (ARC)

Isaías 6:3

3 E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. (ARC)

Mesmo havendo tamanha distância entre a natureza pecaminosa do homem e a natureza santa de Deus, Ele sempre provê o meio para que o homem possa se aproximar dEle; desde que o faça com arrependimento, o homem alcança o perdão divino.

Levítico 5:10

10 E do outro fará holocausto conforme o costume; assim, o sacerdote por ela fará expiação do seu pecado que pecou, e lhe será perdoado. (ARC)

1 – CULPADO NAS COISAS SAGRADAS

Diferentemente de outros sacrifícios já apresentados até aqui, o sacrifício pela culpa, reza que quando o transgressor pecasse contra as coisas consagradas a Deus, além do sacrifício de apresentar o animal para expiar o pecado, o culpado deveria também fazer uma restituição em valores monetários.

Levítico 5:15-16

15 Quando alguma pessoa cometer uma transgressão e pecar por ignorância nas coisas sagradas do SENHOR, então, trará ao SENHOR, por expiação, um carneiro sem mancha do rebanho, conforme a tua estimação em siclos de prata, segundo o siclo do santuário, para expiação da culpa.

16 Assim, restituirá o que ele tirou das coisas sagradas, e ainda de mais acrescentará o seu quinto, e o dará ao sacerdote; assim, o sacerdote, com o carneiro da expiação, fará expiação por ela, e ser-lhe-á perdoado o pecado. (ARC)

O capítulo 5 de Levítico contêm a doutrina da Expiação da Culpa, da qual havia duas classes distintas, isto é, transgressões contra Deus e transgressões contra o homem.

Em termos gerais, a oferta pela culpa referia-se a pecados individuais que afetavam pessoas e propriedades e para os quais era possível fazer restituição, enquanto o sacrifício pelos pecados concentrava-se em alguma transgressão da lei feita sem intenção premeditada.

A oferta pela culpa enfatizava o dano causado a outros pelo transgressor, enquanto o sacrifício pelos pecados enfatizava a culpa do transgressor diante de Deus. O sacerdote examinava o transgressor e determinava qual sacrifício era necessário.

Cumprindo os requisitos para este tipo de sacrifício, a culpa era removida e o indivíduo era perdoado.

1.1 – Pecando por ignorância nas coisas sagradas

Um dos sentidos da palavra ignorância é desconhecimento, obscuridade.

Levítico 5:15

15 Quando alguma pessoa cometer uma transgressão e pecar por ignorância nas coisas sagradas do SENHOR, então, trará ao SENHOR, por expiação, um carneiro sem mancha do rebanho, conforme a tua estimação em siclos de prata, segundo o siclo do santuário, para expiação da culpa.

Strong afirma que o termo ‘ignorância’ no texto bíblico é ‘shagagah’ cujo significado é ‘pecado por erro’ ou ‘inadvertência’, ‘pecado inadvertido’ e por fim ‘erro’.

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Para Mackintosh nada pode demonstrar claramente a incapacidade do homem para tratar do pecado como o fato de existir aquilo que é descrito como “pecado de ignorância”. Como poderia ele tratar daquilo que não conhece? Como poderia ele dispor daquilo que nunca entrou nos limites da sua consciência? Era impossível.

A ignorância em que o homem está acerca do pecado é prova da sua absoluta incapacidade para o tirar. Se não o conhece, que pode fazer acerca dele? Nada. É tão impotente como ignorante.

Nem isto é tudo. O fato de haver “pecado de ignorância” demonstra claramente a incerteza que deve acompanhar toda a solução da questão do pecado, a qual não pode aplicar-se a noções mais elevadas do que aquelas que podem resultar da consciência humana mais delicada. Nunca poderá haver paz duradoura sobre este fundamento. Existirá sempre a compreensão dolorosa de que há qualquer coisa que está mal.

Mackintosh conclui, que se o coração não é conduzido a um estado de repouso permanente pelo testemunho da Escritura de que os direitos inflexíveis da justiça divina foram satisfeitos, haverá, necessariamente, uma sensação de mal-estar, e uma tal sensação representa um obstáculo à nossa adoração, à nossa comunhão e ao nosso testemunho.

O pastor Fernando Luiz Viana Alves precifica os valores da restituição acrescida a oferta do animal. O valor do cordeiro era segundo o siclo do santuário.

Êxodo 30:13

13 Isto dará todo aquele que passar ao arrolamento: a metade de um siclo, segundo o siclo do santuário (este siclo é de vinte geras); a metade de um siclo é a oferta ao SENHOR. (ARC)

Uma gera era equivalente a 6 gramas de prata. Como o siclo do santuário era de 20 geras, logo estamos falando de 12 gramas de prata. Como 1 grama de prata equivale aproximadamente a R$ 15,00 (hoje), os valores atuais seriam algo em torno de R$180 reais!

