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Betel Adultos – 1º Trimestre de 2018 – 25/03/2018 – Lição 12: Voto e dízimo

21/03/2018

Este post é assinado por Cláudio Roberto de Souza

TEXTO ÁUREO

Levítico 27:32

32 No tocante a todas as dízimas de vacas e ovelhas, de tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao SENHOR. (ARC)

TEXTO DE REFERÊNCIA

Levítico 27:1-4,32

1 Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando alguém fizer particular voto, segundo a tua avaliação serão as pessoas ao SENHOR.

3 Se for a tua avaliação dum varão, da idade de vinte anos até à idade de sessenta, será a tua avaliação de cinquenta siclos de prata, segundo o siclo do santuário.

4 Porém, se for fêmea, a tua avaliação será de trinta siclos.

32 No tocante a todas as dízimas de vacas e ovelhas, de tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao SENHOR. (ARC)

INTRODUÇÃO

Paz seja convosco!

Somente pela graça e as misericórdias do Senhor, estamos chegando ao final de mais um trimestre.

Tenho certeza que cada um de nós tivemos grandes desafios, mas agora é hora de celebrarmos a última lição e confraternizarmos com nossos alunos e demais classes da EBD – A Deus e somente a Ele seja a glória!

Nesta lição abordaremos sobre um tema também muito importante. A alegria de servirmos a Deus e de também adorá-lo com nossas contribuições.

Em nossos dias, devemos ter a consciência que o assunto pode trazer desconforto e incômodo em alguns arraiais cristãos, no entanto, enfatizamos que este tema faz parte do conteúdo bíblico e como tal deve ser abordado. Cremos que uma vez, a questão sendo bem apresentada e esclarecida, abrirá imensa porta para que o povo de Deus seja ainda mais abençoado e fechará também, a porta dos questionamentos e interrogatórios maliciosos quanto ao assunto.

Este é o nosso objetivo nesta lição!

1 – VOTOS E DÍZIMOS

Percorrendo as Escrituras encontraremos presentes tanto o voto como o dízimo.

A diferença entre um e outro pode ser resumida no fato de que os votos são propósitos ou promessas que o indivíduo fazia a Deus de forma espontânea, voluntária, porém, uma vez que o voto fosse pronunciado, deveria ser cumprido (Ec 5.4).

Dízimos por sua vez, é uma das prescrições contidas na Lei Mosaica conforme lemos em levítico 27.30-32 (apesar de termos registros do ato antes de sua formalização pela Lei – Gn 14.20); e que necessariamente deveria ser observada com atitude de deleite, alegria e prazer, pois de certa forma o homem tornava-se participante com Deus de Sua obra na terra, suprindo as necessidades do templo, dos sacerdotes, órfãos, viúvas e desafortunados.

Segundo o pastor Antônio Aurindo de Araújo, o dízimo possui três finalidades básicas:

1 – Para a manutenção da obra do Senhor (Ml 3.10,11; 2 Cr 31.5,10);

2 – Para a manutenção dos obreiros do Senhor (Nm 18.24,26; Ne 10.37; Dt 26.12,13);

3 – Para a manutenção do templo do Senhor (Ne 13.11,12; Ag 1.4,6,9).

O dízimo ainda possuí três princípios basilares:

1 – Princípio da obediência (1 Sm 15.52; Hb 5.8; At 5.29);

2 – Princípio do reconhecimento (Sl 116.12; 1 Ts 5.12; 2 Co 1.14; Pv 3.9,10);

3 – Princípio da Gratidão (Gn 14.20; 28.22; 1 Ts 5.18).

1.1 – Os votos

Com toda certeza todos nós já estivemos envolvidos em votos ou promessas feitas a Deus. Normalmente um voto ou promessa é feito a fim de receber algo que precisamos. “Senhor, se fizeres isto para mim, então farei aquilo para o Senhor”.

Exemplo de pessoas na Bíblia que fizeram um voto ao Senhor:

Jacó – Prometeu entregar o dízimo em gratidão a Deus por cada benção recebida em sua jornada (Gn 28.20; 31.13);

Os Israelitas – Prometeu destruir todas as cidades de Canaã se o Senhor os entregasse em suas mãos (Nm 21.2);

Jefté – Prometeu dar a Deus aquilo que saísse da sua porta se o Senhor desse os Amonitas em suas mãos (Jz 11.31,39);

Ana – Prometeu entregar o filho que lhe nascesse ao Senhor, porquanto era estéril (1 Sm 1.11);

Jonas – Prometeu oferecer sacrifício ao Senhor no seu Templo se fosse salvo de dentro do grande peixe (Jn 2.9);

Paulo – A Bíblia menciona que este rapou a cabeça por causa de voto ao Senhor (At 18.18);

Os 4 homens em Jerusalém – Estes senhores fizeram um voto a Deus (At 21.23).

