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Betel Adultos – 1º Trimestre de 2018 – 21/01/2018 – Lição 3: A oferta de manjares

17/01/2018

Este post é assinado por Cláudio Roberto de Souza

TEXTO ÁUREO 

Levítico 2:11

11 Nenhuma oferta de manjares, que oferecerdes ao SENHOR, se fará com fermento; porque de nenhum fermento, nem de mel algum oferecereis oferta queimada ao SENHOR. (ARC) 

TEXTO DE REFERÊNCIA 

Levítico 2:1-3

1 E, quando alguma pessoa oferecer oferta de manjares ao SENHOR, a sua oferta será de flor de farinha; nela, deitará azeite e porá o incenso sobre ela.

2 E a trará aos filhos de Arão, os sacerdotes, um dos quais tomará dela um punhado da flor de farinha e do seu azeite com todo o seu incenso; e o sacerdote queimará este memorial sobre o altar; oferta queimada é, de cheiro suave ao SENHOR.

3 E o que sobejar da oferta de manjares será de Arão e de seus filhos; coisa santíssima é, de ofertas queimadas ao SENHOR. (ARC) 

INTRODUÇÃO

Paz do Senhor! 

Já mencionamos anteriormente que o livro de Levítico possui diversos tipos e símbolos que apontam para a Pessoa imaculada de Jesus Cristo, bem como a obra que Ele efetuaria na cruz, no futuro. Em nenhum outro livro, encontramos os sacrifícios e ofertas expostos de forma tão detalhada como neste livro!

Nesta lição abordaremos a oferta de manjares, também conhecida como oferta de cereais.

Do mesmo modo das outras oferendas a Deus, a oferta de manjares ou de cereais deveria seguir o princípio já estudado na lição anterior, ou seja, o princípio da voluntariedade.

Também como outras ofertas, esta visava a comunhão do povo com Deus. A oferta de manjares, além do propósito da expressa união com Deus, ela também contemplaria a benção do Senhor sobre a vida daqueles que obravam no Tabernáculo e posteriormente no Templo, isto é, os sacerdotes.

1 – OS INGREDIENTES DA OFERTA

Diferentemente das outras ofertas que envolvem o sacrifício de um animal, como por exemplo o holocausto visto na lição anterior e outros sacrifícios registrados em Levítico como por exemplo a oferta pacífica ou da paz, a oferta pela culpa, a oferta pelo pecado de uma pessoa, do povo ou do sacerdote e outras; a oferta de cereais não envolvia sangue e pelos judeus era considerada como um sacrifício incruento!

O pastor João Lima Peixoto considera que a oferta de manjares era estritamente uma oferta do fruto da terra e preenchia as seguintes condições:

1 – Era uma oferta de serviço: Fruto do trabalho dos israelitas, prefigurando a constância do trabalho da obra do Senhor;

2 – E por último, era uma oferta de comunhão com Deus: O ofertante preparava-a e trazia ao sacerdote para ser oferecida a Deus.

Também da mesma forma que o sacrifício de holocausto, a oferta de manjares contemplava todas as classes sociais.

Como bem frisou Isaías Silva Freitas e Raimundo Ferreira de Oliveira, ninguém era pobre demais que não pudesse oferecer alguma coisa para Deus. Podiam oferecer flor de farinha de trigo, bolos cozidos e ofertas de cereais das primícias da seara. A oferta era dada de acordo com as possibilidades do ofertante.

As ofertas de manjares ou de cereais antecediam à época de Moisés. Lemos acerca delas em conexão com Melquisedeque (Gn 14.18) e mesmo antes, nos dias de Caim (Gn 4.3). Logo, era um rito pré-hebraico, que veio a fazer parte do sistema sacrificial mosaico.

Os elementos constituintes da oferta de manjares prescritos na Lei dada a Moisés eram:

1 – Flor de farinha sem fermento – símbolo da sinceridade e da verdade (1 Co 5.8);

2 – Sal – símbolo de perpetuidade e preservação (Mt 5.13); significa que a consa­gração não é temporária, é eterna e incorrupta (Hb 12.14);

3 – Óleo – símbolo de consagração, alegria; símbolo do Espírito Santo (At 10.38; Hb 1.9);

4 – Incenso – emblema de oração, súplica e fragrância (SI 141.2; Lc 1.10; Ap 5.8).

