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Betel Adultos – 1º Trimestre 2024 – 31-03-2024 – Lição 13 – Personagens bíblicos que salvaram suas famílias

29/03/2024

Evangelista Cláudio Roberto de Souza

TEXTO ÁUREO

Gênesis 7:1 

1 Depois, disse o SENHOR a Noé: Entra tu e toda a tua casa na arca, porque te hei visto justo diante de mim nesta geração. (ARC)

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Josué 24:15 

15 Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. (ARC) 

Hebreus 11:7,31 

7 Pela fé, Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu, e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé.

31 Pela fé, Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias. (ARC)

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Mostrar a decisão que Josué tomou pela sua família; 
  • Ressaltar a obediência de Noé a Deus; 
  • Enfatizar a boa atitude de Raabe de crer em Deus.

INTRODUÇÃO

Olá, irmãos(ãs), paz do Senhor.

Nesta oportunidade iremos abordar três histórias bíblicas interessantes e importantes. Essas histórias oferecem exemplos inspiradores de coragem, fé e decisões que impactaram não apenas as vidas das pessoas envolvidas, mas também o curso da história. Noé, Josué e Raabe enfrentaram desafios únicos e adversidades extraordinárias, mas cada um deles demonstrou uma convicção inabalável em suas crenças e uma disposição para agir de acordo com elas.

Noé enfrentou a incredulidade e o ridículo da sociedade de sua época, mas sua obediência à voz de Deus o levou a construir a arca, que se tornou a única salvação em meio ao dilúvio que inundou a terra. Sua decisão não apenas preservou sua própria família, mas também possibilitou a continuação da vida no planeta.

Josué assumiu a liderança de Israel em um momento crucial, quando a nação estava prestes a entrar na terra prometida. Diante da tentação da idolatria e da influência dos falsos deuses ao seu redor, Josué proclamou com firmeza sua escolha de servir ao Senhor. Sua determinação inspirou seu povo a seguir o mesmo caminho, estabelecendo um fundamento espiritual sólido para a nação.

Raabe, uma mulher cuja profissão a colocava à margem da sociedade, demonstrou uma fé surpreendente ao arriscar sua vida para proteger os espias de Israel. Sua coragem e ação rápida não apenas salvaram sua própria vida e a de sua família, mas também resultaram na conquista de Jericó por parte dos israelitas.

Essas histórias ressaltam a importância da fé, coragem e obediência em face das adversidades. Elas nos lembram que, mesmo quando as circunstâncias parecem impossíveis, Deus pode usar indivíduos dispostos a confiar nele e agir de acordo com sua vontade para realizar grandes feitos e salvar vidas.

1 – JOSUÉ TOMA A DECISÃO POR SUA FAMÍLIA

Josué, além de suas habilidades como comandante militar, também demonstrou uma liderança espiritual excepcional ao orientar o povo de Israel na jornada espiritual rumo à terra prometida. Ele reconheceu a importância de transmitir os ensinamentos e mandamentos de Deus, como registrados no livro da lei de Moisés, para garantir a fidelidade e a prosperidade do povo de Israel.

Ao convocar o povo para renovar seu compromisso com Deus, Josué destacou a necessidade de cada indivíduo escolher a quem servir. Ele não impôs sua decisão sobre o povo, mas sim os encorajou a fazerem uma escolha consciente e voluntária. Essa abordagem reflete sua compreensão da liberdade de escolha e responsabilidade individual diante de Deus.

Ao proclamar sua decisão de que ele e sua família serviriam ao Senhor, Josué estabeleceu um exemplo inspirador para outros seguirem. Sua liderança espiritual foi fundamentada na confiança em Deus e na convicção de que seguir seus mandamentos traria bênçãos e prosperidade para suas vidas.

Essa passagem da história de Josué nos ensina sobre a importância de liderar pelo exemplo, de incentivar outros a fazerem escolhas que honrem a Deus e de reconhecer que cada indivíduo tem a liberdade de decidir seu próprio caminho espiritual.

1.1 – Tomada de decisão pessoal

A palavra “decisão” tem sua origem no latim “decisionem”, que deriva do verbo “decidere”, composto por “de” (fora) e “cadere” (cair). Etimologicamente, a ideia é de “cair para fora”, ou seja, escolher entre diferentes opções e “cair” em uma delas.