Note que os votos registrados acima e que temos conhecimento do seu propósito, envolve a partícula condicional “SE”.
“Se Deus fizer, eu farei algo também!”. Este parece ser um princípio geral do voto.

Me lembro que no dia 12/12/2016 fui acometido de uma terrível crise renal (era a segunda crise que passava em menos de 5 cinco meses e todas me levaram a internação e grande sofrimento). Na época, eu minha família já fazíamos cultos domésticos, porém a nossa agenda não era constante. As vezes ficávamos meses sem fazer o culto, mas naquela crise, estávamos realizando o culto e foi quando sentindo fortes dores que me custava falar, disse a família se concordavam em fazer um voto ao Senhor… Se acaso me livrasse daquelas dores, a Ele prestaríamos o nosso culto semanalmente, sem falhas, pelo que todos concordaram. Naquela noite, custei cantar e ministrar a palavra para a minha casa, pois as dores eram muito fortes. Assim que concluímos o culto, fui levado ao hospital, mas antes de lá chegar, já não sentia mais dores. O hospital me serviu apenas para ir ao banheiro e expelir duas pedras. Há mais de um ano fazemos o nosso culto doméstico todas as semanas sem falhas, e de vez em quando os meus rins doem, mas crises nunca mais tive – Aleluia!

Levítico 27:2

2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando alguém fizer particular voto, segundo a tua avaliação serão as pessoas ao SENHOR. (ARC)

O dicionário tradicional da língua portuguesa traz algumas definições importantes sobre a palavra ‘voto’:

1 – O objeto que representa a promessa;

2 – Obrigação contraída moralmente por promessa feita à divindade ou a seres sobrenaturais.

3 – Promessa solene;

4 – Cumprimento de promessa.

No âmbito teológico, Strong também define a palavra ‘voto’: A palavra hebraica é ‘neder’ e significa ‘voto’, ‘oferta votiva’. Russel Shedd complementa ao afirmar que a palavra também vem da raiz de ‘nãdhar’ e quer dizer ‘prometer’.

O Dicionário Enciclopédico da Bíblia nos traz mais detalhes sobre o conceito do voto bíblico: O costume religioso do voto deve ter sido muito antigo em Israel, e espontaneamente praticado pelo povo, pois nenhum texto prescreve o voto (só é prescrito o lugar em que os votos devem ser cumpridos: Dt 12). Os votos muitas vezes são mencionados ao lado das “ofertas espontâneas”, das quais constituíam uma categoria especial (Lev 7,16; Núm 15,3; Dt 12,6 e outros). O que já era obrigatório por outros motivos, não podia ser objeto de um voto. Os votos de que temos noticia foram todos feitos numa situação difícil, em que a pessoa desejava um auxilio, prometia fazer ou omitir alguma coisa, se Deus de fato ajudasse.

Esse caráter condicional encontra-se em todos os votos positivos em que a pessoa consagrava alguma coisa ou alguém a Deus ou ao templo (Gn 28.20; Nm 21.2; Jz 11.30s; 1 Sm 1.11; 2 Sam 15.7s).

Existia também o voto negativo ou de abstenção, que era geralmente incondicional (1 Sm 14.24; Nm 30), e pelo qual a pessoa se abstinha de alguma coisa para obter de Deus um determinado favor. O objeto do voto é sempre algum ato de culto (sacrifício, jejum etc.); votos de fazer algum ato de caridade para com o próximo não se encontram na Bíblia.

Frequentemente o voto era confirmado por um juramento ou uma maldição (1 Sm 1.24), de sorte que é difícil, às vezes, distinguir entre voto e juramento.

Cumprindo o voto, a pessoa cantava muitas vezes, em sincera gratidão, a ajuda e a salvação de Deus; foi em tais ocasiões que se compuseram Salmos como: Sl 65; 66; 116. Em outros salmos o próprio voto é formulado; por exemplo, Sl 61.

O último capítulo de Levítico trata dos votos voluntários proferidos diante do Senhor. O texto estabelece que o indivíduo poderia agradecer alguma bênção que recebeu do Senhor por meio de um voto com respeito a uma pessoa (o próprio indivíduo ou algum membro de sua família), um animal, uma casa ou um campo (Lv 27.1-27).

Era também uma decisão voluntária da parte de algum israelita, para se dar a si mesmo e as suas possessões ao Senhor.

O voto de consagração era algo muito especial. Champlin afirma que existiam os votos que poderiam ser dispensados mediante pagamento de certa quantia que era considerada uma redenção ou resgate. A dispensa, pois, era comprada e daí vem a ideia de redenção.