A oferta de manjares podia ser apresentada em uma dentre as cinco formas:

1 – Flor de farinha;

2 – Bolos assados no forno;

3 – Bolos assados numa assadeira;

4 – Bolos assados numa frigideira ou;

5 – Grãos esmagados de espigas verdes.

Quanto à sua natureza, a oferta de manjares (ou de cereais) que neste caso simboliza serviço, satisfazia os seguintes requisitos:

1 – Era uma oferta da preservação da vida – SAL;

2 – Era uma oferta de serviço – VOLUNTARIEDADE;

3 – Era oferta do sustento do Ministério – PARTE ERA DO SACERDOTE;

4 – Era oferta apontando para a vida no Espírito – AZEITE;

5 – Era símbolo de comunhão espiritual com Deus – FARINHA SEM FERMENTO;

6 – Era a oferta da oração – INCENSO.

A oferta de manjares, apresenta Cristo Jesus como Homem.

Assim como o holocausto simboliza Cristo na morte, a oferta de manjares representa-o na vida.

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A oferta de manjares nem sequer havia derramamento de sangue. Encontramos nela uma formosa figura de Cristo, como viveu, andou e serviu na terra.

C.H. Mackintosh informa: Pouca coisa há em que revelamos maior fraqueza do que em mantermos uma comunhão vigorosa com a perfeita humanidade de nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso sofremos tanto com a falta de frutos, inquietação, divagações e erro. Se estivéssemos compenetrados, mercê de uma fé simples, da verdade que à direita da Majestade nos céus está um Homem real — Um cuja simpatia é perfeita, cujo amor é insondável, cujo poder é onipotente, cuja sabedoria é infinita, cujos recursos são inesgotáveis, cujas riquezas são inexauríveis, cujo ouvido está sempre atento às nossas petições, cuja mão está aberta a todas as nossas necessidades, cujo coração está cheio de ternura e amor inefável por nós — quanto mais felizes e elevados seríamos e quanto mais independentes dos meios correntes da criatura estaríamos, fosse qual fosse o canal por onde viessem”? Não há nada que o coração possa desejar que não tenhamos em Jesus. Suspira por verdadeira simpatia”? Onde poderá encontrá-la senão n’Aquele que pôde juntar as Suas lágrimas às das desoladas irmãs de Betânia? Anela o gozo de uma sincera afeição”? Só pode encontrá-la no coração que manifestou o seu amor em gotas de sangue. Procura a proteção de um poder eficaz”? Nada mais tem a fazer senão olhar para Aquele que criou o mundo. Sente necessidade de uma sabedoria infalível para o guiar? Entregue-se Aquele que é a sabedoria; “o qual por nossos pecados foi feito por Deus sabedoria”. Em resumo, temos tudo em Cristo.

A mente divina e as afeições divinas encontraram um objetivo perfeito em “Jesus Cristo, homem”; e, seguramente, se existe na pessoa de Cristo o que pode satisfazer Deus perfeitamente, há também o que nos deveria satisfazer, e nos satisfará, na proporção em que, pela graça do Espírito Santo, andarmos em comunhão com Deus.

M.Ryerson Turnbull afirma que a oferta de manjares não era somente uma dádiva ou presente oferecido a Deus dos frutos da terra, mas de frutos que requeriam labor e fadiga.

Wiesber também argumenta na mesma linha de raciocínio ao afirmar que uma vez que os grãos representam o fruto de nosso trabalho, a oferta de manjares era uma forma de os israelitas consagrarem a Deus aquilo que o Senhor os havia capacitado a produzir.

Nisto estavam envolvidas:

1 – A preparação do solo;

2 – A cultura e a colheita das searas;

3 – A moagem do grão;

4 – A preparação do alimento (que era a oferta).

Tal oferta era o resultado do labor das mãos do povo. Estes fatos revelam a significação real da oferta de manjares.

Enquanto o holocausto representava a consagração da vida e da própria pessoa a Deus, a oferta de manjares simbolizava a consagração dos frutos do seu trabalho.

A oferta de manjares pode ser também uma lembrança da petição “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 6.11).