Nos dicionários, “decisão” é definida como o ato ou efeito de decidir; resolução; determinação. É o processo de escolha entre alternativas, levando em consideração diferentes aspectos para chegar a uma conclusão ou ação.

No episódio em que Josué decide que ele e sua casa servirão ao Senhor, a palavra “decisão” se encaixa perfeitamente. Josué, como líder espiritual do povo de Israel, toma uma resolução firme e determinada de dedicar sua vida e a de sua família ao serviço de Deus. Ele não apenas faz essa escolha pessoal, mas também a promulga como um exemplo a ser seguido por outros, demonstrando liderança e comprometimento com suas crenças.

Ao enfatizar o pronome “EU” nesta decisão, Josué coloca-se como o principal agente da escolha, assumindo a responsabilidade e o compromisso em primeiro lugar. Ele entende que ser líder significa liderar pelo exemplo, e ao tomar a frente nesta decisão importante, ele espera influenciar outros a seguirem o mesmo caminho.

No entanto, Josué está ciente de que seu exemplo não garante necessariamente que outros o seguirão. Ele entende que cada indivíduo tem sua própria liberdade de escolha e que a decisão de servir a Deus deve ser tomada individualmente, com consciência do dever cumprido e não apenas por seguir um exemplo externo.

Sobre o evento da decisão de Josué, Warren W. Wiersbe afirma que “uma das palavras-chave nesta seção e que aparece quinze vezes é servir. Servir a Deus significa temer, obedecer e adorar ao Senhor. Significa amá-lo, voltar o coração inteiramente para ele e obedecer por vontade própria, não por obrigação. Josué deixou claro que o povo de Israel havia tomado a decisão de servir ao Senhor Deus de Israel. A neutralidade não era uma opção. Porém, se servissem ao Senhor, teriam de se livrar dos falsos deuses que alguns deles adoravam em segredo. Mesmo depois da grande experiência do êxodo, alguns israelitas ainda faziam sacrifícios aos deuses do Egito (Lv 1 7:7; Am 5:25, 26; At 7:42, 43; Ez 20:6-8). Jacó deu a mesma advertência a sua família (Gn 35:2), e Samuel também admoestou o povo de seu tempo sobre isso (1 Sm 7:3ss). Josué não estava sugerindo que o povo poderia escolher adorar os falsos deuses da terra e que Deus aceitaria esse comportamento; não havia outra opção senão adorar ao Senhor. Como um homem sábio e espiritual, Josué sabia que, de modo consciente ou não, todos adoram algo ou alguém, pois a humanidade é “incuravelmente religiosa”. Se os israelitas não adorassem o Deus verdadeiro, acabariam adorando os falsos deuses das nações perversas em Canaã. O que Josué queria deixar claro era que o povo não poderia fazer as duas coisas. Os israelitas garantiram a Josué que desejavam adorar e servir somente ao Senhor Deus de Israel e apresentaram seus motivos. O Senhor os havia livrado do Egito, conduzido pelo deserto e levado à terra prometida. (A primeira parte do discurso de seu líder [Js 24:1-13] havia impressionado o povo!) Josué havia declarado que ele e sua casa serviriam somente ao Senhor (Js 24.15), e o povo disse: “Portanto, nós também serviremos ao Senhor, pois ele é o nosso Deus” (Js 24.18)”.

A afirmação de Josué de que é Deus quem vence as batalhas por eles (Js 24.12) destaca a importância de confiar no poder divino em vez de confiar em suas próprias forças. Isso se alinha com a ideia apresentada em 2 Coríntios 10:4 de que as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus. Josué reconhece que o sucesso vem da intervenção divina e que é essencial confiar em Deus em todas as circunstâncias.

No contexto do povo na época de Josué, era crucial voltar-se para Deus mesmo após testemunhar grandes bênçãos e vitórias nas batalhas. Josué lembra ao povo de suas origens e das intervenções divinas ao longo da história de Israel, enfatizando a necessidade de gratidão e fidelidade a Deus. Ele se coloca como um exemplo para as gerações futuras, destacando a importância de transmitir os ensinamentos e a fé para a descendência.