Então, caso um indivíduo fosse consagrado ao Senhor, o preço do resgate a ser pago ao sacerdote a fim de que o voto fosse dispensando, seguia a seguinte relação de valores:

Um homem entre 20 e 60 anos de idade: 50 siclos de prata;

Uma mulher entre 20 e 60 anos de idade: 30 siclos de prata;

Um homem entre 5 e 20 anos de idade: 20 siclos de prata;

Uma mulher entre 5 e 20 anos de idade: 10 siclos de prata;

Um homem entre 1 mês e 5 anos de vida: 5 siclos de prata;

Uma mulher entre 1 mês e 5 anos de vida: 3 siclos de prata;

Um homem com mais de 60 anos de idade: 15 siclos de prata;

Uma mulher com mais de 60 anos de idade: 10 siclos de prata.

Quanto ao resgate de um campo ou possessão, seguia-se a prescrição do Ano do Jubileu que estudamos na lição passada e que Levítico 27 cita (Lv 27.21-26).

Ralph Gower diz que dentro do pátio (se referindo ao templo) havia quatro salas, uma para guardar a lenha do sacrifício, outra um lugar silencioso onde os que faziam votos podiam isolar-se (veja At 21.26) – grifo meu.

Ela ainda afirma que a oferta de paz, era uma refeição de confraternização na qual o adorador e seus amigos sentavam para comer em paz com Deus. Depois da confissão e do sacrifício, a parte de Deus — a gordura — era queimada sobre o altar. O que sobrava era comido pelo adorador, sua família e amigos (Lv 3; 7.11-21,28,34). Essa oferta podia ser usada para exprimir agradecimento, acompanhar um voto, ou como oferta voluntária.

Como vimos que o conceito do voto é de uma promessa, promessa esta, feita a Deus, é imperativo que aquele que votou tenha plena consciência do que fez. Promessa a Deus, não é promessa ao homem. Há seriedade e gravidade aqui!

Eclesiastes 5:4-5

4 Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o.

5 Melhor é que não votes do que votes e não pagues. (ARC)

O grande rei e sábio Salomão fornece prudente conselho àqueles que cogitam votar um voto a Deus. Salomão está falando de responsabilidade! A realidade é que um voto é uma ligação feita na alma conforme lemos:Quando um homem fizer voto ao SENHOR ou fizer juramento, ligando a sua alma com obrigação, não violará a sua palavra; segundo tudo o que saiu da sua boca, fará (Nm 30.2). Entendemos que há algo especial e muito mais profundo aqui. Não se trata de pronunciar palavras levianas, mas de se fazer um compromisso cuja obrigação está interiorizada na alma. Algo entranhado no íntimo, onde somente o Senhor tem acesso e que deve necessariamente ser cumprido!

Matthew Henry afirma: “Quando, sob a angústia (SI 66.14), ou em busca de um pouco de misericórdia (1 Sm 1.11), a Deus fizeres algum voto, saiba que tu abriste a tua boca para o Senhor e não podes voltar atrás; portanto:

  • Pague-o;
  • Cumpra o que você prometeu;
  • Traga para Deus aquilo que você dedicou a Ele;
  • O que votares, paga-o;
  • Paga completamente e não tomes de volta nenhuma parte do pagamento;
  • Paga corretamente;
  • Não o mudes ou o troques, assim era a Lei (Lv 27.10).”

Jefté, foi juiz em Israel e seu voto para muitos, é exemplo da precipitação dos lábios:

Juízes 11:30-31

30 E Jefté fez um voto ao SENHOR e disse: Se totalmente deres os filhos de Amom na minha mão,

31 aquilo que, saindo da porta de minha casa, me sair ao encontro, voltando eu dos filhos de Amom em paz, isso será do SENHOR, e o oferecerei em holocausto. (ARC)

Vimos que os votos eram inteiramente voluntários, mas o Senhor esperava que fossem cumpridos (Ec 5:1-6). Jefté votou ao Senhor que se Deus desse aos israelitas a vitória sobre os amonitas, ele sacrificaria ao Senhor aquilo que saísse primeiro de sua casa quando voltasse a Mispa.

Quanto mais estudamos o voto de Jefté, mais enigmático ele parece. Wiesber afirma que Jefté poderia ter dito simplesmente: “Deus, se o Senhor me ajudar a derrotar os inimigos, prometo oferecer-lhe um grande holocausto quando voltar para casa”. Porém, Jefté usou termos ambíguos para expressar seu compromisso. Como ele sabia o que ou quem sairia pela porta de sua casa? E se a primeira coisa a sair para recebê-lo fosse um animal impuro, inaceitável como sacrifício a Deus? Nesse caso, não poderia cumprir seu voto!