O animal deveria ser um carneiro do rebanho, sem defeito e avaliado segundo o padrão do santuário como oferta de reparação pelo pecado. O culpado ainda deveria fazer uma reparação adicional pelo pecado que cometeu contra qualquer coisa consagrada, acrescentando vinte por cento do valor do cordeiro oferecido para o sacrifício, entregando a quantia ao sacerdote; nos valores de hoje seria algo em torno de R$ 36,00 a mais.

Broadman afirma que esta lei parece relacionar-se particularmente ao sacrilégio, e defrauda em assuntos espirituais, tais como a negligência de consagrar ou resgatar o primogênito, a retenção das primícias, dízimos e afins, e, de acordo com os rabinos, fazer qualquer coisa secular ganhar das coisas divinas, retendo qualquer parte do preço das coisas dedicadas a Deus, ou a recusa que o homem havia prometido pagar, incorria em profanação.

Quantos pecados cometemos contra Deus? Mesmo aqueles que sequer temos a plena consciência que o fizemos?

Louvado seja Cristo, pois o Seu sacrifício na cruz contemplou os pecados que cometemos ignorantemente e que a medida que crescemos na vida cristã, os deixamos.

Sabendo que jamais alcançaremos a plenitude da perfeição estando presos a este tabernáculo terreno, temos a esperança futura de em Cristo o qual nos garante: “Mas, quando vier o que é perfeito, então, o que o é em parte será aniquilado” (1 Co 13.8). Quando Ele se manifestar receberemos um corpo semelhante ao dEle, glorificado e não mais sujeito ao pecado!

Filipenses 3:21

21 que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas. (ARC)

1.2 – Pecando e obrando contra algum de todos os mandamentos

Não havia pecado cuja culpa imposta ao homem fosse efetuada sem a justiça divina. Os padrões para classificar aquilo que é ou não pecado, são determinados por Deus, assim como a remissão. Tudo passa pelo crivo da Sua justiça; mesmo aqueles que ignorantemente eram praticados. Até destes o homem era achado culpado, pois a Lei os esclareciam, os evidenciavam.

Romanos 7:7

7 Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás. (ARC)

Matthew Henry afirma que não há nada sobre o qual o homem natural é mais cego do que sobre a corrupção original. Assim a lei é uma professora que nos leva a Cristo. Assim como aquilo que é reto revela o que está torto, da mesma forma não há como chegar ao conhecimento do pecado que necessita de arrependimento, senão comparando o nosso coração e a nossa vida com a lei!

Levítico 5:17

17 E, se alguma pessoa pecar e fizer contra algum de todos os mandamentos do SENHOR o que se não deve fazer, ainda que o não soubesse, contudo, será ela culpada e levará a sua iniquidade. (ARC)

A Palavra de Deus sempre será a régua que mensura o que é certo ou errado para o homem. Ela e somente ela tem a diretriz que nos conduz a Deus.

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Infelizmente existe muita negligência quanto aos ditames da Palavra do Senhor. Erram por não conhecerem as Escrituras e o poder de Deus (Mt 22.29). Tal descuido faz com que o homem caia em falsas suposições sobre a Palavra ou não recebem as Escrituras como a Palavra de Deus, e desta forma estabelecem seu próprio raciocínio e conceitos corrompidos em oposição as Escrituras, e por vezes não acreditam em nada além do que podem ver.

Um conhecimento correto das Escrituras como fonte de toda a vontade e verdade de Deus revelada flui, e se torna o alicerce sobre o qual a mesma é construída. Esta é a melhor medida preventiva contra o erro.

Guarde a verdade, a verdade das Escrituras, e ela te guardará dos achismos, dos ventos de doutrinas e outras tantas modas que se encontram por aí.

Diz-se que os homens santificam a Deus quando o honram e o reverenciam como Divino. (Nm 20.12; Lv 10.3; Is 8.13.) Quando o desonram, pela violação de seus mandamentos, se diz que “profanam” seu nome — que é o contrário de santificar seu nome. (Mt 6.9). Desta forma alguém poderia  cometer transgressão contra a lei do santuário por ignorância, porém tão logo o conhecimento viesse pela iluminação da Lei, a oferta era oferecida, mas também haviam casos que poderiam violar os direitos do seu próximo através do encobrimento de uma infração cometida, uma mentira, uma declaração conscientemente equivocada, a obra ou negócio fraudentos contra o próximo e até mesmo a agressão não poderiam ser consideradas perfeita ignorância, pois a Lei contemplava tais erros, desta forma, mesmo sem conhecer, mas cometer tais delitos, os ofensores eram advertidos e assim deveriam oferecer a Deus o sacrifício que tinha a ideia de confissão e remissão dos pecados.

Glorificado seja o nome de Jesus que em Si mesmo cumpriu no calvário a questão da culpa pelos pecados desconhecidos e também dos pecados manifestos!

Por Cláudio Roberto

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