Resumindo, Josué, como líder do povo de Israel, após estabelecer-se na Terra Prometida, consulta o povo sobre quem eles escolherão servir. Antes de sua resposta, ele lembra ao povo das ações de Deus em favor deles ao longo da história, desde a libertação do Egito até a conquista da terra prometida, destacando a importância de reconhecer e servir ao Deus verdadeiro. Então o povo, toma a sábia decisão de também seguir a proposta de Josué de servirem ao Senhor. Aleluia!

Urge a necessidade de termos a direção de Deus para tomarmos decisões tão sábias que fazem os que estão ao nosso redor refletirem e optarem por conduzirem as suas vidas por caminhos que os levaram a experimentarem a boa, agradável e perfeita vontade do Senhor (Rm 12.2).

1.2 – Tomada de decisão coletiva

Vimos que Josué, líder do povo de Israel após a morte de Moisés, havia tomado uma decisão pessoal de servir ao Senhor junto com sua família. Agora, ele colocava diante do povo uma proposta que exigia um posicionamento coletivo: seguir a decisão de Josué em servir ao Senhor ou tomar um caminho diferente.

Josué conhecia a sua família e tinha consciência que uma das coisas mais lindas e importantes que temos na vida é a nossa família. Ela é o nosso alicerce, o nosso porto seguro, o lugar onde encontramos amor, apoio e compreensão incondicional. É no seio da família que aprendemos valores importantes como o respeito, a responsabilidade, a compaixão e o amor ao próximo. Josué entendeu para preservar a espiritualidade de sua família, precisava conduzi-la a servir ao Senhor.

O ministério de qualquer pessoa, seja ele qual for, começa dentro de casa. Cuidar dos seus é uma obrigação, como nos ensina 1 Timóteo 5:8: “Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel”.

Em 1 Timóteo 3:4-5, Paulo estabelece critérios específicos para aqueles que desejam assumir o papel de bispo na igreja, destacando a importância de governar bem a própria casa como um pré-requisito para o exercício ministerial. Esses versículos afirmam:

“Que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito. (Pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?)”

Essa passagem enfatiza que a capacidade de liderar e cuidar da família é um indicador da aptidão de alguém para liderar na igreja. Portanto, Paulo destaca que a liderança no lar é uma preparação fundamental para o exercício ministerial, pois demonstra a capacidade de cuidar e guiar os outros de maneira eficaz e responsável.

Infelizmente é comum encontrar pessoas que, em sua interação com indivíduos externos, mostram uma grande cortesia, generosidade e respeito, estendendo um “tapete vermelho” de hospitalidade e consideração. No entanto, essas mesmas pessoas podem negligenciar ou até mesmo falhar em demonstrar o mesmo nível de cuidado, gentileza e respeito para com seus próprios familiares. Isso pode ocorrer por várias razões, mas geralmente reflete uma desconexão entre as ações externas e as atitudes internas em relação à família. Aqui estão algumas explicações sobre porque não adianta ser bom para os outros se você não é bom para sua própria família:

Prioridades invertidas: Às vezes, as pessoas colocam uma ênfase excessiva em impressionar ou agradar os outros, enquanto negligenciam as relações mais próximas e íntimas, como as familiares. Isso pode resultar em uma inversão de prioridades, onde a atenção e o cuidado são direcionados de maneira desproporcional para fora de casa.

Falta de intimidade: A familiaridade pode levar à complacência, e muitas vezes as pessoas assumem que seus entes queridos irão entender ou perdoar comportamentos inadequados. Isso pode levar à falta de esforço em manter relacionamentos saudáveis e respeitosos dentro de casa.

Desvalorização dos laços familiares: Algumas pessoas subestimam a importância dos laços familiares e assumem que os membros da família são obrigados a aceitar qualquer tratamento, independentemente de quão desrespeitoso ou insensível possa ser.

No entanto, é crucial entender que o tratamento dispensado à família é uma expressão genuína de quem somos como indivíduos. Se não conseguimos demonstrar bondade, respeito e educação para com aqueles que estão mais próximos de nós, isso lança dúvidas sobre a sinceridade e a integridade de nossas ações externas. Aqui estão algumas razões pelas quais não adianta ser bom para os outros se você não é bom para sua própria família:

Hipocrisia: Se uma pessoa age de forma respeitosa e educada com estranhos, mas trata sua família com desrespeito ou rudeza, isso revela uma falta de congruência entre suas ações e valores. Essa discrepância pode ser percebida como hipocrisia pelos membros da família, minando a confiança e o respeito mútuo.