Os termos hebraicos traduzidos por “quem” se encontram no gênero masculino e indicam que esperava encontrar uma pessoa, mas e se essa pessoa fosse o filho de algum vizinho ou um desconhecido? Que direito Jefté possuía de tirar a vida de uma dessas pessoas e, portanto, oferecer a Deus um sacrifício que não havia lhe custado coisa alguma (2 Sm 24.24)? Além disso, por certo Jefté sabia que Jeová não aprovava nem aceitava sacrifícios humanos. Jefté mostrou ter conhecimento das Escrituras do Antigo Testamento e deveria saber do que havia acontecido com Abraão e Isaque (Gn 22) e estar a par da Lei (Lv 18.21 e 20.1-5; Dt 12.31 e 18.10).

Mesmo levando em consideração que o período dos Juízes foi uma era de trevas espirituais na história de Israel e que os israelitas cometeram inúmeros erros, é de se duvidar que os amigos e os vizinhos de Jefté tivessem permitido que ele matasse a própria filha para cumprir um voto imprudente. Os soldados de Saul não permitiram que matasse seu filho, Jônatas, que havia quebrado o voto insensato do pai (1 Sm 14.24-46).

Ademais, onde Jefté poderia oferecer a filha como sacrifício? Sem dúvida, sabia que Deus aceitava somente os sacrifícios realizados no altar do tabernáculo (Lv 17.1-9), os quais deveriam ser oferecidos pelos sacerdotes levíticos. Jefté teria de viajar até Siló para cumprir seu voto (Dt 16.2, 6, 11, 16) e é de se duvidar que, com ou sem vitória, até mesmo o menos inspirado dos sacerdotes realizasse um sacrifício humano sobre o altar santificado de Deus. Na realidade, se o povo descobrisse que Jefté estava indo a Siló sacrificar sua filha, é bem possível que o tivessem impedido ao longo do caminho e raptado a menina! Era impossível um herói nacional se esconder facilmente do que estava fazendo e, sem dúvida, a história teria se espalhado sem demora pelo povo durante o período de dois meses de espera (Jz 1 1.37-39).

Vários comentaristas mostraram que a pequena conjunção “e” (Jz 11:31) pode ser traduzida como “ou”. (No hebraico, é a letra ‘vav‘ que costuma significar “e”. Se usarmos essa abordagem, então o voto tem duas partes: aquilo que fosse ao encontro dele seria consagrado ao Senhor (se fosse uma pessoa) ou sacrificado ao Senhor (se fosse um animal).

Acreditamos que uma vez que foi recebido pela filha, Jefté a consagrou ao Senhor para servi-lo no tabernáculo (Ex 38.8; 1 Sm 2.22). Ela permaneceu virgem, o que significa que não teve a alegria de tornar-se mãe nem de dar continuidade à herança do pai em Israel. Esse fato seria motivo suficiente para que ela e as amigas passassem dois meses se lamentando, pois, toda filha desejava ter uma família, e todo pai desejava netos para dar continuidade à herança da família. Em momento algum o texto diz que Jefté matou a filha; também não encontramos ninguém pranteando a morte da menina. A ênfase em Juízes 11.37-40 é sobre o fato de a filha ter permanecido virgem.

Juízes 11:39-40

39 Ao fim dos dois meses, tornou ela para seu pai, o qual lhe fez segundo o voto por ele proferido; assim, ela jamais foi possuída por varão. Daqui veio o costume em Israel 40 de as filhas de Israel saírem por quatro dias, de ano em ano, a cantar em memória da filha de Jefté, o gileadita. (RA)

Juízes 11:39-40

9 E sucedeu que, ao fim de dois meses, tornou ela para seu pai, o qual cumpriu nela o seu voto que tinha feito; e ela não conheceu varão. E daqui veio o costume em Israel,

40 que as filhas de Israel iam de ano em ano a lamentar a filha de Jefté, o gileadita, por quatro dias no ano. (ARC)

É difícil crer que as “filhas de Israel” instituiriam o costume de celebrar (e não de “lamentar”, como diz a tradução ARC de nossa língua) o terrível sacrifício de um ser humano, mas é inteiramente compreensível que comemorassem a dedicação e a obediência da filha de Jefté ao ajudar o pai a cumprir seu voto. Ela merece ser colocada ao lado de Isaque como filha fiel, disposta a obedecer tanto ao pai quanto a Deus a qualquer preço.

Todavia, Jefté exemplifica o cuidado que devemos ter em votar ao Senhor, pois voto é dívida e dever a Deus não é uma boa ideia!

Por Cláudio Roberto de Souza

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