Deus nos convida a consagrar-lhe o fruto do nosso labor, seja na fazenda, na loja, na oficina, na fábrica, no lar, na igreja ou mesmo na rua. Que mudança não operaria em nosso espírito tal consagração do nosso trabalho, se em nossas tarefas diárias nos lembrássemos desse princípio vital, fundamental mesmo em nossas vidas de Filhos de Deus! Que mudança não se operaria nos tesouros da casa do Senhor!

1.1 – Flor de farinha

A farinha utilizada para o uso da oferta de manjares não era uma farinha comum, mas era a flor de farinha, a melhor farinha. Para chegar àquele ponto, era preciso o esmagamento do trigo, e depois era necessário passar por uma peneira de furos bem pequenos, a fim de que ficasse o mais fina possível.

Este processo apontava o sofrimento de Jesus, sua aflição, sua angústia, paixão, dores, suplício e martírio.

Com esta farinha fazia-se os bolos que normalmente eram retangulares ou arredondados, de espessura aproximada de um polegar, e do tamanho de um prato ou travessa. Por isso não era para ser cortado, mas quebrado.

‘Manjares’ em Hebraico é ‘minchah’ e significa ‘repartir’. Também há outros significados como: ‘presente’, ‘tributo’, ‘oferta’, ‘dádiva’, ‘oblação’, ‘sacrifício’, ‘oferta de cereais‘.

Cristo foi o presente de Deus a humanidade – “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3.16); A oferta perfeita, a dádiva mais preciosa que tamanho valor o revelou como sendo “o Desejado de todas as nações” (Ag 2.7).

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A flor de farinha simboliza o ministério de Cristo na terra. Sua retidão e imparcialidade se destaca de forma maravilhosa!

C.H. Mackintosh afirma que a “flor de farinha” pode ser considerada como a base da oferta; nela temos uma figura da humanidade de Cristo, na qual se encontram todas as perfeições. Nela se encontram também todas as virtudes prontas para ação eficiente, a seu tempo. O Espírito Santo deleita-se em mostrar a glória de Cristo, em o apresentar em toda a Sua excelência incomparável — em o apresentar diante de nós em contraste com tudo mais. Põe-no em contraste com Adão, até mesmo no seu melhor e mais elevado estado, como lemos: “O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu” (1 Co 15:47). O primeiro Adão, até mesmo no seu estado de inocência, era “da terra”; mas o segundo Homem era “o Senhor do céu”.

A sombra deste Homem perfeito passa perante nós na “flor de farinha” que formava a base da oferta de manjares. Não havia nela um grão mal moído. Nada desigual, nada desproporcional, nada revelava aspereza. Não importava qual fosse a pressão vinda do exterior, a superfície era sempre uniforme. O Senhor nunca foi perturbado por quaisquer circunstâncias. Nunca teve de retroceder um passo ou retirar uma palavra. Viesse o que viesse enfrentava sempre as circunstâncias com aquela uniformidade admiravelmente simbolizada na “flor de farinha”.

O Senhor Jesus Cristo foi o único homem perfeito que pisou esta terra. Era em tudo perfeito — perfeito em pensamento, palavras e ação. NEle todas as qualidades morais se encontravam em divina e, portanto, perfeita proporção. Nenhuma qualidade preponderava.

Os escribas e fariseus eram severamente censurados por Ele, enquanto que a samaritana e a mulher que era “pecadora” eram inexplicável e irresistivelmente atraídas para Ele. Nenhuma qualidade deslocava outra, porque tudo estava em bela e airosa proporção. Isto pode verificar-se em todas as cenas da Sua perfeita vida. Podia dizer a respeito de cinco mil pessoas famintas: “Dai-lhes vós de comer”; e, depois de estarem satisfeitas podia acrescentar, “Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca” (Mc 6.37; Jo 6.12).

No jardim do Getsêmani; ali, Ele ajoelha-se no recôndito profundo de uma humildade que ninguém senão Ele podia mostrar; mas, todavia, adiante do bando do traidor mostra uma presença de espírito e majestade que nos faz retroceder e cair por terra. O seu comportamento diante de Deus é de prostração; mas perante os Seus juízes e acusadores de dignidade inflexível. Tudo é perfeito. O desapego, a humildade, a prostração e a dignidade são divinos!

Desta forma a sua vida é para nós, um exemplo a ser seguido!

Por Cláudio Roberto

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