Fundação dos relacionamentos: Os relacionamentos familiares são a base da sociedade e têm um impacto profundo em nossa saúde emocional e bem-estar. Se não cultivarmos um ambiente de respeito e cuidado em casa, isso pode afetar negativamente o funcionamento familiar e o vínculo entre os membros da família.

Impacto nas gerações futuras: O exemplo que damos em casa influencia diretamente as atitudes e comportamentos das gerações futuras. Se os filhos testemunham desrespeito e falta de cuidado dentro de casa, é mais provável que reproduzam esses padrões em seus próprios relacionamentos, perpetuando um ciclo de disfunção familiar.

Em Marcos 8:36, Jesus nos questiona: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?” Essa pergunta pode ser aplicada também à família. De que adianta ter sucesso em todas as áreas da vida se você negligencia o seu lar e as pessoas que mais te amam?

Portanto, ser bom, respeitoso e educado com as pessoas de fora enquanto negligencia esses aspectos em relação à própria família é inconsistente e prejudicial. O verdadeiro teste de caráter e integridade é como tratamos aqueles que estão mais próximos de nós, e é nesse contexto que nossas ações devem refletir nossos valores mais profundos.

A decisão de seguir o Senhor e seus mandamentos é urgente por várias razões:

Escolha diária: A vida é uma série de escolhas, e a escolha de servir ao Senhor é uma decisão que deve ser feita diariamente. O versículo “Escolhei hoje a quem sirvais” (Josué 24:15) destaca a importância de tomar essa decisão conscientemente, sem adiá-la para o futuro.

Incerteza do futuro: Como mencionado em Provérbios 27:1 e Mateus 6:34, o futuro é incerto e não podemos presumir que teremos amanhã para tomar decisões importantes. A procrastinação pode nos custar a oportunidade de seguir o caminho certo e ter um relacionamento íntimo com Deus.

Impacto no destino eterno: A demora na decisão de seguir a Deus pode ter consequências eternas. Cada dia de adiamento representa uma oportunidade perdida de viver uma vida alinhada com os princípios divinos e pode afetar o destino eterno do indivíduo.

Responsabilidades familiares: Enquanto vivermos, teremos responsabilidades para com nossos filhos e família. Isso inclui orientá-los espiritualmente e ensinar-lhes os caminhos do Senhor. Se não agirmos com urgência para seguir a Deus, podemos perder a oportunidade de influenciar positivamente aqueles que estão próximos de nós.

Consciência pesada: Como pais, temos a responsabilidade de orientar e aconselhar nossos filhos para que evitem armadilhas e situações embaraçosas. Se falharmos em alertá-los sobre as consequências de afastar-se de Deus, podemos carregar um fardo de culpa pelo resto de nossas vidas.

Portanto, a urgência na decisão de seguir o Senhor e seus mandamentos se deve à natureza incerta do futuro, ao impacto no destino eterno e à responsabilidade que temos para com nossos entes queridos. Não podemos deixar para amanhã o que deve ser feito hoje, pois não sabemos o que o futuro reserva e qual será o resultado de nossas escolhas!

1.3 – Tomada de decisão acertada

Josué 24:15b

15 […] porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. (ARC)

O verbo “serviremos” está conjugado no futuro do presente, o que indica uma ação que se iniciará no presente e se prolongará no futuro. Essa conjugação demonstra a convicção de Josué e do povo de que a decisão de servir ao Senhor não era apenas um compromisso momentâneo, mas sim um estilo de vida a ser seguido dali em diante.

Quando um líder espiritual toma uma decisão acertada, isso geralmente traz alegria e inspiração para aqueles que o seguem. No caso de Josué, ao declarar sua decisão de servir ao Senhor, ele não apenas expressou sua própria determinação, mas também influenciou e deu consciência ao povo sobre a importância de fazer a mesma escolha.

A declaração de Josué teve um grande efeito porque:

Exemplo de liderança: Josué, como líder espiritual, deu um exemplo claro ao tomar uma decisão firme e corajosa de servir ao Senhor. Isso inspirou confiança e respeito entre o povo.

Influência moral: A declaração de Josué transmitiu uma mensagem moral poderosa, destacando a importância de colocar Deus em primeiro lugar em suas vidas. Isso levou as pessoas ao redor a refletirem sobre suas próprias escolhas e prioridades espirituais.

Unidade e coesão: Ao declarar sua decisão de servir ao Senhor, Josué uniu o povo em torno de um propósito comum e fortaleceu a coesão do grupo. Isso os motivou a agir em uníssono e a tomar uma posição firme em relação à sua fé.

Confiança na intervenção divina: A confiança de Josué na liderança de Deus e na vitória divina nas batalhas transmitiu esperança e confiança ao povo. Isso os encorajou a confiar em Deus e acreditar que Ele estava ao lado deles em sua jornada espiritual.

Assim, a declaração de Josué em servir ao Senhor teve um impacto profundo nas pessoas ao redor, incentivando-as a seguir seu exemplo e tomar a mesma decisão em relação a sua fé e compromisso espiritual.

No entanto, o Teólogo Chester O. Mulder argumenta que quando Josué chamou o povo a fazer uma escolha, os sentimentos das pessoas pareciam ter sido chocados por até mesmo uma alusão à apostasia. “Nunca nos aconteça que deixemos o Senhor para servirmos a outros deuses” (Js 24.16).

Eles, reconheceram que realmente fora o Senhor quem realizara todos aqueles atos poderosos em favor deles. Eles não tinham um desejo consciente de rejeitar a Deus. Eles reconheciam que foi o Senhor que “nos guardou por todo o caminho em que andamos” (Js 24.17). Eles dependeram de Deus para todos os feitos; consequentemente, não tinham um incentivo para deixá-lo. Sua experiência pessoal lhes testificava que Deus sempre lhes fizera bem; “também nós serviremos ao Senhor, porquanto é nosso Deus” (Js 24.18).

Josué desafiou a sinceridade daquelas pessoas. Ele temia que as promessas que elas faziam fossem apenas superficiais. Parece que ele tem o pressentimento de um futuro fracasso por parte do povo. “Não podereis servir ao Senhor” (Js 24.19) sem mostrar um grau mais elevado de dedicação de mente e lealdade do que aquele que o povo já havia mostrado.

A expressão: “não podereis servir”, tem o mesmo sentido lógico de “não pode ser meu discípulo” de Lucas 14.26,27. Josué queria que o povo reconhecesse que as declarações de Deus para a nação eram exclusivas. O Senhor seu Deus jamais ficaria satisfeito com algum tipo de rompante ou entusiasmo temporário. Ele é um Deus santo (Js 24.19); consequentemente, os homens pecadores não podem se colocar diante dele. Ele é um Deus zeloso; portanto, outros não podem receber a afeição nem os direitos que são somente dele. Ele não perdoará a vossa transgressão nem os vossos pecados. Deus não vai fechar os olhos à meia lealdade e nem tolerará a falsidade. Pessoas que vivem uma existência dúbia não podem servir ao Senhor.

Durante sua associação com os israelitas, Josué conscientizou-se da tendência que eles tinham de entrar em situações comprometedoras e de contemporizar. Eles faziam promessas de lealdade com muita facilidade. Josué queria que sua devoção fosse genuína. Deveriam saber com profunda convicção que o comprometimento com outras coisas não era nem praticável e nem possível neste concerto. Josué advertiu que, se Israel violasse esta troca de promessas, “Deus se tornará, e vos fará mal, e vos consumirá, depois de vos fazer bem” (Js 24.20). Ele queria que aquele povo se lembrasse que o Senhor desejava lealdade total e genuína devoção. Jesus Cristo também ensinou que “ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6.24). Tiago enfatizou esta verdade ao dizer que “o homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos” (Tg 1.8).

Portanto, uma decisão tomada acertadamente deverá ser mantida, por isso, o verbo ‘servir’ pronunciado por Josué (“serviremos”) está no presente futuro – Esse tempo verbal transmite uma ideia de compromisso, determinação e confiança na realização da ação hoje e no futuro!

2 – NOÉ SALVA A SUA FAMÍLIA AO CONSTRUIR A ARCA

Evangelista Cláudio Roberto de Souza

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Postado por ebd-comentada


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